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Leela&Fausto Fawcett ! Parceria Certeira!

25 de abril de 2019

        Ouça entrevista com Rodrigo O’Reilly Brandão, Bianca Jhordão e Fausto Fawcett!

Por Vitor Diniz / Foto – Rodrigo Silva

 

Tivemos a sorte de entrevistar o grupo Leela e o cantor, letrista  e escritor Fausto Fawcett juntos! O papo gravado no charmoso estúdio Music Bunker do Leela em São Paulo está no link abaixo e o sabor desse encontro foi ainda mais especial pela presença do Fausto e pela conexão que sempre tivemos com a trajetória do Leela, que foi a primeira banda a gravar uma edição do Popmix.

Debutamos na TV, em 2002, com um programa com esse talentoso grupo que surgiu no Rio de Janeiro e que sempre foi adorado na cena brasileira. Na época, eles tocaram espertas versões acústicas de suas músicas para o Popmix na TV Zoom, em Nova Friburgo. Em 2007,  o Leela, que  já havia se mudado para a capital paulista, voltou a nos brindar com uma atuação inspirada, mandando ”Pequenas Caixas”. O vídeo, que traz esse número, e uma entrevista que ganhou destaque na home do UOL Música via Popmix e que foi registrado no estúdio Mariposa em São Paulo  também está linkado abaixo .

Agora em 2019, a banda do casal Bianca Jhordão (vocal, guitarra e theremin) e  Rodrigo O’Reilly Brandão (guitarra, sintetizador, produção musical e vocal)) ,  vive mais um momento mágico, aquecendo a chegada do próximo  álbum com singles e clipes bacanérrimos. Completam a atual formação do Leela Guilherme Dourado, no baixo e Fabiano Paz, na bateria. A parceria com o grande Fausto Fawcett segue magistral e é um dos temas dessa entrevista. Ouça !

+Assista aos clipes do Leela no canal oficial da banda no YouTube

+https://www.facebook.com/faustofawcetteosrobosefemeros/

+Chamada da entrevista  feita para as mídias do Popmix

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Arctic Monkeys ao vivo!

5 de abril de 2019

 

Ingleses fazem grande show no Rio e serão atração do Lollapalooza em São Paulo

Por Vitor Diniz

O Arctic Monkeys fez um dos grandes shows de rock dos últimos tempos no Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira(3).  A animação total de uma galera bacana e interessada, que lotou a Arena Jeunesse, não me deixa mentir. Os fãs, que pareciam estar numa proporção tipo quatro a cada cinco deles com uma camiseta do grupo  de Sheffield, pulavam e cantavam mui-to e faziam um lindo espetáculo pop, comandados pela banda que parecia ser a do coração de quase todos que estavam ali. Tal interação entre os britânicos e seu público nos fazia lembrar dos grandes concertos da cultura rock, que já vimos ao vivo, ou em dvd, ou até nos faziam pensar naquele vinil duplo no melhor estilo In Concert de tantas bandas que crescemos ouvindo.

Algo que também tornou o show ainda mais vigoroso e que sempre impressiona no Arctic Monkeys ao vivo, é o quanto punk se torna o grupo, em especial a voz de Alex Turner. Sim, com todo aquele acento britânico que quem ama Rock&Roll sabe o quanto pode dar graça extra a um petardo sonoro. “Do I Wanna Know?” foi a primeira da noite reforçando essa tese. Mesmo com seu último trabalho, o calminho e belo Tranquility Base Hotel & Casino, ”na mão’’, o  grupo preferiu iniciar o show com faixas mais pulsantes de seus  álbuns anteriores e foi acionando o último disco paulatinamente. Mas algumas das lindas canções de Tranquility Base Hotel & Casino ficaram bem legais no Rio. “Four Out of Five’’, por exemplo, é maravilhosa no disco e assim também foi no palco carioca, com Turner e seu dress code impecavelmente  dândi , cantando em pé e se movimentando e depois se sentando ao seu órgão. Um luxo só!

