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Morrissey bem perto

1 de dezembro de 2018

Cantor inglês contagia seus fãs no Rio e se apresenta no domingo em São Paulo

 

Por Vitor Diniz

Fotos: Sérgio Sieberer

Vídeos impagáveis rolando no telão aqueciam o clima para o show de Morrissey, na noite dessa sexta-feira (30 de novembro), no Rio de Janeiro. Um dos últimos clipes a pintar foi o de ‘’Rebel Rebel’’, clássico  de David Bowie, que deixou a atmosfera perfeita para a apresentação do ex-vocalista do The Smiths, na Fundição Progresso.

        Pouco tempo depois, sem atraso, surgia em cena o cantor inglês, que é o dono de uma das vozes mais marcantes de toda a cultura pop. O músico de 59 anos começou a noite mandando ‘’William, It Was Really Nothing’’.
        A música abre curiosamente um disco dos Smiths, que pode ter sido a porta de entrada da obra da banda para muitos brasileiros, Hatful Of Hollow, lançado em 1984 pela Rough Trade. O álbum saiu no Brasil e foi o primeiro vinil do lendário grupo de Manchester a pintar em festinhas, vitrines de lojas de discos e nas mãos de toda uma geração de amantes  de rock por aqui.
       Claro, o primeiro disco deles auto-intitulado também acabou, saiu no mercado brasileiro, assim como seus  demais trabalhos, mas o famoso disco de capa azul, que trazia uma compilação de performances  dos Smiths, era inicialmente mais comum no Brasil. O disco tinha singles e  até faixas gravadas no programa do mestre John Peel, na BBC.
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      Morrissey esticava os braços
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Mas, voltando ao Rio de 2018, Morrissey que se apresentou na cidade  pela quarta vez,  nos ofereceu na Lapa uma atuação grandiosa, passeando atentamente por toda a sua discografia. De seu último álbum, Low In The High School, Morrissey mandou algumas faixas com destaque  total para ‘’I Wish You Lonely’’, e, principamente ‘’Spent The Day In Bed’’. Essa então, com  uma interpretação ainda mais inspirada do ex-parceiro de Johnn Marr.  Morrissey  fez questão de estar também nos cantos do palco para ficar bem perto de todos. Esticava os braços para cumprimentar a galera. E, no melhor estilo crooner de luxo, demonstrou toda a grandeza e noção de palco de um ícone pop. Seus fãs no Rio também esticavam, nas primeiras filas, empolgadamente, seus braços para ter contato com o ídolo. Teve até  um fã que deu a sorte de ter no meio do show seu LP autografado por Morrissey . Era uma cópia de Viva Hate, primeiro registro solo dele e que data de 1988. Neste disco, você encontra hits como ‘’Suedehead’’,  que ele não cantou aqui e também “Everyday Is Like Sunday’’. Essa sim, foi acionada, e causou reações lindas na Fundição Progresso. Depois dela, Moz fechou a noite com ‘’First Of The Gang To Die’’.
          Antes de deixar o palco e voltar para estas duas músicas finais, Morrissey, que esbanjou senso fashion ao longo da noite,  rasgou sua camisa e jogou a  mesma para seus fãs .
          Por falar em camisas, a lojinha com itens do artista
, que já estava com uma boa fila antes do concerto, com a festejada atuação do britânico acabou lotando de vez no final do espetáculo..
Dizer qual foi o melhor momento de Morrissey no Rio não é uma tarefa fácil, já que ele entregou ao público carioca um ótimo show com sua azeitada banda, mas além da já citada ‘’Spent The Day Bed’’, dois clássicos da década de oitenta tiveram um sabor especial: ‘’How Soon Is Now’’, que conhecemos no importantíssimo vinil de capa azul mencionado acima e ‘’Back On The Chain Gang’’. Essa, por sua vez, um mega hit dos Pretenders, que Morrissey regravou agora em um single. O vinil transparente de 7 polegadas se tornou uma  peça do tipo “tem que ter’’ do momento, no universo indie inglês especialmente.
          E neste domingo, em São Paulo, a festa com Morrissey no Brasil será no Espaço das Américas.
 
