+ Pop Mix acompanhou concerto do Broken Social Scene em Londres!

29 de junho de 2008

Ícone da cena indie do Canadá, o aclamado grupo Broken Social Scene tocará no Brasil, em agosto, no Indie Rock Festival, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro.

Nosso colaborador Guilherme Braune acompanhou, no final de maio, uma apresentação dos canadenses no badalado Shepherds Bush, em Londres, e registrou um pouco do que poderemos ver por aqui em breve.

assista! BROKEN SOCIAL SCENE – LONDRES

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+ Yes, também temos festivais! Veja quais são os shows imperdíveis deste segundo semestre no Brasil

28 de junho de 2008

Não, o Brasil não é o Reino-Unido e por aqui quem é apaixonado por música pop leva, às vezes, cerca de dez anos para ver um show de seu artista prediléto. Claro, este país oferece outras alternativas culturais, é verdade, e até mesmo no aspecto pop (até que nos últimos anos não podemos reclamar tanto) e mesmo com a extinção do Campari Rock (veja especial no Pop Mix), o ano de 2007, por exemplo, foi marcado por ótimos shows que fizeram a alegria dos fãs, embora tenham esvaziado os bolsos indies de plantão, afinal, os preços dos ingressos no Brasil são altos. Então, programa-se e veja algumas das atrações imperdíveis deste  segundo semestre de 2008. A “maratona” começa neste sábado com o Motomix, em SP, em evento gratuito no parque do Ibirapuera. Belo começo não?


MOTOMIX
28/06 – São Paulo

The Go! Team

– The Go! Team – Coletivo britânico que mistura várias vertentes como soul, funk e electro. Dançante e energético, o grupo, que já chegou a contar com a participação do lendário Kevin Shields em um de seus B-sides, deve fazer um show no mínimo correto no próximo sábado!

 

Metric

– Metric – Esta banda tem tudo para ser a grata surpresa não só deste Motomix, mas da temporada de shows no Brasil. Com a estilosa e competente cantora Emily Haines sendo bem auxiliada pela ótima banda, o Metric, com seu rock alternativo cheio de apelo pop, é uma das grandes apostas do Pop Mix!

 

– Fujiya & Miyagi – Este trio inglês é outro que pode surpreender com seu belo caldeirão sonoro.

 

 

ECHO & THE BUNNYMAN
02/07/08 – Via Funchal, São Paulo

 

ECHO & THE BUNNYMAN

 

Mais uma chance, talvez a última, de ver o lendário Ian McCulloch cantando ao vivo. Apesar de estar longe se sua fase clássica, ver o big-mouthe cantando na sua frente “The Killing Moon”,  por exemplo, é sempre bacana, afinal, o Echo & The Bunnyman se trata de um dos maiores nomes do pop britânico das últimas décadas.

 

 

MUSE
30/07/08 – Vivo Rio, Rio de Janeiro
31/07/08 – HSBC Brasil, São Paulo
02/08/08 – Porão do Rock Festival, Brasília

 

Muse

 

Uma das grandes bandas do rock inglês atualmente, o Muse, é famoso por ser melhor no palco do que no disco. Esta tese é confirmada ao ouvir o sensacional e recém-lançado cd “H.A.A.R.P. Live from Wembley”, que oferece o trio em concerto histórico em Londres. 

 

O vocalista Matthew Bellamy, mandando “Starlight”, pode ser um dos grandes momentos da temporada de shows no Brasil. Essa não dá mesmo para perder, viu?


INDIE ROCK FESTIVAL
28/08 – Canecão, Rio de Janeiro
29/08 – Via Funchal, São Paulo

 

Este festival, em 2007, foi uma grata surpresa, e nos brindou com ótimos shows de Magic Numbers e The Rakes (leia resenha do show no Pop Mix)

 

– Broken Social Scene

 

– The Dandy Warhols

 

– The Futureheads – Assim como o Ordinary Boys e o The Rifles, os ingleses do Futureheads, são punks com senso pop certeiro, e, ao vivo, são sempre “nervosos”. Se você gosta do The Jam, por exemplo, não perca este show! 

 

 

VIA FUNCHAL ORLOFF FEST
06/09 – Via Funchal, São Paulo 

Plasticines

– Plasticines – O hit “Loser”, já seria suficiente para fazer com que o show destas beldades francesas, já fosse mais do que atraente, porém, outras boas músicas de “Lp 1”, álbum de estréia do grupo, aumentam a “pilha” para vê-las ao vivo, isso sem falar no dress code estiloso das meninas, que sempre dá uma graça estética a mais…  

 – The Hives – Os suecos do Hives são herdeiros de Stooges e afins, e se der a lógica farão um grande show com sua pegada garageira!  

