Record Store Day

17 de abril de 2015

Confira um guia com  dicas de lojas no exterior. São Paulo terá festa no MIS.
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Neste sábado, dia 18 de abril, acontece o Record Store Day, evento que comemora em todo o planeta a cultura das lojas de discos, o culto ao vinil e tantas outras paixões atreladas ao tema.  Muitas lojas fazem shows exclusivos e vendem lançamentos voltados para esta data. No Brasil, uma programação  muito  especial vai acontecer no MIS (Museu da Imagem e do Som), com a presença do grande Kid Vinil como anfitrião  lançando sua biografia e seu compacto. Importantes lojas do segmento no Brasil estarão vendendo LPs e afins e shows serão realizados com Romulo Fróes e Bruno Souto,  em uma bela parceria do MIS com a Locomotiva Discos.
No embalo da data, preparamos um guia com algumas das mais interessantes lojas de discos visitadas nos últimos anos nos  Estados Unidos e na Europa.
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Repo Records – Filadelfia
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Esta ótima loja fica em uma região da cidade que conta com uma boa atmosfera pop e seu acervo é dos mais interessantes. Além dos lançamentos em LPs, você pode achar belos compactos, inclusive de bandas locais, com toda a curadoria do staff da casa. Um espaço ”sale”, com CDs bacanas e muito baratos, pode empolgar até quem não curte mais este formato.
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Amoeba Music – Los Angeles
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Uma das maiores e mais importantes do mundo, a Amoeba é uma atração turística em Los Angeles e sua ideologia é de tirar o chapéu. A loja é gigantesca e a boa música está no ar e por toda parte. Vale ficar ligado nos shows exclusivos realizados na Amoeba, que conta com outras duas lojas na Califórnia. Diga para um dos atentos vendedores quais são suas preferências, que eles logo virão com várias dicas imperdíveis.
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Fantasyland – Atlanta
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Muitos LPs de rock, blues e cia estão nesta maravilhosa loja. Vale garimpar com calma todas as caixas que dão o tom da decoração direta voltada para os discos. Existem espaços ao lado  do salão central dos LPs, com revistas e fitas K7s, que são belos achados, assim como os compactos dos Beatles de 7 polegadas, por exemplo.
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Park Ave CDs – Orlando
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Guardadas as devidas proporções, esta surpeendente casa, nos faz pensar na Amoeba. Sua curadoria e sua vibe são sensacionais. O staff é muito atencioso e os cds gravados de shows feitos na própria loja conferem muita exclusividade a ela. O acervo de LPs é ótimo e a  Park Ave vai agitar mais uma vez a bela região de Winter Park com seu disputado Record Store Day.
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Other Music- Nova Iorque
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Extremamente bem localizada, a Other Music é uma das grandes referências no indie e na música pop em geral.
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Retro Records – Orlando
Mais uma prova de que Orlando não é apenas a cidade dos parques de diversões e dos Outlets. Essa loja é ótima para clássicos do rock e afins. Se você gosta dos Beatles ou do Elvis, pode achar algo bem interessante por lá.
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Rough Trade – Londres
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A lendária Rough Trade é uma verdadeira grife da cultura pop britânica e conta com duas lojas fundamentais na capital inglesa, sendo que uma delas com direito a café e espaço para shows. Também uma gravadora de respeito, a Rough Trade abriu ainda uma enorme filial em Williamsburg, em Nova Iorque, e está lançando agora outra  casa em Nottingham,  na Inglaterra.
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Sister Ray – Londres
