Para amar o The Jam

29 de junho de 2016

    Trio inglês ganha caixa com discos ao vivo e exposição em Liverpool

Agora Jam 1

 

A obra do The Jam parece viver um momento mágico, sendo revisitada de diversas formas. A recém-lançada caixa Fire&Skill, por exemplo, é um documento perfeito, para se ter noção do quanto o grupo foi genial e energético nos palcos e está nas lojas, com seis CDs ao vivo, e ainda com um belo livro e fotos exclusivas. Tudo com um tratamento de luxo, algo que tira do sério qualquer colecionador. Também acaba de estrear em Liverpool a exposição About The Young Idea, que esmiúça em detalhes todo o material ligado ao grupo de Woking. No final de 2015, a espetacular mostra pôde ser vista no colossal Somerset House, em Londres (O Popmix conferiu de perto) e ganhou matéria bacana por aqui, na Globo News, no programa Estúdio I. Os visitantes percorreram o saboroso universo mod e cool da banda com diversos itens, que deixavam os fãs visivelmente emocionados. Visitar esta exposição que agora fica até 25 de setembro no pomposo Cunard Building, na cidade dos Beatles, é um belo passeio por um importante capítulo da história do rock bretão e mundial. Ver de perto tantos itens raros e ainda instrumentos e diversas roupas usadas pelo grupo foi uma experiência e tanta para quem esteve lá. Torcemos para que a exposição venha para o Brasil!

E não para por ai! Nas últimas semanas, uma edição especial, com um vinil rosa do álbum Sound Affects, originalmente lançado em 1980, foi colocada à venda em uma campanha da rede de supermercados Tesco, na Inglaterra. A fase é ótima para quem quer se reconectar ou mergulhar de vez na obra do trio, que lançou grandes discos entre 1977 e 1982.

Paul Weller, o mentor intelectual deste lendário grupo inglês, categoricamente já afirmou que sua extinta banda não vai mesmo retomar suas atividades. O guitarrista, pianista e vocalista, que depois montou o Style Coucil, segue com uma respeitável carreira solo, e seus muitos admiradores parecem curtir tanto os seus imperdíveis álbuns, quanto tudo que anda sendo lançado sobre o The Jam.

A elegante banda, que ainda contava com o soberbo Bruce Foxton (baixo e voz) e com o preciso Rick Buckler (bateria), pode ser apontada como um verdadeiro patrimônio da cultura britânica. ”Algumas das maiores canções já escritas sobre a juventude por um britânico” – comenta Eddie Piller sobre as faixas do disco All Mod Cons, de 1978. O elucidativo depoimento de Piller, figura importante da música inglesa com a gravadora Acid Jazz, entre outros serviços, está registrado no documentário que leva o mesmo nome da exposição e conta a trajetória do The Jam através de relatos preciosos e participações marcantes, como a do ator Martin Freeman e do guitarrista Steve Cradock (Ocean Colour Scene e da banda de Paul Weller), além dos membros do Jam entre outros convidados, que só aumentam a importância deste produto. Na versão em DVD e em Blue Ray, o filme traz um disco extra com uma apresentação de 1980 para o famoso e germânico TV Show Live At Rockpalast. Isso sem falar em outros extras instigantes que completam este lançamento, que segue inédito no Brasil.

O mesmo acontece com o box Fire&Skill, que, diga-se de passagem, também é o nome de um CD tributo, que data de 1999, com nomes relevantes tocando hits do The Jam. Entre os artistas envolvidos naquele projeto estão Garbage, Ben Harper, Everything But The Girl e Liam&Noel Gallagher. E apesar de sempre ter sido mais idolatrado no Reino Unido do que nos EUA, a obra do The Jam ecoou por vários países. No Brasil, algumas das nossas principais bandas, como Ira!, Paralamas do Sucesso e Cachorro Grande (apenas para citar algumas), souberam olhar para a importância dos três ingleses. Por falar em trio, Herbert, Bi e Barone, regravaram ”Running On The Spot” no disco Longo Caminho, lançado pelos Paralamas em 2003.