– Melvis – O grupo americano que debutou em 1996, conta com uma vasta discografia e status de clássico; Vai “quebrar tudo” no palco com seu som urgente e pesado!  O ótimo grupo brasileiro Vanguart e DJ Tittsworth, ainda completa a programação do promissor festival.

INVASÃO SUECA
19 e 20/09 – Recife

Peter, Bjorn e John

– Shout Out Louds

– Club 8 

Festival que acontece em Recife deve ganhar edição paulistana. Conta com grandes grupos que já faz tempo romperam as fronteiras suecas, especialmente Peter, Bjorn e John e o Shout Out Louds, que são cultuados com todos os méritos. O Club 8 vem a reboque. Só faltou mesmo o Mando Diao… 

 

 

TIM FESTIVAL E PLANETA TERRA

Em novembro esses dois festivais trarão ao Brasil grandes nomes da cena mundial. Entre os já confirmados: The Jesus & Mary Chian é o destaque do Terra.

 

Por: Vitor Diniz

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+ Ouça o novo álbum do Coldplay

16 de junho de 2008

Coldplay - Viva La Vida or Death and All His Friends 

Ouça na Rádio UOL o novo disco do Coldplay, “Viva La Vida or Death and All His Friends”, o quarto álbum da banda de Chris Martin.

 Ouça Coldplay – Viva La Vida or Death and All His Friends

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+ Of Montreal: Pouco conhecida no Brasil, banda americana pode lançar um dos grandes discos de 2008

Foto: Divulgação 

Por: João Clemente

A banda liderada por Kevin Barnes está no estúdio finalizando seu novo álbum Skeletal Lamping. O novo disco, segundo Barnes, está previsto para sair no segundo semestre deste ano e marcará uma nova fase da banda. Se conseguirem manter a trajetória dos últimos anos, este será um dos melhores discos de 2008.

Of Montreal pertence à rara espécie de artistas que conseguem ser ao mesmo tempo pop e inventivos. Embora ouve-se aqui e ali um pouco de muita coisa, é difícil fazer comparações. Por trás do nome esquisito (o grupo, na verdade, é de Athens/EUA), encontram-se belas melodias, harmonias refinadas e batidas contagiantes. Tudo isso em um ambiente atento à modernidade. Fundado no final dos anos 90, foi a partir do álbum “The Sunlandic Twins” (2005) que a banda encontrou a sonoridade que lhe é peculiar, com a incorporação do eletrônico e a evolução de alguns elementos que até então figuravam de maneira mais tímida nos álbuns anteriores. O disco é todo bom, mas vale destacar aqui a faixa de abertura e o EP bônus lançado apenas em algumas edições. Quatro ótimas canções que o grupo nem se importou em lançar de maneira mais “oficial”.

No álbum seguinte – “Hissing fauna, are you the destroyer?” (2007) – estão ainda mais presentes os beats e arranjos eletrônicos, como a electro-sargetpepperiana “Cato As A Pun”, a super feliz “Heimdalsgate Like a Promethean Curse”, a excelente “Gronlandic Edit” (tanto a música quanto a letra) e a canção-desabafo “The Past Is A Grotesque Animal”.

Nem as letras e nem mesmo os títulos das canções se salvam do não-convencionalismo da banda. Se as letras são inusitadas, elas, ao mesmo tempo, soam naturais (sem forçar a barra, sem querer parecer esperto ou engraçadinho). Hissing Fauna possui uma temática mais pessoal e introspectiva do que os discos anteriores, como em “A Sentence of Sorts in Kongsvinger”: “eu passei o inverno na beira de um colapso total / quando estava morando na Noruega /senti a escuridão das bandas de black metal / mas não quis queimar nenhuma igreja / só dormi muito / só dormi”. Acrescente a isso uma melodia doce (por vezes com sabor sessentista), camadas e camadas de vocais, teclados e barulhinhos, um baixo competente, entusiasmo, luzes e confete e você terá toda a riqueza do Of Montreal. Que eles se superem no próximo álbum… 

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+ Assista ao clipe da canadense Mary Jane Lamond, lançado no Brasil pela Putumayo

Proveniente de Nova Scotia, no Canadá, Mary Jane Lamond teve este ótimo clipe lançado no Brasil pela Putumayo. Imperdível!