 
 
 
 

The Queen Is Dead-Disco fundamental dos Smiths completa trinta anos

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Noite de Gallagher

13 de novembro de 2018

Com sua grande banda Noel Gallagher faz lindo show em Belo Horizonte

 

No dia 20 de março de 1998, eu vi Noel Gallagher tocar pela primeira vez de perto.  Já se vão vinte anos daquela histórica noite no Metropolitan, no Rio de Janeiro, em que testemunhei  o Oasis em ação. O grupo de Manchester debutava em solo brasileiro com aquele show e, no dia seguinte, lá estava eu vendo Noel, seu irmão Liam e cia no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Entre março de 1998 e agora tivemos outros vários ”encontros” . Neste sábado, 10 de novembro, em Belo Horizonte, pude novamente ver de perto mais uma performance de Noel. Mais uma vez com seu projeto Noel Gallagher´s  High  Flying Birds . Algo marcante nesta  apresentação que Noel fez na capital mineira, foi ver justamente na plateia, que por sua vez deu um show à parte, pessoas que sequer haviam nascido quando  ”Whatever”, por exemplo, foi lançada, se emocionarem com a música que foi uma das melhores em Minas.  O concerto realizado , no KM Hall, em BH, foi  um dos mais abrangentes e coesos e nos entregou um músico gigantesco em ação.  O inglês, de 51 anos e genial ícone da geração Britpop, colocou no palco  uma síntese perfeita de sua carreira, com sua luxuosa banda brilhando a seu lado. Noel começou a noite enfileirando as quatro primeiras faixas de seu obrigatório terceiro álbum solo Who Built The Moon?, de 2017. E essa sequência inicial mostrou como ele conseguiu fazer um disco com um conceito belíssimo e teve o mérito de levar essa onda toda  para o palco. Tudo com sua típica assinatura , que tanto moldou o rock bretão das últimas décadas.

Idolatria Britpop

Logo na entrada da casa de shows, na região da Savassi, era nítido ver o quanto o Oasis foi marcante para várias gerações, com um desfile de espertas camisetas e jaquetas. Os fãs vestiam orgulhosos peças da lendária banda que se dissolveu em 2009, de Noel Gallagher’s High Flying Birds e da  impecável grife Pretty Green, de Liam.  E muita gente envergava, como é tradição nos shows dos irmãos Gallagher, camisas do time do coração dos caras – o Manchester City. Ao longo deste que foi um grande concerto, a idolatria foi se confirmando. Pessoas de todas as idades, cantando a plenos pulmões e erguendo os braços, felizes da vida, davam um tom ainda mais mágico à noite da sempre receptiva capital mineira. E  ali, como maestro pop, estava encantando essa maravilhosa plateia, o maior compositor do rock dos últimos vinte anos. A reação provocada por músicas como ‘’Little by Little’’, ‘’Whatever’’, ‘’Wonderwall’’ e ‘’Dont Look Back in Anger’’, apenas reforçaram essa tese. A atmosfera criada por Noel para seu álbum estava no palco, refletida por ele e sua classuda banda, cheia de detalhes bacanas que empolgavam os fãs mais atentos. Tudo certo e sob os cuidados do chef Noel.  E como pedem sempre em seus shows a clássica ‘’Live Forever’’, ele ”rolou a bola” para a massa cantar. Foi lindo, e assim como a emblemática ‘’Supersonic’’, também de forma acústica, gerou um clima muito legal na casa. Já “Dream On”, foi uma das mais marcantes performances que já pude ver de Noel Gallagher. Primorosa! Na sofisticada ”Right Stuff,”  Gallagher fez um dueto bonito  com a ótima cantora Ysee , que foi aclamada por todos. Ali, dando ainda um charme maior a tudo com sua guitarra certeira, estava Gem Ascher, que liderou o  grupo inglês Heavy Stereo e que tocou no Oasis e no Beady Eye, de Liam Gallagher. Para fechar uma noite destas, Noel, em mais uma de suas boas ideias, mandou com toda sua trupe no palco ‘’All   You Need Is Love”, dos Beatles. Mais clássico que isso impossível!

