O Maestro Manzarek!!!!

21 de maio de 2013

Tecladista dos Doors morre e fã publica texto emocionante.

 

 

Por Diogo Simões

Difícil expressar exatamente o que estou sentindo neste momento…o Ray se foi….engraçado como isso teve um impacto em mim que não esperava…fui dormir realmente triste com a notícia, e acordei da mesma forma…

Os Doors fizeram, e fazem, parte da minha vida de uma forma intensa …desde minha adolescência…desde que dois amigos, me apresentaram de forma completa a obra dos Doors, minha vida mudou…

Lembro como se fosse hoje… nós três ainda nos conhecendo, muito novos, comendo uma pizza no bairro da Tijuca no Rio de Janeiro , conversávamos sobre tudo, futebol dos anos 70, música que estava explodindo no momento com o sotaque da velha rainha via Britpop…e claro, muito Beatles e classic rock, com era de costume…eis que um dos meus amigos, no caso Serginho surge com uma sacola de pano com 2 preciosidades dentro: ’Waiting for the Sun’, e o que me fez pirar como nunca: ’In Concert’, um álbum duplo com várias performances ao vivo !!! (Ambos em vinil).

Assim que cheguei em casa botei pra rolar e foi como se a eletricidade do aparelho viesse pelo chão e me consumisse por inteiro…a bateria desconexamente perfeita, a cada riff uma emoção, a cada berro uma explosão… aquele teclado hipnotizante, firme e criativo me fez ver a música de outra forma, de forma mais abrangente, refinada, diferenciada…após os Doors, eu estava pronto para escutar qualquer coisa! E assim cresci, me desenvolvi como pessoa, músico e jornalista, e os Doors sempre ali, dando suporte.

A figura de Morrison era idolatria… ícone do espírito do rock and roll que todos gostam de assistir, embora pouquíssimos tenham a coragem de viver. Mas era a figura de Ray que, para mim, personificava a música dos Doors. Ele era o maestro, o brilho, os graves e os agudos…um mestre único que a música jamais produzirá igual.

 

+  Diodo Simões é jornalista e assinou um texto também sobre Guardiola no Popmix

Saiba mais detalhes sobre a morte de Ray Manzarek

 

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Um tanto intimista

19 de maio de 2013

Cat Power começa  giro pelo Brasil com show no Rio.

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Texto -Vitor Diniz
Foto-Felipe Diniz

Cat Power cresceu muito artisticamente! Isso ficou claro ao ver esta, que é uma das queridinhas da cultura indie em ação, neste sábado, no Rio de Janeiro. Com seu último disco Sun, norteando as ações, a americana desta vez mostrou aos brasileiros, mais ainda do que nas outras quatro vezes em que passou por aqui, o quanto se transformou como cantora ao explorar bem sua voz. Com um conceito que chegou a ser por vezes intimista, Cat Power e sua interessante banda, só pisaram no palco do Circo um pouco antes de 1h da madrugada. E isso, ainda assim ocorreu, mesmo com o cancelamento do show de abertura do duo Opala.

Seus fãs mais ferrenhos, parecem não se ter importado e ”degustavam” cada número. Isqueiros acionados pela galera, derem um clima bacana em algumas músicas. Cat Power aproveitou um momento em passagem ”jazzística” de seu grupo e, no palco mesmo, deu alguns autógrafos.

O disco Sun fluí bem ao vivo, tudo no lugar, com arranjos bem-postos, chegando por vezes a resvalar no som de Bristol, cidade inglesa que virou sinónino do trip hop.

Gregg Foreman  já vale o ingresso!

Mas, a grande surpresa da noite foi ver em ação, ao lado da cantora, que, diga-se de passagem, usou simultanemente dois pedestais com microfones, o músico Gregg Foreman. Ele fez parte do ótimo grupo Delta 72 , que encerrou suas atividades em 2001.

Tecladista fino e guitarrista coeso, ele parecia estar com Cat Power não só em sua antiga banda, o Dirt Delta Blues, mas desde sempre, tamanha a química da dupla. Com sua abordagem e cabelo tipo Sergio Pizzorno do Kasabian, ditava boa parte dos movimentos das quatro mulheres que, incluindo Cat Power, formam o quinteto com ele.

Seu teclado deu o tom do show, e com a guitarra na mão, até um salto no estilo que Pete Townshend imortalizou no The Who, o rapaz mandou no Circo Voador.

Antes do final, muita gente na parte de trás da pista parecia achar o show que totalizou cerca de duas horas, cansativo e apenas conversavam ou circulavam pelos bares.

Cat Power segue ainda para Recife e São Paulo. Confira datas e locais na agenda do Popmix.

