+ É impossível não torcer por Juno

28 de janeiro de 2008

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Por: Vitor Diniz

A  vocação pop  do filme de Jason Reitman, que estréia no Brasil no dia 15 de fevereiro, é algo tão marcante que a abertura de Juno (três indicações ao Oscar) com linguagem de videoclipe acaba sendo bem mais indie e bacana do que a maioria dos clipes que são produzidos por aí atualmente.E, se certa vez Win Wenders declarou que um filme sem música é como um livro sem palavras, Juno, se fosse um livro, seria repleto de belas “palavras”, com certeza “escritas” por Belle&Sebastian, Kinks, Cat Power e outros que completam sua deliciosa trilha sonora. Juno é um filme independente, mirado na “aventura” de uma menina ultra-cool vivida por Ellen Page (que pode levar o Oscar de melhor atriz), que está às voltas  com uma inesperada gravidez, tema decorrente do universo jovem. Mas, apesar disso, o longa não esbarra nos clichês desta problemática “lugar comum” e, nem de longe, se trata de mais um filminho americano teen que amanhã estará na Sessão da Tarde.Juno é favorecido por uma inteligente construção e, pela atuação supercativante de Page, se trata de um longa divertido, comovente e eficaz ao mesmo tempo!

Outro mérito do filme é como a protagonista consegue fazer com que os espectadores “torçam” cada vez  mais por ela, vontade que aumenta quando ela declara que seus ídolos são Patti Smith, Stooges e Runaways, e ainda bate o pé ao afirmar que a grande fase do rock foi a cena punk de 77!

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É por essas e por outras que eu insisto em dizer que Juno McGuff é a personagem  pop do momento! Ah! E quando ela falar mal do Sonic Youth, pode ter certeza que é por pura represália…

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+ Estilhaços Urbanos: São Paulo, a capital pop do Brasil!

25 de janeiro de 2008

São Paulo, SP

 

 

 

O SIGNO DA CIDADE 

 

Por: Vitor Diniz

 

Já que a nova edição da coluna estréia justamente no aniversário de São Paulo, nada mais coerente do que fazer uma homenagem à maior e mais importante cidade brasileira, não é?

 

E você sabia que São Paulo está sendo “invadida”, cada vez mais por discos (não voadores necessariamente)? Isso mesmo, está cada vez mais fácil colocar as mãos em um vinil tipo safra 2008 por aí e, daqui a pouco, se bobear, você poderá dar de cara com “This Gift “(Primeiro grande disco do ano), do  Sons & Daughters, banda da Escócia (bendito país) que faz um pop/folk/rock irresistível. O compacto Johnny Cash, lançado por eles em 2006, por exemplo, é incrível!

 

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E, se você busca os clássicos, então aí é mais fácil ainda. Pode ser que agora seja tarde, mas se você der sorte ainda vai achar na mega Livraria Cultura do Shopping Market Place uma edição maravilhosa do fun-da-men-tal “Blonde On Blonde”, de Bob Dylan.

 

Por falar em sorte, nada como achar em uma loja especializada apenas em LPs no centro uma sagrada cópia de “Definitely Maybe”, o primeirão do Oasis (duplo, sendo que os discos são amarelos). Isso sem falar nos últimos de White Stripes e Arcade Fire em lindíssimas edições vinílicas que estão pipocando em várias lojas da cidade. Está dando até para brincar de Berwick Street.

 

E como é niver de Sampa, vai aí uma entrevista feita por este colunista paulistano nascido no Rio com a soberba jornalista Maria Cristina Poli, atualmente na TV Globo. Ela foi responsável pelo especial “O Centro em 4 Estações”, exibido pela TV Cultura em 2002. Âncora do Jornal da Band em 2003, Poli me concedeu esta entrevista  para o site Nova Cultura, e falou sobre este fabuloso projeto e ainda sobre um programa que fazia no Canal 21 dentro de um ônibus que circulava por São Paulo.

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Maria Cristina Poli – OUÇA!

