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Savages mais uma vez

30 de janeiro de 2016

Grupo de Londres está de volta ao disco! 

Quando o Savages debutou em 2013, com o aclamado Silence Yourself, não restavam  dúvidas de que esse elogiadíssimo grupo de mulheres, formado em Londres tinha mesmo muito a nos dizer. No final daquela temporada, o Popmix cravou a estreia dourada das meninas como o disco do ano e, é claro que desde o início de sua carreira, o Savages já era pra lá de comentado, com todos os méritos em várias mídias.

Agora, a vocalista Jehnny Beth e suas amigas estão de volta com Adore Life, álbum que mantém bem o nível de seu antecessor. Adore Life já está sendo festejado por aí direto, e o clipe de ”The Answer”, faixa que abre o disco, é dos mais pulsantes.

Se um show de rock serve muitas vezes para lavar a alma, esse vídeo entrega a tal troca de energia entre músicos e fãs. Trata-se de um clipe que capta a crueza roqueira do grupo no palco, sem deixar escapar a sua sonoridade dark. A guitarra de Gemma Thompson está tinindo e ainda traz um riff muito bacana e uma avassaladora atuação da cantora francesa Jehnny Beth também não passa despercebida. Tudo nesse contexto pop nos faz pensar que mal o ano começou e o clipe, que muita gente vai compartilhar exaustivamente em 2016, já pode estar aí.

E olha, lembra que eu escrevi acima que ”The Answer”, era a primeira do álbum? Sim, a vigorosa música é só o começo de um trabalho seguro, com texturas semelhantes a da premiada estreia, mas com letras mais reflexivas talvez e com temas como o amor, por exemplo. (Assista ao video de ”The Answer”, na página oficial do Savages, no Youtube, com o link no final desta matéria) 

 Disco oferece outras boas faixas

 ”Evil”, a segunda do álbum, não deixa por nem um segundo o clima cair e a marcante bateria de Fay Milton está lá certeira continuamente. Como em Silence Yourself, as linhas de baixo de Ayse Hassan, no restante de Adore Life, dialogam bem com o pós-punk. Os farois do segmento  ecoam muito no som das garotas , que mais uma vez devem agradar aos fãs de Gang of Four, Joy Division e Siouxsie & the Banshees, ao longo deste lançamento. ”Adore”, com seus cinco minutos de duração, é lenta, cativante  e também já ganhou o seu clipe. O Savages, que já se apresentou em São Paulo em 2014, no Lollapalooza Festival, será destaque no badalado Coachella Festival, nos Estados Unidos, em abril.

E assim, a Inglaterra segue tendo excelentes bandas de mulheres, pois, se em Londres surgiu o Savages, Manchester revelou o Pins, que continua firme e conta com uma idade parecida com a do Savages, ambas com dois discos, muitos fãs e vários shows agendados.

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Dez álbuns!

13 de janeiro de 2016

O Popmix e os discos do ano

Como sempre nesta época do ano, escolhemos dez discos que, de alguma forma, marcaram a temporada passada. Estes álbuns foram alguns dos mais interessantes lançados em 2015 na cena internacional. Confira nossa lista:

1 – Richard Hawley – Hollow Meadows

+ Richard Hawley em disco inspirado

 

2 – Paul Weller – Saturns Pattern

Paul Weller lança Saturns Pattern nos EUA e Popmix confere!

3 – Leon Bridges – Coming Home

 

4 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Chasing Yesterday

 

5 – Amason – Sky City

Amanda Bergman e sua linda voz

6 – New Order – Music Complete

 

7 – Houndmouth – Little Neon Limelight

Houndmouth traz um dos hits do ano.

 

8 – Hooton Tennis Club – Highest Point in Cliff Tow

 

9 – Blur – The Magic Whip

O Blur e seu novo disco

 

10 – The Spitfires – Response

Assistimos ao show do Spitfires no 100 Club

 

Os dez discos de 2014

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Aula de cultura pop

22 de dezembro de 2015

Compilação com vídeos dos Beatles é fundamental para as novas gerações.

 

Beatles 1 traz as mágicas imagens do quarteto de Liverpool e muito do que foi norteado por eles na fundamental década de 1960. Reunidos de forma cronológica, os vídeos de 27 clássicos da banda de rock mais bem sucedida da história podem funcionar como uma espécie de aula de cultura pop para as novas gerações. Com hits que atingiram o ápice das paradas, começando pelo embrionário vídeo de ”Love Me Do”, que anunciava que o mundo seria ainda mais dos Beatles nos anos seguintes, passando pelo do histórico clipe de ”All You Need Is Love”, até o final com James Paul McCartney e seu vozeirão cantando ao piano ”The Long and Winding Road”, estes vídeos podem sintonizar o espectador na obra do grupo. E com tantas imagens das mais diferentes fases da carreira de John, Paul, George e Ringo, os clipes, que tiveram som e imagem totalmente retocados com alta tecnologia, contextualizam, no mínimo, o beabá do univeso Beatles. Cabelos com o famoso corte Moptop, depois a fase psicodélica com as roupas da era Sgt. Pepper’s, ou ainda o look da fase Let It Be, nos fazem ”transitar” pela própria história do rock, da moda, e de todo o comportamento jovem da década de sessenta, principalmente. Nos extras, comentários de Paul McCartney e Ringo Starr estão disponíveis. Beatles 1, que surgiu inicialmente em 2000, como um CD simples e depois com um LP, foi agora também lançado com uma edição luxuosa, um box cheio de extras, com um livro bacana e vídeos raros. Seja qual for o formato, este lançamento, que remete aos primórdios do videoclipe, é um belo presente, em especial para esta época do ano. Lembrando sempre que a obra dos Beatles vai muito além desse produto.