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Eternizada na capa do álbum ”(what’s The Story) Morning Glory?”, do Oasis, esta importante loja  na região central de Londres, além de uma seleção pra lá de criteriosa de produtos, também pode oferecer shows especiais. Como entrega a foto, depois de uma apresentação, o grupo inglês The Research assina discos para os seus fãs.
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Kingbee Records – Manchester
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Aqui você pode achar aquele compacto dos primórdios do Oasis, ou um LP original da fase inicial de Paul Weller. Se você é colecionador, então vale sair por algumas horas do centro de Manchester e dar um pulo até o bairro em que a loja está situada.
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Piccadilly Records – Manchester
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A seminal loja de Manchester tem muita tradição, grandes álbuns e o espaço com os discos recomendados por sua equipe é nota dez!
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Truck Store – Oxford
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Essa encantora cidade inglesa só poderia mesmo nos oferecer algo tão bacana como a Truck Store. Charmosa e intimista, a loja dispõe de um café muito peculiar e os discos  também são incriveis, tudo sob a orientação de atenciosos vendedores. Existe ainda um palco para shows ocasionais.
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Mr Dead&Mrs Free – Berlim
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Em uma cidade com tantas boas lojas de discos, citar uma apenas é dificil, mas esta se destaca de fato pelo bom gosto e pelo cuidado com a boa música. Alguns compactos de tirar do sério qualquer indie de plantão são um dos trunfos  desta aconchegante loja de Berlim, que também vende revistas maravilhosas.
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Concerto – Amsterdã
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Uma loja que, além de ter os discos certos , conta com um  staff atencioso e ambiente que favorece totalmente a música. O  disco Wasted Words, da clássica banda holandesa The Motions, pode ser um dos achados da vez!
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Metropolis – Milão
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A revista La Repubblica XL, com Mika na capa, estava nas bancas de Milão e nela uma página inteira dedicada a esta loja. Chegando lá, vimos discos raros de vinis no subsolo, e depois pode-se voltar com alguns bons achados. Para quem ama LPs, vale deixar um pouco as regiões de turismo, a de bares e do  agito da cidade,  para dar esta esticada, pois você pode achar um álbum que tanto procura, quem sabe?
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Carbono – Lisboa
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A Carbono oferece muitos títulos de rock e, entre os lançamentos também de outras searas musicais, estão discos imperdíveis. A loja tem ainda uma boa seleção de usados em edições portuguesas, ou seja, muita coisa boa, já que na terra de Rita Redshoes grandes discos foram sempre editados.
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Big Dipper – Oslo
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Uma das mais civilizadas cidades do mundo não poderia deixar de ter boas lojas de discos, e essa simpática  e competente loja, além de ter clássicos e lançamentos em vinil de vários lugares, acaba condensando  a cena local também. Com a ajuda de um vendedor, você poderá descobrir grandes bandas norueguesas.
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Bengans – Estocolmo
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Localizada em um ponto estratégico e central da irresistível capital sueca, a loja vende lançamentos e clássicos, mas aqui vale a pena mergulhar no rock e no pop sueco, com a ajuda do eficiente staff. A Pet Sounds é outra bela opção a ser visitada em Estocolmo.
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NY – RJ

