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Sempre relevante, sempre Paul Weller

10 de dezembro de 2018

Mais um álbum certeiro! O Modfather e a sua importância histórica!

 

Paul Weller deixa evidente com seu recém lançado álbum True Meanings, porque é de longe um dos caras mais respeitados de todo o rolê do rock inglês . O genial cantor e compositor de sessenta anos é, inegavelmente um dos músicos mais talentosos de todos os tempos. O novo disco é mais uma demonstração  do quanto ele sabe sempre nos apresentar álbuns relevantes e sempre parecendo ser uma espécie de  máquina de trabalhar! Para comprovar isso, basta dar uma analisada na sensacional discografia do homem que escreveu hinos como ”Town Called Malice”, ”Sunflower” e ”English Rose”. Esta, lançada em 1978 pelo The Jam, fica muito bem ao lado das faixas deste novo trabalho. True Meanings é o décimo terceiro disco solo do Modfather-como ele também é chamado-que em 1977 , já lançava o fundamental In The City com o Jam ao lado do baixista Bruce Foxton e do baterista Rick Buckler. A obra do The Jam é algo tão sério  que em 2015, uma exposição foi montada no famoso Somerset House em Londres, mostrando a grandeza do trio.(Popmix conferiu de perto. Leia matéria sobre o evento e assista ao vídeo com caixa Fire&Skill  nos links abaixo)

True Meanings, é um discaço , lindo, despretensioso  e cheio de faixas calminhas e ótimas para tirar qualquer um da correria dos dias turbulentos .”Gravity” , com arranjos delicados é uma das mais inspiradas músicas lançadas em 2018.  Mas é bom lembrar que Paul Weller, apesar da essência  roqueira e mod, jamais deixou de registrar grandes baladas em todos os seus discos. Estamos falando de um hit-maker nato , que colocou na história pérolas da grandeza de  ”Broken Stones” e ” You Do Something To Me”, apenas para citar duas que transbordam  a sua facilidade para criar melodias perfeitas. Ambas as peças estão no clássico álbum Stanley Road de 1995. Você pode estar também se lembrando da envolvente e açucarada  ”You’re The Best Thing”. Sucesso total com o  incrível The Style Council em 1984, a música  rola até hoje em algumas FMs do Brasil e de todo o planeta. ”You’re The Best Thing” , está no fundamental disco Café Bleu que conta com a divina capa que apresenta Weller e seu parceiro Mick Talbot em grande estilo. E por falar em elegância e capas de discos,  o tempo parece mesmo não passar  para  este dândi inglês e,  nesse novo álbum Paul Weller assim como fez em Café Bleu e em tantos trabalhos nos entrega  na arte de sua capa algo como um manual da moda britânica. Claro que o vinil duplo é a forma mais indicada de se apreciar um disco tão luxuoso e que nos confere um rica experiência tanto sonora quanto do ponto de vista estético.

Arranjos Sofisticados

E como convidado especial para atuar na faixa de abertura de True Meanings, que foi lançado pela Parlophone, temos Rod Argent, referência com seu lendário grupo The Zombies . Com seu órgão mágico Argent acrescenta uma graça extra a maravilhosa ”The Soul Searchers”.
Paul Weller gosta de tocar violão, e em seus shows sempre curtiu  fazer um set acústico com sua bandaça (Leia matéria nos links abaixo sobre os shows de Paul Weller que o Popmix acompanhou) e desta vez nos premiou com um disco que, para muitos é conceitual  e que conta com uma pegada  tipo de um unplugged , meio folk . Em A Kind Revolution de 2017, o músico sempre atual e conectado  ás tendências, havia como em outros projetos, experimentado com sucesso passeios arriscados  por diversas vertentes da música , mas agora nos faz lembrar de seu disco Days  Of  Speed que corresponde ao seu acústico lançado em 2001. Impecável do começo ao fim! Ouça este álbum urgentemente. O mesmo podemos dizer sobre True Meanings , magistral também e cheio de belos momentos como a finíssima  ”What Would He Say”, com seus metais precisos que ajudam a fazer dela uma das grandes faixas já escritas por Weller. A admiração por bandas como o Cow mostra o quanto Paul é apreciador mesmo da arte de se tocar violão . O modfather convidou os músicos do Cow para abrirem seus shows em 2012 no Roundhouse em Londres.  ”Aspects”, ” Books” ( com a cantora Lucy Rose) e é claro ”Bowie”,  são outras lindas músicas que podem tornar o seu dia bem melhor. Escutar Paul Weller é estar de bem com a música é estar de bem com a arte.

