Leela&Fausto Fawcett ! Parceria Certeira!

25 de abril de 2019

        Ouça entrevista com Rodrigo O’Reilly Brandão, Bianca Jhordão e Fausto Fawcett!

Por Vitor Diniz / Foto – Rodrigo Silva

 

Tivemos a sorte de entrevistar o grupo Leela e o cantor, letrista  e escritor Fausto Fawcett juntos! O papo gravado no charmoso estúdio Music Bunker do Leela em São Paulo está no link abaixo e o sabor desse encontro foi ainda mais especial pela presença do Fausto e pela conexão que sempre tivemos com a trajetória do Leela, que foi a primeira banda a gravar uma edição do Popmix.

Debutamos na TV, em 2002, com um programa com esse talentoso grupo que surgiu no Rio de Janeiro e que sempre foi adorado na cena brasileira. Na época, eles tocaram espertas versões acústicas de suas músicas para o Popmix na TV Zoom, em Nova Friburgo. Em 2007,  o Leela, que  já havia se mudado para a capital paulista, voltou a nos brindar com uma atuação inspirada, mandando ”Pequenas Caixas”. O vídeo, que traz esse número, e uma entrevista que ganhou destaque na home do UOL Música via Popmix e que foi registrado no estúdio Mariposa em São Paulo  também está linkado abaixo .

Agora em 2019, a banda do casal Bianca Jhordão (vocal, guitarra e theremin) e  Rodrigo O’Reilly Brandão (guitarra, sintetizador, produção musical e vocal)) ,  vive mais um momento mágico, aquecendo a chegada do próximo  álbum com singles e clipes bacanérrimos. Completam a atual formação do Leela Guilherme Dourado, no baixo e Fabiano Paz, na bateria. A parceria com o grande Fausto Fawcett segue magistral e é um dos temas dessa entrevista. Ouça !

+Assista aos clipes do Leela no canal oficial da banda no YouTube

+https://www.facebook.com/faustofawcetteosrobosefemeros/

+Chamada da entrevista  feita para as mídias do Popmix

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Arctic Monkeys ao vivo!

5 de abril de 2019

 

Ingleses fazem grande show no Rio e serão atração do Lollapalooza em São Paulo

Por Vitor Diniz

O Arctic Monkeys fez um dos grandes shows de rock dos últimos tempos no Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira(3).  A animação total de uma galera bacana e interessada, que lotou a Arena Jeunesse, não me deixa mentir. Os fãs, que pareciam estar numa proporção tipo quatro a cada cinco deles com uma camiseta do grupo  de Sheffield, pulavam e cantavam mui-to e faziam um lindo espetáculo pop, comandados pela banda que parecia ser a do coração de quase todos que estavam ali. Tal interação entre os britânicos e seu público nos fazia lembrar dos grandes concertos da cultura rock, que já vimos ao vivo, ou em dvd, ou até nos faziam pensar naquele vinil duplo no melhor estilo In Concert de tantas bandas que crescemos ouvindo.

Algo que também tornou o show ainda mais vigoroso e que sempre impressiona no Arctic Monkeys ao vivo, é o quanto punk se torna o grupo, em especial a voz de Alex Turner. Sim, com todo aquele acento britânico que quem ama Rock&Roll sabe o quanto pode dar graça extra a um petardo sonoro. “Do I Wanna Know?” foi a primeira da noite reforçando essa tese. Mesmo com seu último trabalho, o calminho e belo Tranquility Base Hotel & Casino, ”na mão’’, o  grupo preferiu iniciar o show com faixas mais pulsantes de seus  álbuns anteriores e foi acionando o último disco paulatinamente. Mas algumas das lindas canções de Tranquility Base Hotel & Casino ficaram bem legais no Rio. “Four Out of Five’’, por exemplo, é maravilhosa no disco e assim também foi no palco carioca, com Turner e seu dress code impecavelmente  dândi , cantando em pé e se movimentando e depois se sentando ao seu órgão. Um luxo só!

Se por um lado o vocalista é punk quando precisa, ele também segue por vezes em outra direção e evoca um estilo mais lírico. Como sempre, é legal lembrar, se Turner tem esse lado crooner, que tanto o caracteriza, ele, provavelmente, teve em sua cidade natal grandes exemplos desta onda.

Lembremos que também são de Sheffield geniais cantores do pop britânico, como Jarvis Cocker, do Pulp e Richard Hawley. Este, por sua vez ao lado dos Arctic Monkeys, gravou em 2012 a sensacional faixa ‘’You And I’’.

E atenção, se você gosta  do Arctic Monkeys, corra atrás de tudo que o Little Man Tate lançou. Se trata de outra ótima banda de Sheffield, que infelizmente parece mesmo ter desencanado do mundo indie.

