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Encontro com a fumaça

19 de julho de 2018

Blackberry Smoke amadurece e muda um pouco de estilo

Blackberry Smoke LP

Foto:Facebook Oficial

Por Rodrigo Bastos Sant’Ana

 

Blackberry Smoke têm algo sobre rock’n roll que muitas das bandas atuais não sabem do que se trata. Talvez pelo fato de fazerem um rock de conteúdo, semelhante ao de artistas de outras gerações. Em seu novo álbum, “Find a Light”, o sexto da carreira, a banda liderada pelo vocalista e guitarrista Charlie Starr muda um pouco a estrutura de suas canções e apresenta um repertório com melodias mais elaboradas e refrões menos “pegajosos”; sua característica mais marcante. O disco começa com “Flesh and Bone”, um heavy blues que mostra como a voz de Charlie soa bem nas gravações. Um timbre tão distinto quanto o de Caleb Followill do Kings of Leon. Mas o som da banda vai mais na direção do country-rock com uma dosagem certeira de hard-rock.

Esse bando de cabeludos e barbudos de Atlanta, nos EUA, representam a nova geração do southern-rock e se orgulham da amizade com bandas que os influenciaram como os Black Crowes e o Lynyrd Skynyrd, os quais já abriram shows. “Lord Strike me Dead” lembra bastante seus conterrâneos Crowes da fase “Three Snakes and One Charm” (1996) começa com uma percussão e logo chega ao chorus com os tradicionais baking vocals femininos: “Lord, Lord These children have gone crazy/ Lord, Lord Please come down and save me”. Uma das canções-chave é “Medicate my Mind” que traz os melhores versos do disco, “I´m a stranger to this world/ But I keep on growin’”.

Este pode não ser um disco tão bom quanto “Little Piece of Dixie” de 2009 mas tem um punhado de boas canções como “Till the Whells Fall Off”, “Run Away from it All” e “Best Seat in the House” um rock para os melhores dias ensolarados. “I Keep Ramblin’” tem longo fraseado de guitarra que arremete, como o nome diz, a “Ramblin’ Man” dos Allman Brothers e traz participação do lap stealer Robert Randolph. Resta ainda “Mothern Mountain” um folk com harmonias vocais no estilo Crosby, Stills & Nash com participação dos Wood Brothers.

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Franz Ferdinand acerta outra vez!

1 de abril de 2018

 Banda de Glasgow coloca mais um ótimo disco no mercado

FranzFerdinand-AlwaysAscending

 

A discografia do Franz Ferdinand está feliz. Acaba de chegar mais um ótimo trabalho. Always Ascending conta com dez faixas em cerca de quarenta minutos e já está bem acomodado na prateleira do grupo escocês ao lado de seus pares.

Apesar de ser muito bom e de ir direto ao ponto, o álbum não consegue a indigesta façanha de desbancar os dois primeiros e cultuados discos da trupe de Alex Kapranos e cia. Mas Always Ascending dá tranquilamente conta do recado e mantém o padrão Franz Ferdinand que conhecemos, ficando super confortável em sua respeitada discografia.

        Always Ascending conta com uma das melhores introduções de um álbum dos últimos tempos, já que a faixa que abre a obra e que dá nome ao disco, traz uma lindíssima abertura com backing vocals que podem emocionar até os fãs dos Beach Boys, quem sabe, para depois encontrar aquela pegada meio pós-punk, meio rock&disco, que tanto encharca de classe o som destes impagáveis escoceses.

 

Fazendo muita pista indie ferver

A voz de Kapranos aparece bem em todo o disco e ”Lazy Boy” oferece aquela levada irresistível que o Franz Ferdinand faz muito bem com guitarras deliciosas e insinuantes. E ”Papers Cages” ? Essa, por sua vez, já começa marcante e grudenta. ”Feel the Love Go” é dançante como outras do álbum, mas carrega um frescor ímpar e já deve estar fazendo muita pista indie ferver pelo mundo todo. ”The Academy Award”, é uma gracinha pop, linda e que parece até ter vindo do lado B da maravilhosa ”Eleanor Put Your Boots On”, lançada em 2005.Essa obrigatória balada está registrada no segundo grito da banda, You Cold Have It So Much Better, que, ao lado de seu antecessor autointitulado e que data de 2004, está entre os melhores álbuns daquela década.

Com este que é seu quinto disco, o Franz Ferdinand mostra que segue numa direção coesa, alternando sua pilha roqueira e dançante com momentos de lírismo e sempre com perspectivas de crescer muito no palco.