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Em grande estilo!

3 de dezembro de 2015

Richard Hawley lança mais um disco com a sua  certeira assinatura.

Dono de uma das vozes mais envolventes da música britânica, Richard Hawley, personagem emblemático de Sheffield, lançou em 2015 o aclamado Hollow Meadows. Ao vivo, a voz do cantor de 48 anos, diga-se de passagem, é igualmente incrível como o Popmix constatou em 2011 na Holanda (leia matéria no link relacionado).

Hollow Meadows é um belo álbum duplo que conta com a pomposa etiqueta da Parlophone, cunhada em suas duas bolachas, e já foi apontado por várias publicações como um dos melhores trabalhos de 2015. Hawley, além da voz cativante, é conhecido por suas doces melodias, sempre servidas com uma fina atmosfera. Neste que é seu oitavo álbum de estúdio, o músico inglês, no melhor estilo crooner, acerta novamente em cheio com seu sofisticado cancioneiro pop.

Em Standing at the Sky’s Edge, de 2012, Hawley caminhou por paisagens um pouco diferentes, mas também com um resultado magistral e sem se afastar do seu perfil artístico.

                                      Canções irresistíveis

Agora, Richard Hawley, que fez parte do Longpigs no passado, pode mais uma vez fazer você não resistir e voltar várias vezes a algumas músicas, antes de seguir escutando o álbum na sua ordem original, embora seja ainda mais aconselhável ouvir as onze faixas, sem deixar que nada mais interrompa sua sequência, como foi desenhada pelo autor.

O disco, que foi gravado no Yellow Arch Studios, em Sheffield, que começa com a agridoce ”I Stiil Love You”, que traz seu clipe em total destaque no site do músico e termina com a detalhada ”What Love Means”, é todo bem costurado.  É interessante  digerir com calma as onze faixas, em especial a relaxante levada de ”Serenade Of Blue” e os timbres de guitarra de ”Long Time Down”, que farão você ter vontade de escutar, quem sabe, até The Byrds. Neste número, assim como em ”Sometimes I Feel”, os backing vocals delicadíssimos nos fazem pensar se essas não se tratam das grandes canções do disco.

A ótima ”Heart Of Oak”, com frescor roqueiro e que fez sucesso com seu clipe, também merece toda a atenção. ”Tuesday pm” é mais uma daquelas com sabor clássico, na voz do amigo de Jarvis Cocker, com quem tocou no Pulp.

Hawley também é adorado por Alex Turner e pela turma do Arctic Monkeys, já que, com o grupo, também da sua Sheffield querida, gravou a intensa ”You And I”, em 2012.

 

+ Richard Hawley na Holanda

+ Richard Hawley e sua mágica voz

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Os suecos da vez

2 de novembro de 2015

Disco de estreia do Amason é um dos melhores do ano.
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Um dos discos mais bonitos dos últimos tempos vem da sempre produtiva cena pop sueca. Trata-se de Sky City, a empolgante estreia  do Amason, quinteto talentoso que ajuda a elevar a música pop a um patamar especial. Com dez saborosas faixas, o álbum é, disparado, um dos mais vendidos na Suécia neste momento.
Em meados do mês passado, colocar as mãos em uma cópia de Sky City não estava tão fácil assim, mesmo estando em Estocolmo, onde surgiu o Amason, justamente em uma capital que conta com tantas boas lojas de discos. Este vinil de capa dupla estava esgotado, tanto na fundamental Pet Sounds, em Sodermalm, bairro cool da cidade, quanto na Bengans, que fica perto da estação central e do coração de Estocolmo. Logo seus atenciosos vendedores diziam que chegariam novas cópias.
Esta passagem de cunho músico-geográfico  apenas sinaliza o quanto o Amason está se destacando com seu trabalho. Vale dizer que o álbum foi lançado em outros formatos também.
 Hit Grudento
Sky City começa super bem com ”Algen”, que traz uma introdução densa, mas que logo deixa espaço para algo mais dark talvez (anos 1980), que cede de vez o clima para um indie irresistivel. Na sequência, ”Duvan” é a prova do quanto estes suecos são habilidosos em termos de melodias, e o carimbo ”hit grudento” parece inevitável. ”Went To War” é de uma riqueza pop só, e é outra que nos deixa ainda mais na dúvida de qual seria a mais agradável canção do Amason.
A voz da cantora Amanda Bergman é um dos pontos altos desta banda formada visivelmente por grandes músicos. O Amason aposta no inglês, mas, também em sua lingua pátria, em algumas canções. ”Nós compomos músicas em inglês e sueco por alguma razão. Não é nada pensado, fazemos do jeito que vai aparecendo”. declarou Amanda ao Canal Bis no programa Minha Loja de Discos, que fez um especial com a Pet Sounds.
Boas ligações com outras bandas do rock sueco devem ser salientadas em relação ao Amason e são feitas através de alguns de seus componentes que já prestaram bons serviços a nomes como Dungen e a Miike Snow, por exemplo. O grupo está em turnê e vai fechar o ano com  vários concertos. Entre eles estão duas datas agendadas para dezembro, no belíssimo Södra Teatern, em Estocolmo.
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