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+ Weezer: uma das mais cultuadas bandas americanas está de volta ao disco!

9 de junho de 2008

Weezer - “Weezer”

“WEEZER – Weezer”

Embora não chegue nem perto dos discos que o grupo lançou nos anos 90, o sexto álbum do Weezer pode não interessar tanto aos antigos fãs da banda.

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+ Banda portuguesa Clã recebe Pato Fu no Rock In Rio Lisboa. Vocalista lusitana falou ao Pop Mix

4 de junho de 2008

Por: Vitor Diniz 

Os portugueses do Clã são uma das grandes atrações do Rock in Rio Lisboa. O tradicional grupo do Porto se apresenta nesta quinta no festival e ainda contará em seu show com a participação da banda mineira “Pato Fu”. Em entrevista realizada por e-mail, a vocalista do Clã, Manuela Azevedo, fala sobre a dobradinha com Fernanda Takai e conta como foi trabalhar com Arnaldo Antunes e o que acha da MPB, CSS e outros.

 

Foto: Divulgação

 

POP MIX – Como está a sua expectativa para o show do Rock in Rio, com a participação do Pato Fu?

MANUELA – Estamos todos muito animados! Já temos trocado ideias sobre o que vamos fazer no show e é grande o entusiasmo. Desde que nos conhecemos que percebemos logo esse gosto em partilharmos a música (e também os palcos) e esta vai ser uma ocasião excelente para essa partilha.

POP MIX – Fale um pouco sobre as outras ligações profissionais com John e Fernanda.

MANUELA – O primeiro trabalho feito em conjunto foi um parceria para o álbum Rosa Carne, dos Clã – uma canção chamada “Carrossel dos Esquisitos”, com letra do John e música do Hélder Gonçalves, compositor e guitarrista dos Clã. Depois, seguiu-se um convite dos Pato Fu para que eu gravasse “Boa noite Brasil”, com a Fernanda, para o álbum “Toda a Cura para todo o mal”. Por coincidência (são muitas as coincidências entre Pato Fu e Clã…), estavamos passando férias em S. Paulo numa altura em que os Pato Fu se apresentaram lá. E aí, convidaram-me para cantar “Boa noite Brasil” com eles, tendo brindado a minha entrada em palco com uma bela versão de “Problema de Expressão” – primeira canção dos Clã que a Fernanda ouviu. Entretanto, os Pato Fu vieram a Portugal fazer uma série de concertos, tendo-me convidado para participar nos shows – além de “Boa noite Brasil”, cantamos juntos também o “Carrossel dos esquisitos”. O último encontro “profissional” foi a participação da Fernanda no nosso mais recente álbum Cintura, na canção “AMUO”.

POP MIX  – Como foi trabalhar com Arnaldo Antunes?

MANUELA – Foi e é muito bom! Eramos grandes admiradores do Arnaldo e, na altura em que estavamos a compor o nosso terceiros álbum “Lustro”, mandamos-lhe os dois primeiros discos, apresentamo-nos e perguntamos-lhe se gostaria de escrever qualquer coisa para nós. A resposta não tardou – um fax do Arnaldo chegou à nossa editora, dizendo que tinha gostado muito do nosso trabalho e da ideia de sermos parceiros. Logo aí nos mandou três magníficos poemas tendo daí nascido “H2Omem”, nossa primeira parceria incluída no “Lustro” (2000). E, desde aí, a escrita conjunta de canções não parou (Arnaldo tem escrito canções para todos os álbuns dos Clã que se seguiram), tendo-se seguido os encontros no palco, sendo o mais importante de todos até agora, a sua participação num concerto especial do Rosa Carne, em que o Arnaldo foi o convidado especial, e que resultou no DVD “Gordo Segredo” dos Clã.O trabalho com o Arnaldo tem sido feito de modo muito variado – às vezes as canções surgem a partir de uma letra do Arnaldo para a qual o Hélder compõe a música, outras vezes enviamos a música e melodia para o Arnaldo e ele escreve então a letra. Em palco, entendemo-nos também muito bem. O Arnaldo partilha connosco o prazer enorme de tocar ao vivo, de pisar um palco e de tocar junto com outros músicos. Por isso, é muito fácil o trabalho e, além disso, um grande privilégio para nós. 

POP MIX  – O grupo brasileiro mais querido no exterior atualmente é o CSS, que canta em inglês. Você acha que o português pode ser uma “barreira” para o sucesso, no mercado britânico por exemplo?