 

 

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O Festival na TV

17 de outubro de 2018

Assista a cobertura do Festival Imaginário !

Em mais uma edição, o  Festival Imaginário ofereceu ótimas bandas da cena independente para o público em Nova Friburgo. The Outs, Hell Oh! e Oruã estão  entre as bandas entrevistadas nessa primeira parte da cobertura do festival, que já contou com Carne Doce em uma edição anterior, realizada em Niterói. Além dos nomes mencionados, outros promissores grupos estão neste programa, que teve a produção do canal Move (Montagna Filmes) e foi exibido pela TV Zoom.

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Radiohead ao vivo!

21 de abril de 2018

Grupo inglês faz show emocionante no Rio e toca em SP nesse domingo.

 

Radiohead Sergio

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Texto: Vitor Diniz \ Foto: Sérgio Sieberer
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Um dos grandes shows no  Brasil em 2018! Mesmo ainda estando no mês quatro, é possível mandar essa afirmação,  pois foi muito complexo tudo o que a  inventiva banda britânica Radiohead ofereceu ao público do Rio de Janeiro, nessa sexta-feira (20 de abril).
O combo do cantor e ícone indie Thom York lotou a Arena Jeunesse  e mostrou com total categoria porque é tão cultuado em todo o planeta. Um concertaço que apontou para tantas vertentes da música pop. O Soundshearts Festival além do Radiohead, ainda contou com shows de Junun e Flying Lotus. A etapa paulistana terá um show a mais no caso com  o  Aldo, The Band.
Em noite inspirada, uma adorada instituição da cultura britânica, que surgiu em Oxford, disparava faixas das mais diferentes searas, com as mais diversas fórmulas. O palco, com sua concepção especial, meio numa onda, a fantástica fábrica de música trazia ainda duas baterias e tudo seguia lindamente em sintonia com um telão todo modernoso. Algo com a cara do Radiohead mesmo.
”Idioteque”, por exemplo, fez com que quase todos pulassem como num saboroso show de acento punk, mas começa por sua vez  com  ”links” eletrônicos. Sempre na  frente, essa  continua sendo a impressão que o Radiohead nos deixa, ao ver o grupo no palco. Com um set-list zero clichê, eles fizeram bonito na noite do Rio, sem esbarrar em obviedades. Seguiram olhando para   seu último e  ótimo disco, A Moon Shaped Pool, que data de 2016, mas dialogaram com muitas fases de sua carreira também.
 Thom Yorke estava como sempre, super cool, dos belos pares de tênis  até a cabeça que mexia muito por sinal. E os braços então, quando não empunhavam uma guitarra, violão, uma panderola ou estavam no piano, podiam fazer gestos que nos remetessem a Ian Curtis, do lendário Joy Division.
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                             Atmosfera Envolvente
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 A emoção de ver outra vez o Radiohead de perto ficou nítida com a reação da plateia maravilhosa, que era das mais interessadas e atentas. Assim como em 2009, na Praça da Apoteose(leia a matéria do Popmix sobre o show de 2009 no link relacionado), as músicas do disco In Rainbons, de 2007,  cresceram ao vivo e entregaram que o álbum merece ter status ainda maior. Um disco sensacional!
Na época, como era o trabalho da vez, In Rainbows  foi mais acionado.
Mas de fato os números do seminal OK Computer parecem agradar ainda mais. Esse álbum de 1997 que sem dúvida conta também com o carimbo de sensacional, parece ser o disco do coração de muitos que amam a cultura pop em geral, e suas faixas tiveram uma magia extra no show . ”Paranoid Android”, ao vivo se torna ainda melhor  e  levou com sua atmosfera envolvente toda a Arena  em seu  embalo. Para coroar uma  atuação incrível, ”Karma Police” fechou a noite e depois que os ingleses saíram do palco a galera continuou cantando um trecho de sua letra.
Lindo espetáculo! O Radiohead, que vai se apresentar neste domingo no Allianz Parque na capital paulista, deixou claro que sua obra,  é algo muito sério mesmo!
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Badly Drawn Boy na Irlanda

