Kooksmania

28 de outubro de 2016

Grupo inglês faz a alegria dos fãs em noite marcante no Rio

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Texto:Vitor Diniz/Fotos:Edgar Ban

Uma banda em total sintonia com seu público. Assim podemos definir a conexão precisa estabelecida entre o The Kooks e a plateia que cantava com todas as suas forças grande parte dos números acionados pelos ingleses, na noite desta quinta-feira (27 de outubro), no Metropolitan. Em sua quarta visita ao Brasil, a banda mostrou que, de fato, é muito querida também entre os cariocas. Por volta das dez da noite e depois da abertura do Folks, os Kooks começaram sua apresentação com toda a energia que um show de rock pode oferecer. Com uma pegada punk, músicas como ”Eddie’s Gun”, ”Always Where I Need To Be” e ”See The World” tiraram muitas solas de Adidas , New Balance e afins do chão e uma chuva de fotos e vídeos eram feitas pela galera. Mas a melhor da fase inicial do concerto foi ”Ooh La”. Com seu poder garageiro, fez o Metropolitan parecer o Brixton Academy, o Roundhouse, ou qualquer outra casa londrina bacana e lindamente pilhada.

O senso melódico dos britânicos

Mesclando músicas de seus quatro discos, a banda, que debutou em termos de álbuns em 2006, com o aclamado Inside In/Inside Out (assista ao vídeo abaixo sobre o disco), mostrou um senso apurado para os palcos, em um set acústico caprichado. Nesta parte do show, o cancioneiro pop melódico dos britânicos deu o tom e Luke Pritchard mandou, com seu lindo violão, uma versão bem intimista da famosa e não creditada no setlist ”Mr. Maker”. A reação de vários fãs era bem impactante durante todo o show quase. A alegria de uma moçada que cantava, dançava e proporcionava cenas com uma conotação até beatlemaníaca no telão do Metropolitan era contagiante. Nada como um ótimo show de rock and roll para lavar a alma de todos.

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Edu Franz e a metrópole

20 de outubro de 2016

Assista ao clipe da faixa, Minha Pior Desculpa

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Por Vitor Diniz/Foto – Bruno Bralfperr

Edu Franz é um dos nomes mais interessantes desta geração do pop e do rock brasileiro. O clipe do single ”Minha Pior Desculpa” é um ótimo indicador do potencial deste paranaense de 20 anos. Gravado em Nova Iorque e com a fina assinatura de Matheus Mello, o vídeo nos entrega um resultado empolgante e com uma pegada urbanoide e pop na medida certa. Outro ponto forte do trabalho de Edu Franz é sua excelente banda, que conta com toda bagagem e o talento de Johnny Monster na guitarra. Johnny é guitarrista de Daniel Belleza&Os Corações em Fúria, Clemente e a Fantástica Banda Sem Nome e lançou junto ao Popmix em 2009, seu álbum Solistício de Inverno (baixe grátis o disco de Johnny no link relacionado). Além de Johnny Monster, também estão ao lado de Franz, Tiago Lobão(baixo), Chapola(bateria), Marquinhos(Trombone). Já Mix e Master, ficaram a cargo de Hugo, do Family Mob. Além deste grudento single de ”Minha Pior Desculpa”, Edu Franz, que faz com precisão o link entre a moda e o rock, já havia lançado no mercado o disco The Band Of Seven Wonders, em 2015.

Assista Johnny Monster no Popmix em SP no Estúdio Mariposa para a TV ZOOM

Assista Daniel Belleza&Coraçoes em Fúria no Popmix em SP para a TVM no CEU

Baixe grátis o disco de Johnny Monster

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A noite do Wilco

7 de outubro de 2016

Grupo americano faz show inesquecível no Circo Voador

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Texto-Vitor Diniz/Foto-Nando Monteiro

Que o Wilco faria um show emocionante no Circo Voador, era fácil de se imaginar por todos os ingredientes envolvidos. Mas a tarimbada banda de Chicago que não tocava no Brasil desde 2005, conseguiu superar todas as expectativas e entregou aos seus sortudos fãs realmente uma inesquecível apresentação no Rio de Janeiro na noite desta quinta-feira 6 de outubro. Um dos mais admirados músicos da cena americana das duas últimas décadas, o lendário Jeffy Tweedy e sua magistral banda começaram ás 22h30min um soberbo concerto de rock que terminou brilhantemente por volta de 1h da madrugada na Lapa. Com seu recém lançado álbum Schmilco ”na mão”, o grupo ainda desfilou com muita classe músicas de toda a sua discografia. A nova ”Someone To Loose” por exemplo funcionou muito bem ao vivo.

Como um filme

A interação entre a magia das músicas do Wilco com toda a atmosfera do Circo Voador foi algo marcante . Tweedy elogiou demais a plateia e tirou seu famoso chapéu várias vezes para agradecer a ela. Foi como se sem sair da região central do Rio, entrássemos no filme Ashes Of American Flags, que mostra o Wilco passando por diversas cidades americanas e tocando em vários lugares, sendo que o mitológico palco do Circo era o mais especial em uma noite única numa imaginária conexão indie entre o Brasil e os EUA. A galera gritava o nome do grupo entre uma faixa e outra e teve até um fã , o Cesar, tocando de forma muito bacana com seus ídolos em um momento fantástico! A variedade de instrumentos utilizados pelo Wilco foi algo que chamou a atenção. Todos lindos por sinal. O guitarrista Nels Cline e seus solos também proporcionaram grandes imagens. As lindas melodias da banda, estavam ótimas como nunca em suas baladas com tempero country e folk, mas ver um dos grupos mais respeitados dos últimos vinte anos tocando de forma garageira e pulsante a clássica ” Outtasite(Outtamind)”, foi para lavar qualquer alma indie.

 

 

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