 

 

Leia matéria sobre a Exposição do The Jam

Paul Weller em Londres ao vivo

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Morrissey bem perto

1 de dezembro de 2018

Cantor inglês contagia seus fãs no Rio e se apresenta no domingo em São Paulo

 

Por Vitor Diniz

Fotos: Sérgio Sieberer

Vídeos impagáveis rolando no telão aqueciam o clima para o show de Morrissey, na noite dessa sexta-feira (30 de novembro), no Rio de Janeiro. Um dos últimos clipes a pintar foi o de ‘’Rebel Rebel’’, clássico  de David Bowie, que deixou a atmosfera perfeita para a apresentação do ex-vocalista do The Smiths, na Fundição Progresso.

        Pouco tempo depois, sem atraso, surgia em cena o cantor inglês, que é o dono de uma das vozes mais marcantes de toda a cultura pop. O músico de 59 anos começou a noite mandando ‘’William, It Was Really Nothing’’.
        A música abre curiosamente um disco dos Smiths, que pode ter sido a porta de entrada da obra da banda para muitos brasileiros, Hatful Of Hollow, lançado em 1984 pela Rough Trade. O álbum saiu no Brasil e foi o primeiro vinil do lendário grupo de Manchester a pintar em festinhas, vitrines de lojas de discos e nas mãos de toda uma geração de amantes  de rock por aqui.
       Claro, o primeiro disco deles auto-intitulado também acabou, saiu no mercado brasileiro, assim como seus  demais trabalhos, mas o famoso disco de capa azul, que trazia uma compilação de performances  dos Smiths, era inicialmente mais comum no Brasil. O disco tinha singles e  até faixas gravadas no programa do mestre John Peel, na BBC.
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      Morrissey esticava os braços
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Mas, voltando ao Rio de 2018, Morrissey que se apresentou na cidade  pela quarta vez,  nos ofereceu na Lapa uma atuação grandiosa, passeando atentamente por toda a sua discografia. De seu último álbum, Low In The High School, Morrissey mandou algumas faixas com destaque  total para ‘’I Wish You Lonely’’, e, principamente ‘’Spent The Day In Bed’’. Essa então, com  uma interpretação ainda mais inspirada do ex-parceiro de Johnn Marr.  Morrissey  fez questão de estar também nos cantos do palco para ficar bem perto de todos. Esticava os braços para cumprimentar a galera. E, no melhor estilo crooner de luxo, demonstrou toda a grandeza e noção de palco de um ícone pop. Seus fãs no Rio também esticavam, nas primeiras filas, empolgadamente, seus braços para ter contato com o ídolo. Teve até  um fã que deu a sorte de ter no meio do show seu LP autografado por Morrissey . Era uma cópia de Viva Hate, primeiro registro solo dele e que data de 1988. Neste disco, você encontra hits como ‘’Suedehead’’,  que ele não cantou aqui e também “Everyday Is Like Sunday’’. Essa sim, foi acionada, e causou reações lindas na Fundição Progresso. Depois dela, Moz fechou a noite com ‘’First Of The Gang To Die’’.
          Antes de deixar o palco e voltar para estas duas músicas finais, Morrissey, que esbanjou senso fashion ao longo da noite,  rasgou sua camisa e jogou a  mesma para seus fãs .
          Por falar em camisas, a lojinha com itens do artista
, que já estava com uma boa fila antes do concerto, com a festejada atuação do britânico acabou lotando de vez no final do espetáculo..
Dizer qual foi o melhor momento de Morrissey no Rio não é uma tarefa fácil, já que ele entregou ao público carioca um ótimo show com sua azeitada banda, mas além da já citada ‘’Spent The Day Bed’’, dois clássicos da década de oitenta tiveram um sabor especial: ‘’How Soon Is Now’’, que conhecemos no importantíssimo vinil de capa azul mencionado acima e ‘’Back On The Chain Gang’’. Essa, por sua vez, um mega hit dos Pretenders, que Morrissey regravou agora em um single. O vinil transparente de 7 polegadas se tornou uma  peça do tipo “tem que ter’’ do momento, no universo indie inglês especialmente.
          E neste domingo, em São Paulo, a festa com Morrissey no Brasil será no Espaço das Américas.
 