3 de agosto de 2017

Cantor inglês inclui cover do Stone Roses em show em Galway

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Para quem aprecia boas melodias nada melhor do que ver um velho conhecido da cultura indie tocando seus clássicos de forma bem intimista. O cantor e compositor inglês Badly Drawn Boy se apresentou dentro do Festival Internacional de Arte de Galway na Irlanda, e desfilou na noite deste sábado, suas pegajosas pop songs no palco do Mooroe’s Live. O ótimo lugar que é um mix de Pub e casa de shows tipo o Barfly em Londres ou o The Social em Orlando , contou com um público atento e tambem adulto digamos. No palco apenas o homem que escreveu faixas como, ‘’Something To The About ‘’ e ‘’Silent Sigh ‘’, famosas mundialmente graças ao delicioso filme Um Grande Garoto, baseado na obra do também ultra inglês Nick Hornby. Badly Drawn Boy começou sua performace no violão no melhor estilo singer-songwriter. Depois empunhou uma guitarra e fez efeitos marcantes em, ‘’ Once Around The Block ‘’, para ainda usar um teclado que o esperava no fundo do palco. Desde de 2010 que eu  não via um show de Badly Drawn Boy, quando ele tocou dentro da mega loja da Rough Trade em Londres . Naquela oportunidade ele lançava o disco It’s What I’m Thinking (Part One: Photographing Snowflakes). Mas neste show em Galway, ele nos ofereceu também uma bela performance e no final entregou uma surpresa muito especial a todos. Quando já parecia deixar o palco, o inglês resolveu fechar a noite com uma versão inesquecível de ‘’I Wanna Be Adored’’, de uns certos heróis de Manchester chamados Stone Roses. A galera A-do-rou!. Tal encerramento fez com que todos saíssem ainda mais satisfeitos pelas ruas charmosas da região central da quarta maior cidade da Irlanda.

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PIL na Flórida

11 de novembro de 2015

Moradora de Orlando conta como foi ver John Lydon&Cia.

A colaboradora do Popmix nos Estados Unidos, Silvia do Valle, foi conferir, no último sábado, dia 8 de novembro, o aclamado grupo inglês PIL (Public Image Ltd.), que se apresentou no The Plaza Live, em Orlando.

”Estava rolando um reggae legal, baixinho no fundo, antes do show que atrasou, mas quando eles subiram ao palco, John comprimentou os presentes e conversou antes de tocarem a primeira música. Depois, ao longo do espetáculo, ele reclamou um pouco sobre o som, se queixando de uma eventual reverberação. Nada demais, ele foi educadíssimo durante a noite”.

John, a quem Silvia se refere, é o lendário John Lydon, do Sex Pistols. O vocalista, que depois fundou o PIL, tem muita história para contar e, em 2015, com sua banda, lançou o álbum What The World Needs Now.

O grupo, que está em turnê pelos Estados Unidos, mostrou que também em Orlando conta com fãs em vários segmentos, como relata nossa amiga brasileira/americana, que fez também essas fotos legais para o Popmix.

”Tinha todo tipo de gente na plateia, isso foi bem legal. Tinha uma turma com ar meio gótico, tinha uns  arrumadinhos, também um pessoal mais jovem, mas predominantemente uma galera da minha geração entre 40 e 50 anos. Mesmo assim,  o espaço não chegava a estar lotado, mas o público estava em bom número, só que dava para dançar à vontade. Lydon parece estar se sentindo muito bem na America. Ele falou sobre a sua cidadania americana e quer voltar aqui” .

