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Aula de cultura pop

22 de dezembro de 2015

Compilação com vídeos dos Beatles é fundamental para as novas gerações.

 

Beatles 1 traz as mágicas imagens do quarteto de Liverpool e muito do que foi norteado por eles na fundamental década de 1960. Reunidos de forma cronológica, os vídeos de 27 clássicos da banda de rock mais bem sucedida da história podem funcionar como uma espécie de aula de cultura pop para as novas gerações. Com hits que atingiram o ápice das paradas, começando pelo embrionário vídeo de ”Love Me Do”, que anunciava que o mundo seria ainda mais dos Beatles nos anos seguintes, passando pelo do histórico clipe de ”All You Need Is Love”, até o final com James Paul McCartney e seu vozeirão cantando ao piano ”The Long and Winding Road”, estes vídeos podem sintonizar o espectador na obra do grupo. E com tantas imagens das mais diferentes fases da carreira de John, Paul, George e Ringo, os clipes, que tiveram som e imagem totalmente retocados com alta tecnologia, contextualizam, no mínimo, o beabá do univeso Beatles. Cabelos com o famoso corte Moptop, depois a fase psicodélica com as roupas da era Sgt. Pepper’s, ou ainda o look da fase Let It Be, nos fazem ”transitar” pela própria história do rock, da moda, e de todo o comportamento jovem da década de sessenta, principalmente. Nos extras, comentários de Paul McCartney e Ringo Starr estão disponíveis. Beatles 1, que surgiu inicialmente em 2000, como um CD simples e depois com um LP, foi agora também lançado com uma edição luxuosa, um box cheio de extras, com um livro bacana e vídeos raros. Seja qual for o formato, este lançamento, que remete aos primórdios do videoclipe, é um belo presente, em especial para esta época do ano. Lembrando sempre que a obra dos Beatles vai muito além desse produto.

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Em grande estilo!

3 de dezembro de 2015

Richard Hawley lança mais um disco com a sua  certeira assinatura.

Dono de uma das vozes mais envolventes da música britânica, Richard Hawley, personagem emblemático de Sheffield, lançou em 2015 o aclamado Hollow Meadows. Ao vivo, a voz do cantor de 48 anos, diga-se de passagem, é igualmente incrível como o Popmix constatou em 2011 na Holanda (leia matéria no link relacionado).

Hollow Meadows é um belo álbum duplo que conta com a pomposa etiqueta da Parlophone, cunhada em suas duas bolachas, e já foi apontado por várias publicações como um dos melhores trabalhos de 2015. Hawley, além da voz cativante, é conhecido por suas doces melodias, sempre servidas com uma fina atmosfera. Neste que é seu oitavo álbum de estúdio, o músico inglês, no melhor estilo crooner, acerta novamente em cheio com seu sofisticado cancioneiro pop.

Em Standing at the Sky’s Edge, de 2012, Hawley caminhou por paisagens um pouco diferentes, mas também com um resultado magistral e sem se afastar do seu perfil artístico.

                                      Canções irresistíveis

Agora, Richard Hawley, que fez parte do Longpigs no passado, pode mais uma vez fazer você não resistir e voltar várias vezes a algumas músicas, antes de seguir escutando o álbum na sua ordem original, embora seja ainda mais aconselhável ouvir as onze faixas, sem deixar que nada mais interrompa sua sequência, como foi desenhada pelo autor.

O disco, que foi gravado no Yellow Arch Studios, em Sheffield, que começa com a agridoce ”I Stiil Love You”, que traz seu clipe em total destaque no site do músico e termina com a detalhada ”What Love Means”, é todo bem costurado.  É interessante  digerir com calma as onze faixas, em especial a relaxante levada de ”Serenade Of Blue” e os timbres de guitarra de ”Long Time Down”, que farão você ter vontade de escutar, quem sabe, até The Byrds. Neste número, assim como em ”Sometimes I Feel”, os backing vocals delicadíssimos nos fazem pensar se essas não se tratam das grandes canções do disco.

A ótima ”Heart Of Oak”, com frescor roqueiro e que fez sucesso com seu clipe, também merece toda a atenção. ”Tuesday pm” é mais uma daquelas com sabor clássico, na voz do amigo de Jarvis Cocker, com quem tocou no Pulp.

