Uma nova invasão

28 de junho de 2012

Por Vitor Diniz

        O badalado grupo americano Alabama Shakes, parte agora para uma aguardada turnê pela Europa. A vocalista Brittany Howard e sua trupe tocam pela primeira vez em alguns dos festivais mais tradicionais do velho mundo, como o português Super Bock Super Rock e o dinamarquês Roskilde, isso sem falar que também levarão seu rock com tempero country, ao festival de Montreux, na Suíça.

        “Boys & girls”, álbum de estréia da banda, que já abriu shows de Jack White, acaba de chegar às lojas no Brasil, via Lab 344. No site oficial do Alabama Shakes ainda não constam eventos em dezembro, pode ser a  chance do grupo vir ao Brasil.

         O Alabama Shakes começou a chamar atenção da mídia especializada quando fez parte de uma edição especial do NME (New Musical Express), dedicada aos artistas que poderiam estourar em 2012. Pelo visto, o semanário inglês parece estar perto de ter acertado em cheio em sua aposta.

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Gil setentão

26 de junho de 2012

Falando sobre sua carreira e sobre o álbum Realce em especial , Gilberto Gil concedeu entrevista a Vitor Diniz em 2009. Ouça!

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Kiwanuka na Big Apple

25 de junho de 2012

Texto e foto: Vitor Diniz

Em Nova Iorque existia, mesmo alguns dias antes, um forte frisson em torno da única apresentação do cantor inglês Michael Kiwanuka na cidade. Destaque na revista Time Out daquela semana e com ingressos esgotados, o músico que é uma das grandes apostas para faturar boa parte dos prêmios em 2012, subiu ao palco do Highline Ballroom com sua magistral banda.

Kiwanuka, à frente com seu violão e um certo estilo folk, contou ainda com guitarra, baixo, teclado, bateria e percussão em seu grupo, ou seja, além dele mais cinco músicos altamente habilidosos o acompanharam na noite do último dia 13 de junho, em Nova Iorque.

”You’ll Give Everything But Love” foi a primeira da noite a encantar o interessado público que fazia silêncio para ouvir cada acorde. ”Tell Me a Tale”, que remete a Van Morrison, abre Home Again, único disco do talentoso londrino, filho de africanos. Nesta apresentação, a música ganhou contornos acentuados do mais puro jazz, e, com improvisos redondos, teve sua versão esticada.

Lembrando os grandes da música negra

Cantando quase sempre com o rosto inclinado para a esquerda, o músico quase não encarrava a plateia e parecia fazer força ao soltar sua bela voz, sempre transbordando dramaticidade em suas interpretações valiosas.

”I’m Getting Ready” rendeu um dos mais emocionantes momentos de um show em que Kiwanuka acertou até na hora de sair de cena . Depois de interagir simpaticamente várias vezes com os americanos e de tocar doze faixas fez uma pausa. Depois mais duas no tempo extra, com a dançante ”I Don’t Know”, lembrando os grandes da música negra.

 + Leia a resenha do primeiro disco de Kiwanuka

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Grouplove: palmas e pulos

15 de junho de 2012

Por Vitor Diniz
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Quem frequentou o Maracanã nos anos 1980 sabe que, por vezes, a sua arquibancada tremia em grandes jogos. Os mais velhos diziam que era assim mesmo e tal. A mesma sensação, depois de tantos anos, pode ser sentida na noite desta quarta feira, em Nova Iorque, por este articulista, no show do grupo americano The Grouplove.

O ótimo e confortável Webster Hall estava lotado (ingressos sold out, e na mão de um cambista valiam três vezes mais!). Quando o grupo de Los Angeles tocou seu hit ”Tongue Tied”, o piso  tremia nitidamente. Os novaiorquinos pulavam da forma mais alta que podiam e cantavam em coro. Parecia que todas as tribos tinham representantes ali, desde as patricinhas aos veteranos amantes da música pop, passando pelos (muitos) ”Hipsters” de Williamsburg.
A fofíssima cantora  e  super cool – Hanna Hooper – comandava toda a loucura indie. Ela não para um minuto no palco. Dança, canta, toca teclado ocasionalmente e, principalmente, contagia o público com sua performance eletrizante. Ela é a cara desta incrível banda, que, ao lado de seu vocalista e guitarrista Christian Zucconi, só falta fazer chover no palco.
Em NYC, o Grouplove tocou para uma plateia mesclada em termos de idade e etc, mas, na véspera, na Filadélfia, o grupo, que também lotou o The Teather Of Living Arts,  fez uma apresentação semelhante para uma galera muito mais jovem. Uma moçada com predomínio feminino, que usava bermuda jeans e calçava havaianas. Mesmo assim, também pularam muito ao som do Grouplove.
Ao vivo, os californianos são mais roqueiros  que em estúdio, mas não perdem, apesar da loucura e certa barulheira, seu doce pop. A forma como usam as palmas em alguns números é pra lá de peculiar. Toda esta atmosfera vibrante e a pilha que a banda traz ao vivo pode ser em parte notada no You Tube, no vídeo do programa de David Letterman, quando eles tocaram ”Colours”, música que fechou ambos os concertos do Grouplove, que o Pop Mix acompanhou em domínios ianques. Um dos roadies da banda usava a camisa 7 do Brasil, de Jairzinho. Tudo muito cool, até isso…
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Popmix no rádio