Agora Jam 3

Agora Jam 2

Grandes shows em uma caixa

Fire&Skill, a linda caixa, traz 6 CDs gravados ao vivo, em 6 diferentes palcos do Reino Unido, um em cada ano, sendo que paralelamente também foi lançado um LP, com o show de Newcastle, que na caixa está em um dos CDs. Já os outros 5 CDs não foram lançados em LP. A caixa é mesmo especial por reunir shows emblemáticos do grupo do Modfather, como Paul Weller também é conhecido. O músico de 58 anos é um dos ícones de estilo e da moda no Reino Unido e sua grife, The Real Stars Are Rare, entrega toda a sua vocação fashion.

O primeiro CD do box conta logo com o famoso show do mitológico 100 Club em Londres no dia 11 de setembro de 1977, o ano da explosão punk. Live At The Music Machine é o segundo disquinho, que entrega o grupo inglês em 1978, já dialogando com outras vertentes e os destaques ficam para as irresistíveis versões de ”I Need You (For Someone)” e a clássica ”The Modern World”. O terceiro CD, com os britânicos tocando em Reading, em 1979, é daqueles que podem lavar a alma de quem adora The Who ou Kinks. A dobradinha com ”All Mod Cons”, ”linkada” à adorada ”To Be Someone”, deixa mais uma vez clara a competência da banda ao vivo. No show do dia 28 de outubro de 1980, em Newcastle, ” Monday” e a grudenta “Man In The Corner Shop” estão entre as mais inspiradas de um concerto dos mais pulsantes, tanto que ganhou a tal edição limitada em vinil que é vendida separadamente e no box ”atende” pelo CD 4. Live At The Hammersmith Palais é outro dos motivos que tornam essa caixa obrigatória. Correspodendo ao quinto CD, este show mostra, como em 1981, o The Jam estava norteado pela soul music e os metais estão lindos e com o som super em cima.

”Town Called Malice” pode estar sempre entre as melhores músicas compostas por Weller, o genial compositor que soube expressar com seu talento os sentimentos de toda uma geração. Essa faixa segue sendo nos shows do ex-líder do Jam, uma das mais festejadas quando é acionada, embora Paul Weller não seja refém de suas glórias do passado, e em seu set-list prioriza sempre, não só sua carreira solo, como o disco em que está lançando. (Leia matérias sobre Paul Weller no links relacionados).

Sensacional também neste disco, é a versão do trio para ” Big Bird”, do lendário músico americano Eddie Floyd. Chegando ao último CD, gravado em 1982, na mega Arena de Wembley em Londres, o The Jam, em sua fase final, não perde nem um pouco a sua classe e a famosa ”Start” abre bem os trabalhos. E se uma das marcas da banda era o entrosamento entre Weller e Foxton em especial, a atuação de ambos em ”It´s Too Bad” neste show é maravilhosa, com os impecáveis backing vocals, que tanto caracterizam o grupo em pleno funcionamento. Muitas vezes, vendo os intrépidos membros do Jam  em ação é fácil associar seus movimentos aos de Steve Marriott e Ronnie Lane, do Small Faces. A bateria de Buckler sempre eficiente era o suporte perfeito para a dupla de ”atacantes” brilharem na frente. E já na fase final, uma avassaladora atuação para um dos hinos da segunda geração mod, ”Down in the Tube Station at Midnight”, faz qualquer apreciador do bom e velho rock and roll não ficar muito tempo parado.

Apesar desta caixa compreender magnificamente toda a complexidade do The Jam ao vivo e ser neste sentido um item definitivo, os discos Dig the New Breed de 1982 e Live Jam que saiu em 1993, devem continuar em respeitáveis patamares, pois também são grandes registros deste mitológico grupo e sua capacidade de se amplificar nos palcos.

Vídeo sobre Fire&Skill exibido na TV Zoom

 

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Popmix acompanha Paul Weller lançando novo disco nos EUA

 

 

 

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Climate Change Truth UNFOUNDED

27 de junho de 2016

Climate Change Truth UNFOUNDED

The topic of climate change is advanced and debatable. There are several details reasonable with worldly environment moves and almost nearly everybody confirms that the earth has warmed about 50 % a college degree because twentieth century. The controversy revolves around the causes of globe heating, its problems, and regardless of whether the boosting universal temperatures will escape regulation.