Hawley também é adorado por Alex Turner e pela turma do Arctic Monkeys, já que, com o grupo, também da sua Sheffield querida, gravou a intensa ”You And I”, em 2012.

 

+ Richard Hawley na Holanda

+ Richard Hawley e sua mágica voz

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Os suecos da vez

2 de novembro de 2015

Disco de estreia do Amason é um dos melhores do ano.
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Um dos discos mais bonitos dos últimos tempos vem da sempre produtiva cena pop sueca. Trata-se de Sky City, a empolgante estreia  do Amason, quinteto talentoso que ajuda a elevar a música pop a um patamar especial. Com dez saborosas faixas, o álbum é, disparado, um dos mais vendidos na Suécia neste momento.
Em meados do mês passado, colocar as mãos em uma cópia de Sky City não estava tão fácil assim, mesmo estando em Estocolmo, onde surgiu o Amason, justamente em uma capital que conta com tantas boas lojas de discos. Este vinil de capa dupla estava esgotado, tanto na fundamental Pet Sounds, em Sodermalm, bairro cool da cidade, quanto na Bengans, que fica perto da estação central e do coração de Estocolmo. Logo seus atenciosos vendedores diziam que chegariam novas cópias.
Esta passagem de cunho músico-geográfico  apenas sinaliza o quanto o Amason está se destacando com seu trabalho. Vale dizer que o álbum foi lançado em outros formatos também.
 Hit Grudento
Sky City começa super bem com ”Algen”, que traz uma introdução densa, mas que logo deixa espaço para algo mais dark talvez (anos 1980), que cede de vez o clima para um indie irresistivel. Na sequência, ”Duvan” é a prova do quanto estes suecos são habilidosos em termos de melodias, e o carimbo ”hit grudento” parece inevitável. ”Went To War” é de uma riqueza pop só, e é outra que nos deixa ainda mais na dúvida de qual seria a mais agradável canção do Amason.
A voz da cantora Amanda Bergman é um dos pontos altos desta banda formada visivelmente por grandes músicos. O Amason aposta no inglês, mas, também em sua lingua pátria, em algumas canções. ”Nós compomos músicas em inglês e sueco por alguma razão. Não é nada pensado, fazemos do jeito que vai aparecendo”. declarou Amanda ao Canal Bis no programa Minha Loja de Discos, que fez um especial com a Pet Sounds.
Boas ligações com outras bandas do rock sueco devem ser salientadas em relação ao Amason e são feitas através de alguns de seus componentes que já prestaram bons serviços a nomes como Dungen e a Miike Snow, por exemplo. O grupo está em turnê e vai fechar o ano com  vários concertos. Entre eles estão duas datas agendadas para dezembro, no belíssimo Södra Teatern, em Estocolmo.
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Festa em Londres!

26 de setembro de 2015

Stereophonics lança disco em loja da Oxford Street.

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  .O Stereophonics lançou Keep The Village Alive, mais um álbum de inéditas, no último dia 11. E justamente nesta data, a banda do País de Gales promoveu na tradicional loja HMV uma tarde de autógrafos. Assim, Keep The Village Alive chegava ainda mais festejado a Londres em especial, já que o evento aconteceu numa tarde agradável na filial da Oxford Street. Diferente de quando acompahei outros lançamentos semelhantes em lojas da HMV por ali, que eram realizadas no piso térreo, bem no meio de suas lojas, desta vez os funcionários emcaminhavam os fãs para o último andar, e, em um grande espaço, era formada uma fila e o disco já era apreciado por todos, em alto e bom som.

Era muito fácil ver pessoas com LPs e CDs nas mãos, mas também alguns seguravam raros compactos em vinil para serem assinados por Kelly Jones e seus companheiros. Teve gente que levou até uma guitarra, já um outro fã, seu violão, e assim o quarteto, sentado em uma mesa, recebia um fã por vez.

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Para quem gosta de rock!

      Keep The Village Alive é um típico disco do Stereophonics, e quanto mais o álbum rolava na HMV durante seu lançamento, mais me parecia fácil digeri-lo, por já ser um apreciador do trabalho do grupo. Mas se você jamais mergulhou no universo desta banda, que surgiu no embalo da explosão do Britpop, saiba que, se você gosta de rock, não terá dificuldades para se empolgar com este novo trabalho.

