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Disco Vermelho

24 de julho de 2016

Ocean Colour Scene relança álbum fundamental

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Lançado em 1996, Moseley Shoals é um dos discos mais inspirados daquela década, que tanto ficou simbolizada pelo Britpop. O álbum, que agora acaba de ganhar uma edição comemorativa de 20 anos, é o segundo da pomposa banda Ocean Colour Scene. Formado em 1989,  na cidade inglesa de Birmingham, o grupo do super-guitarrista Steve Cradock  não fez tanto sucesso quando debutou em 1992, com um álbum que levava o nome da banda. Uma pena, pois trata-se de um ótimo trabalho, com direito a uma instigante cover de ”Do Yourself a Favor”, de Stevie Wonder. Mas, corrigindo qualquer injustiça, Moseley Shoals chegou às lojas do Reino Unido em 1996, para colocar, com toda a sua  força , seus autores em um respeitável patamar. Mais convidativo que seu antecessor, Moseley Shoals teve como facilitador mercadológico o então boom do rock inglês, que se encontrava a mil, com o estouro do Britpop, capitaneado por Oasis, Blur, Pulp, Verve e etc. Nesta edição, lançada no Record Store Day, o álbum duplo traz as duas bolachas vermelhas (assista ao vídeo abaixo que produzimos com a TV Zoom), e com um som que, por sinal, está maravilhoso. As guitarras de Cradock fazem a diferença e são marcantes nos riffs de ”Riverboat Song”, que abre, de forma roqueira e apoteótica, o álbum. A voz de Simon Fowler faz a bela condução por um dos passeios mais doces do indie/pop em ”The Day We Caught The Train” , a segunda faixa. Já a grudenta ”The Circle” fecha bem o Lado A do primeiro dos quatro lados vermelhos e seu clipe, com estilo mod, merece ser também apreciado. Lembremos que entre os vídeos da banda nada se compara ao clipe de ”Up on the Downside”. A música, que está em Mechanical Wonder, de 2001, por sua vez, é uma das melhores faixas que o Ocean Colour Scene já gravou.

 

Sonoridade marcante

Mas, voltando à Moseley Shoals, encontramos nele todos os sabores que um clássico deve conter e ”It´s My Shadow”, com a guitarra de Cradock mostrando que nasceu para a voz de Fowler é outro bom motivo para reiterar esta tese. Além do guitarrista e do vocalista, também marcaram muito a sonoridade do Ocean Colour Scene, outros dois músicos de mãos cheias: o baterista Oscar Harrison e o baixista Damon Minchella. Atualmente o grupo está em digressão, justamente com um espetáculo que celebra os vinte anos de Moseley Shoals e, até o final de 2016, vai se apresentar em várias cidades britânicas.

Em 2011, uma edição de luxo do disco foi lançada em cd com três peças, com B-sides e outros takes. Mas o prazer de escutar esta nova edição dupla com seus lindos vinis vermelhos que charmosamente estão ”recheados” com a esperta logo (uma das grandes sacadas do O.C.S é a graça de sua bela marca!) da banda, pode ser bem maior. Com as vendas altamente expressivas deste disco na época, estes ingleses, que lembram  Small Faces e Traffic, se tornaram uma das grandes bandas do rock inglês.

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+ Confira a discografia comentada do Ocean Colour Scene

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Coming Home

12 de abril de 2016

Disco de Leon Bridges é um dos melhores dos últimos tempos
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 O americano Leon Bridges lançou, em 2015, o álbum Coming Home, com dez  faixas que passeiam bonito pela musica pop, dialogando com várias tendências como soul e blues por exemplo. O músico de vinte e sete anos, que nasceu em Atlanta, colocou seu début entre os melhores álbuns do ano passado. Coming Home foi super-festejado pela mídia especializada.

Lançado pela Columbia Records, o disco de capa vermelha e que traz dez ótimos números  foi destaque no  Drops da TV Zoom (www.tvzoom.com.br), como mostra o video abaixo. Músicas como ”Smooth Sailin”, ”Better Man” e a faixa-título já valem o investimento neste belo LP.

Os dez melhores álbuns de 2015

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O Spitfires e seu clipe

25 de março de 2016

Grupo de Billy Sullivan lança single em grande estilo.

 

Uma das mais interessantes bandas da nova geração inglesa acaba de lançar mais um clipe. O Spitfires, grupo de Watford com grandes referências a cultura mod, divulgou recentemente o vídeo da música ”So Long”. A faixa vai fazer parte do novo compacto da banda do vocalista Billy Sullivan, que será lançado no primeiro dia de abril. O single com o mesmo nome da canção vai chegar ao mercado em vinil de sete polegadas, em uma edição limitada e em formato digital. A Rough Trade, a Piccadilly Records de Manchester, entre outras lojas, já estão aceitando encomendas do vinilzinho de capa rosada, que também pode ser reservado pelo site www.thespitfires.org. Assista ao clipe de “So Long”, atráves da página oficial do The Spitfires, no Youtube, clicando aqui.

O Popmix esteve no lançamento em Londres de Response, álbum de estreia do quarteto, realizado no 1OO Club. Leia a matéria completa sobre o show, que aconteceu em setembro de 2015, no link abaixo.