Ao vivo, o grupo de Glasgow costuma ser contagiante como já constatamos algumas vezes no Brasil. Tomara que a saída da banda do baixista Nick McCarthy não tire em nada a vibração dos caras ao vivo. Lembremos que ele formava uma dupla azeitada com Kapranos. As imagens impressionantes do grupo tocando ” The Dark Of The Matinée”,

que fazem parte do DVD Glastonburny Anthems( The Best of Glastonburny 1994-2004), entregam a vocação da banda para os palcos. A sorte é que Alex Kapranos parece estar bem acompanhado com seu grupo, que agora é um quinteto.

 

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+Franz Ferdinand no Rio em 2010

 

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Liam Gallagher e seu belo disco!

25 de outubro de 2017

Debutando em carreira solo, ex-vocalista do Oasis lança ótimo álbum de rock

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“As You Were” que marca a estreia de Liam Gallagher como artista solo é brilhante e consegue superar até mesmo o inspiradíssimo primeiro registro de seu irmão Noel Gallagher, que ocorreu com o álbum Noel Gallagher’s High Flying Birds, e que data de 2011.
Noel, por sua vez, vai colocar no mercado seu terceiro disco no final de novembro, mas Liam, que está no topo das paradas este ano, chegou a lançar dois discos muito bons com o Beady Eye, em 2011(Differente Gear, Still Speeding) e em 2013 ( Be) . Infelizmente, como a banda de certa forma não decolou, estes álbuns que não superam com certeza As You Were, não foram acionados como mereciam.
Já “estouradaço” em vendas com todos os méritos, “As You Were” reforça o pensamento de que o astuto ex-vocalista do Oasis é um dos grandes cantores de rock do planeta.
Com seu vocal intenso, Liam sempre nos permite fazer certos ”percursos” pelas ruas e pubs do Reino Unido, mesmo que não esteja necessariamente cantando sobre temas assim. Afinal, a voz dele ficou conhecida nos anos 1990, como um dos símbolos da era Britpop.
No clipe de ”Chinatown”, uma das grandes baladas deste álbum, por exemplo, Liam aparece dando um giro por Londres. ”Wall of Glass”, que abre o disco, é impactante, cheira muito bem a blues e contém todo o vigor que uma faixa de rock merece. Seu compacto lançado antes do disco cheio, já mostrava a força da música em vinil, formato aliás que “As You Were” está também arrebentando nas lojas do UK. O disco chegou fácil ao primeiro lugar das paradas.
Uma edição de luxo, com o LP branco e vários outros ítens, é o ”Têm Que Ter” da vez entre os colecionadores e fãs do gênero. Nas baladas como as sedutoras “Peper Crown”, ”For What It’s Worth”, ”Universal Gleam” e a própria ”Chinatown”, Liam oferece aos ouvintes lindas melodias.

Rock&Roll Star

O Gallagher mais novo também acerta em cheio em rocks poderosos e empolgantes que entregam uma boa veia punk e também soul. Faixas que te darão vontade de aumentar o volume e que olham para clássicos dos anos 1960 e 1970 sem deixar de soarem atuais. São os casos das irresistíveis ”Come Back To Me”, ”You Better Run” e, especialmente, de ”Greedy Soul”. Liam já havia mostrado que os backing vocals femininos funcionam muito bem em seu trabalho com ” Bring The Light” , lançada em 2011 pelo Beady Eye.
Como Paul Weller fez também em sua estreia solo, Liam aposta numa foto de capa com seu rosto em destaque no melhor estilo John Lennon ou Paul McCartney, em McCartney 2, talvez. Algo que reforça a idéia de artista individual. E se a voz do irmão de Noel sempre lembrou a de Lennon, em “As You Were” esta semelhança parece ainda maior. E sobre a capa em questão, a autoria é de Hedi Slimane, badalado fotógrafo e estilista francês. A parceria de Liam com o produtor Greg Kurstin parece também fundamental para “As You Were” já ter se tornado um projeto tão vitorioso. Com uma banda muito competente a seu lado, o sempre estiloso Liam ”Pretty Green” Gallagher está fazendo grandes shows pelo mundo e no Brasil irá se apresentar em São Paulo, em março, no Lollapalooza. Sorte a nossa!