Em relação à oportunidade de ter visto o PIL ao vivo, ela avalia: ”Achei muito bom e superou todas as expectativas”, completa Silvia, que vive nos EUA desde 1990, mas que passou a apreciar o grupo graças à Fluminense FM, rádio que escutava direto no Rio de Janeiro da décade de 1980.

”Rise” cantada por todos

”Outro detalhe marcante foi sobre ”Rise”, a última da noite e a única música mesmo que todos pareciam conhecer e cantaram bem alto.”

A música é a segunda do Lado A, do disco Album lançado em 1986, por Lydon&cia. Silvia ainda tem sua cópia brasileira em vinil, comprada em uma loja do Rio. ”Rise” também ganhou ainda mais fama entre os brasileiros na voz de Renato Russo, no badalado Acústico, da Legião Urbana.

A médica veterinária, que na Universidade de Cornell, aumentou seus laços com a cultura rock graças a uma College Radio, lembrou do quanto o PIL influenciou muita gente: ”E até de bandas da atual cena eu às vezes me lembrava no show, como o Hot Chip, em algumas músicas que eles mandavam. Eu assisti o Hot Chip em julho, em um festival em Nova Iorque e fiquei com esta impressão”.

O PIL esteve no Brasil em 1987 e, na cidade natal da nossa correspondente da vez, o Rio de Janeiro, tocou no Canecão, em agosto daquele ano.

 

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The Spitfires no lugar certo!

10 de outubro de 2015

Revelação do rock inglês faz ótimo show em tradicional palco londrino.

 

Por Vitor Diniz
Fotos- Eduardo Brasil

Que o The Spitfires é uma das bandas mais interessantes da nova cena inglesa, não restavam dúvidas. Mas ver o grupo ao vivo seria a comprovação do quanto esses estilosos garotos ousariam ser capazes.

O show em questão não poderia ser em lugar melhor. O lendário 100 Club, em Londres, por onde já passaram nomes ícônicos do pop britânico e um dos endereços mais queridos de tantos londrinos. No meio do frenesi da Oxford Street, descendo a famosa escada que nos leva ao 100, o clima já era perfeito para uma grande noite de rock. A lojinha montada vendia compactos em vinil, posters, CDs e, é claro, LPs de Response, o elogiado disco de estreia do grupo.

Em uma propaganda da gigantesca loja HMV, cunhada na revista Mojo, o álbum é uma das dicas sob a instigante chamada ”O melhor da nova música dos selos independentes”. E foi com este ótimo disco ”nas mãos”, que depois de uma excelente abertura do trio S.R.B The Samuel Rogers Band, que chegou a lembrar o Cream em alguns momentos, que o The Spitfires encantou muita gente no 100 Club.



Lembrando Paul Weller e Pete Townshend

Na plateia não faltavam pessoas com acento mod, uma turma bacana e curiosamente bem adulta. Como era de se esperar, muita gente com as tradicionais camisas-polo da Fred Perry e da Merc e fãs de Paul Weller, que, diga-se de passagem, já apoiou o Spitfires, concedendo ao grupo a abertura de um de seus concertos. Por falar no Modfather, ele é obviamente uma das referências do intrépido Billy Sullivan, vocalista e guitarrista que lembra o líder do The Jam e do Style Council, em vários de seus movimentos de palco.

Pete Townshend, do The Who, foi outro que Sullivan nos entregou adoração com seus saltos e gestos lindamente mods, no sagrado palco do 100 Club. Tudo perfeito, tudo no lugar para uma tipica banda de rock, cheia de sotaque bretão, que deve conquistar cada vez mais fãs. Ao sair naquela noite do 100 Club, a vontade de ouvir bandas como Secret Affair, Merton Parkas ,The Specials e Ordinary Boys era inevitável, além é claro, do próprio The Jam e também do Who.

”Disciples”, que abre Response, já deixou claro o quanto o quarteto de Watford é pulsante ao vivo. Nesta música, Sullivan, cantando e batendo palmas, foi impagável.  Ao seu lado, Sam Long e seu baixo eficiente faziam a diferença. Sam também é fundamental nos backing vocals, assim como o tecladista Chris Chanell .