Se por um lado o vocalista é punk quando precisa, ele também segue por vezes em outra direção e evoca um estilo mais lírico. Como sempre, é legal lembrar, se Turner tem esse lado crooner, que tanto o caracteriza, ele, provavelmente, teve em sua cidade natal grandes exemplos desta onda.

Lembremos que também são de Sheffield geniais cantores do pop britânico, como Jarvis Cocker, do Pulp e Richard Hawley. Este, por sua vez ao lado dos Arctic Monkeys, gravou em 2012 a sensacional faixa ‘’You And I’’.

E atenção, se você gosta  do Arctic Monkeys, corra atrás de tudo que o Little Man Tate lançou. Se trata de outra ótima banda de Sheffield, que infelizmente parece mesmo ter desencanado do mundo indie.

Dancing Shoes

O Arctic Monkeys no Rio demonstrou ser uma banda cascuda nos palcos, com vasta experiência e quem for ao Lollapalooza nesta sexta-feira, em São Paulo, vai poder ao que tudo indica conferir um grande show. No Rio, “Dancing Shoes”, foi uma das melhores que Turner mandou, ao lado de seus ótimos parceiros de banda.

Curioso também ao ver como os caras foram aclamados no Rio, é pensar em seu começo, em 2005 ou 2006, com os então meninos do Arctic Monkeys, com um  jeitão cool de cabelos moptop e jaquetas Adidas, começando a ganhar preciosos espaços na mídia do UK.

Esse show no Rio superou o de 2014 realizado na mesma Arena, e foi melhor do que o apresentado também por eles no Tim Festival, em São Paulo, em 2007. Agora é torcer para que, se houver um próximo rolê do The Last Shadow Puppets, Alex Turner se anime e pinte no Brasil ao lado de Miles Kane. Parceiro de Turner neste projeto. Kane é outro grande nome do atual rock inglês! Quem chegou mais cedo ao show do Arctic Monkeys teve a felicidade de conferir a atuação inspirada do  sempre criativo grupo o Terno. E a loja com os produtos do Arctic Monkeys se estava repleta antes da apresentação , depois do show ficou ainda mais disputada. Além de camisas e vários itens do grupo, LPs, CDs e fitas cassetes só aumentavam o belo cenário pop.

 

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Sir McCartney

2 de abril de 2019

       Mais uma vez Paul  empolga plateia e ratifica condição de ícone do rock

 

Ver Paul McCartney é algo muito positivo e muito impactante. O homem que formou, ao lado de John Lennon, a dupla mais importante da cultura pop, segue relevante lançando ótimos discos e lotando estádios e isso não é para qualquer um. O músico britânico que se apresentou em Curitiba, no último sábado e fez dois shows dias antes em São Paulo, consegue levar seus fãs ao delírio com extrema classe.

        No show de quarta-feira, dia 27 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, por exemplo era fácil ver a todo momento pessoas de várias  idades emocionadas na pista.  Impossível não lembrar da primeira vez em que vi, aos dezenove anos,  um show do Macca, e estou me referindo ao histórico concerto do Maracanã em 1990, em que testemunhei Paul e Linda juntos em ação. Agora ele já veio outras vezes ao Brasil. E eu pude ver um dos meus grandes ídolos um punhado de vezes no palco, mas ainda assim o cara que escreveu hinos  como ‘’Hey Jude’’ e ‘’ Let It Be’’, vai sempre empolgar as  nossas almas.  A emoção ao ver de perto um personagem tão importante  é algo sempre mágico. Esbanjando carisma e se comunicando com seu português super em cima, o músico inglês também mandou muito bem ao piano e músicas sensacionais da fase Wings, como ”Nineteen Hundred and Eighty-Five” com sua  marcante introdução e ”Let’Em In”,  foram  tocadas e cantadas de forma impecável.

