Feriado Indie

30 de abril de 2012

Por Vitor Diniz

A semana será cheia de opções para quem não vive sem música na maior cidade brasileira. Uma certa invasão inglesa irá acontecer nos palcos da capital paulista entre segunda-feira (29 de abril) e quarta-feira (dia 2 de maio).

O cultuado grupo James (foto) começa a sequência de concertos na segunda-feira, com sua atuação no Cine Joia, local que receberá também a curiosa e eficiente dupla The Ting Tings, na noite seguinte. Já na quarta-feira, um duelo britânico com Noel Gallagher e o seu High Flying Birds, tendo a concorrência dos veteranos músicos do Duran Duran, que tocarão no Credicard Hall, enquanto o ex-Oasis estiver em ação no Espaço das Américas. Os camarotes para o show do Duran Duran já estão esgotados.

Veja todos os detalhes aqui!

Hoje é noite de Johnny

27 de abril de 2012

Por Vitor Diniz

Depois de tocar no Lollapalooza com Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, Johnny Monster volta a empunhar sua guitarra e seu violão. Será nesta sexta-feira (27 de abril), em São Paulo, na Rua Augusta, em show a ser realizado no Studio SP, Johnny tocará acompanhado da banda Superdose.

Serão executadas todas as canções do seu primeiro disco solo, “Solstício de Inverno”, parceria com o selo Popmix Records. Além disso, serão feitas releituras dos b-sides que não entraram no álbum e uma inédita no fim do show, “Como Se Não Houvesse Fim”.

O mar de guitarras, as boas melodias e uma banda coesa apontam na direção de um espetáculo pra lá de interessante para os apreciadores de uma sonoridade inglesa clássica, mas com letras em português que refletem os anseios e angústias do músico e compositor paulistano.

+ Mais detalhes no site do Studio SP
+ Baixe o cd de Johnny Monster de graça pelo Popmix!

Brasilia e o cult

22 de abril de 2012

Por Vitor Diniz

Referência no universo pop de Brasilia, com todos os méritos, o Cult 22 tem a sua frente o intrépido jornalista Marcos Pinheiro, que, em entrevista ao Popmix , conta tudo sobre a vitoriosa trajetória de seu programa. A atração que vai ao ar todas as sextas-feiras, pela Rádio Cultura FM da capital, ajudou a moldar a cena rock da cidade, como confirma Fernanda Popsonic:

“O Cult 22 é muito além de um programa de rádio, é a principal escola de rock dos brasilienses”, enaltece a vocalista do grupo Lucy & The Popsonics.

Ouça agora a entrevista gravada, em um café de Brasilia, com Marcos Pinheiro (à dir na foto com seu parceiro de Cult 22 Abelardo Mendes Jr).


.


www.cult22.com/blog

Flowers On The Moon

13 de abril de 2012

Por Vitor Diniz

Flowers On the Moon é o novo projeto de Daniel Dias, que liderou o Headphone, banda paulistana que militou na cena indie da década passada. Agora Daniel aposta em um disco com letras em inglês e o resultado é dos mais interessantes.

Assim como em sua ex-banda, o músico nos oferece melodias cativantes, sendo que agora traz uma ”sujeirinha” extra nas texturas de suas ótimas canções .
Em entrevista ao Popmix, Dias fala sobre o álbum “These Are From My People”, que está liberado para download grátis.
.

.1-Esse projeto é uma banda de um homem só?

R: Sim, embora eu tenha convidado várias pessoas para participar. Até minha mãe aparece nesse disco, tocando piano e teclado. Não tenho, no entanto, banda fixa. Cada show é um caso diferente.

2-Seria Headphone mais garageiro ou mesmo roqueiro?

R: Não relaciono o projeto diretamente com o Headphone, que, para mim, ficou encapsulado ali, no momento que existiu em acabou. Já faz quase cinco anos. É mais garageiro e cru porque estou mais experiente, mais certo do que quero, e tive total liberdade para deixar o disco com a minha cara. Algumas músicas – várias, aliás – são da época do Headphone. Duas até foram gravadas antes. Mas estão, agora, com a cara definitiva.

3-Como foram gravadas as músicas?

R: O disco foi sendo gravado aos poucos; deslanchou mesmo em 2011. Gravei as baterias em 2009 com o Thiago Carbonari, baterista do Headphone, em um estúdio de Ribeirão Preto. Em 2010, gravei, eu mesmo, todos os violões no Estúdio Costella do Chuck Hipólitho, aqui em São Paulo. O resto foi gravado no Rocklab, de Goiânia, que faz um trabalho legal com equipamento vintage. Gravamos com amplificadores valvulados, microfones da década de 50, usamos somente minha Rickenbacker 360 e uma Telecaster. No final das contas, assino a produção junto ao Gustavo Vazquez, do Rocklab – que também tocou baixo e pandeirola.

4-Qual a diferença entre o indie de hoje e o da sua fase com o Headphone?

R: Estamos na ressaca daquela época, onde um monte de gente acreditou em crescimento mainstream, fez música em português para isso, e hoje se aventura em projetos, como eu, ou reclama que não deu certo. Ou tenta voltar, muita gente está tentando. Estou mais velho e não tenho feito parte de “cena” nenhuma, mas estamos em outra onda de fazer música “internacional”, sem pensar mais em sucesso aqui. Assim me parece. Não tenho acompanhado muito. Minha música não é “do momento”, é um amálgama do que eu sempre ouvi e curti, muito anos 90, influenciado por 60 e 70, e por aí vai.

5-Diferente de outros músicos, você fez o caminho oposto, e mudou do português para o inglês, qual foi o motivo?

R: Sempre me foi mais natural. Muitas destas músicas foram escritas em inglês – algumas, como “If You Go”, há mais de uma década, quando eu morava em Los Angeles. Outras também foram escritas durante estadias em outros países. Na época do Headphone, verti músicas em inglês para o português porque essa era a proposta da banda. Quando ela acabou, joguei tudo para o alto e fiz o que quis. Estou feliz com o resultado. O disco já trilha caminhos no exterior. Eu mesmo devo voltar para lá. Enquanto isso, quero tocar, seja onde for. Estou juntando membros para uma banda.

Happy Baxter

6 de abril de 2012

Texto e fotos Vitor Diniz

Baxter Dury é filho de Ian Dury, músico que nos anos 1970 liderou o grupo Ian Durry & TheBlockheads. Baxter abriu a dois dos cinco shows que Paul Weller fez no Roundhouse, em Londres, no final de março, e que foram acompanhados de perto pelo Popmix.

O filho de Ian faz, com sua ótima banda, um pop elegante, sempre com doces backing vocals da tecladista Madelaine Hart. O cara coordena o dançante som e tudo mais na frente do palco, cheio de estilo, com seu terninho estilo Ben Sherman.

          Happy Soup, seu disco de 2011, foi apontado por alguns veículos como um dos melhores daquela temporada e segue em destaque nas lojas Rough Trade, em Londres, com cd extra exclusivo e tudo. O álbum foi classificado pela revista Uncut como brilhante e ganhou cinco estrelas da Q Magazine.
Com boa parte do público ainda chegando ao Roundhouse para ver Paul Weller, a atração principal, Baxter Dury fez, nas duas oportunidades, shows para poucos, porém interessados, expectadores. Conforme a casa ia ficando cheia, a performance dele crescia, e assim foi ganhando a galera. “Isabel” e ” Claire” chegaram a esboçar um frisson na pista e, nas duas noites, Baxter Dury foi muito aplaudido e agradou aos fãs de Paul Weller.

.+ Paul Weller lança no disco em Londres