 

E agora eu vou sair correndo aí pela cidade atrás de uma versão especial da cerveja inglesa Newcastle Brown Ale, dedicada ao grupo Maxïmo Park que, assim como esta ótima cerveja, é oriundo de Newcastle, e quem acompanha o Pop Mix sabe que o grupo liderado por Paul Smith é mesmo um dos mais legais do mundo atualmente. Este rótulo da Maxïmo Brown Ale (nome dado à esta versão) foi criado para marcar um show histórico da banda na cidade que tem ainda um dos times mais tradicionais da Inglaterra, o Newcastle United, do craque  Owen!

 

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E agora também seguem abaixo listas que fazem a ponte entre o pop e a metrópole dos 454 anos. Afinal, existe no Brasil cidade mais pop, mais rock, mais blues, enfim, mais bacana do que São Paulo? 

Três grandes canções sobre São Paulo

1 – São Paulo – Guillemots
2 – Velhos Caminhos – Super Oito
3 – Rua Paulo – Ira!

Três bandas que vão abalar São Paulo em 2008 

1 – Comma
2 – 8 Bit pipe
3 – Mariposa

Três melhores shows de 2007 em São Paulo

1 – Kasabian – Planeta Terra
2 – CSS – Planeta Terra
3 – The Killers -Tim Festival

Três lugares para beber Newcastle Brown Ale em São Paulo

1 – All Black Irish Pub (www.allblack.com.br)
2 – Kia Ora Pub (www.kiaora.com.br)
3 – Tortula Padaria (www.tortula.com.br)

           

Vitor Diniz

ESTILHAÇOS URBANOS

Vitor Diniz é editor e apresentador do POP MIX, colunista do Open Jornal e ainda de quebra é fã de Paul Weller e Kate Moss.
vitor.diniz@uol.com.br

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+ “Lord Don’t Slow Me Down” – Oasis

21 de janeiro de 2008

“A banda que mudou a minha vida”.

Frase de Richard Ashcroft simboliza a importância do grupo.

“Lord Don’t Slow Me Down” – OASIS

“Lord Don’t Slow Me Down” - OASIS

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Por: Vitor Diniz

Que o Oasis mudou a vida de, no mínimo, duas gerações de fãs e que também ditou os rumos de algumas vertentes do pop inglês nos últimos 14 anos (o histórico “Definitely Maybe” marcou a estréia da banda em 1994), isso é inegável. Mas ver Richard Ashcroft, o eterno vocalista do The Verve, dizendo que o Oasis é a banda que mudou a sua vida, é no mínimo curioso. Esta cena, gravada durante uma festa de premiação da revista inglesa Q, é apenas um dos grandes momentos do DVD duplo “Lord Don’t Slow Me Down” (Universal Music) recém lançado no Brasil.

O documentário assinado por Baillie Walsh, que destaca o Oasis na estrada e traz entrevistas e cenas de bastidores no melhor estilo Rock and Roll Star, corresponde ao primeiro DVD. As imagens do grupo no Japão, por exemplo, são sensacionais. Já o segundo DVD contém um pulsante show do grupo no atual estádio do Manchester City. No campo do time do coração dos irmãos Gallagher (vale lembrar que o Manchester badalado de Rooney, Ronaldo e Tevez é o outro, o United), uma multidão  parece cantar com todas as suas forças os inúmeros clássicos da banda. Com o repertório calcado no álbum “Don’t Believe the Truth”, este show ratifica a vocação do Oasis como super-banda de arena, algo também reforçado pela presença de grandes músicos em sua formação, como o ex-líder do Ride, Andy Bell no baixo, Gem Archer (a alma do Heavy Stereo) na guitarra e isso sem falar em Zak Starkey, filho de Ringo Star, que tem acompanhado o grupo nos últimos tempos…  Mesmo cometendo uma performance muito boa, o desempenho aqui, ainda assim, é inferior à avassaladora e inesquecível apresentação oferecida pela banda em Maine Road, e que está registrada no DVD There & Then (leia resenha abaixo), que foi lançado em 1996 em VHS, mas que em 2001 ganhou versão em DVD inclusive no Brasil!

Agora os admiradores do Oasis, poderam ver como músicas das últimas safras funcionam ao vivo, “Turn Up the Sun” e “The Importance of Being Idle”, merecem destaque, assim como  “Mucky Fingers”, com Gem Archer, fazendo bonito na gaita, isso sem falar no gran finale com a gelera ensandecida com o grupo tocando “My Generation”, hino lançado pelo The Who em 1965!