A cozinha do Spitfires ainda conta com o seguro e visivelmente jovem Matt Johnson em sua contagiante bateria. Outro grande destaque  foi a participação especial do trompetista Jamie André, que esteve  perfeito em uma noite de setembro tipicamente  londrina.

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U2 em Estocolmo!

21 de setembro de 2015

Popmix confere show da banda de Dublin na Suécia

 

 

O U2 chegou à capital dos suecos com a turnê Innocence+Experience e montou seu belo palco para uma série de shows no  Ericson Globe , um dos pontos de referência de Estocolmo. Na última quinta-feira (17/09) por exemplo, o cultuado grupo irlandês tocou para uma arena lotada e mostrou que é possivel ser uma banda colossal sem deixar suas raízes de lado. A estrutura  de palco e de telão são maravilhosas , mas em vários momentos, o que ficava claro é que estavam ali tocando os mesmos quatro caras que iniciaram há mais de trinta anos, a trajetória desta que é uma das grifes mais bem-sucedidas da cultura pop. Impossível não lembrar que tudo começou quando o baterista Larry Mullen Jr colocou um aviso no quadro de anúncios de sua escola em Dublin, dizendo que queria formar um grupo.

O concerto, que começou pulsante com uma pegada mainstream digamos, com ”The Miracle (Of Joey Ramone)”, logo depois entregou uma banda fazendo o mais direto, simples e competente rock and roll, com ”Vertigo” e ”I Will Follow”, essa remetendo aos primórdios do U2, com o álbum Boy, de 1980. A sintonia com Songs Of Innocence de 2014,   voltou com força total e um telão dos mais impactantes fez com que Bono Vox embarcasse nele. Sim, o vocalista do U2 passeava pela impressionante peça que se movia conferindo ao show um conceito de mega-espetáculo. Songs Of Innocence  foi o pilar das ações e muitas de suas músicas foram mescladas ao hits que todos conhecem de cor.

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Bono orquestrou a festa

E se U2 estava na frente apontando para novas diretrizes da música pop em 1991, quando lançou Achtung Baby, o grupo hoje tem todo o direito de apostar em diversas plataformas para criar a sua bela atmosfera por onde passa. E algo que parecia encantar aos suecos e afins, foi a forma como a banda, mesmo em um grande concerto , esteve sempre perto de seus fãs. O design do palco proporcionava tal interação. Bono em especial circulava muito e estava em toda parte, no alto, pertinho da primeira fila, cantando ”Pride (In The Name of Love)”, ou na extrema ponta do ginásio mandando uma sequência de clássicos que incluiu ”Mysterious Ways”, (com  ”Burning Down The House” do Talking Heads)  ,  ”Angel Of Harlem” e ”Desire”, aqui com ele fazendo a gaita e cantando ”Love Me Do”, dos Beatles . Nesta fase da apresentação, uma fã no palco , e depois outros dois rapazes que, provavelmente, jamais vão se esquecer daquela noite em Estocolmo em que dançaram e tocaram com o U2 fizeram bonito. Já de volta ao palco no formato tradicional (uma passarela unia as duas pontas), Bono chamou outro fã, que cantou toda a letra de ”City Of Blinding Lights” com o ídolo, de forma emocionante. O garoto demonstrava estar vivendo um grande momento , dando um brilho extra à noite. Os irlandeses que estão na capa da revista inglesa Q deste mês , também lembraram e muito bem de Paul Simon com ”Mother and Child Reunion”. E entre certos detalhes bacanas, estavam alguns funcionários da casa, que passavam entre o palco e as primeiras filas oferecendo água para a galera.

O U2 esteve de fato muito perto dos suecos e até Larry ”circulou” com sua famosa batida em ”Sunday Bloody Sunday”. Já The Edge foi perfeito com sua guitarra precisa e Adam Clayton que, com seu baixo, lembrou em alguns movimentos Paul Simonon, do The Clash, completavam a linda festa orquestrada por Bono.

