Mondo Massari

23 de janeiro de 2014

Fabio Massari conta detalhes sobre seu novo livro.
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Por Vitor Diniz
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          Uma obra fundamental para quem não vive sem  música. Mondo Massari pode ser definido desta forma, já que conta com ótimas histórias, preciosidades obscuras  e matérias que merecem ser lidas várias vezes, como a que está cunhada na página 51, sobre o The Fall, por exemplo. O quarto livro do jornalista  Fabio Massari, o “reverendo”, como é conhecido, desembarca com tratamento caprichado, via Edições Ideal, nas boas prateleiras Brasil afora.  O Ex-VJ  MTV responde por e-mail a algumas perguntas sobre esta obra, que compila sua trajetória sob a chancela que batiza o livro.
 
 

1 – Esse livro pode ser considerado  um registro definitivo para se entender a sua postura em termos de jornalismo e de música?  Ou seria um complemento de luxo para o seu Emissões Noturnas lançado em 2003?

 
– Apesar de completo em certo sentido, não optaria pelo registro definitivo. É completo porque reune praticamente todo material que assinei com a marca Mondo Massari – programa da MTV, revista Rolling Stone e portal Yahoo!Br. As entrevistas radiofônicas do ETC completam a seleção (considerando a licença cinematográfica que permite a inclusão dessas entrevistas no pacote Mondo Massari – ver introdução do livro). Como Mondo Massari é, evidentemente, um projeto autoral e, considerados alguns saltos, cobre um período considerável (14 anos, de 1999 a 2012), acho que dá para dizer que é um bom registro das minhas atividades nesse tipo de jornalismo. Revela algo dos interesses e manias do autor.
 
 
2 – Segundo o belo prefácio de Felipe Hirsch, não existem mais desculpas que justifiquem o desconhecimento. Hoje é fácil descobrir qualquer banda?
 
– Taí um prefácio! Vai muito do interesse de cada um, do tipo de relação que estabelece com os sons, a intensidade e tal. De fato está tudo mais à mão, mais próximo – o que também não quer dizer tanta coisa. O que você faz com a audição, com a leitura é o que me parece mais interessante. Em que articulações, em quais construções isso será utilizado. Se a comparação for com outros tempos, claro que muita coisa ficou mais “fácil” – mas, retroativamente isso não funciona, né? Naqueles tempos, as ferramentas eram aquelas, o conhecimento e a diversão e os mecanismos de “consumo” derivavam do tal do zeitgeist – o resto era ficção científica!
 
 
3 – A entrevista com Tom Verlaine do Television foi a mais emocionante ?
 
– Foi curiosa mais do que qualquer coisa! Claro que estamos falando do Sr. Verlaine, uma lenda, mas nesse caso foi uma daquelas entrevistas que chegaram com aviso antecipado de que não era exatamente o mais fácil, ou solícito, dos entrevistados. Legal foi ter conseguido estabelecer um clima bacana, que pareceu revelar algo da sua simpatia – artista reservado, quietão mesmo. No final até se divertiu na hora do punk rock (que era um assunto vetado inicialmente), por causa da versão brasileira do disco Marquee Moon. Foi emocionante sim. Assim como foram as entrevistas com Faust e X. E Gang  Of Four!
 
 
4 – Este lançamento talvez entregue  que a Noruega possa ser a ”proxima estação”? Você pensa em lançar algo dedicado à música de mais um lugar específico, assim como fez em seu livro sobre a Islândia?
 
– Os primeiros rabiscos que fiz de um projeto nos moldes do Estação Islândia previam outros roteiros. Itália, Austrália (e Nova Zelândia) e México tiveram seus nomes inscritos no grande livro de projetos de livro(s). Mas quando a coisa ficou séria, caí na Islândia. Islândia en el coco. A Dinamarca quase virou um projeto instantâneo… Gostaria de fazer um outro (livro) desse tipo. Noruega seria demais mesmo: do black metal ao parajazz da quebrada gelada.
 
 
 
5 – Você torna tão instigante algo vetado na entrevista com o The Kills, quanto o próprio papo em si com eles. Este é um dos segredos, contar algo que o ouvinte não ficou sabendo? E o que você perguntaria sobre Kate Moss neste episódio, caso fosse permitido?
 