Vale salientar que a versão de ‘Lyla”, apesar de ser uma das mais vibrantes do DVD, não supera a que foi tocada pela banda em março de 2006 em São Paulo: punk, crua e com o público brasileiro pulando loucamente debaixo de um temporal no estacionamento do Credicard Hall. Ainda de quebra, nos extras estão os divertidos  comentários do grupo sobre as imagens do documentário.

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“There and Then” – OASIS

“There and Then” - OASIS

 

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Definitivamente Oasis!

Por: Vitor Diniz

Em 1996 a Inglaterra vivia o auge do Britpop e da Oasismania. A cada álbum ou single que o grupo lançava, as lojas tinham que abrir as portas à meia-noite para que os fãs que faziam fila pudessem comprar os discos assim que já fosse permitido, isso sem falar que àquelas alturas a guerra do marketing contra o Blur estava a mil! E em meio à atmosfera da época que o Oasis lançou “There and Then”, magistral DVD que trazia duas soberbas apresentações da banda editadas alternadamente com se fora um único show. A primeira com o então quinteto tocando no estádio Maine Road, reduto do Manchester City que seria demolido depois, e a outra em Londres no Earls Court. A apresentação do Oasis na mega casa de shows da capital inglesa é ótima, mas o que foi a performance do grupo em Maine Road naquele 28 de abril de 1996? Uma das mais contagiantes e felizes atuações de uma banda de rock&roll. Um show que nos faz lembrar dos grandes concertos da cultura rock.

Em “Acquiesce” a dupla Liam e Noel simplesmente só falta fazer chover e se reveza nos vocais impecavelmente. Já “Roll With It” mostra a total conexão entre o grupo e seu público, isso sem falar em “Live Forever” com direito a saudação especial a Lennon. Ainda dão uma graça especial ao DVD covers incríveis de Slade e Beatles. Este é o documento definitivo para entender a relevância do Oasis!

Agora a torcida é para que seja lançado também em DVD o famoso show que o grupo fez em Knebworth, outro marco na brilhante trajetória da banda.

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+ Em entrevista exclusiva, apresentadora portuguesa confessa ser fã do Pearl Jam e conta porque improvisa tão bem na TV

19 de janeiro de 2008

Por: Vitor Diniz 

Uma das grandes opções em termos de  cultura pop  é o programa Curto-Circuito, que parece, de fato,  ser um dos mais antenados da TV européia, e que pode tanto se dar ao luxo de receber, ao vivo no estúdio, Charlotte Hatherley (ex-Ash), quanto exibir uma matéria impagável conferindo a passagem do Babysambles por Lisboa, ou ainda exibir um clipe do The Kills.

O melhor de tudo isso é que esta ótima atração da TV portuguesa pode ser vista todas as noites daqui do Brasil pela Sic Internacional (canal 107 – SKY). E, em uma bancada onde é dificil saber qual é o apresentador mais eficaz, destaca-se inegávelmente a ultra-carismática e cativante Silvia Mendes, que concedeu esta  entrevista por e-mail ao POP MIX.

Curto Circuito
Brasileiros do Lucy and The Popsonics participaram do programa

 

POP MIX: Como você passou a fazer parte da equipe do Curto-Circuito?
SILVIA: O Curto-Circuito é um programa descontraído, atrevido e alternativo, que desde a sua génese procura ter caras que façam a sua estréia televisiva ali mesmo. Regularmente, existem os castings para dar oportunidade a quem esteja em casa, de arriscar e de entrar na aventura “curto-circuitiana”. Eu fui mais um resultado de um casting, o de 2006, juntamente com o João Manzarra, que é nosso rapagão atrás da bancada. Foi tudo um feliz acaso (se bem que, para mim, há sempre um fio de lógica a ligar os acasos). Na altura em que abriu o casting eu estava a trabalhar numa rádio local que atravessava grandes dificuldades e quando pensava que se calhar teria de desviar-me do caminho para o qual estudei, vejo na televisão a promo do casting. Pensei que não tinha nada a perder e lá fui eu. Fui passando pelas várias fases,  até que, no dia 22 de dezembro, soube que seria umas das novas caras do programa. Desde aí até hoje tem sido um ano de uma doce loucura. mas também de evolução profissional. Todos os dias deparamo-nos com desafios diferentes, o que, para mim, torna este trabalho num dos mais interessantes na área da comunicação. 

