+ Noel Gallagher em Zurique!

17 de março de 2012

.Pop Mix acompanha na Suíça show do ex-Oasis que tocará no Brasil em maio

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Texto e fotos – Vitor Diniz    

Uma versão sampleada de “If I Had a Gun” tocava no Komplex 457, em Zurique, na Suíça, quando o palco de Noel Gallagher e de sua banda estava pronto para aquele que seria o último show da etapa europeia da turnê do ex-Oasis, que chega ao Brasil em maio. De repente, a música, na casa de porte bem menor que o Vivo Rio, onde Noel irá tocar por aqui, desaparece e surgem apenas luzes verdes no palco, com a logo do projeto que também dá nome ao primeiro álbum solo do astro britânico: Noel Gallagher’s and High Flying Birds.

         Usando uma camisa branca e uma estilosa jaqueta preta (descartada pouco depois), o irmão mais velho e desafeto de Liam surge com seus quatro novos companheiros e com eles traz os acordes de “(It’s Good )To Be Free”, música de sua extinta banda que abre a noite como um aquecimento, pois parece não ter força suficiente para iniciar um concerto de tanto brilhantismo como acabou sendo. Bem mais incorpada e com mais energia veio logo depois outra do cultuado grupo de Manchester: “Mucky Fingers”. Essa, por sua vez, tirou muitos pezinhos suíços do chão.

Daí em diante, começando por ”Everybody’s On The Run”, que funcionou muito bem ao vivo, Noel acionou seu aclamado disco ”Dream On” e, principalmente, ”Aka…What A Life!”,  fizeram bonito no frio de Zurique.

 

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Noel levou seu troféu para a Suíça

Ostentando em cima dos equipamentos de som o prêmio de “Gênio Divino” da música, que ganhou do semanário NME (New Musical Express), Noel trocava sempre de instrumentos entre as músicas, não que tenha usado muitas guitarras e violões, mas nunca o mesmo em dois números seguidos.

        Parecendo estar bem mais solto que nos tempos de Oasis, o hitmaker nato , que ganhou fama de ranheta, sorriu e brincou com seus músicos. Com o baixista Russ Pritchard, do grupo The Zuttons, então, forma uma dupla certeira. Russ faz os backing vocals de forma impecável. A ausência dos metais registrados no disco é suplantatada pela competência de Noel & cia.

 

Foi curioso ver como o outrora blazé Noel franzia a testa para tentar ouvir o que os fãs gritavam da pista. Chegou a brincar com um rapaz que se parecia com Liam, e perguntou o que ele fazia ali, já que os dois não trabalhavam mais juntos.

Perfeccionista, foi em direção ao fundo do palco, como se fosse abandonar o espetáculo, mas queria falar com um encarregado pelo som, e gesticulou com ares de quem preparava algo especial. E, de fato, a música seguinte seria uma grata surpresa. Com direito a descarga de luzes na platéia e trasbordando senso rock, a ótima ”Freaky Teeth” era o segredo guardado de Noel, tanto que não está nem mesmo em seu álbum.

         Entre os fãs, um casal brasileiro que faltou ao trabalho em Genebra onde vive, e que fez a viagem até Zurique apenas para ver o show, estava feliz com as fotos de Noel. Os dois gaúchos comemoravam assim que o inglês terminou sua apresentação de quase duas horas, cantando a famosa ”Don’t Look Back In Anger”. Na verdade, cantou parcialmente, já que deixou, orgulhoso, o refrão para a galera, que o levou com todas as suas forças. E pensar que ele já havia tocado ”Supersonic” e ”Whatever”, outros dois hinos da era Britpop.

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artigo publicado por popmix
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