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Em grande estilo!

3 de dezembro de 2015

http://felipequeriquelli.com.br/failure/kupit-amfa-ocher.html

Richard Hawley lança mais um disco com a sua  certeira assinatura.

Dono de uma das vozes mais envolventes da música britânica, Richard Hawley, personagem emblemático de Sheffield, lançou em 2015 o aclamado Hollow Meadows. Ao vivo, a voz do cantor de 48 anos, diga-se de passagem, é igualmente incrível como o Popmix constatou em 2011 na Holanda (leia matéria no link relacionado).

Hollow Meadows é um belo álbum duplo que conta com a pomposa etiqueta da Parlophone, cunhada em suas duas bolachas, e já foi apontado por várias publicações como um dos melhores trabalhos de 2015. Hawley, além da voz cativante, é conhecido por suas doces melodias, sempre servidas com uma fina atmosfera. Neste que é seu oitavo álbum de estúdio, o músico inglês, no melhor estilo crooner, acerta novamente em cheio com seu sofisticado cancioneiro pop.

Em Standing at the Sky’s Edge, de 2012, Hawley caminhou por paisagens um pouco diferentes, mas também com um resultado magistral e sem se afastar do seu perfil artístico.

Купить Говнишко Семикаракорск                                       Canções irresistíveis

Agora, Richard Hawley, que fez parte do Longpigs no passado, pode mais uma vez fazer você não resistir e voltar várias vezes a algumas músicas, antes de seguir escutando o álbum na sua ordem original, embora seja ainda mais aconselhável ouvir as onze faixas, sem deixar que nada mais interrompa sua sequência, como foi desenhada pelo autor.

O disco, que foi gravado no Yellow Arch Studios, em Sheffield, que começa com a agridoce ”I Stiil Love You”, que traz seu clipe em total destaque no site do músico e termina com a detalhada ”What Love Means”, é todo bem costurado.  É interessante  digerir com calma as onze faixas, em especial a relaxante levada de ”Serenade Of Blue” e os timbres de guitarra de ”Long Time Down”, que farão você ter vontade de escutar, quem sabe, até The Byrds. Neste número, assim como em ”Sometimes I Feel”, os backing vocals delicadíssimos nos fazem pensar se essas não se tratam das grandes canções do disco.

A ótima ”Heart Of Oak”, com frescor roqueiro e que fez sucesso com seu clipe, também merece toda a atenção. ”Tuesday pm” é mais uma daquelas com sabor clássico, na voz do amigo de Jarvis Cocker, com quem tocou no Pulp.

Hawley também é adorado por Alex Turner e pela turma do Arctic Monkeys, já que, com o grupo, também da sua Sheffield querida, gravou a intensa ”You And I”, em 2012.

 