16 de abril de 2015

Assista a entrevista com o grupo carioca Fleeting Circus.

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O Popmix e a Kult Kolector acompanharam juntos o show do Fleeting Circus. Antes de oferecer uma bela atuação ao público do Rio de Janeiro, realizada no começo de abril na própria Kult Kolector, os integrantes do Fleeting Circus, que retornaram recentemente de uma temporada nos Estados Unidos, nos concederam esta entrevista.

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O Barfly e o lado B

10 de abril de 2015

Casa de Camden Town garante ótimos shows

Depois de nos ter brindado, detalhando a sua incursão ao  100 Club, chegou a hora de Thales Paradela nos entregar tudo o que conferiu de mais bacana em outro tradicional endereço indie de Londres.
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Camden Calling!
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Por Thales Paradela*
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No sabadão, convenço o colega que me hospedara e que trabalha num banco de investimento a se debandar para Camden Town (Estação Camden Road), lugar aparentemente pouco frequentado pelos yuppies do mercado financeiro. Não estava muito cheio para o primeiro round de shows e quase ficamos em dúvida se valia a pena os £8. Entramos no final da primeira performance da noite com o grupo The Moon and The Tide. A programação contava ainda com shows das bandas The Step e Rhyn. Dai saquei a organização da coisa: todos os shows começam pontualmente no horário, duram 35 minutos e toda a estrutura é desmontada e remontada para a banda seguinte em 15 minutos. Isso inclui a banquinha com camisetas e CDs de cada banda que se apresenta. Só inglês consegue fazer este esquema funcionar!  Outra sacada, cada banda tem seu público fiel que também muda completamente a frequência do pequeno salão. Olhar o público tão diferente cantando a música da novíssima geração é também um show à parte. O esquema da escalação é o mesmo da noite anterior: joga primeiro o ”infantil”, depois os ”juniores” e os ”profissionais” ao final… Considerando apenas que desde os primeiros acordes tudo soa muito redondo e bem tocado, embora fique claro que a complexidade sonora aumenta. Por outro lado, a animação do público das primeiras bandas é mais juvenil e contagiante. Depois dos três shows, descemos para o Bar propriamente dito (os shows no Fly, são no segundo andar, um salão apertadinho), emendamos outros pints e um indefectível Pub Burguer (Fries of Course). O Bar começava a encher. Fomos saindo quando o porteiro, que havia simpatizado comigo por conta do papo sobre futebol que trocamos na entrada, perguntou por que íamos embora sem ver o resto dos shows. Como assim? Era verdade, pelos £8 eram 2 rounds de 3 shows. Não foi fácil convencer o meu amigo “mauricinho” a continuar naquele reduto indie no sábado à noite, mas como só havia uma chave de casa, ele resolveu ficar mais um pouco. Com isso eu completaria 9 shows em 24 horas de estada em Londres. Uma viagem completa ao redor de diversos estilos de Rock em apenas duas noites e por apenas £16, genial!

Ouvindo todas aquelas bandas dava um impulso de pensar: qual desses é o novo Oasis, ou Pulp? Não dá pra cravar a aposta, são estilos muito diferentes, sempre competentes, em fases de maturidade musical distintas. O certo é saber que poderá nascer a cada ano um novo fenômeno musical, pois é muita qualidade nas “categorias de base”. Não arrisco nada, mas como só dava pra comprar um CD (havia gasto demais nos pints) escolhi a banda Rhyn, que ouvi no Barfly. Uma levada bastante firme, direta, mas com melodias mais complexas e uma base de sintetizador eletrônico que fazia a turma tanto “bater cabeça”, quanto balançar com estilo no salão. Até meu amigo desacostumado ao underground foi se familiarizando com os beats… Sem comparar, me lembrou a sensação de quando primeiro ouvi o disco “a procura da batida perfeita” do Marcelo D2, e não sabia se dançava um sambinha miudinho ou se balançava num funk dos 70s… A pegada do CD Firewood é um pouco diferente do que vi no show. Como todo trabalho de estúdio é mais caprichado em termos harmônicos, tem uma base mais diversificada de instrumentos e as vozes estão mais limpas e equalizadas em timbres diferentes, complementares. A batida é até mais pesada, enche a caixa, e faz uma base de responsa para as melodias bonitas. Por outro lado, a base eletrônica não é marcante no CD, talvez tenham escolhido um set list “sábado à noite” mais dançante no show ao vivo. Anyway, o CD morou umas boas semanas no meu player quando voltei ao Brasil e embalou muito whisky de final de noite . Bem, não é minha aposta do novo Coldplay, pode ser qualquer um, mas foi a referência que mais curti na programação.

Nove shows em 24 horas!

Descemos novamente ao Bar que, perto da meia-noite, já estava completamente lotado. Outra frequência, mais de Night mesmo: meninas lindas com aqueles vestidinhos colados, igual no Brasil e os meninos se embriagando para ter coragem de dizer as bobagens de sempre (nada diferente…). Meu amigo sorriu e nos animamos a tomar a saideira observando a molecada. Quando me levantei para pedir outra cerveja, uma menina linda me chamou e sorriu “Sir, you left your glove…” e me devolveu a luva que tinha caído do meu bolso. Nem consegui agradecer, o “Sir” era eu…? É… o tempo passa. O espírito Rock ‘n Roll pode até manter-se jovem, mas os cabelos brancos entregam… Foi o que faltava! Desistimos da saideira e nos apressamos para não perder o último tube que saía 0:23h. Definitivamente não valia a pena ficar pra trás e esperar um ônibus vermelhinho pela madrugada depois daquele “Sir”.

