Clássico absoluto

16 de junho de 2016

 Disco mais festejado dos Smiths completa trinta anos

Smiths

Um dos álbuns mais importantes da história do rock está completando três décadas. The Queen Is Dead,  do grupo inglês The Smiths, é um dos grandes marcos da cultura pop. O disco, que foi lançado no dia 16 de junho de 1986 em terras britânicas, e conta com o charmoso selo da gravadora Rough Trade, é o terceiro de estúdio da banda do idolatrado vocalista Morrissey e do magistral guitarrista Johnny Marr. Além da famosa dupla Morrissey&Marr, o quarteto de Manchester ainda contava com Andy Rourke no baixo e com Mike Joyce na bateria. Com dez inspiradas faixas, The Queen Is Dead, que saiu em LP e depois em CD no Brasil, já foi incluído em várias listas de melhores álbuns de todos os tempos e se tornou referência para toda a geração do Britpop, que na década seguinte dominaria as FMs e os Pubs da Inglaterra com Oasis, Blur, Suede e Pulp entre outros. Isso sem falar no Belle&Sebastian um dos combos mais norteados pelas melodias do grupo de Morrissey . Os Smiths com este trabalho em especial, ajudaram a definir vários conceitos da cultura indie, mas também atingiram em cheio ao grande mercado pop. 

Bigmouth Strikes Again“, que abre o lado B do disco, continua sendo uma das músicas mais celebradas de rock em todo o planeta e sua poderosa introdução sempre causa uma reação positiva, quando é acionada nas pistas de dança.

The Boy with the Thorn in His Side” e There Is a Light That Never Goes Out” estão entre alguns dos outros hinos, cujas famosas letras, escritas por Morrissey, tanto comovem seus fãs e ajudam a entender o status de clássico alcançado pelo álbum, que traz a famosa capa  com a imagem de Alain Delon.

Disco icônico

Em 1996, quando The Queen is Dead completou uma década, um CD tributo foi lançado com o título de The Smiths Is Dead. Supergrass, Divine Comedy e Placebo, por exemplo, mandaram suas impagáveis versões para todas as músicas, deste que é o disco mais importante dos Smiths.

Já em 2006, nos vinte anos do álbum, o NME (New Musical Express), hypado semanário bretão, colocou nas bancas do UK, uma edição especial com várias páginas dedicadas à data. Depoimentos de músicos, como Noel Gallagher, do Oasis e Thom Yorke, do Radiohead ratificavam a importância deste LP. Mesmo sendo The Queen Is Dead um disco ícônico, é importante salientar que seus pares não foram eclipsados por ele, e, sendo assim, toda a discografia dos Smiths merece ser sempre revisitada.

Para quem quiser mergulhar ainda mais no mundo de Morrissey, Marr e Cia, vários livros foram publicados no Brasil sobre a banda, entre eles, a biografia de Tony Fletcher, Light That Never Goes Out, da editora Best Seller, e que contém 630 páginas.

 

 

 

artigo publicado por popmix
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