– No caso das entrevistas do ETC, a ideia foi dar ao leitor a possibilidade de ter um contato com o tal do material bruto. No rádio, necessariamente editamos o material a partir do bruto para compor a, digamos, equação do programa: trecho selecionado, tradução mais comentário e som e vinheta e por aí vai. No caso de um artigo para jornal ou revista, temos a edição com a devida carpintaria, um acerto aqui, quem sabe até uma melhoradinha ali… Nesse caso do ETC, o que se apresenta é o registro bruto mesmo – é como entregar ao leitor cópia dos arquivos (nos tempos do Rock Report/Emissões Noturnas, fitas). Está tudo lá: efeitos e defeitos, cacos, vacilos, repetições… E a contrapartida: coisas legais que serão, possivelmente, sempre material de arquivo. Sem contar, claro, como no caso do Kills, o que não está registrado – os bastidores (sem glamour!). Esse é um momento interessante para os episódios em off, já que o artista sabe que ainda não está sendo gravado, talvez experimente um pouquinho mais de liberdade. No caso da Kate Moss, acho que não arriscaria nada muito elaborado não, pelo menos não de cara. Alguma coisa (tentativamente) simpática sobre a “patroa” dar opiniões na hora em que ele está compondo; ou se eles têm sons prediletos em comum e o que eles reprovam no gosto um do outro… E você, perguntaria o quê?!
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A Top Britpop

17 de janeiro de 2014

Kate Moss e quatro décadas.
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Por Vitor Diniz
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            A Top Britpop! Assim sempre pensei em descrever Kate Moss. E agora que a modelo mais interessante sob o ponto de vista, especialmente indie, completa quarenta anos, é impossível não se render à importância desta londrina, que foi muito além da compreensão fashion e se tornou uma figura mais rock and roll do que muitas bandas em diversos momentos.
Em 1995, quando o chamado Britpop, liderado por bandas como Oasis, Blur e Pulp, chamou novamente a mídia do planeta para a Inglaterra, um dos pilares daquela cena era justamente esta modelo, que traçava um certo fio pop condutor entre a moda e a música britânica. A revista Elle chegou a estampar, em 1997, uma capa histórica, em que a moça em questão posava ao lado de Paul Weller, com a seguinte manchete, “Supermods”. A maravilhosa sacada de um dos baluartes do jornalismo de moda e estilo fazia alusão ao movimento mod que tomou conta da Inglaterra nos anos 1960, mas que teve com Paul Weller e seu The Jam, na década seguinte, uma bela retomada.
”A Kate Moss é um fenômeno no mundo da moda, no mundo da música. Ela tem uma persolidade que transcende qualquer característica de modelo, por exemplo, as modelos têm uma vida curta, as modelos têm que ser neutras para poderem valorizar a roupa, em geral são meninas muito jovens e tudo. E a Kate Moss já passou por todas as situações possíveis imaginárias, continua matendo status, continua mantendo a força, ela é uma caso raro de alta personalidade e conseguiu ir além de todas as outras modelos neste sentido”, explicou Gloria Kalil, em entrevista ao Popmix. A consultora de moda reforça a condição de ícone da inglesa. ”Ela não é uma modelo, ela é uma personalidade, ela é a Kate Moss”.
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Os hits de Kate

Kate Moss, além de ser dona de um carisma descomunal, tem de fato a capacidade de se reinventar como poucos.
Em meio a algumas polêmicas em relação a sua vida pessoal, se tornou ao longo do tempo a estrela de vários clipes de grandes artistas como Johnny Cash, Primal Scream, White Stripes e Paul McCartney. Sua incursão pelo mundo do rock vai além da videoclipia. Ela  registrou vozes em números de Lemonheads e do já citado Primal Scream. Além disso,  manteve um relacionamento no melhor estilo ”rock and roll star” com Peter Doherty,
dos Libertines, e depois se casou com Jamie Hince, uma das metades do The Kills. Nestes quarenta anos de vida, muitas capas de revistas, muitos contratos milionários e desfiles marcaram sua figura. O Festival de Glastonbury não seria o mesmo sem  Kate e suas botas ditando a moda.
Para completar, ela está na capa da revista Playboy deste mês. Kate Moss de fato não pára!

 

+ Ouça Glória Kalil falando sobre Kate Moss

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Nancy Elizabeth!

16 de janeiro de 2014

Assista a cantora inglesa em seu belo clipe!
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Da redação
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        Nancy Elizabeth nasceu em Wigan e está radicada em Manchester, onde gravou  seu  terceiro disco – Dancing – eleito pelo Popmix, o segundo melhor álbum de 2013 .
        A cantora e pianista, que também se destaca por tocar harpa, lançou no embalo de seu último trabalho, o clipe ”Simon Says Dance”.