Assim foi, um final de semana Rock em Londres (partiria no dia seguinte), com 9 shows em 24 horas, por apenas £16 e um panorama fascinante da cena vanguardista no 100 Club e Barfly. Sabia que, se eu passasse um mês, iria ouvir música boa e diferente todas as noites. Sabia que se fosse por mais dez anos, haveria sempre uns moleques, tirando a camisa e tocando três acordes com a fome de muitas eras. Sabia que haveria sempre alguém para, como Sísifo, carregar eternamente a pedra morro acima. Eternamente em Londres, como no mito, porque alguém pode levar a pedra até o topo da montanha, mas sempre haverá trabalho pra geração seguinte, pois The Rock must roll.

 

*Thales Paradela é poeta, escritor, dramaturgo, ator e mochileiro. Publicou os livros “Pedra Curva Tempo” e “Vivo demais para ser feliz impunemente”, o qual serviu de base para sua peça com o mesmo título.

 

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Especial

7 de abril de 2015

Colaborador do Popmix  ”mergulha” na atmosfera do 100 Club!
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A convite deste espaço, Thales Paradela relata toda a sua experiência em dois solos sagrados da cena rock de Londres. Primeiro suas emocionadas impressões do mitológico 100 Club e depois tudo que conferiu no Barfly, no Lado B desta matéria. Boa viagem!

Rock Weekend (ou um moderno Mito de Sísifo)

Lado A

Por Thales Paradela*

“Tem certeza? 8:20 p.m. de sexta-feira não é hora de show de Rock” – Não dava pra levar muita fé, precisei confirmar pela segunda vez com meu colega radicado na cidade – “Vai começar na hora! Você está em Londres, meu caro…”. Acelerei o passo pelas alamedas da National Galery, demorando menos tempo do que queria numa especial de Rembrandt. Lancei-me no tube até a estação de Oxford Circus. Ainda queria sentir a vibe da Oxford Street, mas a “meiuca” da Town estava meio estranha. Obras, muita gente, muita vitrine com luz branca… havia chegado até lá a tal da Black Fryday, energia de consumo compulsivo, diferente do charme de outros anos. Aliás, isso foi providencial, permitiu-me apertar o passo e chegar às 8:25 p.m., o que para um carioca é considerado mais que pontual. Não deu outra, já havia perdido a primeira música.

Não deu tempo nem de curtir as fotos antológicas na parede do lendário 100 Club. Corri para o balcão e pedi a primeira Guinness da viagem. Não é quando carimbam o passaporte em Heatrow que se chega a Londres, é quando se bebe a primeira cerveja ouvindo rock(diziam isso brincando alguns turistas no bar). Uma molecada que parecia ter acabado de sair do colégio se esbaldava, balançando a cabeça num punk rock sujinho, de primeira. O vocalista magrelo, sem camisa, pulava como louco, lançava-se no chão em arroubos. Uma baixista lourinha forçava um corte de cabelo incomum, fazendo enorme esforço (sem sucesso) para não parecer linda. A banda Taman Shud abria a noite. O line up seguiu nervoso, como se os meninos tivessem pressa pra chegar num futuro imaginário de cadência espasmódica, o que teve como efeito acelerar minha pulsação e, consequentemente, o ritmo dos pints. Meia hora depois acabava o primeiro show e pude, com calma, circular pelo 100 Club . Não eram fotos nas paredes, eram fantasmas vivos que rodeavam o salão vermelho mal iluminado… Dava pra sentir que música boa estava plasmada nas paredes e quem se apresentava no 100 Club era empurrado por décadas de tradição. Pelo palquinho que ali se encontra desde 1942, já passaram nomes como: Muddy Waters, BB King, The Who, Sex Pistols, The Clash, Siouxsie & The Banshees, Paul Weller, Oasis… Por causa de sua tradição undergound de qualidade, por ali já rolaram uns showzinhos secretos da pesada. O sujeito paga ingênuos £8, pega sua cervejinha, de repente os Rolling Stones, ou o Paul McCartney (reza a lenda!) começam a tocar… imagina? É como estar no Bar Semente na Lapa e o Chico Buarque pedir licença para dar uma canja na madruga (sim, eu estava lá…).

Com a arrogância de quem quer engolir o mundo!