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Horses Hotel

17 de maio de 2013

Atores se transformam em banda punk no palco

Foto: Felipe Lima

Por Vitor Diniz

        Com texto de Alex Cassal e com direção do próprio Alex, ao lado de Clara Kutner, Horses Hotel dialoga em cheio em sua linha poética com a cultura pop dos anos 1970. Artistas como Lou Reed, Patti Smith e David Bowie são referências para um azeitado elenco que se transforma em uma banda de rock no palco. Ana Kutner, irmã de Clara e também filha da atriz Dina Sfat, oferece à plateia uma atuação precisa. Ela assume, com alma punk, os vocais do tal grupo que respinga na onda do CBGB. Renato Linhares, Emanuel Aragão e Roberto Souza completam muito bem o combo , que aciona   a estética do amor livre e do rock and roll como estilo de vida.

Horses Hotel pode ser conferida no Rio de Janeiro, até o dia 2 de junho, no Oi Futuro Flamengo, e a diretora, Clara Kutner, falou ao Popmix sobre a peça.

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Savages total!

10 de maio de 2013

Garotas inglesas lançam disco e viram febre no mundo indie

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Por Vitor Diniz

         Quando os olhares midiáticos do indie britânico estavam voltados, em especial, para o Palma Violets, ainda assim, o Savages começava a ganhar espaço na Inglaterra, em 2012. Embora este ótimo grupo de mulheres de Londres – que faz um som cheio de personalidade e urgência, como ensinou, entre outros, o Gang Of Four – siga uma cartilha bem diferente daquela adotada pelos rapazes do Palma Violets, esses, muito empolgantes também, por sua vez, devem ter o The Jam como maior referência.

Agora que o disco de estreia do Savages, Silence Yourself, chegou ao mercado e está “causando” junto à crítica, é saudavel pensar se a banda não é uma espécie de  ”resposta feminina” ao Palma Violets. Seja lá como for, o fato é que a Inglaterra agora conta com duas grandes bandas nesta nova geração. Cada uma na sua praia, ou melhor no seu pub. Sorte do rock inglês! Os caras do Palma Violets, com sua ótima veia roqueira e básica, e as moças, supostamente letradas e modernosas do Savages, com uma pegada tensa e até soturna.

A curiosidade pelo viés feminino ganhou graça extra no meu imaginário, quando recebi, via Norman Records – uma esperta loja de Leeds – justamente no Dia Internacional da Mulher, o EP,  I Am Here, com o Savages ao vivo. A capa, na minha opinião, ainda mais puxada para um conceito de arte que do disco cheio, traz, em foto impagável, a vocalista Jehnny Beth .

Por outro lado, se pensarmos em uma estética debutante, a capa de Silence Yourself fortalece o poder de banda, claro. Com o barulho deste disco, o Savages vai tocar em Nova Iorque, no Webster Hall, pois estão cotadíssimas também do outro lado do oceano.

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Savages ou o bebê de Kate Middleton ?

O Savages já fez um circuito de luxo no indie, para um grupo novo. Passaram pelo programa de Jools Holland na BBC, tocaram na catalizadora loja da Rough Trade, em Londres, onde os grupos que interessam lançam seus discos com shows quase exclusivos e tudo mais. Agora, a maratona seguirá ainda mais intensa, pois, do jeito que estão as coisas, parece que ”se fala mais nelas” do que no bebê de Kate Middleton, no Reino Unido.

Uma banda nova que lembra Siouxsie and the Banshees? Apesar de todas as resenhas do viciante e recém-lançado álbum cravarem esta associação, vale salientar que o universo do quarteto é bem mais amplo. O pós-punk e o gótico falam alto no trabalho delas, mas é tanta informação bacana e inteligente vindo daquela intrépida guitarra e daquele baixo insinuante, que penso muito mais em termos de rock. Até Swell Maps, acho que esssas meninas andaram escutando. Quando olho para Jehnny Beth, a figura de uma nova diva fashion, meio punk, ganha vida, destas que vão estampar as capa de revistas como Nylon e a Dazed&Confused por muitas vezes. O grupo, inclusive, já é destaque na bíblia de estilo britânico, com uma entrevista nesta edição da D&C. A tal vocalista, uma ”franco-britânica”, que cresce e se transforma no palco, mostra o que uma jaqueta jeans, um cabelo curto e bem cool, e uma voz atormentada são capazes de fazer.

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Vaccines , Beady Eye e muito mais!

7 de maio de 2013

Ouça edição de maio do Popmix na Sucesso FM!
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Da redação
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O The Vaccines toca este mês em São Paulo , e por isso é um dos pilares desta edição do Sucesso Popmix, que foi ao ar no último dia 5 de maio, pela Rádio Sucesso FM. O programa ainda destaca Beady Eye, Legião Urbana, Django Django e entrevistas com Gloria Kalil e com Vitor Nogueira da banda Combo S/A.

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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Confira também a edição de abril

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