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Franz Ferdinand acerta outra vez!

1 de abril de 2018

go to link  Banda de Glasgow coloca mais um ótimo disco no mercado

FranzFerdinand-AlwaysAscending

 

A discografia do Franz Ferdinand está feliz. Acaba de chegar mais um ótimo trabalho. Always Ascending conta com dez faixas em cerca de quarenta minutos e já está bem acomodado na prateleira do grupo escocês ao lado de seus pares.

Apesar de ser muito bom e de ir direto ao ponto, o álbum não consegue a indigesta façanha de desbancar os dois primeiros e cultuados discos da trupe de Alex Kapranos e cia. Mas Always Ascending dá tranquilamente conta do recado e mantém o padrão Franz Ferdinand que conhecemos, ficando super confortável em sua respeitada discografia.

        Always Ascending conta com uma das melhores introduções de um álbum dos últimos tempos, já que a faixa que abre a obra e que dá nome ao disco, traz uma lindíssima abertura com backing vocals que podem emocionar até os fãs dos Beach Boys, quem sabe, para depois encontrar aquela pegada meio pós-punk, meio rock&disco, que tanto encharca de classe o som destes impagáveis escoceses.

 

Fazendo muita pista indie ferver

A voz de Kapranos aparece bem em todo o disco e ”Lazy Boy” oferece aquela levada irresistível que o Franz Ferdinand faz muito bem com guitarras deliciosas e insinuantes. E ”Papers Cages” ? Essa, por sua vez, já começa marcante e grudenta. ”Feel the Love Go” é dançante como outras do álbum, mas carrega um frescor ímpar e já deve estar fazendo muita pista indie ferver pelo mundo todo. ”The Academy Award”, é uma gracinha pop, linda e que parece até ter vindo do lado B da maravilhosa ”Eleanor Put Your Boots On”, lançada em 2005.Essa obrigatória balada está registrada no segundo grito da banda, You Cold Have It So Much Better, que, ao lado de seu antecessor autointitulado e que data de 2004, está entre os melhores álbuns daquela década.

Com este que é seu quinto disco, o Franz Ferdinand mostra que segue numa direção coesa, alternando sua pilha roqueira e dançante com momentos de lírismo e sempre com perspectivas de crescer muito no palco.

Ao vivo, o grupo de Glasgow costuma ser contagiante como já constatamos algumas vezes no Brasil. Tomara que a saída da banda do baixista Nick McCarthy não tire em nada a vibração dos caras ao vivo. Lembremos que ele formava uma dupla azeitada com Kapranos. As imagens impressionantes do grupo tocando ” The Dark Of The Matinée”,

que fazem parte do DVD Glastonburny Anthems( The Best of Glastonburny 1994-2004), entregam a vocação da banda para os palcos. A sorte é que Alex Kapranos parece estar bem acompanhado com seu grupo, que agora é um quinteto.

 

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+Franz Ferdinand no Rio em 2010

 

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Liam Gallagher e seu belo disco!

