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PIL na Flórida

11 de novembro de 2015

Moradora de Orlando conta como foi ver John Lydon&Cia.

A colaboradora do Popmix nos Estados Unidos, Silvia do Valle, foi conferir, no último sábado, dia 8 de novembro, o aclamado grupo inglês PIL (Public Image Ltd.), que se apresentou no The Plaza Live, em Orlando.

”Estava rolando um reggae legal, baixinho no fundo, antes do show que atrasou, mas quando eles subiram ao palco, John comprimentou os presentes e conversou antes de tocarem a primeira música. Depois, ao longo do espetáculo, ele reclamou um pouco sobre o som, se queixando de uma eventual reverberação. Nada demais, ele foi educadíssimo durante a noite”.

John, a quem Silvia se refere, é o lendário John Lydon, do Sex Pistols. O vocalista, que depois fundou o PIL, tem muita história para contar e, em 2015, com sua banda, lançou o álbum What The World Needs Now.

O grupo, que está em turnê pelos Estados Unidos, mostrou que também em Orlando conta com fãs em vários segmentos, como relata nossa amiga brasileira/americana, que fez também essas fotos legais para o Popmix.

”Tinha todo tipo de gente na plateia, isso foi bem legal. Tinha uma turma com ar meio gótico, tinha uns  arrumadinhos, também um pessoal mais jovem, mas predominantemente uma galera da minha geração entre 40 e 50 anos. Mesmo assim,  o espaço não chegava a estar lotado, mas o público estava em bom número, só que dava para dançar à vontade. Lydon parece estar se sentindo muito bem na America. Ele falou sobre a sua cidadania americana e quer voltar aqui” .

Em relação à oportunidade de ter visto o PIL ao vivo, ela avalia: ”Achei muito bom e superou todas as expectativas”, completa Silvia, que vive nos EUA desde 1990, mas que passou a apreciar o grupo graças à Fluminense FM, rádio que escutava direto no Rio de Janeiro da décade de 1980.

”Rise” cantada por todos

”Outro detalhe marcante foi sobre ”Rise”, a última da noite e a única música mesmo que todos pareciam conhecer e cantaram bem alto.”

A música é a segunda do Lado A, do disco Album lançado em 1986, por Lydon&cia. Silvia ainda tem sua cópia brasileira em vinil, comprada em uma loja do Rio. ”Rise” também ganhou ainda mais fama entre os brasileiros na voz de Renato Russo, no badalado Acústico, da Legião Urbana.

A médica veterinária, que na Universidade de Cornell, aumentou seus laços com a cultura rock graças a uma College Radio, lembrou do quanto o PIL influenciou muita gente: ”E até de bandas da atual cena eu às vezes me lembrava no show, como o Hot Chip, em algumas músicas que eles mandavam. Eu assisti o Hot Chip em julho, em um festival em Nova Iorque e fiquei com esta impressão”.

O PIL esteve no Brasil em 1987 e, na cidade natal da nossa correspondente da vez, o Rio de Janeiro, tocou no Canecão, em agosto daquele ano.

 

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The Spitfires no lugar certo!

10 de outubro de 2015

Revelação do rock inglês faz ótimo show em tradicional palco londrino.

 

Por Vitor Diniz
Fotos- Eduardo Brasil

Que o The Spitfires é uma das bandas mais interessantes da nova cena inglesa, não restavam dúvidas. Mas ver o grupo ao vivo seria a comprovação do quanto esses estilosos garotos ousariam ser capazes.

O show em questão não poderia ser em lugar melhor. O lendário 100 Club, em Londres, por onde já passaram nomes ícônicos do pop britânico e um dos endereços mais queridos de tantos londrinos. No meio do frenesi da Oxford Street, descendo a famosa escada que nos leva ao 100, o clima já era perfeito para uma grande noite de rock. A lojinha montada vendia compactos em vinil, posters, CDs e, é claro, LPs de Response, o elogiado disco de estreia do grupo.

Em uma propaganda da gigantesca loja HMV, cunhada na revista Mojo, o álbum é uma das dicas sob a instigante chamada ”O melhor da nova música dos selos independentes”. E foi com este ótimo disco ”nas mãos”, que depois de uma excelente abertura do trio S.R.B The Samuel Rogers Band, que chegou a lembrar o Cream em alguns momentos, que o The Spitfires encantou muita gente no 100 Club.



