+ Donita Sparks, ex-líder do L7, retorna ao Brasil para apresentar sua nova banda e relembrar época grunge

28 de fevereiro de 2008

 

Foto: Mondrian Alvez 

 

Por: Marina Mosol e Mondrian Alvez

Donita Sparks retornou ao Brasil após 15 anos da invasão grunge ao país, quando se apresentou com o L7, a inesquecível banda de meninas sujas e malvadas. Ícones do movimento, as garotas incendiaram o Hollywood Rock de 1993 com um som pesado e cheio de atitude, ilustrando com categoria o estilo descabelado, o jeans desfiado e o xadrez que marcou uma era no rock. Parece que foi exatamente essa atmosfera que os fãs esperavam neste último sábado, na Clash Club, em São Paulo.

Foto: Mondrian Alvez

Tanta saudade, mas nem tudo poderia ser como nos áureos tempos. Donita agora é líder do The Stellar Moments, seu novo grupo formado com apenas uma das velhas companheiras, a baterista Dee Plakas. E o público da noite, apesar de enxuto, aguardava confiante de que grandes sucessos do L7 estavam no repertório. Estavam mesmo, ainda bem… O show começou calmo com músicas do recém-lançado “Transmiticate”, que não empolgaram muito, e obrigou a galera a gritar pelos antigos hits (da ex!). Donita manteve o controle, e foi simpática na rebeldia: “Vocês gostam daquela merda, não? Mas antes terão que sofrer!”. Impôs moral apresentando seus novos colegas de palco e um pouco mais das desconhecidas. Que venha o L7!

Foto: Mondrian Alvez

Logo nos primeiros acordes de Diet Pill veio a diferença. Agora sim, os fãs cantando em coro, com punhos erguidos, cabeças balançado e algumas pernas para o alto. A mesma recepção calorosa segue em Deathwish, Shitlist, Fast and Frightning e Fuel My Fire, intercaladas com momentos nem tão contagiantes do repertório do Stellar Moments. O contraste visual com o passado grunge fica mais evidente, chocando com os novos modelitos arrumadinhos e cabelos (des)cuidadosamente planejados.

Foto: Mondrian Alvez

A tão aguardada Pretend We’re Dead foi infalível e iluminou o rosto da galera, como esperado. Surpresa mesmo foi Donita cantarolar, em pleno no refrão, um trecho de Alala, sucesso das brasileirinhas do CSS. Bons momentos.

Foto: Mondrian Alvez    Foto: Mondrian Alvez    Foto: Mondrian Alvez

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+ Guitarrista e líder do Jayhawks, Gary Louris, lança seu primeiro disco solo

25 de fevereiro de 2008

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Por: Rodrigo Sant’Ana       

Gary Louris está no seleto grupo de sublimes cantores e compositores norte-americanos em ascensão, que podem ser considerados as grandes apostas do rock com “descendência sulista” do início do século 21. Completam a trinca Jacob Dylan, líder dos Wallflowers e o prolixo Ryan Adams. Esses três artistas, individualmente ou com suas respectivas bandas vão dar o que falar na segunda década do século. Primeiro, porque são totalmente independentes dentro de suas gravadoras a Rykodisc da Warner; Interscope e Lost Highway ambas do grupo Universal. Segundo porque estão no auge de suas carreiras. E terceiro pelo o que já fizeram aliais. Louris é o segundo da lista a lançar um CD solo. Apenas Dylan não o fez. “Vagabonds” seu primeiro álbum fora dos Jayhawks já era muito esperado pelos fãs mais próximos da banda de Minneapolis e foi lançado há alguns dias nos Estados Unidos.

Um pouco distante do contry-rock do Jayhawks última safra: “Rainny day music”, Louris se solta mais por harmonias complexas e efeitos psicodélicos de lap steel. Esse trabalho não lembra suas duas principais fases no Jayhawks, tanto na parceria de composição com Mark Olsen, nem mesmo o country rock de álbuns fantásticos como “Smile” e o citado “Rainny Day Music”. Nessa empreitada solo Louris preferiu influências do psicodelismo do verão flower-power e ruma por trilhas do country-rock experimental. “Vagabonds” não é um disco que vai conquistar o ouvinte de primeira. Mas com certeza é um lançamento de um artista que, mesmo que discreto, lança muitas tendências.