25 de outubro de 2017

Debutando em carreira solo, ex-vocalista do Oasis lança ótimo álbum de rock

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“As You Were” que marca a estreia de Liam Gallagher como artista solo é brilhante e consegue superar até mesmo o inspiradíssimo primeiro registro de seu irmão Noel Gallagher, que ocorreu com o álbum Noel Gallagher’s High Flying Birds, e que data de 2011.
Noel, por sua vez, vai colocar no mercado seu terceiro disco no final de novembro, mas Liam, que está no topo das paradas este ano, chegou a lançar dois discos muito bons com o Beady Eye, em 2011(Differente Gear, Still Speeding) e em 2013 ( Be) . Infelizmente, como a banda de certa forma não decolou, estes álbuns que não superam com certeza As You Were, não foram acionados como mereciam.
Já “estouradaço” em vendas com todos os méritos, “As You Were” reforça o pensamento de que o astuto ex-vocalista do Oasis é um dos grandes cantores de rock do planeta.
Com seu vocal intenso, Liam sempre nos permite fazer certos ”percursos” pelas ruas e pubs do Reino Unido, mesmo que não esteja necessariamente cantando sobre temas assim. Afinal, a voz dele ficou conhecida nos anos 1990, como um dos símbolos da era Britpop.
No clipe de ”Chinatown”, uma das grandes baladas deste álbum, por exemplo, Liam aparece dando um giro por Londres. ”Wall of Glass”, que abre o disco, é impactante, cheira muito bem a blues e contém todo o vigor que uma faixa de rock merece. Seu compacto lançado antes do disco cheio, já mostrava a força da música em vinil, formato aliás que “As You Were” está também arrebentando nas lojas do UK. O disco chegou fácil ao primeiro lugar das paradas.
Uma edição de luxo, com o LP branco e vários outros ítens, é o ”Têm Que Ter” da vez entre os colecionadores e fãs do gênero. Nas baladas como as sedutoras “Peper Crown”, ”For What It’s Worth”, ”Universal Gleam” e a própria ”Chinatown”, Liam oferece aos ouvintes lindas melodias.

Rock&Roll Star

O Gallagher mais novo também acerta em cheio em rocks poderosos e empolgantes que entregam uma boa veia punk e também soul. Faixas que te darão vontade de aumentar o volume e que olham para clássicos dos anos 1960 e 1970 sem deixar de soarem atuais. São os casos das irresistíveis ”Come Back To Me”, ”You Better Run” e, especialmente, de ”Greedy Soul”. Liam já havia mostrado que os backing vocals femininos funcionam muito bem em seu trabalho com ” Bring The Light” , lançada em 2011 pelo Beady Eye.
Como Paul Weller fez também em sua estreia solo, Liam aposta numa foto de capa com seu rosto em destaque no melhor estilo John Lennon ou Paul McCartney, em McCartney 2, talvez. Algo que reforça a idéia de artista individual. E se a voz do irmão de Noel sempre lembrou a de Lennon, em “As You Were” esta semelhança parece ainda maior. E sobre a capa em questão, a autoria é de Hedi Slimane, badalado fotógrafo e estilista francês. A parceria de Liam com o produtor Greg Kurstin parece também fundamental para “As You Were” já ter se tornado um projeto tão vitorioso. Com uma banda muito competente a seu lado, o sempre estiloso Liam ”Pretty Green” Gallagher está fazendo grandes shows pelo mundo e no Brasil irá se apresentar em São Paulo, em março, no Lollapalooza. Sorte a nossa!

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Disco Vermelho

24 de julho de 2016

Ocean Colour Scene relança álbum fundamental

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Lançado em 1996, Moseley Shoals é um dos discos mais inspirados daquela década, que tanto ficou simbolizada pelo Britpop. O álbum, que agora acaba de ganhar uma edição comemorativa de 20 anos, é o segundo da pomposa banda Ocean Colour Scene. Formado em 1989,  na cidade inglesa de Birmingham, o grupo do super-guitarrista Steve Cradock  não fez tanto sucesso quando debutou em 1992, com um álbum que levava o nome da banda. Uma pena, pois trata-se de um ótimo trabalho, com direito a uma instigante cover de ”Do Yourself a Favor”, de Stevie Wonder. Mas, corrigindo qualquer injustiça, Moseley Shoals chegou às lojas do Reino Unido em 1996, para colocar, com toda a sua  força , seus autores em um respeitável patamar. Mais convidativo que seu antecessor, Moseley Shoals teve como facilitador mercadológico o então boom do rock inglês, que se encontrava a mil, com o estouro do Britpop, capitaneado por Oasis, Blur, Pulp, Verve e etc. Nesta edição, lançada no Record Store Day, o álbum duplo traz as duas bolachas vermelhas (assista ao vídeo abaixo que produzimos com a TV Zoom), e com um som que, por sinal, está maravilhoso. As guitarras de Cradock fazem a diferença e são marcantes nos riffs de ”Riverboat Song”, que abre, de forma roqueira e apoteótica, o álbum. A voz de Simon Fowler faz a bela condução por um dos passeios mais doces do indie/pop em ”The Day We Caught The Train” , a segunda faixa. Já a grudenta ”The Circle” fecha bem o Lado A do primeiro dos quatro lados vermelhos e seu clipe, com estilo mod, merece ser também apreciado. Lembremos que entre os vídeos da banda nada se compara ao clipe de ”Up on the Downside”. A música, que está em Mechanical Wonder, de 2001, por sua vez, é uma das melhores faixas que o Ocean Colour Scene já gravou.