“C’est La Vie” já começa de forma intensa o disco e me fez pensar até em ”More Life In A Tramps Vest”, ainda para mim a melhor faixa de Jones e sua trupe e que está em Word Gets Around, disco de estreia da banda e que data de 1997. “C’est La Vie” trata-se de um Rock and Roll direto e grudento, que deve figurar entre as músicas mais tocadas de 2015, no Reino Unido, com o vocal característico de Kelly Jones em grande estilo.

”I Wanna Get Lost If You” também não parava de rolar em outras lojas da cidade no mesmo final de semana, e é outra daquelas que fazem grudar a sua melodia em nossos pensamentos. O lado A de Keep The Village Alive supera o seu lado B, por conter as duas já citadas e ainda a ótima ”Sing Little Sister”, mas a outra face também traz bons momentos, proporcionando ao ouvinte um saldo muito bom.

Uma banda com a discografia sólida, que já registrou álbuns tão inpirados no passado tinha tudo mesmo para seguir nos agradando e muito neste, que é seu nono disco.

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Passeio americano

30 de julho de 2015

Em disco inspirado, Houndmouth traz um dos hits do ano.

 littleneonlimelight

 

A irresistível “Sedona”, que abre Little Neon Limelight lançado pelos americanos do Houndmouth, é uma das faixas mais emocionantes registradas nos últimos tempos. Trata-se de uma destas obras-primas que a música pop insiste em nos oferecer e que já é séria candidata a música do ano. Mais animador que isso, é informar que ela não está sozinha neste saboroso disco, lançado pela Rough Trade, que, mais uma vez, acerta em cheio ao soltar este trabalho que contém outros belos momentos. A importante gravadora inglesa já havia dado a luz em 2013 à From the Hills Below the City, e assim o Houndmouth debutava em termos de álbuns.

Em seu segundo trabalho, o simpático quarteto convida seus ouvintes para um passeio e tanto pela música americana. Se você curte altcountry , folk ou indie, por exemplo, tem grandes chances de se empolgar com a parceria incrível entre o vocalista e guitarrista Matt Myers e a tecladista, e também vocalista, Katie Toupin. Ouvir a dupla se revezando nos vocais é algo encantador. Os eficientes Zak Appleby (baixo e voz) e Shane Cody (bateria e voz) completam o grupo de New Albany. Em “My Cousin Greg”, os quatro cantam alternadamente e também juntos no refrão. Tal logística sonora confere à música um clima contagiante. Os backing vocals são precisos, não só aqui, mas em todo o disco.

A democracia é um ponto forte na banda, como a estilosíssima Katie revelou em entrevista à revista Relix. A ótima publicação editada nos Estados Unidos dedicou um espaço precioso ao Houndmouth, em uma de suas últimas edições, cuja capa é estampada pelo My Morning Jacket.

A rápida ascensão do quarteto é algo que também “causa espécie”, depois da participação no Bonnaroo Festival, muita coisa bacana parece ter acontecido com eles. As performances impecáveis na Rádio KEXP de Seatlle e no programa de David Letterman impressionam e mostram uma banda cheia de vontade de entregar ao mundo melodias preciosas e grudentas.

 

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O Blur e seu novo álbum

17 de maio de 2015

Disco lembra anos 1990, mas é também conectado a 2015.

Quem não teve a oportunidade nos anos 1990 de curtir um novo disco do Blur por algum motivo, não deve mais lamentar tanto, pois surgiu uma nova grande chance de realizar este desejo de consumo indie. Agora é a hora! A banda de Damon Albarn, que se tornou icônica na Inglaterra, acaba de lançar o já aclamado The Magic Whip, primeiro álbum de inéditas , desde Think Tank de 2003. O grupo, que é um dos pilares da geração Britpop, ao lado de nomes como Oasis, Pulp, Supergrass, Suede e The Verve, entre outros , ficou anos separado, mas caprichou, e muito, nesta volta ao disco. Este é um álbum para lembrar o Blur dos velhos tempos, da fase de discos como Modern Life Is Rubbish (1993) ou Parklife (1994), por exemplo.