+ The Spitfires no 100 Club em Londres
+ The Spitfires no 100 Club em Londres (versão mobile)

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Cine Tindersticks

16 de março de 2016

A classe do grupo de Nottingham em mais um disco certeiro

Ainda estamos longe de dezembro neste 2016, mas já podemos imaginar alguns dos discos que estarão nas listas de melhores do ano, aquelas tradicionais que circulam no final de cada temporada. O Tindersticks, por exemplo, ”anuncia”, com o seu recém-lançado  The Waiting Room, que provavelmente estará nestas tais listas.

O cativante álbum, que é o décimo da banda de Nottingham, é mais uma ótima oportunidade para se conhecer o trabalho destes categóricos ingleses, que costumam estar nas prateleiras de indie rock ou pop alternativo, mas que podem deixar muitos fãs de jazz felizes também. A faixa ”Help Yourself” reforça essa tese. Em 2012, acompanhei um show do Tindersticks, em Zurique (leia matéria no link abaixo), e pude constatar que a voz classuda de Stuart Staples ao vivo é muito fiel a que está registrada nos álbuns. Foi algo especial, pois se trata de um cantor brilhante, como esse novo disco entrega mais uma vez.

 

Com Jehnny Beth e Lhasa de Sela

Na emocionante ”Hey Lucinda”, Staples faz um belo dueto com Lhasa de Sela, que faleceu em 2010, aos trinta e sete anos, vítima de um câncer de mama. Em 2003, Stuart e Lhasa já haviam feito outra lindíssima dobradinha na soberba ”Sometimes In Hurts”, que está no álbum Waiting For The Moon. Já na intensa ”We Are a Dreamers!”, a participação é da hypada vocalista do Savages, Jehnny Beth. Cada faixa deste trabalho ganhou um vídeo, um curta-metragem, que juntos formam um filme de cerca de cinquenta e um minutos, que pode ser visto através do site oficial da banda (www.tindersticks.co.uk). Vários diretores participam do projeto e, entre eles, o brasileiro Daniel Sanna. A capa é assinada por Richard Dumas, que já fotografou Kate Moss e Jarvis Cocker, entre outros astros. Com este disco, os Tindersticks mostram mais uma vez porque são tão respeitados há tanto tempo.

 

+ Popmix confere show do Tindersticks na Suíça

Savages lança novo disco

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Hoje e sempre

12 de fevereiro de 2016

DVD/Blu-Ray traz os Rolling Stones em lendário palco londrino 
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Em muitas vitrines, os Rolling Stones estão em destaque, e o DVD/Blu-Ray The Marquee Club – Live in 1971 talvez seja o produto mais instigante.  Essa relação com os filmes do grupo vêm de longa data e sempre que os Rolling Stones estão prestes a visitar o Brasil como agora, é normal que venham às nossas mentes algumas ligações que temos com a obra do seminal grupo de Jagger&Richards. Passei a colecionar discos dos ingleses por volta dos treze anos de idade, no embalo da descoberta arrebatadora do universo dos Beatles. Mais tarde, após ter assistido nos primeiros sopros da década de 1990 ao documentário 25×5,  me senti na obrigação de ver todos os filmes relacionados aos Stones. 25×5 foi lançado na era VHS, mas para quem quiser mergulhar no estilo de vida Rock&Roll Star de Mick,Keith&Cia,  o DVD/Blu-Ray Crossfire Hurricane é fundamental.
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Jagger e suas palminhas impagáveis
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Nos últimos dias, assisti aquele que poderia ser provavelmente o único DVD dos Stones que eu ainda não havia conferido – The Marquee Club – Live in 1971. Trata-se de mais um show sob a etiqueta From The Vault, que tem resgatado algumas apresentações do grupo, com som e imagens restaurados como enfatiza o selo da capa. Ao menos desta coleção From The Vault, devo dizer que este é disparado o meu favorito, pois ver os Stones no lendário Marquee (local onde os Stones fizeram seu primeiro show) com a imagem tão ok e o som idem é algo fantástico. Só mesmo os Rolling Stones conseguiriam fazer um espetáculo intimista e incendiário daquela forma. No peculiar palco londrino, eles mostraram estar em 1971 em um momento mágico com o lançamento do clássico álbum Stick Fingers e já com Mick Taylor na guitarra. Lembremos que o antológico disco mencionado,  foi relançado ano passado com um vinil extra, edição de luxo e tudo mais.
Mick Jagger não para de acionar suas impagáveis palminhas ao longo do show no Marquee e, com seu eterno pareceiro Keith, cantou o refrão de ” Dead Flowers” no mesmo microfone, em uma linda imagem que reforça a conotaçao de dupla crucial para a cultura rock. Em ”Live With Me”, que abre o show, e ”Midnight Rambler” também estão entre os pontos altos de um espetáculo imperdível que foi lançado também em LP. Estilosos como sempre, os Stones  nos extras podem ser vistos  no Top Of The Pops, fazendo ”Brow Sugar”, que assim, como no preparado show do Marquee, também conta com a chancela da BBC. Que venham os concertos do Brasil! Olé!
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