 

Sonoridade marcante

Mas, voltando à Moseley Shoals, encontramos nele todos os sabores que um clássico deve conter e ”It´s My Shadow”, com a guitarra de Cradock mostrando que nasceu para a voz de Fowler é outro bom motivo para reiterar esta tese. Além do guitarrista e do vocalista, também marcaram muito a sonoridade do Ocean Colour Scene, outros dois músicos de mãos cheias: o baterista Oscar Harrison e o baixista Damon Minchella. Atualmente o grupo está em digressão, justamente com um espetáculo que celebra os vinte anos de Moseley Shoals e, até o final de 2016, vai se apresentar em várias cidades britânicas.

Em 2011, uma edição de luxo do disco foi lançada em cd com três peças, com B-sides e outros takes. Mas o prazer de escutar esta nova edição dupla com seus lindos vinis vermelhos que charmosamente estão ”recheados” com a esperta logo (uma das grandes sacadas do O.C.S é a graça de sua bela marca!) da banda, pode ser bem maior. Com as vendas altamente expressivas deste disco na época, estes ingleses, que lembram  Small Faces e Traffic, se tornaram uma das grandes bandas do rock inglês.

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+ Confira a discografia comentada do Ocean Colour Scene

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Coming Home

12 de abril de 2016

Disco de Leon Bridges é um dos melhores dos últimos tempos
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 O americano Leon Bridges lançou, em 2015, o álbum Coming Home, com dez  faixas que passeiam bonito pela musica pop, dialogando com várias tendências como soul e blues por exemplo. O músico de vinte e sete anos, que nasceu em Atlanta, colocou seu début entre os melhores álbuns do ano passado. Coming Home foi super-festejado pela mídia especializada.

Lançado pela Columbia Records, o disco de capa vermelha e que traz dez ótimos números  foi destaque no  Drops da TV Zoom (www.tvzoom.com.br), como mostra o video abaixo. Músicas como ”Smooth Sailin”, ”Better Man” e a faixa-título já valem o investimento neste belo LP.

Os dez melhores álbuns de 2015

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O Spitfires e seu clipe

25 de março de 2016

Grupo de Billy Sullivan lança single em grande estilo.

 

Uma das mais interessantes bandas da nova geração inglesa acaba de lançar mais um clipe. O Spitfires, grupo de Watford com grandes referências a cultura mod, divulgou recentemente o vídeo da música ”So Long”. A faixa vai fazer parte do novo compacto da banda do vocalista Billy Sullivan, que será lançado no primeiro dia de abril. O single com o mesmo nome da canção vai chegar ao mercado em vinil de sete polegadas, em uma edição limitada e em formato digital. A Rough Trade, a Piccadilly Records de Manchester, entre outras lojas, já estão aceitando encomendas do vinilzinho de capa rosada, que também pode ser reservado pelo site www.thespitfires.org. Assista ao clipe de “So Long”, atráves da página oficial do The Spitfires, no Youtube, clicando aqui.

O Popmix esteve no lançamento em Londres de Response, álbum de estreia do quarteto, realizado no 1OO Club. Leia a matéria completa sobre o show, que aconteceu em setembro de 2015, no link abaixo.

+ The Spitfires no 100 Club em Londres
+ The Spitfires no 100 Club em Londres (versão mobile)

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