                    A história de perto  

A turnê Freshen Up vai direto ao ponto e faz, em cerca de duas horas e meia de show, um raio X bacana da trajetória de Sir Paul McCartney, desde sua fase com o The Quarrymen , olhando, é claro, para os  Beatles e sabendo também buscar bem o que Paul fez desde que a maior banda de todos os tempos se dissolveu em 1970 até hoje. O álbum Egypt Station  é muito bom e como suas músicas soaram bem ao vivo em São Paulo. ‘’Come On To Me’’,  cheia de acento roqueiro foi uma das grandes faixas lançadas em 2019. ‘’Fuh You’’ também ficou redonda demais  com seu clipe no telão reforçando um clima cool e meio Merseyside, que norteou todo o lindíssimo show. Já a dançante ”Back in Brazil” rolou no primeiro show paulistano e em Curitiba. O público dos mais atentos e interessados fez bonito e se esbaldou com sua adoração aos Beatles e a James Paul McCartney, que, aos 76 anos, está super à vontade no palco, ao lado da sua competente e entrosadona banda que contou com metais certeiros e tudo.

       Ver Paul ao vivo é ver uma mãe levando seus  filhos para ver a história de perto e consequentemente chorarem e cantarem  juntos e abraçados em ‘’Something’’. Neste clássico gigantesco dos Beatles, Paul lembrou de George Harrison, a fina assinatura da faixa e fez com que o estádio do Palmeiras inteiro cantasse com ele. John também foi lembrado na  balada ‘’Here Today’’, que Paul lançou em 1982 no disco Tug of War.
     Um espetáculo que teve antes do genial Macca pisar no palco, um aquecimento daqueles para a galera. Imagens de Paul, John, George e Ringo no telão e uma discotecagem Beatles nota dez deixaram tudo pronto para mais um grande concerto de Paul McCartney no Brasil.
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Os melhores do ano

10 de janeiro de 2019

A lista do Popmix e seus dez discos da cena internacional em 2018.

 

1-Miles Kane/Coup de Grace

 

 

2-Sunflower Bean/Twentytwo In Blue

 

 

3-Paul Weller/True Meanings

 

 

4-We Are Scientisties/Megaplex

 

 

5-Paul McCartney/Egypt Station

 

 

6-Goat Girl/Goat Girl

 

 

7-Jack White/Boarding House Reach

 

 

8-Arctic Monkeys/Tranquility Base Hotel + Casino

 

 

9-Courtney Barnett/Tell Me How You Really Feel

 

10-Elvis Costello&The Imposters

 

 

+Os melhores de 2017

+Os Melhores de 216

 

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Sempre relevante, sempre Paul Weller

10 de dezembro de 2018

Mais um álbum certeiro! O Modfather e a sua importância histórica!

 

Paul Weller deixa evidente com seu recém lançado álbum True Meanings, porque é de longe um dos caras mais respeitados de todo o rolê do rock inglês . O genial cantor e compositor de sessenta anos é, inegavelmente um dos músicos mais talentosos de todos os tempos. O novo disco é mais uma demonstração  do quanto ele sabe sempre nos apresentar álbuns relevantes e sempre parecendo ser uma espécie de  máquina de trabalhar! Para comprovar isso, basta dar uma analisada na sensacional discografia do homem que escreveu hinos como ”Town Called Malice”, ”Sunflower” e ”English Rose”. Esta, lançada em 1978 pelo The Jam, fica muito bem ao lado das faixas deste novo trabalho. True Meanings é o décimo terceiro disco solo do Modfather-como ele também é chamado-que em 1977 , já lançava o fundamental In The City com o Jam ao lado do baixista Bruce Foxton e do baterista Rick Buckler. A obra do The Jam é algo tão sério  que em 2015, uma exposição foi montada no famoso Somerset House em Londres, mostrando a grandeza do trio.(Popmix conferiu de perto. Leia matéria sobre o evento e assista ao vídeo com caixa Fire&Skill  nos links abaixo)

