A nova magia indie

22 de agosto de 2013

Keston Cobblers’ Club, você ainda pode amar essa banda!

Por Vitor Diniz

Os fãs do Belle&Sebastian já podem ”torcer” para um novo time no Reino Unido. E esse tal combo pode roubar a alma de muitos indies em 2013. Com boa parte de shows com o respeitável carimbo Sold Out, o Keston Cobblers’ Club parece ter vindo para ficar. Até Steve Lamacq da BBC já se encantou pela música dilaceradora de Tom, Bethan e dos irmãos Matthew e Julia. Eles estão à frente do grupo que está criando as melodias mais emocionantes desde Stuart Murdoch e sua já citada trupe de Glasgow. Vocais magistrais, sopros deliciosos, palminhas e um frescor que não se encontra em qualquer onda passageira por ai. O Burberry Acústico ajudou a divulgar o nome do grupo, e neste projeto da icônica grife inglesa, eles mostraram o quanto seu trabalho pode ser mais complexo do que apenas um folk com acento indie que, supostamente, poderia estar pintando no embalo do sucesso de nomes como Laura Marling e Mumford&Sons. O disco de estreia, One for Words, que conta com treze faixas, é ótimo e ajuda a derrubar também alguma eventual suspeita de que o grupo seja um hype irrelevante, assim como os clipes que reforçam todo o poder de sedução pop do Keston Cobblers’ Club. E, se para o imaginário indie, a força do Belle&Sebastian pode ser algo inatingível, e de fato o som das duas bandas é mesmo um tanto distinto, pense no The Leisure Society, e você poderá ter uma noção do que essa moçada faz. Embora melhor do que imaginar, seja escutar tudo que você puder do KCC, pois seu dia poderá ficar bem mais leve.

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Miles Kane e os outros!

6 de agosto de 2013

Ouça nova edição do Popmix na Rádio Sucesso FM
Da Redação
Com destaqie para o gêniozinho do rock inglês Miles Kane, o Sucesso Popmix deste mês ainda acionou a revista Mojo e seu cd tributo ao disco With The Beatles.
Primal Scream, Laura Marling e Rush, também estão em nosso set-list!
Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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Especial!

Gilberto Gil – dois dedos de conversa

Pedro de Freitas Branco*

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– Posso fazer uma pergunta?

– Sim, claro!

– Na gravação de Crazy Pop Rock… quem toca a guitarra é Mick Ronson?

– Mick Ronson?… a que banda era ele associado?…

– Era guitarrista dos Spiders From Mars… a banda de Ziggy Stardust… David Bowie…

– Ah, claro! Foi ele mesmo que gravou Crazy Pop Rock! Nessa época, costumava ir com amigos ver o Bowie cantar. Em Londres, naquele clube famoso… não me lembro agora do nome…

– Marquee?

– Isso, Marquee! O Bowie ainda nem era muito conhecido…

O diálogo durou o tempo de um fósforo arder. Porém, se dependesse de Gilberto Gil – a quem arrisquei levantar a dúvida por sugestão de um amigo que me acompanhava e estava louco de curiosidade para matar a charada -, a conversa não teria ficado por ali. Gil mostrou-se disposto a continuar. Infelizmente, eu estava à cabeça de uma impaciente e interminável fila de sessão de autógrafos. Local: livraria Travessa, em Ipanema; motivo: lançamento da biografia Gilberto Bem Perto(Editora Nova Fronteira), da autoria de Regina Zappa e do próprio artista.

Não foi a única vez que encarei Gilberto Gil. Na primeira ocasião, desafiei-o a comentar um certo show dos Rolling Stones em 1975, no Forum de Los Angeles. Sempre disponível, Gil relembrou a participação em Sympathy For The Devil, o bis da banda nessa turnê, e de como terminou conversando com Jagger no camarim.

Poderá parecer estranho o meu interesse pelas experiências Rock de Gil, perdendo a oportunidade de aprofundar questões da MPB. No entanto, para mim, cuja paixão pelo Rock’n’Roll carrega um incontornável romantismo – Elvis, Buddy Holly, British Beat, Dylan, Bowie e afins, são assunto sério -, não tem preço conversar com alguém que “estava lá”. Gil é muito mais do que esse alguém, eu sei. Aliás, Crazy Pop Rock, uma das canções do seu “disco inglês”, de 1971, é prova de que o legado da Bahia não se ficou por este lado do Atlântico.

Também, confesso, não sou grande conhecedor da obra de Gilberto Gil. Embora tenha herdado da minha mãe a paixão pela MPB, as preferências sempre se inclinaram mais para Caetano Veloso, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Rita Lee, Bethânia, Gal… ou seja, Gil sempre me escapou… enfim, tenho a certeza de que estes encontros fugazes serão o rastilho que ateará o interesse pelos seus discos.

Quanto ao livro, tomo de 400 páginas editado pela Nova Fronteira, ainda não o li. Está na mão, devidamente autografado, pronto a ser devorado. A qualquer instante. É bom ter Gilberto bem perto. Nem que seja para dois dedos de conversa.

 

 *Pedro de Freitas Branco é lisboeta  , vive no Brasil, e lidera a banda de rock White!

 

Gilberto Gil falou ao Popmix! Ouça!

 

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