 

POP MIX: Tanto em uma reportagem externa sobre skate, por exemplo, quanto no estúdio, você mantém uma espécie de “assinatura”, que tanto lhe caracteriza. Isso ocorre sem que você perceba, ou o intuito é mesmo de personalizar mesmo com o seu estilo?
SILVIA: Bem, a assinatura que confiro ao programa é a que confiro à minha vida. Naturalmente, que, no programa, procuro sempre elevar as boas energias durante as duas horas, porque é o meu trabalho e tento fazê-lo com boa onda e sem levar comigo qualquer tipo de interferência pessoal, isto porque, obviamente, nem sempre estamos bem. O que eu acho é que atrás da bancada não podemos jogar à defesa nem tentar ser o que de facto não somos. São duas horas diárias em que abrimos o nosso espaço, a nossa experiência de vida e a nossa maneira de passar por ela, a que nos vê. No meio disto tudo, são sempre necessárias duas coisas: sensibilidade e bom senso. No Curto-Circuito debatem-se muitos temas e alguns deles são sérios, perante isto, temos de encarar os conteúdos com a leveza da eterna  juventude, mas sem nunca esquecer uma boa dose de responsabilidade diante de determinados assuntos. Quando é para a palhaçada, pois bem, entramos na onda do riso e da brincadeira sempre em improviso mode. E claro, nunca é demais lembrar o papel de quem está a trabalhar conosco. Toda a equipa é crucial para o desenvolvimento do programa. Temos de estar todos em sintonia e de espírito aberto para que a magia aconteça.

 

POP MIX: Como desenvolveu tanta facilidade para improvisar ao vivo na TV?
SILVIA: Eu comecei na esfera da comunicação social como jornalista de rádio. Estive alguns anos a trabalhar numa rádio em que o improviso era diário e, de facto, tive a sorte de poder exercitar a comunicação para um auditório. Levei  alguma dessa bagagem para o Curto-Circuito, somando ainda alguma experiência que arrecadei com o teatro, outra grande paixão.  Mas o improviso aprende-se todos os dias, é um processo contínuo, nem sempre é fácil e sobretudo, como tudo na vida, aprendemos ainda mais quando tropeçamos.

 

 

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POP MIX: De que forma você avalia a cena musical  em Portugal?
SILVIA: Acho que poderia estar melhor em matéria de apoio aos músicos que são bastante bons, querem vingar, mas que se deparam com os mais variados obstáculos. Hoje em dia, no entanto, temos já ferramentas que nos permitem descobrir e divulgar música à distância de um clique, como é o caso do MySpace e acho que, em Portugal, tal como noutros países, muitas bandas e projectos a solo conseguem chegar a uma parte do público através da grande rede e dessa troca feliz de “espaços”. Chegar ao grande público é que é mais complicado. Nesse campeonato é exigido um feroz trabalho de divulgação por parte das editoras e, muitas vezes, falta a própria aposta das editoras ou o capital inicial para entrar na aventura da edição de autor. Mas temos muita coisa boa! Posso dar alguns exemplos: Sean Riley and the Slowriders; Blasted Mechanism;  David Fonseca; Da Weasel; Manel Cruz e seus projectos (Ornatos Violeta, Supernada e Pluto); JP Simões; Become Not; Wraygunn; Madame Godard; Dead Combo e os eternos Sérgio Godinho e Jorge Palma.

 

POP MIX: Qual foi a grande entrevista ou reportagem que você fez,  ou a que mais gostou?
SILVIA:
Durante este ano foram tantos os momentos que me marcaram, que é ingrato destacar um, dois, três, quatro e por aí fora. A ter que sublinhar, sublinho a cobertura do Festival Oeiras Alive. Como festivaleira foi bastante gratificante e, sobretudo, uma alucinação de emoções ter trabalhado durante esses três dias e também ter feito a apresentação de uma das minhas bandas de sempre, os Pearl Jam. Nem queria acreditar, sinceramente. Ainda por cima, fiz a apresentação com o Nuno Calado, um homem da rádio e da televisão de referência aqui no nosso cantinho e, essencialmente, grande conhecedor de música. Foi um rasgo de felicidade extrema. Tudo fez sentido durante aqueles dias e noites.

