Thee Vicars

29 de maio de 2012

Por Vitor Diniz

          Eles já chegaram a parar a Carnaby Street, na região central de Londres, quando tocaram na Merc, uma grife de roupas mod, que promove ocasionalmente shows na porta de sua loja. O Thee Vicars, que já abriu shows do The Horrors, “causou” na Carnaby com seus amplificadores Vox, com seus cabelos na testa e com sua levada que dialoga diretamente com a cultura sessentista.

Apesar de tudo isso e de soarem como Kinks ou até The Sonics, o grupo não deixa de oferecer uma boa dose de urgência própria em sua obra. Tudo aqui parece perfeito para quem aprecia uma bela garageira pop, comandada pela ótima banda, que usa peças bem cortadas e abusa das boas influências. I Wanna Be Your Vicar é um disco que desce fácil, através de suas doze músicas e acaba de ser lançado no mercado britânico pelo selo Dirt Water Records.

 

+ Especial Londres

Band of Horses in Rio

20 de maio de 2012

Texto e fotos – Vitor Diniz

Uma das mais elogiadas bandas da cena indie, o Band Of Horses tocou pela primeira vez no Rio de Janeiro, neste sábado (19 de maio), no Vivo Rio.
O grupo de Seattle foi uma das atrações do Festival Lollapalooza, em São Paulo, recentemente, e volta à capital paulista nesta segunda-feira (21 de maio), para show que promete gerar um culto indie no Beco 203, na Rua Augusta, que, por certo, estará repleto.

.No Rio, a banda, revelada pela lendária gravadora Sub-Pop, tocou para poucos em uma casa de porte, digamos, ”mega” para um grupo com pouco espaço na grande mídia brasileira e com status de cult por aqui. Era fácil andar pela pista quase vazia.
Para o show de São Paulo, o fato de a banda ter participado do programa Altas Horas, da Rede Globo, pode ajudar ainda mais a agitar a segundona, que já deve ser frenética, por conta dos indies que frequentam o Baixo-Augusta, região aonde será realizado o show.

Mais rock e menos indie!

Em solo carioca, o Band Of Horses cometeu uma atuação superdecente. Os amplificadores Vox e o órgão de madeira (estilo The Doors) no palco já entregavam que aqueles que estavam ali para a festa do campeonato mundial de surf veriam algo muito bacana. Mais pesados no palco do que no disco, os americanos desfilaram suas canções que exalam o tempero sulista, cheias de ecos country de bandas que formaram o berço denso do rock ianque.

A força das guitarras fala mais alto ao vivo do que a atmosfera melancólica dos três álbuns e o lirismo indie fica, por vezes, em segundo plano, dando espaço a uma camada de guitarras de uma autêntica banda de rock and roll.
A lindissima ”Cigarettes, Wedding Bands” começou o show, dando uma pista errada da apresentação, já que depois, eles aumentaram o volume e fizeram um som cru e roqueiro na maior parte da noite, usando músicas de seus três álbuns.

Obrigado, Pep!

15 de maio de 2012

Por Diogo Simões

Não sou de escrever textos sobre futebol. E não me pergunte o porquê, pois não tenho idéia da resposta. Amo o futebol! Um esporte fascinante, principalmente quando seus protagonistas nos encantam e nos fazem querer acompanhar sua trajetória por pura admiração, e não por uma paixão.

Escrevo porque agora se encerra um ciclo do melhor time que vi jogar ao longo dos meus 33 anos.  Pep Guardiola anunciou sua saída do Barcelona após quatro anos de puro deleite aos espectadores e amantes do esporte. A mim só resta um “muito obrigado por tudo, Josep Guardiola.”

Tudo bem, não vi muitos times incríveis como o Santos de Pelé, o Botafogo de Mané e seu compadre, nem o Flamengo do Leo e seus amigos cabeludos. Não acredito ser necessário isso, para saber que o Barcelona que testemunhamos durante esses quatro anos foi o maior time de todos os tempos. Foi a forma de jogar mais bela e dominante e porque não dizer imobilizadora, tamanha impotência dos adversários a correr os olhos para um lado e para o outro, trançando pernas e pescoços num balé catalão onde todos dançam até o momento máximo! O Gol? Não…o gol do Barcelona!!! Gol de Messi, de Xavi, Iniesta, Villa, Dani, Pedro…enfim, gooooool “DE” Barcelona.