True Meanings, é um discaço , lindo, despretensioso  e cheio de faixas calminhas e ótimas para tirar qualquer um da correria dos dias turbulentos .”Gravity” , com arranjos delicados é uma das mais inspiradas músicas lançadas em 2018.  Mas é bom lembrar que Paul Weller, apesar da essência  roqueira e mod, jamais deixou de registrar grandes baladas em todos os seus discos. Estamos falando de um hit-maker nato , que colocou na história pérolas da grandeza de  ”Broken Stones” e ” You Do Something To Me”, apenas para citar duas que transbordam  a sua facilidade para criar melodias perfeitas. Ambas as peças estão no clássico álbum Stanley Road de 1995. Você pode estar também se lembrando da envolvente e açucarada  ”You’re The Best Thing”. Sucesso total com o  incrível The Style Council em 1984, a música  rola até hoje em algumas FMs do Brasil e de todo o planeta. ”You’re The Best Thing” , está no fundamental disco Café Bleu que conta com a divina capa que apresenta Weller e seu parceiro Mick Talbot em grande estilo. E por falar em elegância e capas de discos,  o tempo parece mesmo não passar  para  este dândi inglês e,  nesse novo álbum Paul Weller assim como fez em Café Bleu e em tantos trabalhos nos entrega  na arte de sua capa algo como um manual da moda britânica. Claro que o vinil duplo é a forma mais indicada de se apreciar um disco tão luxuoso e que nos confere um rica experiência tanto sonora quanto do ponto de vista estético.

Arranjos Sofisticados

E como convidado especial para atuar na faixa de abertura de True Meanings, que foi lançado pela Parlophone, temos Rod Argent, referência com seu lendário grupo The Zombies . Com seu órgão mágico Argent acrescenta uma graça extra a maravilhosa ”The Soul Searchers”.
Paul Weller gosta de tocar violão, e em seus shows sempre curtiu  fazer um set acústico com sua bandaça (Leia matéria nos links abaixo sobre os shows de Paul Weller que o Popmix acompanhou) e desta vez nos premiou com um disco que, para muitos é conceitual  e que conta com uma pegada  tipo de um unplugged , meio folk . Em A Kind Revolution de 2017, o músico sempre atual e conectado  ás tendências, havia como em outros projetos, experimentado com sucesso passeios arriscados  por diversas vertentes da música , mas agora nos faz lembrar de seu disco Days  Of  Speed que corresponde ao seu acústico lançado em 2001. Impecável do começo ao fim! Ouça este álbum urgentemente. O mesmo podemos dizer sobre True Meanings , magistral também e cheio de belos momentos como a finíssima  ”What Would He Say”, com seus metais precisos que ajudam a fazer dela uma das grandes faixas já escritas por Weller. A admiração por bandas como o Cow mostra o quanto Paul é apreciador mesmo da arte de se tocar violão . O modfather convidou os músicos do Cow para abrirem seus shows em 2012 no Roundhouse em Londres.  ”Aspects”, ” Books” ( com a cantora Lucy Rose) e é claro ”Bowie”,  são outras lindas músicas que podem tornar o seu dia bem melhor. Escutar Paul Weller é estar de bem com a música é estar de bem com a arte.

 

 

Leia matéria sobre a Exposição do The Jam

Paul Weller em Londres ao vivo

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Morrissey bem perto

1 de dezembro de 2018

Cantor inglês contagia seus fãs no Rio e se apresenta no domingo em São Paulo

 

Por Vitor Diniz

Fotos: Sérgio Sieberer

Vídeos impagáveis rolando no telão aqueciam o clima para o show de Morrissey, na noite dessa sexta-feira (30 de novembro), no Rio de Janeiro. Um dos últimos clipes a pintar foi o de ‘’Rebel Rebel’’, clássico  de David Bowie, que deixou a atmosfera perfeita para a apresentação do ex-vocalista do The Smiths, na Fundição Progresso.