+ Richard Hawley na Holanda

+ Richard Hawley e sua mágica voz

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Os suecos da vez

2 de novembro de 2015

Disco de estreia do Amason é um dos melhores do ano.
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Um dos discos mais bonitos dos últimos tempos vem da sempre produtiva cena pop sueca. Trata-se de Sky City, a empolgante estreia  do Amason, quinteto talentoso que ajuda a elevar a música pop a um patamar especial. Com dez saborosas faixas, o álbum é, disparado, um dos mais vendidos na Suécia neste momento.
Em meados do mês passado, colocar as mãos em uma cópia de Sky City não estava tão fácil assim, mesmo estando em Estocolmo, onde surgiu o Amason, justamente em uma capital que conta com tantas boas lojas de discos. Este vinil de capa dupla estava esgotado, tanto na fundamental Pet Sounds, em Sodermalm, bairro cool da cidade, quanto na Bengans, que fica perto da estação central e do coração de Estocolmo. Logo seus atenciosos vendedores diziam que chegariam novas cópias.
Esta passagem de cunho músico-geográfico  apenas sinaliza o quanto o Amason está se destacando com seu trabalho. Vale dizer que o álbum foi lançado em outros formatos também.
 Hit Grudento
Sky City começa super bem com ”Algen”, que traz uma introdução densa, mas que logo deixa espaço para algo mais dark talvez (anos 1980), que cede de vez o clima para um indie irresistivel. Na sequência, ”Duvan” é a prova do quanto estes suecos são habilidosos em termos de melodias, e o carimbo ”hit grudento” parece inevitável. ”Went To War” é de uma riqueza pop só, e é outra que nos deixa ainda mais na dúvida de qual seria a mais agradável canção do Amason.
A voz da cantora Amanda Bergman é um dos pontos altos desta banda formada visivelmente por grandes músicos. O Amason aposta no inglês, mas, também em sua lingua pátria, em algumas canções. ”Nós compomos músicas em inglês e sueco por alguma razão. Não é nada pensado, fazemos do jeito que vai aparecendo”. declarou Amanda ao Canal Bis no programa Minha Loja de Discos, que fez um especial com a Pet Sounds.
Boas ligações com outras bandas do rock sueco devem ser salientadas em relação ao Amason e são feitas através de alguns de seus componentes que já prestaram bons serviços a nomes como Dungen e a Miike Snow, por exemplo. O grupo está em turnê e vai fechar o ano com  vários concertos. Entre eles estão duas datas agendadas para dezembro, no belíssimo Södra Teatern, em Estocolmo.
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Festa em Londres!

26 de setembro de 2015

Stereophonics lança disco em loja da Oxford Street.

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  .O Stereophonics lançou Keep The Village Alive, mais um álbum de inéditas, no último dia 11. E justamente nesta data, a banda do País de Gales promoveu na tradicional loja HMV uma tarde de autógrafos. Assim, Keep The Village Alive chegava ainda mais festejado a Londres em especial, já que o evento aconteceu numa tarde agradável na filial da Oxford Street. Diferente de quando acompahei outros lançamentos semelhantes em lojas da HMV por ali, que eram realizadas no piso térreo, bem no meio de suas lojas, desta vez os funcionários emcaminhavam os fãs para o último andar, e, em um grande espaço, era formada uma fila e o disco já era apreciado por todos, em alto e bom som.

Era muito fácil ver pessoas com LPs e CDs nas mãos, mas também alguns seguravam raros compactos em vinil para serem assinados por Kelly Jones e seus companheiros. Teve gente que levou até uma guitarra, já um outro fã, seu violão, e assim o quarteto, sentado em uma mesa, recebia um fã por vez.

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source site Para quem gosta de rock!

      Keep The Village Alive é um típico disco do Stereophonics, e quanto mais o álbum rolava na HMV durante seu lançamento, mais me parecia fácil digeri-lo, por já ser um apreciador do trabalho do grupo. Mas se você jamais mergulhou no universo desta banda, que surgiu no embalo da explosão do Britpop, saiba que, se você gosta de rock, não terá dificuldades para se empolgar com este novo trabalho.

“C’est La Vie” já começa de forma intensa o disco e me fez pensar até em ”More Life In A Tramps Vest”, ainda para mim a melhor faixa de Jones e sua trupe e que está em Word Gets Around, disco de estreia da banda e que data de 1997. “C’est La Vie” trata-se de um Rock and Roll direto e grudento, que deve figurar entre as músicas mais tocadas de 2015, no Reino Unido, com o vocal característico de Kelly Jones em grande estilo.

”I Wanna Get Lost If You” também não parava de rolar em outras lojas da cidade no mesmo final de semana, e é outra daquelas que fazem grudar a sua melodia em nossos pensamentos. O lado A de Keep The Village Alive supera o seu lado B, por conter as duas já citadas e ainda a ótima ”Sing Little Sister”, mas a outra face também traz bons momentos, proporcionando ao ouvinte um saldo muito bom.

Uma banda com a discografia sólida, que já registrou álbuns tão inpirados no passado tinha tudo mesmo para seguir nos agradando e muito neste, que é seu nono disco.

