Roger Waters e o “Muro dos Sentidos”

30 de março de 2012

Por Diogo Simões

O que dizer quando todas as suas melhores expectativas são superadas? Isso aconteceu comigo e com certeza, com as milhares de pessoas que lotaram o Engenhão na noite de ontem(29) para assistir, não a um show, mas a uma experiência sensorial tendo como mestre de cerimônia  Mr. Roger Waters.

Numa agradável noite carioca, Mr. Waters levou todos os presentes a uma viagem onde o principal sentido a aguçar seria a visão. O Som penetrava na alma como um plano de fundo para o que estávamos assistindo atônitos, e ao mesmo tempo vibrantes.

Waters subiu no palco às 21:30, e na introdução do show, um avião desgovernado “explode” ao se chocar contra o muro em “In the flesh?”, já mostrando o que estava por vir: pirotecnia, luzes e arte digital que surpreendiam a cada momento.

Logicamente os clássicos como “Another Brick in the Wall” e “Comfortably Numb” botaram o estádio abaixo, enquanto ninguém desgrudava os olhos do muro que era construído ao longo da apresentação e destruído no segundo ato. Aliás, não tem bis. Tem intervalo mesmo com acender das luzes e tudo, dando um ar teatral ao estádio, se é que isso é possível.

Em Mother, Waters puxou a viola para a execução do clássico. Nela, questionou a ação dos governos, deixando bem clara sua falta de confiança em todos eles – com um palavrão enorme projetado no muro(Nem Fod….).

“Gostaria de dedicar este concerto a Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça; e também a todas as famílias das vítimas do terrorismo de estado em todo mundo. ‘The wall’ não é sobre mim, mas sobre Jean e todos nós”, disse o músico em português.

No segundo ato, Roger canta a frente do gigantesco muro e através de incríveis efeitos tridimensionais em alta definição ele interage com “seu muro” de forma enebriante até finalizar o show com o folk “Outside the Wall”.

Roger Waters é uma daquelas figuras do rock and roll que carrega uma história de genialidade, personalidade e carisma. Um dos pouquíssimos que consegue lotar estádios executando as canções de um único trabalho. E com sua criatividade, e a de sua equipe de criação visual, nos tirou da condição de público para a de testemunhas oculares e sonoras de um dos mais bem produzidos shows da história da música contemporânea.

Para esquecer a rotina

27 de março de 2012

Por Vitor Diniz

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Sério candidato a disco do ano, Home Again é o primeiro álbum de Michael Kiwanuka, músico proveniente do norte de Londres e filho de pais de origem africana.

Com um som que simultaneamente remete a mais pura sofisticação e a genuína simplicidade do folk, este jovem, que é fã de Radiohead, ainda se aventura por outros caminhos, como soul e jazz. Aqui tudo soa lindo e se trata de um disco perfeito para uma noite tranquila. A cada apreciação o ouvinte poderá descobrir um novo detalhe.

No melhor estilo singer-songwriter, Kiwanuka vai dilacerando os corações de alma pop, ao longo das dez músicas desse grande álbum.

Impossível não pensar em Van Morrison logo que a agulha aterrisa no vinil de capa escura e os primeiros minutos de “Tell Me A Tale” começam a nos emocionar. “Rest” é outra que pode ser a próxima grande música da sua vida. Caso isso não aconteça, você ainda terá outras oito opções para esquecer da desgastante rotina.

Kiwanuka e seu violão podem agradar tanto aos ouvintes de FM que foram pegos pela leveza de Corinne Bailey Rae, quanto aos indies que adoram Mumford & Sons.

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Na cola de Paul Weller

20 de março de 2012

Texto e fotos – Vitor Diniz

Paul Weller fez na noite deste domingo (18 de março), no Roundhouse, em Londres, o primeiro de cinco shows para lançar seu novo disco Sonick Kicks.

Dividida em três partes, a apresentação, que teve seus ingressos esgotados, começou de forma ousada, talvez até inédita. O músico tocou seu novo álbum na integra, começando por “Green”, respeitando a ordem das músicas. Essa foi a primeira parte totalmente dedicada ao novo trabalho, que entregou o ex-líder do The Jam dialogando com diversas vertentes, entre elas krautrock e reggae.

Na segunda etapa, um set acústico, com ”English Rose”, clássico do Jam e outras pérolas, fez até casais namorarem. Depois, o final muito aguardado, com músicas em versões quase punk, principalmente  “Wake Up The National” (de 2010) e outras, levaram os londrinos ao delírio. Houve até uma briga de duas mulhers na pista tamanha foi a loucura e o frenesi. Em ”The Changingman”, os mods de plantão pularam muito na pista da casa, situada em Camden Town.

Miles Kane no palco e Liam Gallagher na platéia

Já na noite desta segunda feira (19 de março), Paul Weller voltou ao mesmo palco e fez um show semelhante ao de domingo. A plateia estava bem mais comedida do que na noite anterior, porém um fato mudou tudo. O Modfather chamou um convidado especial, o atual darling do pop inglês Miles Kane, que fez uma aparição inesquecível, que contagiou com uma vibe roqueira os presentes . A música? “Echoes Round The Sun”. Miles e Paul juntos pareciam enlouquecidos no palco.

Noel Gallagher participou das gravações dessa faixa em 2008, e por falar nessa família, seu irmão Liam estava no segundo piso do Roundhouse, curtindo tudo.

Grande show e terça-feira tem mais!

+ Assista Especial Paul Weller no Popmix!

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+ Oasis e o Britpop na terra do chocolate

Show de Noel e revista com Liam na capa nas bancas de Zurique reforça a importancia do rock inglês!

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+ Noel Gallagher em Zurique!

17 de março de 2012

Pop Mix acompanha na Suíça show do ex-Oasis que tocará no Brasil em maio

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