 
 
 
 

The Queen Is Dead-Disco fundamental dos Smiths completa trinta anos

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Noite de Gallagher

13 de novembro de 2018

Com sua grande banda Noel Gallagher faz lindo show em Belo Horizonte

 

No dia 20 de março de 1998, eu vi Noel Gallagher tocar pela primeira vez de perto.  Já se vão vinte anos daquela histórica noite no Metropolitan, no Rio de Janeiro, em que testemunhei  o Oasis em ação. O grupo de Manchester debutava em solo brasileiro com aquele show e, no dia seguinte, lá estava eu vendo Noel, seu irmão Liam e cia no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Entre março de 1998 e agora tivemos outros vários ”encontros” . Neste sábado, 10 de novembro, em Belo Horizonte, pude novamente ver de perto mais uma performance de Noel. Mais uma vez com seu projeto Noel Gallagher´s  High  Flying Birds . Algo marcante nesta  apresentação que Noel fez na capital mineira, foi ver justamente na plateia, que por sua vez deu um show à parte, pessoas que sequer haviam nascido quando  ”Whatever”, por exemplo, foi lançada, se emocionarem com a música que foi uma das melhores em Minas.  O concerto realizado , no KM Hall, em BH, foi  um dos mais abrangentes e coesos e nos entregou um músico gigantesco em ação.  O inglês, de 51 anos e genial ícone da geração Britpop, colocou no palco  uma síntese perfeita de sua carreira, com sua luxuosa banda brilhando a seu lado. Noel começou a noite enfileirando as quatro primeiras faixas de seu obrigatório terceiro álbum solo Who Built The Moon?, de 2017. E essa sequência inicial mostrou como ele conseguiu fazer um disco com um conceito belíssimo e teve o mérito de levar essa onda toda  para o palco. Tudo com sua típica assinatura , que tanto moldou o rock bretão das últimas décadas.

Idolatria Britpop

Logo na entrada da casa de shows, na região da Savassi, era nítido ver o quanto o Oasis foi marcante para várias gerações, com um desfile de espertas camisetas e jaquetas. Os fãs vestiam orgulhosos peças da lendária banda que se dissolveu em 2009, de Noel Gallagher’s High Flying Birds e da  impecável grife Pretty Green, de Liam.  E muita gente envergava, como é tradição nos shows dos irmãos Gallagher, camisas do time do coração dos caras – o Manchester City. Ao longo deste que foi um grande concerto, a idolatria foi se confirmando. Pessoas de todas as idades, cantando a plenos pulmões e erguendo os braços, felizes da vida, davam um tom ainda mais mágico à noite da sempre receptiva capital mineira. E  ali, como maestro pop, estava encantando essa maravilhosa plateia, o maior compositor do rock dos últimos vinte anos. A reação provocada por músicas como ‘’Little by Little’’, ‘’Whatever’’, ‘’Wonderwall’’ e ‘’Dont Look Back in Anger’’, apenas reforçaram essa tese. A atmosfera criada por Noel para seu álbum estava no palco, refletida por ele e sua classuda banda, cheia de detalhes bacanas que empolgavam os fãs mais atentos. Tudo certo e sob os cuidados do chef Noel.  E como pedem sempre em seus shows a clássica ‘’Live Forever’’, ele ”rolou a bola” para a massa cantar. Foi lindo, e assim como a emblemática ‘’Supersonic’’, também de forma acústica, gerou um clima muito legal na casa. Já “Dream On”, foi uma das mais marcantes performances que já pude ver de Noel Gallagher. Primorosa! Na sofisticada ”Right Stuff,”  Gallagher fez um dueto bonito  com a ótima cantora Ysee , que foi aclamada por todos. Ali, dando ainda um charme maior a tudo com sua guitarra certeira, estava Gem Ascher, que liderou o  grupo inglês Heavy Stereo e que tocou no Oasis e no Beady Eye, de Liam Gallagher. Para fechar uma noite destas, Noel, em mais uma de suas boas ideias, mandou com toda sua trupe no palco ‘’All   You Need Is Love”, dos Beatles. Mais clássico que isso impossível!

