Cine Tindersticks

16 de março de 2016

A classe do grupo de Nottingham em mais um disco certeiro

Ainda estamos longe de dezembro neste 2016, mas já podemos imaginar alguns dos discos que estarão nas listas de melhores do ano, aquelas tradicionais que circulam no final de cada temporada. O Tindersticks, por exemplo, ”anuncia”, com o seu recém-lançado  The Waiting Room, que provavelmente estará nestas tais listas.

O cativante álbum, que é o décimo da banda de Nottingham, é mais uma ótima oportunidade para se conhecer o trabalho destes categóricos ingleses, que costumam estar nas prateleiras de indie rock ou pop alternativo, mas que podem deixar muitos fãs de jazz felizes também. A faixa ”Help Yourself” reforça essa tese. Em 2012, acompanhei um show do Tindersticks, em Zurique (leia matéria no link abaixo), e pude constatar que a voz classuda de Stuart Staples ao vivo é muito fiel a que está registrada nos álbuns. Foi algo especial, pois se trata de um cantor brilhante, como esse novo disco entrega mais uma vez.

 

Com Jehnny Beth e Lhasa de Sela

Na emocionante ”Hey Lucinda”, Staples faz um belo dueto com Lhasa de Sela, que faleceu em 2010, aos trinta e sete anos, vítima de um câncer de mama. Em 2003, Stuart e Lhasa já haviam feito outra lindíssima dobradinha na soberba ”Sometimes In Hurts”, que está no álbum Waiting For The Moon. Já na intensa ”We Are a Dreamers!”, a participação é da hypada vocalista do Savages, Jehnny Beth. Cada faixa deste trabalho ganhou um vídeo, um curta-metragem, que juntos formam um filme de cerca de cinquenta e um minutos, que pode ser visto através do site oficial da banda (www.tindersticks.co.uk). Vários diretores participam do projeto e, entre eles, o brasileiro Daniel Sanna. A capa é assinada por Richard Dumas, que já fotografou Kate Moss e Jarvis Cocker, entre outros astros. Com este disco, os Tindersticks mostram mais uma vez porque são tão respeitados há tanto tempo.

 

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artigo publicado por popmix
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