 

POP MIX: É verdade que você é fã do Pearl Jam e torce pelo Benfica?
SILVIA: Pois, lá está. É mesmo verdade. Os Pearl Jam contribuiram com muitos temas para a banda sonora que gosto de pôr a tocar no filme que realizo, o da minha vida. Como tal, estes meninos ocupam um lugar de relevo nas minhas escolhas (para além de, ao vivo, nos arrebatarem como poucos sabem fazer). Acho que, ainda assim,  na música sou bastante ecléctica. Abraço desde os clássicos da música brasileira, como Caetano ou Tom Jobim, até bandas mais alternativas como dEUS, ou outras ainda mais recentes, passando por muitas bandas de culto antigas ou por vários cantautores. São tantos os temas da minha banda sonora. Por exemplo, neste momento estou a ouvir Jeff Buckley, esse  maestro de emoções. O Benfica, sim, é o maior e será sempre o meu clube. É uma questão de classe.

 

POP MIX: Quais foram os grandes shows que você assistiu em Portugal?
SILVIA: Tantos. Destaco o primeiro concerto que vi de dEUS em que no final o público invadiu o palco e muitos acabaram no Bairro Alto a beber um copo com a banda (eu incluída). Foi a verdadeira experiência religiosa. Também amei os  concertos de Pearl Jam, sempre com as emoções ao rubro, os de Ben Harper (quando eram em salas mais pequenas, mais intimistas), de Gomez, de Zita Swoon, do Tom Barman (quando nos visitou a solo) e depois os festivais de verão que já trouxeram a Portugal grandes bandas e grandes nomes da música. Recentemente destaco o concerto apoteótico dos Gogol Bordello em Paredes de Coura e dos míticos Sonic Youth também nesse festival. E claro, Guns n´Roses no Rock in Rio! Foi a banda dos meus 14 anos e foi um maravilhoso regresso à adolescência.

 

POP MIX: Nota-se que existe uma produção muito competente no CC. Como isso facilita, na,prática, o trabalho dos apresentadores?
SILVIA: Facilita e muito. Como dizia há pouco, todos somos o programa. A equipa de produção é essencial. É um desafio constante o trabalho de produção e todos aqui temos uma palavra a dizer em matéria de conteúdos.  Todas as semanas temos uma reunião onde são sugeridas temáticas e ideias que tornam o programa mais rico e atractivo. É a comunhão das nossas  tempestades cerebrais individuais que faz o Curto-Circuito.

 

POP MIX: Assim como na Inglaterra, o grupo brasileiro CSS já anda sendo falado por ai?
SILVIA:
Sim, sem dúvida e  há já algum tempo. Por exemplo no último festival  de Paredes de Coura  muita gente vibrou com o som deles. A uma certa altura estava tudo a vibrar em sintonia naquele espaço mágico e absolutamente magnífico que é o anfiteatro de Paredes.

 

POP MIX: Como você vê o fato do programa ser retransmitido no Brasil, pela Sic Internacional?
SILVIA: Eu sempre que estive no Brasil senti-me em casa por isso é fácil imaginar o que eu sinto quando penso que estamos a ser vistos aí. Para além de ter amigos brasileiros, sinto-me mesmo muito bem desse lado do oceano e se puder “estar aí” todas as semanas melhor. Para mim é um prazer. Sempre que posso mando “aquele abraço” para um Brasil que para mim “continua lindo”.


– PERGUNTA ESPECIAL
(Por Lena F, da banda portuguesa The Clits)

Você acha que há espaço no CC para divulgar as bandas indie portuguesas e estrangeiras?
SILVIA:
Eu acho até que o Curto-Circuito é dos poucos programas em que essa franja da música está presente com frequência. Grande  parte da “personalidade” do programa assenta precisamente na divulgação de projectos indie portugueses ou estrangeiros, o que se coaduna com o espírito alternativo do canal, a Sic Radical.  Espaço e vontade não faltam no programa para a promoção dessas bandas.

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