 

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Cultura Inglesa Festival

22 de junho de 2015

 Evento em São Paulo teve Johnny Marr como grande estrela.
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       O Cultura Inglesa Festival, no Memorial da América Latina, reuniu neste domingo, em São Paulo, vários ingredientes bacanas que um evento pop precisa ter. Entrada franca, um  lindo dia, e depois, uma noite super agradável, e um local que é referência na capital paulista ajudaram o clima da festa  que teve um público ótimo e shows muito esperados.
      O The Strypes(foto), por exemplo, da Irlanda mostrou  porque é uma das grandes revelações do rock mundial. A garotada irlandesa, que já fez bonito até no programa de David Letterman, mandou seu rock and roll calcado no blues e lembrou   The Yardbirds e os Stones da fase Brian Jones. A faixa ”Blue Collar Jane” foi um dos grandes momentos da apresentação cheia de vigor dos Strypes.
       No início da tarde, as bandas Staff Only e Blue Drowse já haviam dado a largada. Gaby Amarantos depois homenageou as Divas inglesas e disse de forma simpática,  que tirou uma selfie com Johnny Marr. Então, o show mais esperado da programação ficou por conta dele, o lendário ex-companheiro de Morrissey no The Smiths! Cantando e tocando sua seminal guitarra, Marr fez um belo show, mesclando músicas de seus  discos solos, sendo que ”Easy Money” e ”Upstarts” chamaram mais a atenção,  com os clássicos da cultuada banda de Manchester, que todos queriam escutar. ”Panic” botou pilha na primeira parte do concerto, depois na fase final, entre outros hinos de seu ex-grupo. “There is a Light That Never Goes Out”, do histórico álbum The Queen is Dead, de 1986, foi a melhor, com o guitarrista colocando o público todo para cantar.
      Este domingo no Memorial valeu e muito!
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De Sheffield para o Rio

18 de novembro de 2014

Arctic Monkeys faz ótimo show em Arena lotada

Texto – Vitor Diniz

Foto – Ana Clara Sieberer

 

Foi antes de mais nada um belo concerto de rock, o que foi oferecido pelo grupo inglês Arctic Monkeys aos seus fãs, neste sábado (15 de novembro) na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.

Depois de uma garageira e competente abertura dos suecos do The Hives, a trupe do criativo Alex Turner começou a usar e abusar do repertório de seu último disco, o inspirado AM.

”Do I Wanna Know” foi a primeira da noite e já entregou que a banda da cidade de Sheffield tinha a Arena totalmente a seu favor. Flertando bem com várias vertentes, o Arctic Monkeys não deixou de ter uma postura roqueira em sua performance, e mesmo nas baladas, Turner lembrou os grandes cantores do estilo em seus momentos de lirismo indie, como na irresistivel ”No.1 Party Anthem”. Essa música fez com que todo o local lembrasse de uma éspecie de árvore pop de Natal, como comentou um fã, graças ao espetáculo de luzes através dos celulares.

Momento inesquecível

         Com seus eficientes músicos, o Arctic Monkeys mostrou no palco, que hoje é uma das bandas mais prontas do rock inglês, e, quem sabe, a que chegou até aqui com mais virtudes entre as de sua ”idade”. Seu disco mais recente é um indicador da cultura musical apurada de seus integrantes. Além de Turner, completam o grupo britânico, Jamie Cook (guitarra), Nick O’Malley (baixo) e Matt Helders (bateria).

Alex Turner, um dos festejados darlings do rock mundial, soube conduzir muito bem as ações no Rio, tanto com sua guitarra para ser urgente, quanto com seu violão e sua voz sedutora, que parecia seguir lindamente a cartilha de nomes como Richard Hawley e Jarvis Cockner, apenas para citar dois astros também de Sheffield.

”Fluorescent Adolescent”, logo em sua introdução, já levava o jovem público – que esgotou os ingressos rapidamente – ao delírio, e ” R U Mine?”, na parte final, garantiu um momento inesquecível para os seus fãs.

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