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+ Arctic Monkeys brilha no Brit Awards

21 de fevereiro de 2008

 

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 FOTOS DO BRIT AWARDS

 

Por: Vitor Diniz 

 

Realizado no último dia 20 em Londres, no mega Earl Court, o Brit Awards 2008 teve como grande estrela Paul McCartney, reverenciado por sua fundamental carreira, mas que  consagrou principalmente o grupo inglês Arctic Monkeys, que levou dois prêmios para casa (Melhor Grupo e Melhor Álbum, graças a “Favourite Worst Nightmare”).

 

Este feito alcançado pelo grupo de Sheffield,  justifica o grande “buzz”(tão questionado na época), criado quando o Arctic Monkeys surgiu e revolucinou o mercado pop na internet, fazendo com que suas músicas ganhassem dimensões globais. Alguns diziam, quando os seus primeiros compactos atingiam o auge da badalação, se tratar de mais uma banda sem talento, hypada pelo NME (New Musical Express), e o fato de “WHATEVER PEOPLE SAY I AM THATS WHAT I AM NOT”, brilhante debut do quarteto ter figurado em tão pouco tempo em várias listas de melhores discos de todos os tempos,  incomodou ainda mais muita gente, e, é claro, exageros que sempre acontecem à parte, o Arctic Monkeys é mesmo uma ótima banda, que surpreende ainda mais pela pouca idade de seus componentes.

 

O Brit Awards é um acontecimento colossal no Reino Unido, e se torna tema de discussões em pubs, cafés, e esquinas, ou seja, um grupo que consegue tal façanha obtém grande popularidade e respeitabilidade eterna. 

Uma das melhores bandas inglesas, teve show prejudicado em São Paulo em 2007 

Apesar de toda a importância da trupe de Alex Turner&Cia, que agora “mandam” cada vez mais na velha ilha, seria uma injustíça cravar o grupo como a  melhor banda inglesa atualmente. Se trata sim,  de uma das melhores com certeza, mas em meio a um universo tão rico, e, queiram os detratores do rock inglês ou não, a Inglaterra é o pais que  produz  mais bandas promissoras por minuto.

 

Então, apesar dos números favorecerem o Arctic Monkeys, devemos lembrar que, na prática, outras quatro bandas da mesma geração dos Monkeys estão no mesmo patamar,  o Maximo Park liderada pelo incrível Paul Smith, os “injustiçados” The Young Knives , Kaiser Chiefs (talvez a melhor ao vivo) e o The Kooks (obviamente nenhum desses  nomes  citados, possui a relevância de grupos como Radiohead e Oasis, verdadeiros patrimônios da cultura britânica)

 

Agora, para quem vive no Brasil e viu o Arctic Monkeys apenas em São Paulo, no Tim Festival  em 2007, ficou a sensação de “bola na trave”, já que, prejudicado pela chuva e por problemas técnicos que atrasaram a programação durante o show do Hot Chip, o grupo fez um show curto, sem direito a “mais um”, e deixando a vontade nos fãs de que o grupo volte para concerto “exclusivo”,  em uma casa de shows da cidade.

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+ Assista ao clipe “The Gold We’re Digging”, do trio novaiorquino Parts & Labor

19 de fevereiro de 2008

“The Gold We’re Digging” é um dos clipes mais bacanas do Parts & Labor, trio do Brooklyn, região de Nova York, que se firma cada vez mais como uma meca do pop. Se você gosta do Hüsker Dü, por exemplo, vai adorar!

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+ Em novo CD, Willie Nelson toca southern rock, blues e country tradicional, é claro

17 de fevereiro de 2008

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Por: Rodrigo Sant´Ana 

Dizem por aí que ele anda cantando tudo o que lhe derem para cantar, mas Willie Nelson talvez esteja mais para músico workaholic do que artista oportunista. Com certeza, diga-se de passagem. Seu novo álbum pela Lost Highway, “Moment of Forever” é uma eclética coleção, de autores que vão desde Dave Mathews, Kris Kristofferson, um obrigatório Bob Dylan, até Kenny Chesney, uma das “novas” estrelas da country music. Na realidade, artista revelado nos anos 90 pela Capricorn Records. Gravadora fundada pelo lendário Phil Walden, o homem que lançou os Allman Brothers Band em 1969. Enfim, Chesney é um dos produtores do disco e também canta com Nelson; “Worry B Gone”.

