Dia mundial do rock

14 de julho de 2012

Da redação

Assista o programa realizado em 2009 sobre o dia mundial do rock.

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Stones e as décadas

9 de julho de 2012

Por Vitor Diniz

         Os Rolling Stones tocaram para mais de duzentas mil pessoas no Hyde Park, em Londres, no dia 5 de julho de 1969. Este show simboliza, em parte, a importância da banda, uma das mais adoradas da cultura rock. Com sua trajetória marcada por escândalos, polêmicas e pela morte do guitarrista Brian Jones, homenageado na histórica tarde no parque londrino, o grupo virou uma grife da indústria do entretenimento. Brian havia falecido aos 27 anos, dois dias antes deste concerto, que foi uma espécie de tributo a ele, além de marcar a estreia de Mick Taylor em seu lugar. Sobre o ex-guitarrista, Mick Jagger, trajado de branco, disse: ” Ele não morreu, ele não dormiu, ele apenas acordou do sonho da vida”.

Além do público gigantesco, que ratificava o culto em torno dos Stones, naquele show, outras idiossincrasias da cultura ”stoneana” estavam a mil, como a morte, tema que voltou a pairar sobre eles em Altamont, quando em outro show, em 1969, um jovem negro foi assassinado. O fato de Mick Taylor, que entrava no lugar de Brian, demitido de forma pouco cuidadosa talvez pela banda, foi outro divisor e marcou a primeira mudança de fases do grupo. Depois, Ron Wood entrou no lugar do próprio Mick Taylor, dando novos rumos musicais aos Rolling Stones.

Do Marquee Club a Jack White

Desde sua origem bluseira, nos anos 1960, em pequenos clubes da região da Oxford Street, em Londres, como o Marquee, até os dias de hoje, o grupo que deu acento garageiro ao rock inglês, então dominado pelo lirismo pop dos Beatles, eternizou músicas e discos. Sempre sem deixar de conter uma enorme dose de contestação e rebeldia, os Stones eram amados pelos jovens e odiados pelos pais.

Na década de sessenta, ”Satisfaction” virou hino. Já sem Brian Jones (para muitos o mais talentoso dos Stones), no começo dos anos setenta, a banda lança Sticky Fingers, um disco que beira a perfeição e transborda a essência transgressora do grupo. A constante ligação com ”O novo” ficou clara com a ”piradinha disco”, de Some Girls, em 1978. ” Miss You”, faixa que abre este álbum, colocou dos roqueiros aos membros do Jet Set internacional para dançar. Sempre com a dupla Jagger&Richards a sua frente, os Stones seguiram pelos grandes palcos do mundo nos anos 1990 e um Maracanã lotado foi pouco para tanta história. A ligação com a urgência do rock deixou os veteranos ao lado de Jack White, geniozinho da cena contemporânea, em um filme de Martin Scorsese que registra os Stones ao vivo.

Ao longo de cinquenta anos, os Rolling Stones viraram sinônimo de rock and roll, sem cair nas armadilhas do estilo, que tanto jogou ladeira abaixo a reputação de grupos que tem status de clássicos. Com os Stones foi diferente, pois cada novo disco era diversão garantida, sempre com algo conceitual e relevante a oferecer.

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Shed Seven e outros


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Manchester e um imbróglio pop

3 de julho de 2012

Por Vitor Diniz

Em 1989, a revista Bizz trazia em uma de suas saborosas páginas uma grande propaganda de gravadora, divulgando seu último ”produto”. O disco em questão era o fundamental The Stone Roses, aclamado álbum de um quarteto inglês, cuja banda tinha o mesmo nome de sua obra de estreia.

Agora que o The Stone Roses voltou aos palcos com três grandes shows no último final de semana em Manchester, é fácil ver como o grupo foi mal acionado na época por aqui. Não por culpa de sua gravadora talvez, mas pela suposta dependência que o mercado brasileiro tem do mainstream americano. A banda de Manchester não só explodiu na Inglaterra, como se tornou um molde para o que depois veio a ser o Britpop, e estão ai até hoje Liam Gallagher e Damon Albarn, que não me deixam mentir. A carreira solo do cantor Ian Brown e o ótimo Seahorses, do guitarrista John Squire também merecem ser revisitados.

Tem que vencer nos EUA?

 Mas, infelizmente. se um grupo inglês então não faz a cabeça do público ianque, ele dificilmente chegará às FMs brasileiras? Ao longo da história, grandes bandas britânicas que não foram felizes na América não chegaram sequer a serem lembradas como clássicas no Brasil. São os casos de Kinks e The Jam, por exemplo, e do próprio Stone Roses. O mais impressionante é que tal “imbróglio”, também se aplica ao cinema! A internet e sua força, por outro lado, estão ajudando a mudar um pouco esse quadro.

Como Ian Brown & cia não tem nada a ver com isso fizeram um antológico show no Heaton Park, em sua Manchester, que é tão simbolizada pelo rock. Isso sem falar nos dois apaixonantes times de futebol que ajudam a dar um charme especial a esta cidade do norte da Inglaterra.

O You Tube entrega que este ”finde” em Manchester foi mesmo delicioso. Show do Stone Roses no Brasil? Em 2012, ao menos parece difícil. Como o Brasil mudou um pouco de 1989 pra cá, em 2013, talvez! Sim talvez !.. Definitely Maybe!!!

artigo publicado por popmix
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