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Disco Vermelho

24 de julho de 2016

Ocean Colour Scene relança álbum fundamental

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Lançado em 1996, Moseley Shoals é um dos discos mais inspirados daquela década, que tanto ficou simbolizada pelo Britpop. O álbum, que agora acaba de ganhar uma edição comemorativa de 20 anos, é o segundo da pomposa banda Ocean Colour Scene. Formado em 1989,  na cidade inglesa de Birmingham, o grupo do super-guitarrista Steve Cradock  não fez tanto sucesso quando debutou em 1992, com um álbum que levava o nome da banda. Uma pena, pois trata-se de um ótimo trabalho, com direito a uma instigante cover de ”Do Yourself a Favor”, de Stevie Wonder. Mas, corrigindo qualquer injustiça, Moseley Shoals chegou às lojas do Reino Unido em 1996, para colocar, com toda a sua  força , seus autores em um respeitável patamar. Mais convidativo que seu antecessor, Moseley Shoals teve como facilitador mercadológico o então boom do rock inglês, que se encontrava a mil, com o estouro do Britpop, capitaneado por Oasis, Blur, Pulp, Verve e etc. Nesta edição, lançada no Record Store Day, o álbum duplo traz as duas bolachas vermelhas (assista ao vídeo abaixo que produzimos com a TV Zoom), e com um som que, por sinal, está maravilhoso. As guitarras de Cradock fazem a diferença e são marcantes nos riffs de ”Riverboat Song”, que abre, de forma roqueira e apoteótica, o álbum. A voz de Simon Fowler faz a bela condução por um dos passeios mais doces do indie/pop em ”The Day We Caught The Train” , a segunda faixa. Já a grudenta ”The Circle” fecha bem o Lado A do primeiro dos quatro lados vermelhos e seu clipe, com estilo mod, merece ser também apreciado. Lembremos que entre os vídeos da banda nada se compara ao clipe de ”Up on the Downside”. A música, que está em Mechanical Wonder, de 2001, por sua vez, é uma das melhores faixas que o Ocean Colour Scene já gravou.

 

Sonoridade marcante

Mas, voltando à Moseley Shoals, encontramos nele todos os sabores que um clássico deve conter e ”It´s My Shadow”, com a guitarra de Cradock mostrando que nasceu para a voz de Fowler é outro bom motivo para reiterar esta tese. Além do guitarrista e do vocalista, também marcaram muito a sonoridade do Ocean Colour Scene, outros dois músicos de mãos cheias: o baterista Oscar Harrison e o baixista Damon Minchella. Atualmente o grupo está em digressão, justamente com um espetáculo que celebra os vinte anos de Moseley Shoals e, até o final de 2016, vai se apresentar em várias cidades britânicas.

Em 2011, uma edição de luxo do disco foi lançada em cd com três peças, com B-sides e outros takes. Mas o prazer de escutar esta nova edição dupla com seus lindos vinis vermelhos que charmosamente estão ”recheados” com a esperta logo (uma das grandes sacadas do O.C.S é a graça de sua bela marca!) da banda, pode ser bem maior. Com as vendas altamente expressivas deste disco na época, estes ingleses, que lembram  Small Faces e Traffic, se tornaram uma das grandes bandas do rock inglês.

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+ Confira a discografia comentada do Ocean Colour Scene

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Coming Home

12 de abril de 2016

Disco de Leon Bridges é um dos melhores dos últimos tempos
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 O americano Leon Bridges lançou, em 2015, o álbum Coming Home, com dez  faixas que passeiam bonito pela musica pop, dialogando com várias tendências como soul e blues por exemplo. O músico de vinte e sete anos, que nasceu em Atlanta, colocou seu début entre os melhores álbuns do ano passado. Coming Home foi super-festejado pela mídia especializada.

Lançado pela Columbia Records, o disco de capa vermelha e que traz dez ótimos números  foi destaque no  Drops da TV Zoom (www.tvzoom.com.br), como mostra o video abaixo. Músicas como ”Smooth Sailin”, ”Better Man” e a faixa-título já valem o investimento neste belo LP.

Os dez melhores álbuns de 2015

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O Spitfires e seu clipe

25 de março de 2016

Grupo de Billy Sullivan lança single em grande estilo.

 

Uma das mais interessantes bandas da nova geração inglesa acaba de lançar mais um clipe. O Spitfires, grupo de Watford com grandes referências a cultura mod, divulgou recentemente o vídeo da música ”So Long”. A faixa vai fazer parte do novo compacto da banda do vocalista Billy Sullivan, que será lançado no primeiro dia de abril. O single com o mesmo nome da canção vai chegar ao mercado em vinil de sete polegadas, em uma edição limitada e em formato digital. A Rough Trade, a Piccadilly Records de Manchester, entre outras lojas, já estão aceitando encomendas do vinilzinho de capa rosada, que também pode ser reservado pelo site www.thespitfires.org. Assista ao clipe de “So Long”, atráves da página oficial do The Spitfires, no Youtube, clicando aqui.