Lembrando Paul Weller e Pete Townshend

Na plateia não faltavam pessoas com acento mod, uma turma bacana e curiosamente bem adulta. Como era de se esperar, muita gente com as tradicionais camisas-polo da Fred Perry e da Merc e fãs de Paul Weller, que, diga-se de passagem, já apoiou o Spitfires, concedendo ao grupo a abertura de um de seus concertos. Por falar no Modfather, ele é obviamente uma das referências do intrépido Billy Sullivan, vocalista e guitarrista que lembra o líder do The Jam e do Style Council, em vários de seus movimentos de palco.

Pete Townshend, do The Who, foi outro que Sullivan nos entregou adoração com seus saltos e gestos lindamente mods, no sagrado palco do 100 Club. Tudo perfeito, tudo no lugar para uma tipica banda de rock, cheia de sotaque bretão, que deve conquistar cada vez mais fãs. Ao sair naquela noite do 100 Club, a vontade de ouvir bandas como Secret Affair, Merton Parkas ,The Specials e Ordinary Boys era inevitável, além é claro, do próprio The Jam e também do Who.

”Disciples”, que abre Response, já deixou claro o quanto o quarteto de Watford é pulsante ao vivo. Nesta música, Sullivan, cantando e batendo palmas, foi impagável.  Ao seu lado, Sam Long e seu baixo eficiente faziam a diferença. Sam também é fundamental nos backing vocals, assim como o tecladista Chris Chanell .

A cozinha do Spitfires ainda conta com o seguro e visivelmente jovem Matt Johnson em sua contagiante bateria. Outro grande destaque  foi a participação especial do trompetista Jamie André, que esteve  perfeito em uma noite de setembro tipicamente  londrina.

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U2 em Estocolmo!

21 de setembro de 2015

Popmix confere show da banda de Dublin na Suécia

 

 

O U2 chegou à capital dos suecos com a turnê Innocence+Experience e montou seu belo palco para uma série de shows no  Ericson Globe , um dos pontos de referência de Estocolmo. Na última quinta-feira (17/09) por exemplo, o cultuado grupo irlandês tocou para uma arena lotada e mostrou que é possivel ser uma banda colossal sem deixar suas raízes de lado. A estrutura  de palco e de telão são maravilhosas , mas em vários momentos, o que ficava claro é que estavam ali tocando os mesmos quatro caras que iniciaram há mais de trinta anos, a trajetória desta que é uma das grifes mais bem-sucedidas da cultura pop. Impossível não lembrar que tudo começou quando o baterista Larry Mullen Jr colocou um aviso no quadro de anúncios de sua escola em Dublin, dizendo que queria formar um grupo.

O concerto, que começou pulsante com uma pegada mainstream digamos, com ”The Miracle (Of Joey Ramone)”, logo depois entregou uma banda fazendo o mais direto, simples e competente rock and roll, com ”Vertigo” e ”I Will Follow”, essa remetendo aos primórdios do U2, com o álbum Boy, de 1980. A sintonia com Songs Of Innocence de 2014,   voltou com força total e um telão dos mais impactantes fez com que Bono Vox embarcasse nele. Sim, o vocalista do U2 passeava pela impressionante peça que se movia conferindo ao show um conceito de mega-espetáculo. Songs Of Innocence  foi o pilar das ações e muitas de suas músicas foram mescladas ao hits que todos conhecem de cor.

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Bono orquestrou a festa

E se U2 estava na frente apontando para novas diretrizes da música pop em 1991, quando lançou Achtung Baby, o grupo hoje tem todo o direito de apostar em diversas plataformas para criar a sua bela atmosfera por onde passa. E algo que parecia encantar aos suecos e afins, foi a forma como a banda, mesmo em um grande concerto , esteve sempre perto de seus fãs. O design do palco proporcionava tal interação. Bono em especial circulava muito e estava em toda parte, no alto, pertinho da primeira fila, cantando ”Pride (In The Name of Love)”, ou na extrema ponta do ginásio mandando uma sequência de clássicos que incluiu ”Mysterious Ways”, (com  ”Burning Down The House” do Talking Heads)  ,  ”Angel Of Harlem” e ”Desire”, aqui com ele fazendo a gaita e cantando ”Love Me Do”, dos Beatles . Nesta fase da apresentação, uma fã no palco , e depois outros dois rapazes que, provavelmente, jamais vão se esquecer daquela noite em Estocolmo em que dançaram e tocaram com o U2 fizeram bonito. Já de volta ao palco no formato tradicional (uma passarela unia as duas pontas), Bono chamou outro fã, que cantou toda a letra de ”City Of Blinding Lights” com o ídolo, de forma emocionante. O garoto demonstrava estar vivendo um grande momento , dando um brilho extra à noite. Os irlandeses que estão na capa da revista inglesa Q deste mês , também lembraram e muito bem de Paul Simon com ”Mother and Child Reunion”. E entre certos detalhes bacanas, estavam alguns funcionários da casa, que passavam entre o palco e as primeiras filas oferecendo água para a galera.