 

 

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Grifes do rock inglês

7 de novembro de 2018

Noel Gallagher e Morrissey em solo brasileiro

Dois músicos seminais, autores de clássicos que estão registrados no inconsciente coletivo, Noel Gallagher e Morrissey, irão se apresentar no Brasil este mês e, com estes dois verdadeiros darlings, estará em nossos palcos boa parte da história do rock britânico, já que suas ex-bandas Oasis e The Smiths, como todos sabem, estão entre as mais importantes do Reino Unido e do planeta. Duas verdadeiras grifes do pop inglês, os nomes destes cultuados músicos nos entregam uma gigantesca tradição pop.

Em relação ao nome Gallagher, o irmão de Noel, Liam, também assina com essa respeitável marca. Lembremos que, mesmo sem nenhuma ligação  com Liam e Noel, o cultuado irlandês Rory Gallagher já havia eternizado o nome na história do rock.

A sensacional dupla Liam e Noel Gallagher tornou o Oasis i-do-la-tra-do no mundo inteiro. O mesmo Steven Patrick Morrissey fez com os Smiths. Ele, que, ao lado do guitarrista Johnny Marr, formou uma das mais importantes dobradinhas do rock. Morrissey e Marr são a eterna dupla dos Smiths. ( Leia matéria  do Popmix sobre as duplas do rock inglês nos links relacionados)

Com todo esse contexto histórico, Noel Gallagher e Morrissey  vão fazer disputados shows no Brasil. O primeiro já começa seu giro hoje, com um show na linda Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba. Ele passa ainda por São Paulo e Belo Horizonte(veja todas as datas e locais nos links relacionados do UOL). Já o segundo, no caso Morrissey, estará no Rio no dia 30 de novembro e faz no mês de dezembro, seu show na capital paulista, se apresentando no dia 2.

O fato é que, em um mês recheado de shows bacanas no Brasil (o lendário Blondie, e o hypado Warpaint entre outros), ver Noel Gallagher e Morrissey em ação é algo imperdível para quem busca compreender a história do rock inglês e mundial. Noel a exemplo do que fez no Chile e na Argentina deve pautar seus shows no ótimo disco Who Built The Moon?, de 2017, e acionar alguns hinos do Oasis. Gem Archer, o fino guitarrista que liderou o Heavy Stereo e tocou no Oasis, também faz parte da azeitada banda que é o mágico Noel Gallagher’s High Flying Birds. Já Morrissey lançou o também excelente Low In Highschool no ano passado e chega com esse trabalho na mala para encantar os brasileiros mais uma vez. No dia 23, estará no mercado britânico um compacto em vinil da música ”Back On The Chain Gang”, com o adorado Morrissey portanto cantando um clássico dos Pretenders. Já pensou se ele manda essa por aqui?

 

+Noel Gallagher e seus shows no Brasil

+Popmix no show de Noel Gallagher na Suíça

+Morrissey no Brasil

+ Conheça dez duplas do rock inglês

+ O fundamental The Queen Is Dead

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Martha Medeiros no Popmix!

17 de outubro de 2018

Londres, YouTube e Rock&Roll ! Ouça  entrevista com uma das maiores escritoras brasileiras falando sobre alguns de seus temas favoritos.