        Pouco tempo depois, sem atraso, surgia em cena o cantor inglês, que é o dono de uma das vozes mais marcantes de toda a cultura pop. O músico de 59 anos começou a noite mandando ‘’William, It Was Really Nothing’’.
        A música abre curiosamente um disco dos Smiths, que pode ter sido a porta de entrada da obra da banda para muitos brasileiros, Hatful Of Hollow, lançado em 1984 pela Rough Trade. O álbum saiu no Brasil e foi o primeiro vinil do lendário grupo de Manchester a pintar em festinhas, vitrines de lojas de discos e nas mãos de toda uma geração de amantes  de rock por aqui.
       Claro, o primeiro disco deles auto-intitulado também acabou, saiu no mercado brasileiro, assim como seus  demais trabalhos, mas o famoso disco de capa azul, que trazia uma compilação de performances  dos Smiths, era inicialmente mais comum no Brasil. O disco tinha singles e  até faixas gravadas no programa do mestre John Peel, na BBC.
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      Morrissey esticava os braços
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Mas, voltando ao Rio de 2018, Morrissey que se apresentou na cidade  pela quarta vez,  nos ofereceu na Lapa uma atuação grandiosa, passeando atentamente por toda a sua discografia. De seu último álbum, Low In The High School, Morrissey mandou algumas faixas com destaque  total para ‘’I Wish You Lonely’’, e, principamente ‘’Spent The Day In Bed’’. Essa então, com  uma interpretação ainda mais inspirada do ex-parceiro de Johnn Marr.  Morrissey  fez questão de estar também nos cantos do palco para ficar bem perto de todos. Esticava os braços para cumprimentar a galera. E, no melhor estilo crooner de luxo, demonstrou toda a grandeza e noção de palco de um ícone pop. Seus fãs no Rio também esticavam, nas primeiras filas, empolgadamente, seus braços para ter contato com o ídolo. Teve até  um fã que deu a sorte de ter no meio do show seu LP autografado por Morrissey . Era uma cópia de Viva Hate, primeiro registro solo dele e que data de 1988. Neste disco, você encontra hits como ‘’Suedehead’’,  que ele não cantou aqui e também “Everyday Is Like Sunday’’. Essa sim, foi acionada, e causou reações lindas na Fundição Progresso. Depois dela, Moz fechou a noite com ‘’First Of The Gang To Die’’.
          Antes de deixar o palco e voltar para estas duas músicas finais, Morrissey, que esbanjou senso fashion ao longo da noite,  rasgou sua camisa e jogou a  mesma para seus fãs .
          Por falar em camisas, a lojinha com itens do artista
, que já estava com uma boa fila antes do concerto, com a festejada atuação do britânico acabou lotando de vez no final do espetáculo..
Dizer qual foi o melhor momento de Morrissey no Rio não é uma tarefa fácil, já que ele entregou ao público carioca um ótimo show com sua azeitada banda, mas além da já citada ‘’Spent The Day Bed’’, dois clássicos da década de oitenta tiveram um sabor especial: ‘’How Soon Is Now’’, que conhecemos no importantíssimo vinil de capa azul mencionado acima e ‘’Back On The Chain Gang’’. Essa, por sua vez, um mega hit dos Pretenders, que Morrissey regravou agora em um single. O vinil transparente de 7 polegadas se tornou uma  peça do tipo “tem que ter’’ do momento, no universo indie inglês especialmente.
          E neste domingo, em São Paulo, a festa com Morrissey no Brasil será no Espaço das Américas.
 
