TV Pop Mix

11 de julho de 2013

The Spitfires é destaque no Drops da TV Zoom!

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Inverno rock!

Edição de julho do Popmix na Sucesso FM está no ar!
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Da Redação
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Nada melhor que o rock e a música pop em geral, para aquecer este inverno. Geralmente produzida em baixas temperaturas as boas melodias estão aqui mais uma vez. Nesta edição destaque para The National(foto), The Who, Beady Eye e Hell Oh!

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

 

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A voz do rock inglês

3 de julho de 2013

 

Liam Gallagher e seu Beady Eye passam bem no teste do ”segundão”.

Por Vitor Diniz

O Beady Eye voltou e, com ele, em Be, seu segundo álbum, Liam Gallagher e sua postura rock&roll star. O ex-vocalista do Oasis, mostra agora, com sua atual banda, que associar músicas redondas e arranjos sofisticados apenas ao outro Gallagher, no caso, seu irmão Noel, já se torna uma questão de injustiça. Mais coeso que seu antecessor, Different Gear, Still Speeding, Be massacra divinamente nossos ouvidos com os vocais inconfundiveis de Liam em primeiro plano. Por sinal, se trata de uma assinatura, a voz com nuances de John Lydon, do homem que esteve mais de uma década com Noel a frente do Oasis. Em “Flick of the Finger” que abre o disco, os instrumentos de sopro fazem um fino contra-ponto a uma certa explosão e a sua carga roqueira.

Em ” I’m Just Saying” , Liam parece ”cuspir” com talento rocker e fúria punk os primeiros versos. Diga-se de passagem, uma música que é a cara de “Hello” do Oasis. Aqui, ele ratifica a condição de grande cantor de rock do Reino Unido, não só pela voz, mas por toda sua onda estética bacana, que tanto é escoltada por sua grife – a Pretty Green. “Iz Rite” , é daquelas que pode fazer com que você saia pelas ruas sorrindo e cantarolando sua fácil, porém, boa melodia. “Face The Crowd” é mod e, com suas palminhas, diz amem a Small Faces, The Who e Beatles, é claro. A balada “Don’t Brother Me” é uma suposta alfinetada em Noel. E Bobby Gillespie, talvez adorasse ter feito as lisérgicas e viajantes, ”Second Bite of the Apple” e ”Shine a Light”.

 

Liam x Noel

Este disco, com a minuciosa produção de Dave Sitek, remete, de uma certa forma, aos áureos tempos do britpop, quando Oasis e Blur tentavam fazer um disco melhor que o outro. Tal rivalidade foi um saudável combustível para fomentar uma das cenas mais bacanas que a rainha já viu em seus ”jardins”. Agora, a briga é entre o Beady Eye e Noel Gallagher, que, com seu High Flying Birds, teria vencido o primeiro duelo, segundo a crítica. Liam, ancorado , por músicos que vieram com ele do Oasis, como em especial Andy Bell (Ride e Hurricane # 1) e Gem Archer (Heavy Stereo), desta vez parece ter deixado uma tarefa indigesta para seu irmão em seu próximo álbum.

 

 

 
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A Espuma dos Dias

1 de julho de 2013

Interessante longa francês estreia no Brasil

Por Vitor Diniz

        Infelizmente não foi desta vez! Não foi em “A Espuma dos Dias”, de Michel Gondry, em cartaz no Brasil, que Audrey Tautou e Romain Duris, conseguiram superar a cena que protagonizaram brilhantemente no longa “O Albergue Espanhol”, de 2003.

Apesar de formarem agora um curioso par romântico, numa história de tom psicodélico, a dupla, que funciona bem em “A Espuma dos Dias”, foi responsável no filme de dez anos atrás por uma passagem das mais lindas do cinema. Depois de se beijarem, se equilibrando na calçada mais estreita de Paris, ele sai desolado pelas ruas de Montmartre, ao som de ”No Surprises”, do Radiohead. Mas isso é passado, pois ficou em “O Albergue Espanhol”, e agora ambos estão bem, mas sem oferecer, nem de longe, um momento que fique como aquele eternizado em nossa mente.

Em “A Espuma dos Dias”, a dupla, que se aproveita muito bem do cenário parisiense novamente, está ligada a uma onda viajandona que pode confundir o espectador menos esforçado. A linguagem pop de Gondry, que dirigiu clipes de Bjork inclusive, fala muito alto e talvez não tenha tido espaço para algo mais tocante do ponto de vista ”urbano sentimental”. Não ao menos como na tal cena citada que data de 2003.

 

O jazz e o drama de Vian

        Belas tomadas podem ser vistas neste filme, que é, sem dúvida, interessante, mas falta um pouco da magia que outrora esses dois ótimos atores conseguiram alcançar. Extraído da obra de Boris Vian, e cheio de referências ao universo do jazz dos anos 1950, este filme ganha força dramática quando Chloé, personagem de Tautou, descobre ter uma doença rarissima, e leva Colin (Romain) a uma situação desesperadora.Trata-se de um filme lindo de se ver do ponto de vista estético, mas longo demais para o imediatismo dos dias atuais. Na noite de sua estreia no Rio de Janeiro, várias pessoas deixavam uma das salas em que o longa era exibido, bem antes do fim.“A Espuma dos Dias” tinha tudo pelas circuntâncias para fixar em nossas lembranças ao menos três cenas inesqueciveis, e isso não acontece.

Audrey e Romain fizeram mais bonito em uma cena há uma década atrás do que neste filme inteirinho, mas isso não é motivo para não acreditar neste trabalho, pois, apesar de derrapar em alguns aspectos, é mesmo belíssimo e conta com boas ideias. De quebra, ainda temos Omar Dy como o cozinheiro Nicolas, em ótima atuação.

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