 

Difícil escolher a melhor faixa

 

Algumas músicas de The Magic Whip, álbum norteado pela relação da banda com  Hong Kong, trazem mesmo um certo gosto dos anos 1990, embora o intrépido Damon Albarn continue sendo um dos astros mais antenados da música pop e nos ofereça ao mesmo tempo uma banda plugada com o novo.  Outro nome de peso do rock inglês, o guitarrista Graham Coxon, também está muito bem neste lançamento e entrega, assim como Damon, que no Blur se sente em casa.

Difícil em The Magic Whip é apontar a melhor música. Se é a irresistível e cantarolável ‘’Ong Ong’’, a classuda ‘’Ghost Ship’’ ou a preferida de Liam Gallagher, ‘’Lonesome Steet’’, que abre o disco de forma brilhante.

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Fundamental

7 de maio de 2015

Kid Vinil fala sobre sua biografia!
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Um homem e sua bela trajetória dedicada à música. Kid Vinil -Um Herói do Brasil (Edições Ideal) é a biografia autorizada de Antonio Carlos Senefonte,  assinada por Ricardo Gozzi e Duca Belintani. O envolvente livro retrata muitas facetas do grande mestre Kid Vinil. Um dos maiores conhecedores de música deste planeta, Kid Vinil tem sua carreira passada a limpo, com as suas mais diversas funções sendo bem acionadas. Além de ter empolgado o Brasil com grudentos hits de seu Magazine, Kid nos apresentou muitas tendências da música pop  e também da moda ao longo dos anos. Sua cultura musical é encantadora e impressiona sempre! Em entrevista realizada por e-mail, o eterno Herói do Brasil fala sobre este badalado lançamento.
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Popmix – O Kid cantor, o apresentador de TV, o radialista, o jornalista, o homem de gravadoras, qual deles, na sua opinião, vai cativar mais os leitores?
Kid Vinil – Existem tantas facetas no meu trabalho que se torna difícil saber qual delas encanta mais as pessoas que me seguem. Eu particularmente sempre me realizo fazendo o que gosto. Todas essas facetas tem muito da minha dedicação a música e pra mim isso o que mais importa.

Popmix – Algum capitulo do livro te emocionou de uma forma mais especial ?
Kid Vinil – O capitulo que fala da violeira Helena Meireles. Tivemos uma convivência quase que de mãe e filho, ela era uma pessoa adorável e toda vez que lembro dela me emociono.

Popmix – Existe algum outro projeto que você gostaria de fazer baseado no livro?
Kid Vinil – Sugeri para editora um livro que me inspirei no título de um livro de Jose Mindlin (o falecido e cultuado colecionador de livros e poesia) seria “Uma vida entre discos” contando sobre discos que marcaram minha vida e suas histórias. Agora falta sentar a bunda na cadeira e começar a escrever (risos).

Popmix – Qual disco seria a trilha sonora perfeita para acompanhar a biografia?
Kid Vinil – Talvez o álbum branco dos Beatles, que significa muito pra mim e soa como se fosse uma história, cada música soa como uma trilha.

Popmix – Qual seu disco favorito atualmente?
Kid Vinil – WAND – GOLEM

Popmix entrevista Kid Vinil em 2005

Kid Vinil lança compacto

DVD traz Kid Vinil ao vivo

Kid Vinil fala sobre o seu Almanaque do Rock

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Magia escocesa

7 de fevereiro de 2015

Belle&Sebastian acerta novamente e lança disco inspirado.

Por Vitor Diniz

     O cultuado grupo indie Belle&Sebastian volta a colocar no mercado um disco de inéditas, depois de quatro anos. A banda de Glasgow, que encantou tanta gente com trabalhos lindíssimos quando surgiu nos anos 1990, segue com a sua proposta de envolver seus ouvintes com melodias grudentas e saborosas, mesmo quando olham para vertentes com um bom acento dançante como agora. Mas, no retrovisor da trupe do genial cantor e compositor Stuart Murdoch, ainda surgem The Smiths e Felt, por exemplo. Girls in Peacetime Want to Dance, que foi lançado no Brasil (Lab 344), foi gravado nos Estados Unidos, e começa com uma típica faixa do Belle&Sebastian, ‘’Nobody’s Empire’’ que, por sinal não faria feio se estivesse em ‘’Tigermilk’’, aclamado disco de estreia da banda que data de 1996, ou em seu sucessor, o obrigatório If You’re Felling Sinister, com sua linda capa vermelha.