O Popmix esteve no lançamento em Londres de Response, álbum de estreia do quarteto, realizado no 1OO Club. Leia a matéria completa sobre o show, que aconteceu em setembro de 2015, no link abaixo.

+ The Spitfires no 100 Club em Londres
+ The Spitfires no 100 Club em Londres (versão mobile)

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Cine Tindersticks

16 de março de 2016

A classe do grupo de Nottingham em mais um disco certeiro

Ainda estamos longe de dezembro neste 2016, mas já podemos imaginar alguns dos discos que estarão nas listas de melhores do ano, aquelas tradicionais que circulam no final de cada temporada. O Tindersticks, por exemplo, ”anuncia”, com o seu recém-lançado  The Waiting Room, que provavelmente estará nestas tais listas.

O cativante álbum, que é o décimo da banda de Nottingham, é mais uma ótima oportunidade para se conhecer o trabalho destes categóricos ingleses, que costumam estar nas prateleiras de indie rock ou pop alternativo, mas que podem deixar muitos fãs de jazz felizes também. A faixa ”Help Yourself” reforça essa tese. Em 2012, acompanhei um show do Tindersticks, em Zurique (leia matéria no link abaixo), e pude constatar que a voz classuda de Stuart Staples ao vivo é muito fiel a que está registrada nos álbuns. Foi algo especial, pois se trata de um cantor brilhante, como esse novo disco entrega mais uma vez.

 

Com Jehnny Beth e Lhasa de Sela

Na emocionante ”Hey Lucinda”, Staples faz um belo dueto com Lhasa de Sela, que faleceu em 2010, aos trinta e sete anos, vítima de um câncer de mama. Em 2003, Stuart e Lhasa já haviam feito outra lindíssima dobradinha na soberba ”Sometimes In Hurts”, que está no álbum Waiting For The Moon. Já na intensa ”We Are a Dreamers!”, a participação é da hypada vocalista do Savages, Jehnny Beth. Cada faixa deste trabalho ganhou um vídeo, um curta-metragem, que juntos formam um filme de cerca de cinquenta e um minutos, que pode ser visto através do site oficial da banda (www.tindersticks.co.uk). Vários diretores participam do projeto e, entre eles, o brasileiro Daniel Sanna. A capa é assinada por Richard Dumas, que já fotografou Kate Moss e Jarvis Cocker, entre outros astros. Com este disco, os Tindersticks mostram mais uma vez porque são tão respeitados há tanto tempo.

 

+ Popmix confere show do Tindersticks na Suíça

Savages lança novo disco

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Hoje e sempre

12 de fevereiro de 2016

DVD/Blu-Ray traz os Rolling Stones em lendário palco londrino 
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Em muitas vitrines, os Rolling Stones estão em destaque, e o DVD/Blu-Ray The Marquee Club – Live in 1971 talvez seja o produto mais instigante.  Essa relação com os filmes do grupo vêm de longa data e sempre que os Rolling Stones estão prestes a visitar o Brasil como agora, é normal que venham às nossas mentes algumas ligações que temos com a obra do seminal grupo de Jagger&Richards. Passei a colecionar discos dos ingleses por volta dos treze anos de idade, no embalo da descoberta arrebatadora do universo dos Beatles. Mais tarde, após ter assistido nos primeiros sopros da década de 1990 ao documentário 25×5,  me senti na obrigação de ver todos os filmes relacionados aos Stones. 25×5 foi lançado na era VHS, mas para quem quiser mergulhar no estilo de vida Rock&Roll Star de Mick,Keith&Cia,  o DVD/Blu-Ray Crossfire Hurricane é fundamental.
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Jagger e suas palminhas impagáveis
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Nos últimos dias, assisti aquele que poderia ser provavelmente o único DVD dos Stones que eu ainda não havia conferido – The Marquee Club – Live in 1971. Trata-se de mais um show sob a etiqueta From The Vault, que tem resgatado algumas apresentações do grupo, com som e imagens restaurados como enfatiza o selo da capa. Ao menos desta coleção From The Vault, devo dizer que este é disparado o meu favorito, pois ver os Stones no lendário Marquee (local onde os Stones fizeram seu primeiro show) com a imagem tão ok e o som idem é algo fantástico. Só mesmo os Rolling Stones conseguiriam fazer um espetáculo intimista e incendiário daquela forma. No peculiar palco londrino, eles mostraram estar em 1971 em um momento mágico com o lançamento do clássico álbum Stick Fingers e já com Mick Taylor na guitarra. Lembremos que o antológico disco mencionado,  foi relançado ano passado com um vinil extra, edição de luxo e tudo mais.
Mick Jagger não para de acionar suas impagáveis palminhas ao longo do show no Marquee e, com seu eterno pareceiro Keith, cantou o refrão de ” Dead Flowers” no mesmo microfone, em uma linda imagem que reforça a conotaçao de dupla crucial para a cultura rock. Em ”Live With Me”, que abre o show, e ”Midnight Rambler” também estão entre os pontos altos de um espetáculo imperdível que foi lançado também em LP. Estilosos como sempre, os Stones  nos extras podem ser vistos  no Top Of The Pops, fazendo ”Brow Sugar”, que assim, como no preparado show do Marquee, também conta com a chancela da BBC. Que venham os concertos do Brasil! Olé!
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Savages mais uma vez