A enorme musicalidade é um dos traços de Nelson, que neste CD conta com alta tecnologia e técnica de gravação e mixagem, dando ao seu som uma roupagem mais contemporânea. Como se ele gravasse com a banda de Chesney sem perder o tradicionalismo. “Louisiana” de Randy Newman foi uma gravação vitoriosa. “Always Now” uma das duas canções de sua autoria é cantada de forma reflexiva. O clima southern do CD é sintetizado pelos versos de “When I was young and Grandma”: “The sun is high in the Texas sky/ dusty road when a car goes by”. Em “Gravedigger” (Coveiro) o humor sarcastico de Dave Mathews: “Gravedigger when you dig my grave/ could you make it shallow/ So that I can fell the rain”.

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+ Surfista Jack Johnson investe na guitarra em álbum com filosofia paz e amor

14 de fevereiro de 2008

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Por: Rodrigo Sant´Ana 

O ano de 2008 já começou a acontecer, uma prova disso é o novo CD do cantor e compositor Jack Johnson “Sleep Through The Static”, quarto álbum lançado pelo seu próprio selo, o Brushfire. Numa onda zen, o também surfista cria uma atmosfera mais despojada do que seus dois álbuns anteriores “In between dreams” (2005) e “On and on” (2003). Usando o ditado de que “time que está ganhando não se muda”, Johnson continua a parceria com o produtor Robert Carranza, com quem trabalhou nos CDs citados.

Bom vendedor de disco no Brasil, Johnson tem provado que não é um artista passageiro. O novo álbum é uma prova de seu amadurecimento musical e como instrumentista. E a maior mudança é o maior uso de guitarras do que os habituais violões folk. Canções tranqüilas e harmônicas como “Hope”, “If I had eyes” e “Go on” acompanhadas de sua concisa banda. “Same Girl” e”While we wait” soam como pequenos jingles. Característica herdada de seus primeiros lançamentos. Em vários momentos, “Sleep trough the static” inspira a sensação de brisa a beira mar e termina com pés molhados na água salgada de uma praia paradisíaca.  

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+ Estação Tubo: Curitiba e o Carnaval

Por: Marina Mosol

Curitiba na temporada de férias fica como uma cidade de filmes de faroeste, com bolas de feno rolando pelas ruas. Chega o Carnaval e tudo que o curitibano padrão quer é se mandar para a praia. Aí a desolação piora, e se você se esforçar dá até pra ouvir aquela musiquinha assoviando ao fundo. Mas a cidade vazia não significa que falta opção para se divertir. E Curitiba tem Carnaval legal, sim. Só que acontece antes da hora. Nos dias do feriado, quem gosta de viajar e não curte o baticum se joga em um festival ripongo com muito rock, e quem fica por aqui também pode se dar muito bem, pois no aconchego de um pub rola outro festival dos bons. Vou explicar tudo.  

Carnaval raiz

Um mês antes do Carnaval começa a folia do bloco pré-carnavalesco Sacis e Garibaldis. O carnavalzinho, como é carinhosamente chamado, acontece aos domingos entre os casarões históricos do Largo da Ordem, e é a pedida para quem curte brincar o Carnaval. A festa é clássica, embalada por marchinhas e sambas, com muitas pessoas fantasiadas e todas animadas. O engraçado é que, ao invés de abadás, desfilam tênis All-Star e jeans rasgados. 

A folia começa no meio da tarde e vai embalada até o início da madrugada, acabando muitas vezes em bonitas rodas de samba com os bambas da velha guarda curitibana dando show pra moçada e curtindo a alegria de mais um Carnaval.

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Paz, amor e rock’n’roll

Pra quem não quer nem saber de samba, mas gosta de viajar e quer curtir um rok’n’roll durante todos os dias do feriado existe o Festival Psicodália. É só descolar uma barraca e embarcar em um dos ônibus ou caravanas que partem em sua maioria de Curitiba, mas cada vez mais de outras partes do país, com destino a São Martinho – SC.