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Clássico absoluto

16 de junho de 2016

 Disco mais festejado dos Smiths completa trinta anos

Smiths

Um dos álbuns mais importantes da história do rock está completando três décadas. The Queen Is Dead,  do grupo inglês The Smiths, é um dos grandes marcos da cultura pop. O disco, que foi lançado no dia 16 de junho de 1986 em terras britânicas, e conta com o charmoso selo da gravadora Rough Trade, é o terceiro de estúdio da banda do idolatrado vocalista Morrissey e do magistral guitarrista Johnny Marr. Além da famosa dupla Morrissey&Marr, o quarteto de Manchester ainda contava com Andy Rourke no baixo e com Mike Joyce na bateria. Com dez inspiradas faixas, The Queen Is Dead, que saiu em LP e depois em CD no Brasil, já foi incluído em várias listas de melhores álbuns de todos os tempos e se tornou referência para toda a geração do Britpop, que na década seguinte dominaria as FMs e os Pubs da Inglaterra com Oasis, Blur, Suede e Pulp entre outros. Isso sem falar no Belle&Sebastian um dos combos mais norteados pelas melodias do grupo de Morrissey . Os Smiths com este trabalho em especial, ajudaram a definir vários conceitos da cultura indie, mas também atingiram em cheio ao grande mercado pop. 

Bigmouth Strikes Again“, que abre o lado B do disco, continua sendo uma das músicas mais celebradas de rock em todo o planeta e sua poderosa introdução sempre causa uma reação positiva, quando é acionada nas pistas de dança.

The Boy with the Thorn in His Side” e There Is a Light That Never Goes Out” estão entre alguns dos outros hinos, cujas famosas letras, escritas por Morrissey, tanto comovem seus fãs e ajudam a entender o status de clássico alcançado pelo álbum, que traz a famosa capa  com a imagem de Alain Delon.

Disco icônico

Em 1996, quando The Queen is Dead completou uma década, um CD tributo foi lançado com o título de The Smiths Is Dead. Supergrass, Divine Comedy e Placebo, por exemplo, mandaram suas impagáveis versões para todas as músicas, deste que é o disco mais importante dos Smiths.

Já em 2006, nos vinte anos do álbum, o NME (New Musical Express), hypado semanário bretão, colocou nas bancas do UK, uma edição especial com várias páginas dedicadas à data. Depoimentos de músicos, como Noel Gallagher, do Oasis e Thom Yorke, do Radiohead ratificavam a importância deste LP. Mesmo sendo The Queen Is Dead um disco ícônico, é importante salientar que seus pares não foram eclipsados por ele, e, sendo assim, toda a discografia dos Smiths merece ser sempre revisitada.

Para quem quiser mergulhar ainda mais no mundo de Morrissey, Marr e Cia, vários livros foram publicados no Brasil sobre a banda, entre eles, a biografia de Tony Fletcher, Light That Never Goes Out, da editora Best Seller, e que contém 630 páginas.

 

 

 

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The Highjack

9 de junho de 2016

Banda carioca, que está prestes a lançar seu álbum, falou ao Popmix! Ouça!
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Highjack
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Por Vitor Diniz
Foto Eduardo Magalhães
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Um dos mais empolgantes grupos da nova geração brasileira, o Highjack, vai lançar em breve seu primeiro disco, e foi sobre este trabalho e outros temas que a banda falou nesta entrevista. Em um bar em Botafogo, no Rio de Janeiro,  Gabriel Galled (guitarra e voz), Matheus Cecatto (guitarra e backing vocals) e Lucas Rohloff (baixo e backing vocals) mostraram todo seu carisma. Apenas o baterista Raphael Paci, que estava trabalhando, não participou desta conversa no Boteco Colarinho , mas como o Popmix vai seguir ligado no Highjack, Raphael também vai estar nas próximas matérias  conosco.

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Upcoming Difficulties FOR HEALTH CARE Operations

8 de junho de 2016

Upcoming Difficulties FOR HEALTH CARE Operations

World-wide, the most remarkable issues presented by different government authorities refers to the supply of medical care expert services. However breakthroughs happen to be manufactured in clinical explore to improve production and minimize prices, the price of healing expertise has repeatedly placed growing.

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