 
 
 
 

The Queen Is Dead-Disco fundamental dos Smiths completa trinta anos

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Noite de Gallagher

13 de novembro de 2018

Com sua grande banda Noel Gallagher faz lindo show em Belo Horizonte

 

No dia 20 de março de 1998, eu vi Noel Gallagher tocar pela primeira vez de perto.  Já se vão vinte anos daquela histórica noite no Metropolitan, no Rio de Janeiro, em que testemunhei  o Oasis em ação. O grupo de Manchester debutava em solo brasileiro com aquele show e, no dia seguinte, lá estava eu vendo Noel, seu irmão Liam e cia no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Entre março de 1998 e agora tivemos outros vários ”encontros” . Neste sábado, 10 de novembro, em Belo Horizonte, pude novamente ver de perto mais uma performance de Noel. Mais uma vez com seu projeto Noel Gallagher´s  High  Flying Birds . Algo marcante nesta  apresentação que Noel fez na capital mineira, foi ver justamente na plateia, que por sua vez deu um show à parte, pessoas que sequer haviam nascido quando  ”Whatever”, por exemplo, foi lançada, se emocionarem com a música que foi uma das melhores em Minas.  O concerto realizado , no KM Hall, em BH, foi  um dos mais abrangentes e coesos e nos entregou um músico gigantesco em ação.  O inglês, de 51 anos e genial ícone da geração Britpop, colocou no palco  uma síntese perfeita de sua carreira, com sua luxuosa banda brilhando a seu lado. Noel começou a noite enfileirando as quatro primeiras faixas de seu obrigatório terceiro álbum solo Who Built The Moon?, de 2017. E essa sequência inicial mostrou como ele conseguiu fazer um disco com um conceito belíssimo e teve o mérito de levar essa onda toda  para o palco. Tudo com sua típica assinatura , que tanto moldou o rock bretão das últimas décadas.

Idolatria Britpop

Logo na entrada da casa de shows, na região da Savassi, era nítido ver o quanto o Oasis foi marcante para várias gerações, com um desfile de espertas camisetas e jaquetas. Os fãs vestiam orgulhosos peças da lendária banda que se dissolveu em 2009, de Noel Gallagher’s High Flying Birds e da  impecável grife Pretty Green, de Liam.  E muita gente envergava, como é tradição nos shows dos irmãos Gallagher, camisas do time do coração dos caras – o Manchester City. Ao longo deste que foi um grande concerto, a idolatria foi se confirmando. Pessoas de todas as idades, cantando a plenos pulmões e erguendo os braços, felizes da vida, davam um tom ainda mais mágico à noite da sempre receptiva capital mineira. E  ali, como maestro pop, estava encantando essa maravilhosa plateia, o maior compositor do rock dos últimos vinte anos. A reação provocada por músicas como ‘’Little by Little’’, ‘’Whatever’’, ‘’Wonderwall’’ e ‘’Dont Look Back in Anger’’, apenas reforçaram essa tese. A atmosfera criada por Noel para seu álbum estava no palco, refletida por ele e sua classuda banda, cheia de detalhes bacanas que empolgavam os fãs mais atentos. Tudo certo e sob os cuidados do chef Noel.  E como pedem sempre em seus shows a clássica ‘’Live Forever’’, ele ”rolou a bola” para a massa cantar. Foi lindo, e assim como a emblemática ‘’Supersonic’’, também de forma acústica, gerou um clima muito legal na casa. Já “Dream On”, foi uma das mais marcantes performances que já pude ver de Noel Gallagher. Primorosa! Na sofisticada ”Right Stuff,”  Gallagher fez um dueto bonito  com a ótima cantora Ysee , que foi aclamada por todos. Ali, dando ainda um charme maior a tudo com sua guitarra certeira, estava Gem Ascher, que liderou o  grupo inglês Heavy Stereo e que tocou no Oasis e no Beady Eye, de Liam Gallagher. Para fechar uma noite destas, Noel, em mais uma de suas boas ideias, mandou com toda sua trupe no palco ‘’All   You Need Is Love”, dos Beatles. Mais clássico que isso impossível!

 

 

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Grifes do rock inglês

7 de novembro de 2018

Noel Gallagher e Morrissey em solo brasileiro

Dois músicos seminais, autores de clássicos que estão registrados no inconsciente coletivo, Noel Gallagher e Morrissey, irão se apresentar no Brasil este mês e, com estes dois verdadeiros darlings, estará em nossos palcos boa parte da história do rock britânico, já que suas ex-bandas Oasis e The Smiths, como todos sabem, estão entre as mais importantes do Reino Unido e do planeta. Duas verdadeiras grifes do pop inglês, os nomes destes cultuados músicos nos entregam uma gigantesca tradição pop.