30 de janeiro de 2016

Grupo de Londres está de volta ao disco! 

Quando o Savages debutou em 2013, com o aclamado Silence Yourself, não restavam  dúvidas de que esse elogiadíssimo grupo de mulheres, formado em Londres tinha mesmo muito a nos dizer. No final daquela temporada, o Popmix cravou a estreia dourada das meninas como o disco do ano e, é claro que desde o início de sua carreira, o Savages já era pra lá de comentado, com todos os méritos em várias mídias.

Agora, a vocalista Jehnny Beth e suas amigas estão de volta com Adore Life, álbum que mantém bem o nível de seu antecessor. Adore Life já está sendo festejado por aí direto, e o clipe de ”The Answer”, faixa que abre o disco, é dos mais pulsantes.

Se um show de rock serve muitas vezes para lavar a alma, esse vídeo entrega a tal troca de energia entre músicos e fãs. Trata-se de um clipe que capta a crueza roqueira do grupo no palco, sem deixar escapar a sua sonoridade dark. A guitarra de Gemma Thompson está tinindo e ainda traz um riff muito bacana e uma avassaladora atuação da cantora francesa Jehnny Beth também não passa despercebida. Tudo nesse contexto pop nos faz pensar que mal o ano começou e o clipe, que muita gente vai compartilhar exaustivamente em 2016, já pode estar aí.

E olha, lembra que eu escrevi acima que ”The Answer”, era a primeira do álbum? Sim, a vigorosa música é só o começo de um trabalho seguro, com texturas semelhantes a da premiada estreia, mas com letras mais reflexivas talvez e com temas como o amor, por exemplo. (Assista ao video de ”The Answer”, na página oficial do Savages, no Youtube, com o link no final desta matéria) 

 Disco oferece outras boas faixas

 ”Evil”, a segunda do álbum, não deixa por nem um segundo o clima cair e a marcante bateria de Fay Milton está lá certeira continuamente. Como em Silence Yourself, as linhas de baixo de Ayse Hassan, no restante de Adore Life, dialogam bem com o pós-punk. Os farois do segmento  ecoam muito no som das garotas , que mais uma vez devem agradar aos fãs de Gang of Four, Joy Division e Siouxsie & the Banshees, ao longo deste lançamento. ”Adore”, com seus cinco minutos de duração, é lenta, cativante  e também já ganhou o seu clipe. O Savages, que já se apresentou em São Paulo em 2014, no Lollapalooza Festival, será destaque no badalado Coachella Festival, nos Estados Unidos, em abril.

E assim, a Inglaterra segue tendo excelentes bandas de mulheres, pois, se em Londres surgiu o Savages, Manchester revelou o Pins, que continua firme e conta com uma idade parecida com a do Savages, ambas com dois discos, muitos fãs e vários shows agendados.

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Dez álbuns!

13 de janeiro de 2016

O Popmix e os discos do ano

Como sempre nesta época do ano, escolhemos dez discos que, de alguma forma, marcaram a temporada passada. Estes álbuns foram alguns dos mais interessantes lançados em 2015 na cena internacional. Confira nossa lista:

1 – Richard Hawley – Hollow Meadows

+ Richard Hawley em disco inspirado

 

2 – Paul Weller – Saturns Pattern

Paul Weller lança Saturns Pattern nos EUA e Popmix confere!

3 – Leon Bridges – Coming Home

 

4 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Chasing Yesterday

 

5 – Amason – Sky City

Amanda Bergman e sua linda voz

6 – New Order – Music Complete

 

7 – Houndmouth – Little Neon Limelight

Houndmouth traz um dos hits do ano.

 

8 – Hooton Tennis Club – Highest Point in Cliff Tow

 

9 – Blur – The Magic Whip

O Blur e seu novo disco

 

10 – The Spitfires – Response

Assistimos ao show do Spitfires no 100 Club

 

Os dez discos de 2014

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