MANUELA – Não acredito. Aliás, se CSS são neste momento uma banda brasileira reconhecida no exterior, continua a ser a vossa música cantada em português a mais reconhecida e amada mundialmente – Caetano Veloso, Marisa Monte, Chico Buarque… – já para não falar do vosso cancioneiro mais clássico, que é apreciado em todo o lado. Parece-me que, mais importante que o detalhe da lingua, são outros as qualidades que fazem com que certo artista ou certa música encontre eco em diferentes pontos do planeta.

POP MIX – Existe algum artista brasileiro com que você ainda gostaria de trabalhar?

MANUELA – Claro! Nós somos profundos admiradores da música e cultura brasileiras, por isso há muitos artistas (e tantas canções!…) com quem gostaríamos de trabalhar. Somos fãs de Marisa Monte, Caetano, Chico Buarque, ficamos tristíssimos quando soubemos que Los Hermanos tinham acabado, adoramos Tom Zé, enfim, a lista ainda é extensa. No entanto, para nós, mais do que a admiração que sentimos por esses artistas, é fundamental que haja uma afinidade e uma necessidade artística forte de ambos os lados para que esses encontros se façam e o trabalho aconteça. Logo se vê o que o tempo traz.

POP MIX  – Qual a mudança básica entre os Clã da estréia em 1996, com “Luso Qualquer Coisa “, e o recente “Cintura” de 2007?

MANUELA – Muita coisa mudou! São quinze anos já a fazer música juntos, muitos concertos, muitos artistas e colaboradores descobertos no caminho, filhos a nascer… tudo isso nos muda como músicos e como pessoas. É difícil assinalar uma mudança básica, ainda por cima porque nós fomos, desde o primeiro álbum, muito heterogéneos no que fazíamos, difíceis de catalogar. Há, no entanto, uma descoberta que fizemos do primeiro álbum para o seguinte, “Kazoo”, que me parece importante – foi termos percebido que o grande e essencial desafio que nos interessava abraçar era o de explorar o formato “canção”, tendo sempre como matéria prima para as palavras a língua portuguesa.

POP MIX  – Como surgiu a idéia de fazer o vídeo de “Sexto Andar” daquela forma tão peculiar e bela?

MANUELA – Foi um feliz encontro com a pessoa certa na altura certa. Andavamos à procura de alguém para realizar o video para esta canção quando um amigo nosso, Dario Oliveira (organizador do Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde) nos falou numa produtora francesa “Autour de minuit” que poderia ser um parceiro interessante para este projecto. A produtora indicou-nos o nome de uma jovem realizadora de animação, Laurie Thinot, que nos enviou uma sinopse muito interessante, quer estética quer simbolicamente. O trabalho foi feito em tempo record (cerca de duas semanas!) e resultou daí um magnífico filme de animação, como tu dizes, peculiar e belo. Gostámos muito de trabalhar com a Laurie e esperamos ter mais ocasiões de a encontrar de novo.   

POP MIX  – O Clã mistura bem várias vertentes da música pop em seus discos. Como você classificaria então o estilo da banda?

MANUELA – É bem verdade que nós recorremos a muitos e variados recursos estilísticos e sonoros para arranjar as nossas canções. Mas parece-me também que esse espírito eclético por parte da produção artística é cada vez mais comum e quase inevitável até. É impossivel não te deixares contaminar pela quantidade inacreditável de estímulos estéticos (ou outros) que te rodeiam. Assim, à falta de uma categoria mais específica onde possa caber a nossa música, “arrumamo-nos” na grande gaveta das canções Pop-Rock (sempre em português). 

POP MIX  – A Rita Redshoes vêm sendo muito aclamada pela mídia portuguesa. Você concorda que se trata do novo grande nome da música lusitana?

MANUELA – A Rita é uma talentosa compositora e intérprete, com personalidade e energia para continuar o bom trabalho que começa com esta estreia promissora. No entanto, acho que colocar-lhe sobre os ombros a carga de se vir a tornar o novo grande nome da música lusitana é responsabilidade excessiva, que nem ela aceitaria, me parece. Importante é que ela faça o seu trabalho, como quer e quando quiser, sempre livre. Desejo-lhe todo a a sorte do mundo!…

POP MIX  – Existe alguma chance do Clã tocar no Brasil em breve?

MANUELA – Estamos a trabalhar nisso. Há uma forte probabilidade de termos música nossa editada no Brasil nos próximos meses e, se isso acontecer, queremos estar lá para mostrar a nossa música ao vivo!…  

Um abraço do Clã
Manuela Azevedo

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