Em relação ao nome Gallagher, o irmão de Noel, Liam, também assina com essa respeitável marca. Lembremos que, mesmo sem nenhuma ligação  com Liam e Noel, o cultuado irlandês Rory Gallagher já havia eternizado o nome na história do rock.

A sensacional dupla Liam e Noel Gallagher tornou o Oasis i-do-la-tra-do no mundo inteiro. O mesmo Steven Patrick Morrissey fez com os Smiths. Ele, que, ao lado do guitarrista Johnny Marr, formou uma das mais importantes dobradinhas do rock. Morrissey e Marr são a eterna dupla dos Smiths. ( Leia matéria  do Popmix sobre as duplas do rock inglês nos links relacionados)

Com todo esse contexto histórico, Noel Gallagher e Morrissey  vão fazer disputados shows no Brasil. O primeiro já começa seu giro hoje, com um show na linda Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba. Ele passa ainda por São Paulo e Belo Horizonte(veja todas as datas e locais nos links relacionados do UOL). Já o segundo, no caso Morrissey, estará no Rio no dia 30 de novembro e faz no mês de dezembro, seu show na capital paulista, se apresentando no dia 2.

O fato é que, em um mês recheado de shows bacanas no Brasil (o lendário Blondie, e o hypado Warpaint entre outros), ver Noel Gallagher e Morrissey em ação é algo imperdível para quem busca compreender a história do rock inglês e mundial. Noel a exemplo do que fez no Chile e na Argentina deve pautar seus shows no ótimo disco Who Built The Moon?, de 2017, e acionar alguns hinos do Oasis. Gem Archer, o fino guitarrista que liderou o Heavy Stereo e tocou no Oasis, também faz parte da azeitada banda que é o mágico Noel Gallagher’s High Flying Birds. Já Morrissey lançou o também excelente Low In Highschool no ano passado e chega com esse trabalho na mala para encantar os brasileiros mais uma vez. No dia 23, estará no mercado britânico um compacto em vinil da música ”Back On The Chain Gang”, com o adorado Morrissey portanto cantando um clássico dos Pretenders. Já pensou se ele manda essa por aqui?

 

+Noel Gallagher e seus shows no Brasil

+Popmix no show de Noel Gallagher na Suíça

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+ Conheça dez duplas do rock inglês

+ O fundamental The Queen Is Dead

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Martha Medeiros no Popmix!

17 de outubro de 2018

Londres, YouTube e Rock&Roll ! Ouça  entrevista com uma das maiores escritoras brasileiras falando sobre alguns de seus temas favoritos.

Por Vitor Diniz / Fotos: Carin Mandelli

Sempre com ótimas sacadas , frases impagáveis e esbanjando simpatia e carisma, Martha Medeiros recebeu o Popmix em sua casa em Porto Alegre, para a gravação desta entrevista.  Durante o papo, ela falou, entre outros assuntos, sobre o canal que está lançando no YoutTube, sobre um de seus livros que acaba de chegar ao mercado britânico e ainda entregou a sua adoração por Londres , pelos Beatles e pelos Stones. Ouça no link abaixo!

+Confira o canal de Martha Medeiros no YouTube

 

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O Festival na TV

Assista a cobertura do Festival Imaginário !

Em mais uma edição, o  Festival Imaginário ofereceu ótimas bandas da cena independente para o público em Nova Friburgo. The Outs, Hell Oh! e Oruã estão  entre as bandas entrevistadas nessa primeira parte da cobertura do festival, que já contou com Carne Doce em uma edição anterior, realizada em Niterói. Além dos nomes mencionados, outros promissores grupos estão neste programa, que teve a produção do canal Move (Montagna Filmes) e foi exibido pela TV Zoom.

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