Vinte anos!

14 de abril de 2014

O Britpop completa duas décadas!
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Por Vitor Diniz
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O Britpop faz vinte anos! O movimento, que colocou a Inglaterra  no front do rock mundial depois de uma forte liderança ianque, está sendo altamente enfocado por conta destas duas décadas. O New Musical Express e outras mídias do Reino Unido não param de listar os melhores singles, discos e músicas daquela geração que Oasis e Blur simbolizaram tanto. Mas, no Brasil em especial, uma outra banda chave do Britpop não
conta infelizmente com o mesmo status dos grupos citados. O Pulp, do genial Jarvis Cocker, foi tão importante em certos aspectos para o UK como foi a trupe de Liam&Noel Gallagher, por exemplo. As letras de Jarvis expressam na mesma  proporção o estilo de vida britânico tanto quanto as de Damon Albarn. O Popmix prepara uma série de matérias e um programa de FM para também festejar os vinte anos do Britpop!(Suede, Elastica, Catatonia, Supergrass entre outros!!!)
Por enquanto, reviver ”Do You Remember the First Time?”, um dos maiores hinos da cultura britânica, é apenas começar a balada destas vinte velinhas.

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A vez do Pulp e o dia em que encontrei Jarvis no UK

Pulp no Brasil

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O Arcade Fire é nosso!

5 de abril de 2014

Grupo faz show contagiante no Rio e segue para o Lollapalooza
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Por Vitor Diniz
Foto:José Cláudio Barbosa Jr
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“Quem manda na casa é a mulher e na banda também”, disse uma voz feminina na plateia se referindo à performance inesquecível de Régine Chassagne na música “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)”, no ótimo show que o  Arcade Fire fez nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Sobre o grupo canadense, que será uma das atrações principais de domingo no Festival Lollapalooza, em São Paulo, o comentário em tom de brincadeira da fã, se referia ao fato de Win Butler, seu marido e mentor intelectual do Arcade Fire ditar o ritmo do  combo ao longo de toda a apresentação no Citibank Hall, mas na última música do show, Régine, que parecia uma coadjuvante de luxo, mostrou que o protagonismo do marido não era tão grande assim. A moça provou ser partícipe total e sublime nas ações principais de seu parceiro no ballet-pop que o Arcade Fire promove no palco. Em “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)”, cantou com alma doce, mas também foi contundente e segura e parecia hipnotizar a plateia carioca. De quebra, dançou como uma colegial e deixou o clima perfeito para o bis que viria após a tal brincadeira com os bonecos e as máscaras gigantes que tanto conceituam este espetáculo. Tudo na frente conta com a assinatura soberba de Butler, mas Régine circula por toda a casa, quer dizer, por todo o palco, tocando muitos instrumentos como se checasse cada detalhe para o maridão brilhar com ela.
Apesar da faixa cantada por ela ser do disco The Suburbs, de 2010, foi mesmo Reflektor, de 2013, que pautou  o show. Aliás, deve ser sempre assim, quando uma banda está lançando um disco. Win se mostrou um grande comandante no palco, e, brincadeiras à parte, ele e sua esposa parecem ter nascido para conduzir seu surpreendente grupo. Com cerca de uma hora e meia de duração, o show  provou que o Arcade Fire é uma banda baseada na cultura anglo-saxônica, mas que sabe bem olhar para outras nuances deste planeta cada vez mais diversificado. Haiti? Brasil?
                                                   Chuva de papel picado
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 E em uma semana em que Kate Moss foi à Toca do Vinicius, um dos redutos da Bossa-Nova, em Ipanema, conferir discos e afins, a música brasileira parecia ser especial também para os caras do Arcade Fire, que deram as suas entregadas em relação a isso. Sem falar na camisa do Neymar, exibida com orgulho no final e tudo mais. Surpresas? Aquarela do Brasil? Caetano? Essas podem pintar ainda mais, quem sabe, no show de São Paulo. Melhor esperar.
Com alguns fãs fantasiados, os canadenses e seus adereços deram um clima de festa ao concerto. O disco da vez , Reflektor, foi bem quando acionado dando tom ao show e “Joan of Arc”, com sua introdução bacana, foi uma das mais impactantes.
Para quem viu a banda canadense em ação no Brasil em 2005, este show deixou claro que hoje o grupo conseguiu escapar no bom sentido do chamado eixo underground. Sem perder sua identidade indie, saudavelmente “se dando bem” com o mainstream, a banda não perdeu a sua vocação pelo belo. O telão ao fundo do palco exibia imagens lindas, em geral em preto e branco, algo que esteticamente funcionou bem no Rio, junto a postura de big band pop. O clima de carnaval indie chegou ao seu auge em “Normal Person”, e, em show que teve chuva de papel picado e um “homem de metal” zanzando pelo palco fazendo um personagem Reflektor, já as pessoas normais (que não lotaram nem de longe o local!), se esbaldaram na plateia. Imagina no Lolla!
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Savages de perto

2 de abril de 2014

Banda inglesa é atração no Lollapalooza em São Paulo.
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Vitor Diniz
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Uma das atrações mais interessantes desta edição do Festival Lollapalooza, que acontece neste final de semana em São Paulo, é o grupo inglês Savages. A banda, formada por garotas com forte acento de estilo e pegada dark-roqueira, teve seu disco de estreia, Silence Yourself, eleito o melhor do ano pelo Popmix em 2013. O combo, que ao vivo sempre faz a diferença, com aclamadas performances, foi também tema de matéria publicada aqui no Popmix (Savages total!, leia aqui), em maio do ano passado.
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