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Vinil compacto

Lançamento de Kid Vinil traz duas ótimas músicas!
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Por Vitor Diniz
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Depois de ter lançado o DVD Kid Vinil Ao Vivo, com o Xperience, Kid e sua banda voltam a colocar no mercado mais um artigo pop dos mais charmosos. Com a irresistível melodia de ”Beatriz”, no Lado A, e com a urgência roqueira de ”Música Panfletária”, no Lado B, um compacto em edição limitada de 400 cópias é a excelente opção da vez para quem coleciona os mágicos disquinhos de vinil de sete polegadas. Este trabalho, que conta com a arte da capa de Paulo Hardt, também está disponível em MP3. Em entrevista pelo Facebook, o músico, radialista e ultra-conhecedor da cultura pop comenta o lançamento gravado no estúdio Quadrophenia, em São Paulo. Quem quiser, pode  adquirir o compacto nos dois formatos, através do site www.kidvinil.com.br
 
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1 -Este compacto pode sintetizar de certa forma sua trajetória, já que conta em um lado com uma levada pop e no outro com algo mais punk?
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– Não foi intencional, mas de certa forma achei interessante as duas facetas, meu lado mais pop, que vem desde o Magazine, quando gravamos até coisas da jovem Guarda, como Erasmo e Wanderlea. No lado B, uma levada mais punk, a própria letra pedia isso, algo mais pesado pra reclamar das eleições.

2 -Era um desejo antigo lançar exatamente assim neste formato?

-Há muito tempo que pensava em lançar um compacto em vinil. No Magazine lançamos 5 compactos com capa e sempre achei um formato atraente. Adoro colecionar compactos, a principio queria que fosse verde ou verde manchado com branco, pois sou palmeirense (rs), mas a fábrica no Rio não tinha a matéria prima em estoque e isso demoraria algum tempo.Como queria lançar logo, optei pelo pretinho básico.

3 -Carlos Nishimiya e Rubens Leme assinam as duas faixas. Como os dois trabalham em relação a você?

-Como não escrevo letras, aliás sempre detestei escrever letras, acho complicado essa coisa de métrica encaixar na música. O Carlos tem muita facilidade de adaptar letra à música. O Rubens já trabalhou com o Carlos no passado e somos amigos há muito tempo. Foi uma parceria interessante que pode ainda render mais frutos.

4 -Como foi o lançamento do compacto em São Paulo?

– Fizemos na loja Sensorial Discos, um lugar pequeno e intimista que vende discos, cervejas, petiscos. Tem um bar no fundo da loja e montamos um set compacto do lado dele e perto do piano que tem na parede. Um pequeno kit de bateria e dois amplificadores pequenos pra guitarra e baixo e vocal. O som ficou perfeito, colhemos imagens para um futuro vídeo clip e o público que compareceu recebeu muito bem o lançamento, vendemos muitos compactos e isso foi bom demais.

5 -Já que o assunto são os disquinhos, quais os compactos que mais marcaram a sua vida?

-Meu primeiro compacto foi dos Beatles, o duplo de Magical Mistery Tour, com aquele livreto no meio. Isso foi quando ainda era criança na década de 60, mas guardo até hoje.Muito marcante pra mim. Depois foram por coincidência dois compactos do Magazine, um da banda inglesa do Howard Devoto “Shot By Both Sides”, acho essa musica um hino do punk new wave britânico e o nosso Magazine com “Tic Tic Nervoso” a capa foi desenhada pelo cartunista Angeli e adorei fazer esse disco.Só pra constar o Magazine inglês nunca me processou por usar o mesmo nome, pois Magazine é uma palavra quase universal e também usada na língua portuguesa.Dois outros marcantes foram “God Save The Queen”, quando saiu em 77 pela Virgin e “This Charming Man” dos Smiths que eu comprei no dia do show deles que assisti num lugar chamado The Venue em Londres, em outubro de 1983.

 
 
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Ano passado?

8 de janeiro de 2014

Popmix começa 2014 com ”singles” de 2013 em FM do RJ.
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Da redação
 
Como sempre no mês de janeiro, o Popmix faz uma espécie de The Best Of do ano anterior na cena internacional, em seu programa na Rádio Sucesso FM (www.sucessofm.com.br) de Nova Friburgo-RJ. E se ainda muitas listas pipocam pelo universo indie de um modo geral, nada melhor do que escutar músicas de nomes como David Bowie, Nancy Elizabeth, Pins, Primal Scream, e tantos outros.
 
Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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