Por Vitor Diniz / Fotos: Carin Mandelli

Sempre com ótimas sacadas , frases impagáveis e esbanjando simpatia e carisma, Martha Medeiros recebeu o Popmix em sua casa em Porto Alegre, para a gravação desta entrevista.  Durante o papo, ela falou, entre outros assuntos, sobre o canal que está lançando no YoutTube, sobre um de seus livros que acaba de chegar ao mercado britânico e ainda entregou a sua adoração por Londres , pelos Beatles e pelos Stones. Ouça no link abaixo!

+Confira o canal de Martha Medeiros no YouTube

 

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O Festival na TV

Assista a cobertura do Festival Imaginário !

Em mais uma edição, o  Festival Imaginário ofereceu ótimas bandas da cena independente para o público em Nova Friburgo. The Outs, Hell Oh! e Oruã estão  entre as bandas entrevistadas nessa primeira parte da cobertura do festival, que já contou com Carne Doce em uma edição anterior, realizada em Niterói. Além dos nomes mencionados, outros promissores grupos estão neste programa, que teve a produção do canal Move (Montagna Filmes) e foi exibido pela TV Zoom.

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Travis outra vez

15 de outubro de 2018

Banda revisita The Man Who e texto enfoca LP e seu antecessor

O Travis segue na estrada no embalo dos vinte anos do álbum The Man Who que completa duas décadas no começo de 2019 . Com isso é inevitável não lembrar do primeiro contato que tive com essa tão impactante obra do grupo escocês, principalmente depois do nosso colaborador Diogo Simões ter feito seus registros do show da banda, que aconteceu em junho, em Oxford, para o Popmix (Leia a matéria nos links relacionados).

Antes de me encantar em 1999 com The Man Who, o som envolvente do Travis,  já havia capturado totalmente a minha atenção com o disco The Good Feeling .  Era o primeiro grito dos rapazes de Glasgow e estávamos em 1997. O Britpop ainda ecoava bastante nas esquinas e nos pubs do Reino Unido e o Travis estava bem na fita e em várias manchetes e resenhas cunhadas pela imprensa britânica. Um poderoso arsenal de publicações com títulos pra lá de influentes, como o da espertíssima revista Select (hoje extinta, infelizmente) e, é claro, ainda as obrigatórias Mojo e Uncut e os semanários Melody Maker e NME . E o Travis, com todo aquele vigor que uma banda nova nos entrega e com vários ingredientes do rock que me seduziam, parecia chegar em alta rotação e se ”aproveitar” de toda aquela atmosfera hype roqueira. Hoje identifico  este tal frescor pop e algo semelhante em bandas, embora diferentes do Travis como The Goat Girl e The Spitfires, por exemplo. Lembro que o Eurochannel mostrou a banda ao vivo e pude constatar pela TV, ao menos como eles eram pulsantes.

Músicas como ”Happy” e, principalmente, “All I Want To do Is Rock” se tornaram algumas das minhas favoritas naquela temporada. Lembremos que 1997 foi um ano brilhante para o rock britânico, com grandes discos chegando a todo momento às prateleiras da Rough Trade, da HMV, da Sister Ray e de outras lojas. Era o auge do cd, mas no Reino Unido o vinil rolava solto. Isso de alguma forma contextualiza a minha expectativa na época pelo segundo disco da trupe de Glasgow. Sabia que viria um álbum mais melódico do que seu antecessor, que grudara em meu cd player. As resenhas já davam notas altíssimas para The Man Who, mas confesso que assim que o disco chegou na minha mão, senti falta de uma faixa ou outra que tivesse a pilha rock de músicas como as citadas acima, ou de “US Girls”.

Depois, na terceira ou quarta audição,  já não conseguia parar de escutar The Man Who, que é, de fato, maravilhoso do começo ao fim. Um disco conceitual, se você quiser pensar com essa conotação e com a beleza e o lirismo pop, que estavam com tudo àquelas alturas, com Belle and Sebastian, Delgados e outros grupos também da Escócia emocionando as almas indies. Todo aquele universo favorecia com que o senso melódico registrado em The Man Who, caisse ainda melhor na cena britânica de 1999.