Lá, em uma belíssima chácara escondida entre as montanhas da serra catarinense, acontece o festival de quatro dias de rock’n’roll e psicodelia, no maior astral Woodstock. Durante o dia, o pessoal aproveita as piscinas naturais, caminhadas à beira do rio ou Oficinas de arte e meio-ambiente. À noite, o rock rola solto e se apresentam bandas de vários estados. A cada ano o Festival está mais bem organizado e estruturado, mas sem perder a simplicidade.  (www.psicodalia.mus.br)

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Confetes e topetes

O Psycho Carnival já é um festival tradicional que acontece em Curitiba durante o Carnaval. Mas, como estamos falando de Curitiba, o samba fica de lado e nos três dias do evento rola muito psychobilly. A cada ano, mais roqueiros desistem de pegar estrada lotada e encarar as praias cheias para aproveitar a tranqüilidade da cidade vazia e os shows do festival, nem tão tranqüilos assim. O estilo do som é nervoso, mas o clima é sempre de festa, com direito a confetes e espuma. A galera do psychobilly ainda dá um show à parte no visual. Programasso pra fazer bagunça no Carnaval sem ter que ralar na boquinha da garrafa.  (www.psychocarnival.com.br)

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Marina Mosol ESTAÇÃO TUBO
Marina Mosol é relações públicas, curitibana de criação e roqueira de coração
marinamosol@gmail.com
marinamosol@popmix.com.br
www.maquecousa.blogspot.com
www.myspace.com/marinamosol
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+ Psycho Carnival faz o samba dar lugar ao rock

12 de fevereiro de 2008

Por: Mondrian Alvez e Marina Mosol

 

Mais uma vez Curitiba abrigou os brasileirinhos que não têm samba no pé. O Psycho Carnival, festival psychobilly que é realizado na cidade há nove anos, ganhou respeito e lotou a casa noturna Jokers durante os três dias consecutivos de show. Entre mais de 15 bandas, incluindo 7 internacionais, o público fez um show à parte. Vindos de diversas partes do Brasil, a galera compareceu caracterizada (e não fantasiada!) para curtir o Carnaval roqueiro. O visual rockabilly e as pinups dominam a cena, como manda o figurino: topetes e cabelões bolo-de-noiva, couro e saias de bolinha e as lindíssimas ilustrações old-school nas roupas e nas enormes tattoos, criando um desfile multicolorido de caveiras, carros, demônios e muito fogo. Mas o quê tantos carecas, cabeludos, hardcores, grunges e hippies fazem ali no meio deste povo? É puro rock’n’roll! As bandas de psychobilly trazem o rock na raiz, mas circulam por diversas vertentes, com influências do punk ao metal, e assim agradam aos ouvidos dos roqueiros. Todos unidos para beber e dançar, sem sequer sinais de brigas ideológicas, num ambiente divertidíssimo.

 

Por falar em diversão, impossível não citar o show da santista Big Nitrons, responsável pelos momentos mais animados do festival, desbancando até os gringos. A banda liderada por Guilherme, um gorducho com um carisma tão grande quanto sua pança, mandou bem no “for fun”, como ele mesmo define seu som. Sem dar trégua, marcou presença dando um banho de espumas e confetes no público, tão animado que partiu para dar mosh, fazer briga-de-galo e agitar muito. Com uma trilha sonora dedicada a cerveja, um maluco subiu ao palco e tomou seis latas numa golada só, mamando na mangueira de uma engenhoca que o Big Nitrons leva em suas apresentações.Tudo entre amigos, sem confusão.

 

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Big Nitrons

 

Na mesma noite, o show do Voodoo Zombie foi o mais interessante entre os internacionais. Os chilenos tocaram maquiados como zumbis, em roupas de couro e babando sangue. A frígida Crazy Voodoo Kat, uma loura sinistra, hipnotizou na performance morta-viva, ao centro de um guitarrista macabro e contra-baixista das trevas. Aliás, o contra-baixo é o instrumento mais marcante no psychobilly pois, na maioria das bandas, é do tipo acústico e enorme, causando um efeito estalado junto com as notas dançantes.

 

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Voodoo Zombie

 

Também tocaram, entre os nacionais, Ovos Presley, Sick Sick Sinners, Voodoo Stompers, Bad Luck Gamblers, Pyromaniacs, Old Stuff e o iniciante trio curitibano de meninas As Diabatz, que não passou desapercebido, apesar da pegada ainda fraca. De longe, vieram The Howlers (EUA), Motorama (Argentina), Chuck Flinstones (UK), Mr. Occhio e Number 71 (Itália).

