Martha Medeiros no Popmix!

17 de outubro de 2018

Londres, YouTube e Rock&Roll ! Ouça  entrevista com uma das maiores escritoras brasileiras falando sobre alguns de seus temas favoritos.

Por Vitor Diniz / Fotos: Carin Mandelli

Sempre com ótimas sacadas , frases impagáveis e esbanjando simpatia e carisma, Martha Medeiros recebeu o Popmix em sua casa em Porto Alegre, para a gravação desta entrevista.  Durante o papo, ela falou, entre outros assuntos, sobre o canal que está lançando no YoutTube, sobre um de seus livros que acaba de chegar ao mercado britânico e ainda entregou a sua adoração por Londres , pelos Beatles e pelos Stones. Ouça no link abaixo!

+Confira o canal de Martha Medeiros no YouTube

 

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O Festival na TV

Assista a cobertura do Festival Imaginário !

Em mais uma edição, o  Festival Imaginário ofereceu ótimas bandas da cena independente para o público em Nova Friburgo. The Outs, Hell Oh! e Oruã estão  entre as bandas entrevistadas nessa primeira parte da cobertura do festival, que já contou com Carne Doce em uma edição anterior, realizada em Niterói. Além dos nomes mencionados, outros promissores grupos estão neste programa, que teve a produção do canal Move (Montagna Filmes) e foi exibido pela TV Zoom.

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Travis outra vez

15 de outubro de 2018

Banda revisita The Man Who e texto enfoca LP e seu antecessor

O Travis segue na estrada no embalo dos vinte anos do álbum The Man Who que completa duas décadas no começo de 2019 . Com isso é inevitável não lembrar do primeiro contato que tive com essa tão impactante obra do grupo escocês, principalmente depois do nosso colaborador Diogo Simões ter feito seus registros do show da banda, que aconteceu em junho, em Oxford, para o Popmix (Leia a matéria nos links relacionados).

Antes de me encantar em 1999 com The Man Who, o som envolvente do Travis,  já havia capturado totalmente a minha atenção com o disco The Good Feeling .  Era o primeiro grito dos rapazes de Glasgow e estávamos em 1997. O Britpop ainda ecoava bastante nas esquinas e nos pubs do Reino Unido e o Travis estava bem na fita e em várias manchetes e resenhas cunhadas pela imprensa britânica. Um poderoso arsenal de publicações com títulos pra lá de influentes, como o da espertíssima revista Select (hoje extinta, infelizmente) e, é claro, ainda as obrigatórias Mojo e Uncut e os semanários Melody Maker e NME . E o Travis, com todo aquele vigor que uma banda nova nos entrega e com vários ingredientes do rock que me seduziam, parecia chegar em alta rotação e se ”aproveitar” de toda aquela atmosfera hype roqueira. Hoje identifico  este tal frescor pop e algo semelhante em bandas, embora diferentes do Travis como The Goat Girl e The Spitfires, por exemplo. Lembro que o Eurochannel mostrou a banda ao vivo e pude constatar pela TV, ao menos como eles eram pulsantes.

Músicas como ”Happy” e, principalmente, “All I Want To do Is Rock” se tornaram algumas das minhas favoritas naquela temporada. Lembremos que 1997 foi um ano brilhante para o rock britânico, com grandes discos chegando a todo momento às prateleiras da Rough Trade, da HMV, da Sister Ray e de outras lojas. Era o auge do cd, mas no Reino Unido o vinil rolava solto. Isso de alguma forma contextualiza a minha expectativa na época pelo segundo disco da trupe de Glasgow. Sabia que viria um álbum mais melódico do que seu antecessor, que grudara em meu cd player. As resenhas já davam notas altíssimas para The Man Who, mas confesso que assim que o disco chegou na minha mão, senti falta de uma faixa ou outra que tivesse a pilha rock de músicas como as citadas acima, ou de “US Girls”.

Depois, na terceira ou quarta audição,  já não conseguia parar de escutar The Man Who, que é, de fato, maravilhoso do começo ao fim. Um disco conceitual, se você quiser pensar com essa conotação e com a beleza e o lirismo pop, que estavam com tudo àquelas alturas, com Belle and Sebastian, Delgados e outros grupos também da Escócia emocionando as almas indies. Todo aquele universo favorecia com que o senso melódico registrado em The Man Who, caisse ainda melhor na cena britânica de 1999.

Arranjos Delicados

A ideia de um álbum de baladas que se completavam lindamente,  deixou de fora alguns números. E, por isso, provavelmente músicas ótimas, talvez tenham ficado apenas nos singles e são até hoje B-Sides de Luxo. O fio condutor encantado de The Man Who precisava e favorecia faixas que dialogassem com “Driftwood” e “Writing To Re ach You”, que abre  de forma classuda a obra. E assim surgiam arranjos delicados e vocais mágicos em músicas dilacerantes como “Turn”, só para citar mais uma pérola pop de Fran Healy e cia.

Fui conferir o Travis de perto apenas em 2013, no Planeta Terra, em São Paulo, em outro momento de sua carreira, mas estavam em grande forma no palco, naquela tarde-noite no Campo de Marte e me senti satisfeito ao lado de uma galera interessada, que cantava ao som da banda . O irresistível hit “Why Does It Always Rain On Me” , que também faz parte de The Man Who, foi um dos grandes momentos daquela performance do Travis em solo paulistano. Em 2016 o grupo lançou mais um álbum de inéditas , Everything At Once,  e a matéria feita pelo Popmix quando o disco saiu está ai devidamente linkada abaixo. Trata-se de um bom álbum mas que não se ombreia com os dois geniais discos que protagonizam este texto . Perto do brilhantismo de The Good Feeling e de The Man Who, está The Invisible Band de 2001, que traz a famosa  ”Sing”, e nos entrega uma banda mais coesa. No âmbito geral, a discografia do Travis é muito rica ,  recheada de momentos dourados com suas convidativas músicas que nos embalam com suas levadas de acento pop.

+Travis em Oxford

+Travis lança Everything At Once

+Popmix no show do The Spitfires em Londres

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