 

Grupo também já acionou a música brasileira

      O Belle&Sebastian se caracterizou por aquela mágica levada meio pop meio folk, que pode fazer com que você saia pelas ruas assobiando uma de suas belas melodias. A sacada dançante da vez, já sugerida no nome do álbum, ganha mais corpo em faixas como ”Enter Sylvia Plath” e ” Party Line”, esta ainda mais empolgante. Na verdade, eles já haviam ”convidado” seus fãs para dançarem em 2000 com o single ”Legal Man”. Outro destaque deste novo disco, produzido por Ben H.Allen, é ”The Power Of Three”, cantada singela e competentemente por Sarah Martin, a moça, que um dia cantou emocionada no Brasil ”Baby”, clássico absoluto da MPB. Aliás, o Belle&Sebastian chegou a lançar um compacto com uma versão de ”Casaco Marrom”, do Trio Esperança . Lembremos também que o combo escocês revelou outra linda voz feminina ao mundo, Isobel Campbell, a lourinha cativante que deixou a banda para lançar trabalhos soberbos, entre eles, alguns ao lado de Mark Lanegan. Girls in Peacetime Want To Dance pode não ser o melhor disco de Murdoch e cia, mas, além de pintar provavelmente nas listas de melhores do ano em dezembro, pode ter também um lugar de destaque em sua prateleira.

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The Merrylees

29 de julho de 2014

Banda lança compacto produzido por Richard Hawley e se destaca no Reino Unido.

                                                                           Fonte Reprodução: Facebook

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Por Vitor Diniz

O The Merrylees, que está lançando o ótimo compacto ”Forever More”, é uma daquelas bandas que, quando olhamos para as suas fotos ou escutamos suas irresistíveis músicas, lembramos da famosa compilação Nuggets. Sim, eles parecem às vezes ter saído daquela mística caixa com psicodélicos e obscuros grupos do passado, mas podem ser também a nova turma queridinha de mestres como Richard Hawley e Paul Weller. O primeiro produziu ”Forever More”, em um estúdio de Sheffield, já o segundo tem os Merrylees como banda de abertura de alguns de seus concertos.

Outro talentoso e respeitado músico britânico que parece ter se encantado com o clima, meio Lovin’ Spoonful, e meio Fleet Foxes, do Merrylees é Bill Ryder-Jones, do The Coral, que trabalhou com eles em Liverpool, na produção de ”For You”, single que antecedeu ”Forever More”. Vale lembrar que ”The Wind That’s Following Me” é outra esperta faixa que ratifica a influência do The Coral, e que está registrada no Lado B do compacto que traz ”Forever More” na parte principal.

O fato de a banda já ter sido convidada para abrir um show do Babyshambles, é um belo indicador de que esses escoceses de talento inconteste e vocais impagáveis já tenham caído também nas graças de Pete Doherth.

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Show  em Londres acontece na próxima semana

Com seu visual e som que remetem à cena de São Francisco dos anos 1960 e ao que rolava na região da Carnaby Street do mesmo periodo em Londres, o Marrylees pode ainda fazer bonito em revistas de estilo por aí. Apoiados pela sempre atenta grife Fred Perry, o grupo deve ganhar espaços cada vez mais preciosos na imprensa britânica, já que no próximo dia 7, o hype pode ser amplificado com um esperadíssimo show em Londres, que está marcado no tradicional Barfly. E quem gosta de artistas como The Temples e Jake Bugg deve correr atrás dos compactos destes caras.

facebook.com/TheMerrylees

 

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QUEM CUIDA DA CASA

23 de julho de 2014

Assista o novo clipe dos paulistanos do Ludov.
                                                                       Fonte Reprodução: Facebook
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Vitor Diniz
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Uma das mais tradicionais  bandas da cena independente, o Ludov, se destacou por criar boas canções com acento pop. Músicas como ”Princesa”, ”Sobrenatural” e  ”Rubi”, por exemplo, lançadas em trabalhos anteriores, confirmam esta facilidade melódica. Agora o Ludov está com Miragem, seu novo disco no mercado. E a balada ”Quem cuida da casa” está neste álbum, lançado apenas em vinil. A faixa conta com este belo clipe, que é assinado pelo guitarrista Habacuque Lima.
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Assista as duas participaçoes do Ludov no Popmix

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