 

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Ovos Presley

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Sick Sick Sinners

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As Diabatz

 

A banda mais esperada era o Mad Sin, da Alemanha, que fechou a última noite do festival. Infelizmente, bem na vez deles, houve um problema na energia elétrica, segundo a organização. O atraso de mais de uma hora para o início do show desmotivou grande parte dos fãs sedentos por diversão, e muitos deixaram a pista. O Mad Sin entrou quente, com destaque para o baixista Valle, um nanico poderoso, de terninho, rosto branco e topete vermelho, que detonou na performance levando seu contra-baixo às alturas. Os outros grandalhões do grupo não convenceram muito, e mostraram um som meio bonzinho para seu tamanho.

 

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Mad Sin

 

A dimensão do Psycho Carnival há muito extrapolou os três dias do evento principal, pois a turma do rockabilly tem um bom fôlego. Espontaneamente foram agregadas ao festival as festas de aquecimento, encerramento, e também a festa dos Exilados, com bandas que não entraram na programação principal. Entre os eventos paralelos, foi realizado um bazar com artigos rock, workshop com o baixista do Mad Sin e também a Copa Psycho de Futebol, uma boa oportunidade para os rockers suarem um pouco da cerveja tomada em tantos dias de festa.

 

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+ Mallu Magalhães oferece fina agressividade em show em São Paulo

8 de fevereiro de 2008

Com apenas 15 anos, revelação folk empolga platéia e
já é apontada como fenômeno

Foto: Vitor Diniz
Mallu Magalhães em show no Milo Garage

 

Por Vitor Diniz 

Se existe um momento em que você deve acreditar no Hype, esse momento é agora. A badalação ocorrida na noite desta quinta-feira, em São Paulo, em torno do show da menina sensação paulistana Mallu Magalhães ratifica esta teoria. 

O tradicional Milo Garage, reduto indie no pacato bairro de Higienópolis, viveu uma situação curiosa. A tranquilona rua onde está situado o clube foi “palco” de uma incorpada fila. Segundo um segurança da casa, duas horas antes do show já havia gente na porta do Milo. Quando Mallu já desfilava seu folk-pop, que lembra muito Jenny Lewis, no interior da balada, boa parte do público ainda esperava na rua e na chuva para vê-lá! Com a capacidade do pequeno, porém aconchegante local preenchida, uma pessoa só tinha acesso ao show, a cada outra que fosse embora (o que era raro). Os 160 sortudos que se acotovelavam e esticavam o pescoço para ver a cantora de apenas 15 anos foram testemunhas de um show único, magistral! Mallu causa impacto ao vivo por manter o “doce teen”, mas simultaneamente contém uma fina agressividade na medida certa ao cantar e ao tocar seu violão e sua gaita com suporte a lá Dylan. 

Com um surprendente senso de palco, a grande revelação do underground paulistano mostrou que estava muito à vontade. Tocou Johnny Cash, chamou o paizão para fazer com ela um número e ainda ouviu no final da noite seu nome ser entoado pela galera de forma emocionante. 

Foto: Vitor Diniz

 

Em poucos dias, graças às matérias na MTV, na Folha de S. Paulo e à sua página no My Space, Mallu se tornou a menina dourada do indie brasileiro. “Mallu Magalhães é um fenômeno, tem a categoria e a classe de uma veterana”, declarou Humberto Finatti após o show que aconteceu na festa do selo Peligro. “Ela precisa apenas ser lapidada”, completou o jornalista e colaborador das revistas Rolling Stone e Dynamite. 

Com o suporte de luxo de uma competente banda, Mallu, com o seu ar adolescente, anunciou que tocaria “Tchubaruba Final”, música já conhecida de seu público que acompanhou a menina em alto e bom som (este foi o grande momento da noite!). Os gritos de “mais um” não paravam, mesmo após a cantora já ter bizzado, e Mallu, então, timidamente, perguntou “Serve música repetida?”. Impagável, não é mesmo?

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+ The Killers lança compilação contendo raridades com ótimo resultado

7 de fevereiro de 2008

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SAWDUST – The Killers

Em Sawdust, The Killers soa tão The Killers quanto em seus dois álbuns iniciais.

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