Vinil compacto

16 de janeiro de 2014

Lançamento de Kid Vinil traz duas ótimas músicas!
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Por Vitor Diniz
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Depois de ter lançado o DVD Kid Vinil Ao Vivo, com o Xperience, Kid e sua banda voltam a colocar no mercado mais um artigo pop dos mais charmosos. Com a irresistível melodia de ”Beatriz”, no Lado A, e com a urgência roqueira de ”Música Panfletária”, no Lado B, um compacto em edição limitada de 400 cópias é a excelente opção da vez para quem coleciona os mágicos disquinhos de vinil de sete polegadas. Este trabalho, que conta com a arte da capa de Paulo Hardt, também está disponível em MP3. Em entrevista pelo Facebook, o músico, radialista e ultra-conhecedor da cultura pop comenta o lançamento gravado no estúdio Quadrophenia, em São Paulo. Quem quiser, pode  adquirir o compacto nos dois formatos, através do site www.kidvinil.com.br
 
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1 -Este compacto pode sintetizar de certa forma sua trajetória, já que conta em um lado com uma levada pop e no outro com algo mais punk?
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– Não foi intencional, mas de certa forma achei interessante as duas facetas, meu lado mais pop, que vem desde o Magazine, quando gravamos até coisas da jovem Guarda, como Erasmo e Wanderlea. No lado B, uma levada mais punk, a própria letra pedia isso, algo mais pesado pra reclamar das eleições.

2 -Era um desejo antigo lançar exatamente assim neste formato?

-Há muito tempo que pensava em lançar um compacto em vinil. No Magazine lançamos 5 compactos com capa e sempre achei um formato atraente. Adoro colecionar compactos, a principio queria que fosse verde ou verde manchado com branco, pois sou palmeirense (rs), mas a fábrica no Rio não tinha a matéria prima em estoque e isso demoraria algum tempo.Como queria lançar logo, optei pelo pretinho básico.

3 -Carlos Nishimiya e Rubens Leme assinam as duas faixas. Como os dois trabalham em relação a você?

-Como não escrevo letras, aliás sempre detestei escrever letras, acho complicado essa coisa de métrica encaixar na música. O Carlos tem muita facilidade de adaptar letra à música. O Rubens já trabalhou com o Carlos no passado e somos amigos há muito tempo. Foi uma parceria interessante que pode ainda render mais frutos.

4 -Como foi o lançamento do compacto em São Paulo?

– Fizemos na loja Sensorial Discos, um lugar pequeno e intimista que vende discos, cervejas, petiscos. Tem um bar no fundo da loja e montamos um set compacto do lado dele e perto do piano que tem na parede. Um pequeno kit de bateria e dois amplificadores pequenos pra guitarra e baixo e vocal. O som ficou perfeito, colhemos imagens para um futuro vídeo clip e o público que compareceu recebeu muito bem o lançamento, vendemos muitos compactos e isso foi bom demais.

5 -Já que o assunto são os disquinhos, quais os compactos que mais marcaram a sua vida?

-Meu primeiro compacto foi dos Beatles, o duplo de Magical Mistery Tour, com aquele livreto no meio. Isso foi quando ainda era criança na década de 60, mas guardo até hoje.Muito marcante pra mim. Depois foram por coincidência dois compactos do Magazine, um da banda inglesa do Howard Devoto “Shot By Both Sides”, acho essa musica um hino do punk new wave britânico e o nosso Magazine com “Tic Tic Nervoso” a capa foi desenhada pelo cartunista Angeli e adorei fazer esse disco.Só pra constar o Magazine inglês nunca me processou por usar o mesmo nome, pois Magazine é uma palavra quase universal e também usada na língua portuguesa.Dois outros marcantes foram “God Save The Queen”, quando saiu em 77 pela Virgin e “This Charming Man” dos Smiths que eu comprei no dia do show deles que assisti num lugar chamado The Venue em Londres, em outubro de 1983.

 
 
artigo publicado por popmix
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