O Travis em dia

5 de maio de 2016

Grupo de Glasgow chega ao oitavo disco.

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Os escoceses do Travis acabam de lançar Everything At Once, disco que transborda senso melódico e entrega de bandeja ao onvinte dez faixas na medida, para que este relaxe da correria dos grandes centros. Aliás, a arte da capa, urbanoide e colorida, nos faz pensar como ela esta ”linkada” ao título do álbum.

Desde que debutou, arrancando diversos elogios da imprensa britânica com Good Feeling, em 1997 (um ano em que o Reino Unido viu grandes discos chegarem ao mercado), o Travis vem encantando os indies e os amantes do Britpop em geral. Em seu álbum de estreia, entre outros bons momentos, ”All I Want To do Is Rock”, já mostrava que a banda tinha vindo mesmo para ficar, e até hoje esta segue como uma das melhores faixas do quarteto de Glasgow. Mas, fique tranquilo, pois em Everything At Once temos também belas pop songs, como ”Idlewild”, maravilhosa balada, com a participação da cantora Josephine Oniyama. É lindo sentir como as vozes do mentor do Travis, Fran Healy, e desta surpreendente cantora de Manchester harmonizam bem. Um luxo!

 

Melancolia pop

Este disco, que conta com a produção de Michael Ilbert, e que pode não ser mesmo o mais empolgante da banda, embora não faça feio de jeito algum em sua discografia, traz outras agradáveis surpresas, como a excelente música-título e ”Radio Song”, ou ainda a simpática ”Magnificent Time”. O clipe desta por sua vez é cheio de graça pop.

Uma banda que chega ao oitavo disco, e com tantos prêmios, merece sempre atenção. E ter em seu currículo uma obra como The Man Who, não é para qualquer artista. O disco, que data de 1998, é um dos mais lindos dos anos 1990.

Felizmente, em seu novo trabalho, que foi gravado no famoso Hansa, estúdio em Berlim, o Travis não deixa sua melancolia pop de lado e acerta a mão também em outras músicas como são os casos de ” What Will Come” e ”3 Miles High”. Este é um disco que coloca o Travis muito bem na ordem do dia.

artigo publicado por popmix
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