O U2 esteve de fato muito perto dos suecos e até Larry ”circulou” com sua famosa batida em ”Sunday Bloody Sunday”. Já The Edge foi perfeito com sua guitarra precisa e Adam Clayton que, com seu baixo, lembrou em alguns movimentos Paul Simonon, do The Clash, completavam a linda festa orquestrada por Bono.

 

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Cultura Inglesa Festival

22 de junho de 2015

 Evento em São Paulo teve Johnny Marr como grande estrela.
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       O Cultura Inglesa Festival, no Memorial da América Latina, reuniu neste domingo, em São Paulo, vários ingredientes bacanas que um evento pop precisa ter. Entrada franca, um  lindo dia, e depois, uma noite super agradável, e um local que é referência na capital paulista ajudaram o clima da festa  que teve um público ótimo e shows muito esperados.
      O The Strypes(foto), por exemplo, da Irlanda mostrou  porque é uma das grandes revelações do rock mundial. A garotada irlandesa, que já fez bonito até no programa de David Letterman, mandou seu rock and roll calcado no blues e lembrou   The Yardbirds e os Stones da fase Brian Jones. A faixa ”Blue Collar Jane” foi um dos grandes momentos da apresentação cheia de vigor dos Strypes.
       No início da tarde, as bandas Staff Only e Blue Drowse já haviam dado a largada. Gaby Amarantos depois homenageou as Divas inglesas e disse de forma simpática,  que tirou uma selfie com Johnny Marr. Então, o show mais esperado da programação ficou por conta dele, o lendário ex-companheiro de Morrissey no The Smiths! Cantando e tocando sua seminal guitarra, Marr fez um belo show, mesclando músicas de seus  discos solos, sendo que ”Easy Money” e ”Upstarts” chamaram mais a atenção,  com os clássicos da cultuada banda de Manchester, que todos queriam escutar. ”Panic” botou pilha na primeira parte do concerto, depois na fase final, entre outros hinos de seu ex-grupo. “There is a Light That Never Goes Out”, do histórico álbum The Queen is Dead, de 1986, foi a melhor, com o guitarrista colocando o público todo para cantar.
      Este domingo no Memorial valeu e muito!
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De Sheffield para o Rio

18 de novembro de 2014

Arctic Monkeys faz ótimo show em Arena lotada

Texto – Vitor Diniz

Foto – Ana Clara Sieberer

 

Foi antes de mais nada um belo concerto de rock, o que foi oferecido pelo grupo inglês Arctic Monkeys aos seus fãs, neste sábado (15 de novembro) na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.

Depois de uma garageira e competente abertura dos suecos do The Hives, a trupe do criativo Alex Turner começou a usar e abusar do repertório de seu último disco, o inspirado AM.

”Do I Wanna Know” foi a primeira da noite e já entregou que a banda da cidade de Sheffield tinha a Arena totalmente a seu favor. Flertando bem com várias vertentes, o Arctic Monkeys não deixou de ter uma postura roqueira em sua performance, e mesmo nas baladas, Turner lembrou os grandes cantores do estilo em seus momentos de lirismo indie, como na irresistivel ”No.1 Party Anthem”. Essa música fez com que todo o local lembrasse de uma éspecie de árvore pop de Natal, como comentou um fã, graças ao espetáculo de luzes através dos celulares.

Momento inesquecível

         Com seus eficientes músicos, o Arctic Monkeys mostrou no palco, que hoje é uma das bandas mais prontas do rock inglês, e, quem sabe, a que chegou até aqui com mais virtudes entre as de sua ”idade”. Seu disco mais recente é um indicador da cultura musical apurada de seus integrantes. Além de Turner, completam o grupo britânico, Jamie Cook (guitarra), Nick O’Malley (baixo) e Matt Helders (bateria).

Alex Turner, um dos festejados darlings do rock mundial, soube conduzir muito bem as ações no Rio, tanto com sua guitarra para ser urgente, quanto com seu violão e sua voz sedutora, que parecia seguir lindamente a cartilha de nomes como Richard Hawley e Jarvis Cockner, apenas para citar dois astros também de Sheffield.

”Fluorescent Adolescent”, logo em sua introdução, já levava o jovem público – que esgotou os ingressos rapidamente – ao delírio, e ” R U Mine?”, na parte final, garantiu um momento inesquecível para os seus fãs.

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