Pep Guardiola é o melhor treinador que já existiu? Não. Aliás é quase impossível mensurar isso a não ser através de resultados numéricos, o que pode não ser tão justo.( Talvez o melhor seja Sir Red One…). O que aconteceu foi uma mágica digna do nosso querido Sobrenatural de Almeida e seus amigos deuses do futebol. Ou simplesmente, rolou a química. Por isso, temo pelo futuro deste Barça. Este que me faz escrever sobre futebol. Mas infelizmente, algo me diz que chegamos mesmo ao fim de uma Era.

Tomara que a mágica esteja ali, nos incríveis filhos da escola Barça de futebol e alguns coleguinhas das escolas vizinhas que formam essa trupe. Que a mágica continue e claro, evolua. A evolução será estritamente necessária para a sobrevivência catalã. E claro, que o Sobrenatural de Almeida e seus amigos me faça perceber, ou melhor, ver com meus próprios olhos, que eu estava enganado e essa Era continuará, não só pelos lados do Camp Nou, como comece a se espalhar pelo mundo. E por que não atravessar o atlântico? Nossa…imaginem só…….

Nas ondas do rádio

9 de maio de 2012

O Sucesso Popmix vai ao ar sempre no primeiro domingo de cada mês, às 20h, pela Rádio Sucesso FM de Nova Friburgo-RJ. Outras cidades da região também podem sintonizar a atração apresentada e produzida por Vitor Diniz. Escute a edição de maio que foi gravada no BPM studio no Rio de Janeiro, e que foi ao ar no último dia 06/04.

 

 

+ http://www.studiobpm.com.br/

“Eu volto”

4 de maio de 2012

Texto e fotos -Vitor Diniz

 Assim como fez em São Paulo na véspera, Noel Gallagher tocou no Rio de Janeiro números do Oasis, e quase todas as músicas de seu High Flying Birds, na noite de ontem, 3 de maio.

Com cerca de 3.800 pessoas no Vivo Rio, fazendo bonito no que diz respeito à idolatria pop, o ex-mentor do Oasis contou com fãs sedentos por suas grudentas canções.

Aparentemente um tanto mais descontraído que em São Paulo, Noel desfilou seu cancioneiro pop pelo Vivo Rio com maestria. ”Half The World Away” foi mais densa que no show anterior, mas ”Freaky Teeth” já não foi tão marcante quanto em solo paulistano e passou meio batida, o que não aconteceu com ”Aka… What a Life”, tão expressiva, que deixou claro nesta noite que seria ideal para abrir os shows desta turnê.

 Não é tão coerente pensar que lançando um álbum, um artista comece um show com músicas de sua ex-banda. Ele está lançando disco, e só o aciona na terceira música em diante?

Cariocas queriam ”Rockin’ Chair”

Antes de voltar para a parte final do show, o músico inglês de quarenta e quatro anos ouviu a pista vip inteira cantar ”” Rockin’ Chair”, do Oasis. Era uma espécie de pedido coletivo, que foi prontamente ignorado pelo ídolo em questão.

Sem mudar uma música em relação ao show de São Paulo, talvez o grande diferencial a favor do show carioca tenha sido o Vivo Rio ser menor que o espaço das Américas, local aonde Noel tocou na capital paulista. Desta forma, tudo parecia um pouco mais azeitado no palco e o som de ”Talk Tonight” desceu lindamente com a plateia indo no embalo de sua melodia.

Provando estar no mesmo time dos grandes compositores do rock inglês, como Ray Davies e Ian McCulloch, por exemplo, Noel Gallagher disse, ao final da noite, que tinha sido incrivel estar no Brasil e prometeu voltar. Depois, feliz da vida, viu o Rio de Janeiro cantar “Don’t Look Back In Anger” em alto e bom som. Noel parecia apenas um maestro.

 + Popmix acompanhou show de Noel Gallagher na Suíça

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