Festa em Londres!

26 de setembro de 2015

Stereophonics lança disco em loja da Oxford Street.

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  .O Stereophonics lançou Keep The Village Alive, mais um álbum de inéditas, no último dia 11. E justamente nesta data, a banda do País de Gales promoveu na tradicional loja HMV uma tarde de autógrafos. Assim, Keep The Village Alive chegava ainda mais festejado a Londres em especial, já que o evento aconteceu numa tarde agradável na filial da Oxford Street. Diferente de quando acompahei outros lançamentos semelhantes em lojas da HMV por ali, que eram realizadas no piso térreo, bem no meio de suas lojas, desta vez os funcionários emcaminhavam os fãs para o último andar, e, em um grande espaço, era formada uma fila e o disco já era apreciado por todos, em alto e bom som.

Era muito fácil ver pessoas com LPs e CDs nas mãos, mas também alguns seguravam raros compactos em vinil para serem assinados por Kelly Jones e seus companheiros. Teve gente que levou até uma guitarra, já um outro fã, seu violão, e assim o quarteto, sentado em uma mesa, recebia um fã por vez.

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Para quem gosta de rock!

      Keep The Village Alive é um típico disco do Stereophonics, e quanto mais o álbum rolava na HMV durante seu lançamento, mais me parecia fácil digeri-lo, por já ser um apreciador do trabalho do grupo. Mas se você jamais mergulhou no universo desta banda, que surgiu no embalo da explosão do Britpop, saiba que, se você gosta de rock, não terá dificuldades para se empolgar com este novo trabalho.

“C’est La Vie” já começa de forma intensa o disco e me fez pensar até em ”More Life In A Tramps Vest”, ainda para mim a melhor faixa de Jones e sua trupe e que está em Word Gets Around, disco de estreia da banda e que data de 1997. “C’est La Vie” trata-se de um Rock and Roll direto e grudento, que deve figurar entre as músicas mais tocadas de 2015, no Reino Unido, com o vocal característico de Kelly Jones em grande estilo.

”I Wanna Get Lost If You” também não parava de rolar em outras lojas da cidade no mesmo final de semana, e é outra daquelas que fazem grudar a sua melodia em nossos pensamentos. O lado A de Keep The Village Alive supera o seu lado B, por conter as duas já citadas e ainda a ótima ”Sing Little Sister”, mas a outra face também traz bons momentos, proporcionando ao ouvinte um saldo muito bom.

Uma banda com a discografia sólida, que já registrou álbuns tão inpirados no passado tinha tudo mesmo para seguir nos agradando e muito neste, que é seu nono disco.

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U2 em Estocolmo!

21 de setembro de 2015

Popmix confere show da banda de Dublin na Suécia

 

 

O U2 chegou à capital dos suecos com a turnê Innocence+Experience e montou seu belo palco para uma série de shows no  Ericson Globe , um dos pontos de referência de Estocolmo. Na última quinta-feira (17/09) por exemplo, o cultuado grupo irlandês tocou para uma arena lotada e mostrou que é possivel ser uma banda colossal sem deixar suas raízes de lado. A estrutura  de palco e de telão são maravilhosas , mas em vários momentos, o que ficava claro é que estavam ali tocando os mesmos quatro caras que iniciaram há mais de trinta anos, a trajetória desta que é uma das grifes mais bem-sucedidas da cultura pop. Impossível não lembrar que tudo começou quando o baterista Larry Mullen Jr colocou um aviso no quadro de anúncios de sua escola em Dublin, dizendo que queria formar um grupo.

O concerto, que começou pulsante com uma pegada mainstream digamos, com ”The Miracle (Of Joey Ramone)”, logo depois entregou uma banda fazendo o mais direto, simples e competente rock and roll, com ”Vertigo” e ”I Will Follow”, essa remetendo aos primórdios do U2, com o álbum Boy, de 1980. A sintonia com Songs Of Innocence de 2014,   voltou com força total e um telão dos mais impactantes fez com que Bono Vox embarcasse nele. Sim, o vocalista do U2 passeava pela impressionante peça que se movia conferindo ao show um conceito de mega-espetáculo. Songs Of Innocence  foi o pilar das ações e muitas de suas músicas foram mescladas ao hits que todos conhecem de cor.

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Bono orquestrou a festa

E se U2 estava na frente apontando para novas diretrizes da música pop em 1991, quando lançou Achtung Baby, o grupo hoje tem todo o direito de apostar em diversas plataformas para criar a sua bela atmosfera por onde passa. E algo que parecia encantar aos suecos e afins, foi a forma como a banda, mesmo em um grande concerto , esteve sempre perto de seus fãs. O design do palco proporcionava tal interação. Bono em especial circulava muito e estava em toda parte, no alto, pertinho da primeira fila, cantando ”Pride (In The Name of Love)”, ou na extrema ponta do ginásio mandando uma sequência de clássicos que incluiu ”Mysterious Ways”, (com  ”Burning Down The House” do Talking Heads)  ,  ”Angel Of Harlem” e ”Desire”, aqui com ele fazendo a gaita e cantando ”Love Me Do”, dos Beatles . Nesta fase da apresentação, uma fã no palco , e depois outros dois rapazes que, provavelmente, jamais vão se esquecer daquela noite em Estocolmo em que dançaram e tocaram com o U2 fizeram bonito. Já de volta ao palco no formato tradicional (uma passarela unia as duas pontas), Bono chamou outro fã, que cantou toda a letra de ”City Of Blinding Lights” com o ídolo, de forma emocionante. O garoto demonstrava estar vivendo um grande momento , dando um brilho extra à noite. Os irlandeses que estão na capa da revista inglesa Q deste mês , também lembraram e muito bem de Paul Simon com ”Mother and Child Reunion”. E entre certos detalhes bacanas, estavam alguns funcionários da casa, que passavam entre o palco e as primeiras filas oferecendo água para a galera.

O U2 esteve de fato muito perto dos suecos e até Larry ”circulou” com sua famosa batida em ”Sunday Bloody Sunday”. Já The Edge foi perfeito com sua guitarra precisa e Adam Clayton que, com seu baixo, lembrou em alguns movimentos Paul Simonon, do The Clash, completavam a linda festa orquestrada por Bono.

 

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Marcelo Gross!

7 de setembro de 2015

Ouça a entrevista gravada com o guitarrista da Cachorro Grande na Kult Kolector!
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Depois de fazer um ótimo pocket show com seu violão, na Kult Kolector, Marcelo Gross   participou da memorável performance dos cariocas do Highjack, com solos de guitarra certeiros. Na hypada casa da Barra da Tijuca, o músico falou sobre seu disco solo ”Use o Acento Para Flutuar”, sobre o álbum ”Costa do Marfim”, da Cachorro Grande, sobre o Highjack e sobre o novo disco de Keith Richards. O guitarrista da Cachorro Grande esteve no Rio de Janeiro  também para uma grande  apresentação de sua banda no Circo Voador, ao lado de grupos, como The Outs e Far From Alaska.

 

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