A noite teve mais dois shows de 40 minutos, com as bandas The Cult of Dom Keller e Gallon Drunk. Dá pra sentir o esquema da escalação, o que, aliás, motivou o título da resenha. As bandas são escaladas das mais jovens para as mais velhas (a terceira já com uns barbudos na faixa de 30 e muitos, ainda bem mais novos que este escriba). O som começa mais cru, um punk três acordes nervosinho, com tempero psicodélico e vai subindo em sofisticação melódica, até contar com bases eletrônicas elaboradas no terceiro show. Tudo muito bem tocado, com frescor e arrogância de quem quer engolir o mundo. We want the world and we want it now… parecia emergir da pegada de todas as bandas. Ainda assim, dava para perceber um amadurecimento de linguagem estética entre as bandas. Foi quando saquei – “caramba, com uma formação de talentos de base como essa, o rock inglês se renova sempre!”. Investimento em talentos de base, espaço pra molecada amparada pelos fantasmas do Blues e Rock imemoriais, perfeito! Daí o Sísifo, aquele mito do velho, obrigado a carregar sempre uma rocha morro acima, de onde ela sempre rola ao final, obrigando-o a recomeçar o trabalho. Era isso, tantas gerações rolando a pedra pra cima e ela sempre precisava descer, pras novas bandas assumirem a missão, cada uma se ocupando da pedra num patamar diferente. Claro, que o fato dos grandes terem empurrado a pedra muda a pegada da pedra, claro ainda que os fantasmas das fotos na parede fazem uma forcinha sem serem percebidos, mas há talento para continuar empurrando a pedra acima por mais 100 years, no 100 Club.

*Thales Paradela é poeta, escritor, dramaturgo, ator e mochileiro. Publicou os livros “Pedra Curva Tempo” e “Vivo demais para ser feliz impunemente”, o qual serviu de base para sua peça com o mesmo título.

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Hoje na Barra!

4 de abril de 2015

The Bunker Band se apresenta no Rio e vocalista fala ao Popmix

Para aqueles que apreciam a cena indie em geral e o rock feito com influências do pop britânico de Oasis, Charlatans e The Verve, os cariocas da Bunker Band são uma ótima opção. Daniel Gomez, vocalista e guitarrista do grupo que toca hoje na Kult Kolector, no Rio de Janeiro, concedeu esta entrevista ao Popmix.

 

1-Quando e como o grupo surgiu?

Na verdade, tocamos desde 1999 juntos, mas a formação atual e com o nome atual vem desde 2011. Tivemos outros trabalhos com outros baixistas! Surgiu como uma banda cover. Inicialmente, cantávamos em inglês quando ninguém fazia isso por aqui e agora o que mais se vê são bandas cantando em inglês. Fomos um dos precursores dessa onda.

 

2-Em que prateleira você colocaria o disco da banda?

Difícil nos classificar com um gênero só, apesar das influências claras presentes no nosso som. Indie seria mais apropriado!

 

3-Como foi gravar o clipe de The End? Vocês venceram o prêmio da revista Rolling Stone, ainda estão “degustando” este feito?

Foi um dos pontos altos da nossa carreira, junto com o show no Jockey de SP, que era algo impensável para toda a banda. Estamos ainda colhendo os frutos que esse prêmio nos deu, e gravar o clipe foi sensacional, equipe maravilhosa, tivemos todo apoio da produtora e o resultado foi um dos melhores possíveis, somos muito gratos a todos. Que venham os próximos!

 

4-Fale sobre seu pai. Foi ele quem produziu a sua bela guitarra, estilo Noel Gallagher?

Sim, foi ele quem fez! Ele é o cara responsável por tudo isso que está acontecendo, porque sem ele não estaríamos tocando um instrumento e cantando! Ele foi o incentivador principal, foi quem nos mostrou músicas de qualidade e nos afastou do que a mídia sempre tentou impor ao povo e tenta até hoje. Nossos pedais, instrumentos e amplificadores de ensaio são todos feitos por ele. É um privilégio enorme poder contar com esse suporte.

 

5-E no show de hoje na Kult Kolector, alguma surpresa que possa contar agora?

Diria talvez que a surpresa maior seremos nós mesmos! Pela primeira vez, vamos tocar na Barra, é um público que ainda não atingimos, e com certeza será um show inesquecível, onde a galera vai poder conhecer nosso trabalho de perto e ao vivo, o que é melhor ainda!!!!

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