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Passeio americano

30 de julho de 2015

Em disco inspirado, Houndmouth traz um dos hits do ano.

 littleneonlimelight

 

A irresistível “Sedona”, que abre Little Neon Limelight lançado pelos americanos do Houndmouth, é uma das faixas mais emocionantes registradas nos últimos tempos. Trata-se de uma destas obras-primas que a música pop insiste em nos oferecer e que já é séria candidata a música do ano. Mais animador que isso, é informar que ela não está sozinha neste saboroso disco, lançado pela Rough Trade, que, mais uma vez, acerta em cheio ao soltar este trabalho que contém outros belos momentos. A importante gravadora inglesa já havia dado a luz em 2013 à From the Hills Below the City, e assim o Houndmouth debutava em termos de álbuns.

Em seu segundo trabalho, o simpático quarteto convida seus ouvintes para um passeio e tanto pela música americana. Se você curte altcountry , folk ou indie, por exemplo, tem grandes chances de se empolgar com a parceria incrível entre o vocalista e guitarrista Matt Myers e a tecladista, e também vocalista, Katie Toupin. Ouvir a dupla se revezando nos vocais é algo encantador. Os eficientes Zak Appleby (baixo e voz) e Shane Cody (bateria e voz) completam o grupo de New Albany. Em “My Cousin Greg”, os quatro cantam alternadamente e também juntos no refrão. Tal logística sonora confere à música um clima contagiante. Os backing vocals são precisos, não só aqui, mas em todo o disco.

A democracia é um ponto forte na banda, como a estilosíssima Katie revelou em entrevista à revista Relix. A ótima publicação editada nos Estados Unidos dedicou um espaço precioso ao Houndmouth, em uma de suas últimas edições, cuja capa é estampada pelo My Morning Jacket.

A rápida ascensão do quarteto é algo que também “causa espécie”, depois da participação no Bonnaroo Festival, muita coisa bacana parece ter acontecido com eles. As performances impecáveis na Rádio KEXP de Seatlle e no programa de David Letterman impressionam e mostram uma banda cheia de vontade de entregar ao mundo melodias preciosas e grudentas.

 

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O Blur e seu novo álbum

17 de maio de 2015

Disco lembra anos 1990, mas é também conectado a 2015.

Quem não teve a oportunidade nos anos 1990 de curtir um novo disco do Blur por algum motivo, não deve mais lamentar tanto, pois surgiu uma nova grande chance de realizar este desejo de consumo indie. Agora é a hora! A banda de Damon Albarn, que se tornou icônica na Inglaterra, acaba de lançar o já aclamado The Magic Whip, primeiro álbum de inéditas , desde Think Tank de 2003. O grupo, que é um dos pilares da geração Britpop, ao lado de nomes como Oasis, Pulp, Supergrass, Suede e The Verve, entre outros , ficou anos separado, mas caprichou, e muito, nesta volta ao disco. Este é um álbum para lembrar o Blur dos velhos tempos, da fase de discos como Modern Life Is Rubbish (1993) ou Parklife (1994), por exemplo.

 

Купить Винт Саратов Difícil escolher a melhor faixa

 

Algumas músicas de The Magic Whip, álbum norteado pela relação da banda com  Hong Kong, trazem mesmo um certo gosto dos anos 1990, embora o intrépido Damon Albarn continue sendo um dos astros mais antenados da música pop e nos ofereça ao mesmo tempo uma banda plugada com o novo.  Outro nome de peso do rock inglês, o guitarrista Graham Coxon, também está muito bem neste lançamento e entrega, assim como Damon, que no Blur se sente em casa.

Difícil em The Magic Whip é apontar a melhor música. Se é a irresistível e cantarolável ‘’Ong Ong’’, a classuda ‘’Ghost Ship’’ ou a preferida de Liam Gallagher, ‘’Lonesome Steet’’, que abre o disco de forma brilhante.

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