6 de junho de 2012

Sempre no primeiro domingo de cada mês o Sucesso Popmix, vai ao ar pela Rádio Sucesso FM .
Ouça agora o programa deste domingo(3). A versão FM do Popmix, que surgiu em 2003, tem a produção e  a apresentação de Vitor Diniz, e contou neste mês com a colaboração de Igor Silva, do BPM Studio.

Set List do Sucesso Popmix:

The Grouplove-Colours

Thee Vicars-Mr Operator

Brigitte Bardot-Harley Davison

The Lonely Boys-Im Not Like You

Jake Bugg-Trouble Town

Keane-You are Young

Enemy-2 Kids

Regina Spektor-Small Town Moon

Regina Spektor- Oh Marcello

Rufus Wainwrigth-Out Of The Game

Miles Kane-Looking Out My Window

Family-Observations From A Hill

Mopho- Dani Rabiscou

Divine Comedy-The Lost art Of Conversatio

Banda de Turistas-Dias De Prosperida

Drytones-Keep Loving Me

Albin de La Simone – No Merci

Rolling Stones-Sweet Virginia

Rolling Stones-Honky Tonk Woman

Stone Roses-Made Of Stone

N.Young-Silver&Gold

Agradecimento
BPM Studio -Rio de Janeiro

 

 

+ Ouça o programa do mês passado!

The Horrors e a chuva

1 de junho de 2012

Por Vitor Diniz

”A minha mãe deve ter comprado todas as cópias do NME quando saímos na capa”, disse o vocalista do The Horrors, Faris Badwan, em entrevista à revista portuguesa Blitz.

Como The Horrors nunca estampou a capa de nenhuma publicação brasileira e, por aqui, o New Musical Express (NME-semanário inglês) é vendido em poucas bancas, Faris e seus companheiros mostraram para pouca gente seu pós-punk naquela que acabou sendo uma soturna noite de quinta-feira no Circo Voador.

O The Horrors, que não é uma banda propriamente dark, apesar de ter muito de Siouxsie & The Banshees, Sisters of Mercy e The Cure em seu trabalho, acabou tocando com muito pouca luz no palco, o que conferiu um clima ainda mais gótico ao show. E, como poucos cariocas enfrentaram a chuva para vê-los tocar tarde da noite durante a semana, o concerto só não se tornou burocrático porque a banda é realmente boa. Mesmo assim, teve quem não se ligasse muito nela.

Depois de começar com o som superestourado, exatamente à meia-noite, o grupo de Southend acertou a mão em termos técnicos, lá pela quarta música e mostrou que, em seu retrovisor, estão de fato muitos nomes da cena dark do passado, mas que, com seu toque indie e um tanto punk, conseguem ter cara própria, olhando também para outras cenas

Cantando na chuva

No palco, Faris e seus amigos têm carinhas que nos fazem pensar em Joey Ramone ou nos irmãos Reid, do Jesus & Mary Chain. Com três discos nas lojas e uma capa do NME para se orgulhar, os Horrors fizeram um show correto, mas sem segurar totalmente a atenção dos presentes. Era possível ver alguém sempre checando algo em seu smartphone ou conversando com amigos.

Que o The Horrors é uma boa banda ao vivo, não resta dúvidas. Sua esforçadíssima performance mostrou isso, mas talvez tenham sido prejudicados pela chuva, que deixou a casa bem meia-boca. Além disso, o vibrante show de abertura, dos também britânicos We Are Band, tornou a  tarefa ainda mais difícil. No final, foram aplaudidos com méritos, mas depois de uma hora no palco, o que eles conseguiram mesmo foi nos deixar com uma vontade imensa de ouvir Siouxsie e afins ao chegar em casa.

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