Arranjos Delicados

A ideia de um álbum de baladas que se completavam lindamente,  deixou de fora alguns números. E, por isso, provavelmente músicas ótimas, talvez tenham ficado apenas nos singles e são até hoje B-Sides de Luxo. O fio condutor encantado de The Man Who precisava e favorecia faixas que dialogassem com “Driftwood” e “Writing To Re ach You”, que abre  de forma classuda a obra. E assim surgiam arranjos delicados e vocais mágicos em músicas dilacerantes como “Turn”, só para citar mais uma pérola pop de Fran Healy e cia.

Fui conferir o Travis de perto apenas em 2013, no Planeta Terra, em São Paulo, em outro momento de sua carreira, mas estavam em grande forma no palco, naquela tarde-noite no Campo de Marte e me senti satisfeito ao lado de uma galera interessada, que cantava ao som da banda . O irresistível hit “Why Does It Always Rain On Me” , que também faz parte de The Man Who, foi um dos grandes momentos daquela performance do Travis em solo paulistano. Em 2016 o grupo lançou mais um álbum de inéditas , Everything At Once,  e a matéria feita pelo Popmix quando o disco saiu está ai devidamente linkada abaixo. Trata-se de um bom álbum mas que não se ombreia com os dois geniais discos que protagonizam este texto . Perto do brilhantismo de The Good Feeling e de The Man Who, está The Invisible Band de 2001, que traz a famosa  ”Sing”, e nos entrega uma banda mais coesa. No âmbito geral, a discografia do Travis é muito rica ,  recheada de momentos dourados com suas convidativas músicas que nos embalam com suas levadas de acento pop.

+Travis em Oxford

+Travis lança Everything At Once

+Popmix no show do The Spitfires em Londres

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Papo literário !

30 de setembro de 2018

Apresentadora, jornalista e professora. Ouça a entrevista com Katy Navarro!

Por Vitor Diniz/Foto:Bruno Barros

Katy Navarro apresenta pela Rádio MEC do Rio de Janeiro, o programa Conversa com o Autor, em que recebe com total categoria diversos nomes da literatura em geral.  A carismática jornalista fala, nessa entrevista, também sobre suas atividades como professora  na Universidade Estácio de Sá, do Rio, local em que o papo foi registrado e ainda sobre a sua atuação na TV pela Rede Brasil.

+http://radios.ebc.com.br/conversa-com-o-autor

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O craque Noel !

25 de setembro de 2018

Noel Gallagher participa da festa da Fifa e fará shows no Brasil em novembro

Foto/ Divulgação

Noel Gallagher, que brilhou na premiação da Fifa em Londres  nesta segunda-feira, dia 24, vai estar em novembro no Brasil, como foi divulgado recentemente (leia detalhes no UOL sobre os shows de Noel no Brasil, no link relacionado).

         O irmão do Liam, que cantou a clássica ”Don’t look Back in Anger”, na celebração boleira vencida por Modric e pela nossa sensacional Marta, vai se apresentar em Curitiba e em São Paulo, respectivamente nos dias 7 e 8 de novembro, dentro do Summer Break Festival, com o Foster The People. Já em Belo Horizonte, Noel Gallagher toca no dia 10 de novembro.

O Popmix conferiu alguns shows de Noel Gallagher, com o seu maravilhoso High Flying Birds, entre eles um dos primeiros concertos pós-Oasis, que foi realizado em Zurique, em 2012. (Confira também nos links relacionados).

        Agora, a grande aposta para estas apresentações por aqui, é de ver, além dos números sempre irresistíveis do cara que escreveu vários hinos da cultura Britpop, conferir de perto as faixas do ótimo disco Who Built The Moon?, que é o terceiro trabalho solo do guitarrista, cantor e compositor.

        Há cerca de um ano atrás, Noel, que deve gravar um novo disco em 2019, passou pelo Brasil abrindo os shows do U2.

+Confira no UOL os detalhes sobre os shows de Noel Gallagher no Brasil

+Popmix em um show de Noel na Suíça em 2012

 

 

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Festival Imaginário

31 de agosto de 2018

Diversos grupos da cena independente brasileira vão se apresentar no evento !