Dancing Shoes

O Arctic Monkeys no Rio demonstrou ser uma banda cascuda nos palcos, com vasta experiência e quem for ao Lollapalooza nesta sexta-feira, em São Paulo, vai poder ao que tudo indica conferir um grande show. No Rio, “Dancing Shoes”, foi uma das melhores que Turner mandou, ao lado de seus ótimos parceiros de banda.

Curioso também ao ver como os caras foram aclamados no Rio, é pensar em seu começo, em 2005 ou 2006, com os então meninos do Arctic Monkeys, com um  jeitão cool de cabelos moptop e jaquetas Adidas, começando a ganhar preciosos espaços na mídia do UK.

Esse show no Rio superou o de 2014 realizado na mesma Arena, e foi melhor do que o apresentado também por eles no Tim Festival, em São Paulo, em 2007. Agora é torcer para que, se houver um próximo rolê do The Last Shadow Puppets, Alex Turner se anime e pinte no Brasil ao lado de Miles Kane. Parceiro de Turner neste projeto. Kane é outro grande nome do atual rock inglês! Quem chegou mais cedo ao show do Arctic Monkeys teve a felicidade de conferir a atuação inspirada do  sempre criativo grupo o Terno. E a loja com os produtos do Arctic Monkeys se estava repleta antes da apresentação , depois do show ficou ainda mais disputada. Além de camisas e vários itens do grupo, LPs, CDs e fitas cassetes só aumentavam o belo cenário pop.

 

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Sir McCartney

2 de abril de 2019

       Mais uma vez Paul  empolga plateia e ratifica condição de ícone do rock

 

Ver Paul McCartney é algo muito positivo e muito impactante. O homem que formou, ao lado de John Lennon, a dupla mais importante da cultura pop, segue relevante lançando ótimos discos e lotando estádios e isso não é para qualquer um. O músico britânico que se apresentou em Curitiba, no último sábado e fez dois shows dias antes em São Paulo, consegue levar seus fãs ao delírio com extrema classe.

        No show de quarta-feira, dia 27 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, por exemplo era fácil ver a todo momento pessoas de várias  idades emocionadas na pista.  Impossível não lembrar da primeira vez em que vi, aos dezenove anos,  um show do Macca, e estou me referindo ao histórico concerto do Maracanã em 1990, em que testemunhei Paul e Linda juntos em ação. Agora ele já veio outras vezes ao Brasil. E eu pude ver um dos meus grandes ídolos um punhado de vezes no palco, mas ainda assim o cara que escreveu hinos  como ‘’Hey Jude’’ e ‘’ Let It Be’’, vai sempre empolgar as  nossas almas.  A emoção ao ver de perto um personagem tão importante  é algo sempre mágico. Esbanjando carisma e se comunicando com seu português super em cima, o músico inglês também mandou muito bem ao piano e músicas sensacionais da fase Wings, como ”Nineteen Hundred and Eighty-Five” com sua  marcante introdução e ”Let’Em In”,  foram  tocadas e cantadas de forma impecável.

                    A história de perto  

A turnê Freshen Up vai direto ao ponto e faz, em cerca de duas horas e meia de show, um raio X bacana da trajetória de Sir Paul McCartney, desde sua fase com o The Quarrymen , olhando, é claro, para os  Beatles e sabendo também buscar bem o que Paul fez desde que a maior banda de todos os tempos se dissolveu em 1970 até hoje. O álbum Egypt Station  é muito bom e como suas músicas soaram bem ao vivo em São Paulo. ‘’Come On To Me’’,  cheia de acento roqueiro foi uma das grandes faixas lançadas em 2019. ‘’Fuh You’’ também ficou redonda demais  com seu clipe no telão reforçando um clima cool e meio Merseyside, que norteou todo o lindíssimo show. Já a dançante ”Back in Brazil” rolou no primeiro show paulistano e em Curitiba. O público dos mais atentos e interessados fez bonito e se esbaldou com sua adoração aos Beatles e a James Paul McCartney, que, aos 76 anos, está super à vontade no palco, ao lado da sua competente e entrosadona banda que contou com metais certeiros e tudo.

       Ver Paul ao vivo é ver uma mãe levando seus  filhos para ver a história de perto e consequentemente chorarem e cantarem  juntos e abraçados em ‘’Something’’. Neste clássico gigantesco dos Beatles, Paul lembrou de George Harrison, a fina assinatura da faixa e fez com que o estádio do Palmeiras inteiro cantasse com ele. John também foi lembrado na  balada ‘’Here Today’’, que Paul lançou em 1982 no disco Tug of War.
     Um espetáculo que teve antes do genial Macca pisar no palco, um aquecimento daqueles para a galera. Imagens de Paul, John, George e Ringo no telão e uma discotecagem Beatles nota dez deixaram tudo pronto para mais um grande concerto de Paul McCartney no Brasil.
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