The Spitfires no lugar certo!

10 de outubro de 2015

Revelação do rock inglês faz ótimo show em tradicional palco londrino.

 

Por Vitor Diniz
Fotos- Eduardo Brasil

Que o The Spitfires é uma das bandas mais interessantes da nova cena inglesa, não restavam dúvidas. Mas ver o grupo ao vivo seria a comprovação do quanto esses estilosos garotos ousariam ser capazes.

O show em questão não poderia ser em lugar melhor. O lendário 100 Club, em Londres, por onde já passaram nomes ícônicos do pop britânico e um dos endereços mais queridos de tantos londrinos. No meio do frenesi da Oxford Street, descendo a famosa escada que nos leva ao 100, o clima já era perfeito para uma grande noite de rock. A lojinha montada vendia compactos em vinil, posters, CDs e, é claro, LPs de Response, o elogiado disco de estreia do grupo.

Em uma propaganda da gigantesca loja HMV, cunhada na revista Mojo, o álbum é uma das dicas sob a instigante chamada ”O melhor da nova música dos selos independentes”. E foi com este ótimo disco ”nas mãos”, que depois de uma excelente abertura do trio S.R.B The Samuel Rogers Band, que chegou a lembrar o Cream em alguns momentos, que o The Spitfires encantou muita gente no 100 Club.



Lembrando Paul Weller e Pete Townshend

Na plateia não faltavam pessoas com acento mod, uma turma bacana e curiosamente bem adulta. Como era de se esperar, muita gente com as tradicionais camisas-polo da Fred Perry e da Merc e fãs de Paul Weller, que, diga-se de passagem, já apoiou o Spitfires, concedendo ao grupo a abertura de um de seus concertos. Por falar no Modfather, ele é obviamente uma das referências do intrépido Billy Sullivan, vocalista e guitarrista que lembra o líder do The Jam e do Style Council, em vários de seus movimentos de palco.

Pete Townshend, do The Who, foi outro que Sullivan nos entregou adoração com seus saltos e gestos lindamente mods, no sagrado palco do 100 Club. Tudo perfeito, tudo no lugar para uma tipica banda de rock, cheia de sotaque bretão, que deve conquistar cada vez mais fãs. Ao sair naquela noite do 100 Club, a vontade de ouvir bandas como Secret Affair, Merton Parkas ,The Specials e Ordinary Boys era inevitável, além é claro, do próprio The Jam e também do Who.

”Disciples”, que abre Response, já deixou claro o quanto o quarteto de Watford é pulsante ao vivo. Nesta música, Sullivan, cantando e batendo palmas, foi impagável.  Ao seu lado, Sam Long e seu baixo eficiente faziam a diferença. Sam também é fundamental nos backing vocals, assim como o tecladista Chris Chanell .

A cozinha do Spitfires ainda conta com o seguro e visivelmente jovem Matt Johnson em sua contagiante bateria. Outro grande destaque  foi a participação especial do trompetista Jamie André, que esteve  perfeito em uma noite de setembro tipicamente  londrina.

artigo publicado por popmix
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