 

Foto/Facebook Oficial

Está chegando a hora! Mais uma edição do Festival Imaginário vai oferecer ótimas alternativas da cena indie brasileira. O festival, que já contou em seu lineup com o aclamado Carne Doce de Goiânia em uma outra edição, agora vai ter entre vários ótimos nomes o badalado grupo carioca The Outs(foto). A banda, que  nos faz pensar em  Mutantes, Oasis, Beatles e afins, é apontada com méritos por muitos como uma das grandes apostas da música pop no Brasil, e já mostrou o seu sedutor som de acento psicodélico, inclusive no Lollapaloza 2017.

O Festival Imaginário, que acontece em Nova Friburgo, é idealizado por Maycon Rocha do hypado Hell Oh!. Rocha também assina a curadoria do evento ao lado de Emmanuel Ivan. O festival vai rolar nos dias 1 e 2 de setembro, ou seja, neste final de semana a balada indie é na região serrana do Rio de Janeiro. E Nova Friburgo, que conta com tantas paisagem incríveis e uma gastronomia ímpar, é o cenário perfeito para esse Rockshow.  Sobre a diferença entre esta edição e as outras do evento , Maycon que é baixista do ótimo grupo Hell Oh! é certeiro: ”A diferença é que o Festival só tem crescido desde que fizemos a festa de lançamento com o Carne Doce no ano passado. Esperamos que ele cresça cada vez mais e que possamos levá-lo para outros lugares também, assim como fizemos ano passado em Niterói! ” E ele completa ”Além de fixá-lo no calendário da cidade claro”.
Além do The Outs e do Hell Oh!,  muitas bandas bacanas vão dar seus recados no Anfiteatro do Teatro Laércio Ventura (Veja a programação completa e tudo sobre o festival na página do evento no Facebook – www.faceboom.com/festivalimaginario)  . Uma outra atração das mais aguardadas é a banda The Mönic. O quarteto de São Paulo,  que atua no melhor estilo The Runaways ou The Black Bells, conta como um de seus trunfos com o  single ”Buda”. O clipe da música faz muito sucesso nas plataformas  rock and roll por aí e elas, com certeza, vão acionar a faixa em Nova Friburgo!

Uma informação nova !

Uma das premissas de um festival interessante é oferecer sempre uma informação nova. Isso se aplica em vários aspectos, e esse evento, entre tantas sacadas legais, terá a banda Guermantes que lembra Super Furry Animals e Supergrass debutando, o mesmo acontece  com  o Dobbra. Ambos os grupos, assim como o Hell Oh! e uma bela gama de atrações com muitos nomes legais, representam a crescente cena de Nova Friburgo, que conta com diversos artistas.  Enriquecendo a lista, está o competente power trio Teto Alto, escolhido para fechar o Festival na noite de domingo. Os dois dias prometem, e já no sábado teremos a chance de ver os cariocas do festejado Oruã, de Lê Almeida, no palco. Com um total de vinte e duas atrações da cena independente brasileira, o Festival Imaginário é uma ótima opção para quem curte vários estilos musicais, já que, além do rock, o evento promete fazer um belo Raio X de cultura pop, passeando por várias vertentes da música.

Uma lojinha com os discos e camisetas das bandas será montada no local, além de food trucks e de uma área kids para as crianças curtirem. O Festival tem o patrocínio da Amil Esportes, Eisenbahn,  InterTV  e da Montagna Filmes. E conta com o apoio da Secretaria de cultura.  Além das bandas já citadas irão se apresentar Rodney 89, A Maga e o Viramundo, Victor Fisher, Blastfemme, D.N.D, Black Beer, Deadman Jack, Ladrão, Fataar, Weedzard, Mama Feet, Bruthus, Cazebre, Electric Ritual e Facção Caipira.

Confira tudo sobre as bandas e os horários dos shows no site do evento, no Facebook. Os ingressos estão disponíveis nos seguintes locais em Nova Friburgo: Amil Esportes, Acquanews, Rock Point, Beer Tiquim e Radio Vitrola . Também podem ser comprados pelo site www.sympla.com.br

Ouça as  bandas do evento nesta playlist criada pela organização do Festival Imaginário no Spotify!

 

 

 

 

 
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