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De Sheffield para o Rio

18 de novembro de 2014

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source url Arctic Monkeys faz ótimo show em Arena lotada

Texto – Vitor Diniz

Foto – Ana Clara Sieberer

 

Foi antes de mais nada um belo concerto de rock, o que foi oferecido pelo grupo inglês Arctic Monkeys aos seus fãs, neste sábado (15 de novembro) na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.

Depois de uma garageira e competente abertura dos suecos do The Hives, a trupe do criativo Alex Turner começou a usar e abusar do repertório de seu último disco, o inspirado AM.

”Do I Wanna Know” foi a primeira da noite e já entregou que a banda da cidade de Sheffield tinha a Arena totalmente a seu favor. Flertando bem com várias vertentes, o Arctic Monkeys não deixou de ter uma postura roqueira em sua performance, e mesmo nas baladas, Turner lembrou os grandes cantores do estilo em seus momentos de lirismo indie, como na irresistivel ”No.1 Party Anthem”. Essa música fez com que todo o local lembrasse de uma éspecie de árvore pop de Natal, como comentou um fã, graças ao espetáculo de luzes através dos celulares.

Momento inesquecível

         Com seus eficientes músicos, o Arctic Monkeys mostrou no palco, que hoje é uma das bandas mais prontas do rock inglês, e, quem sabe, a que chegou até aqui com mais virtudes entre as de sua ”idade”. Seu disco mais recente é um indicador da cultura musical apurada de seus integrantes. Além de Turner, completam o grupo britânico, Jamie Cook (guitarra), Nick O’Malley (baixo) e Matt Helders (bateria).

Alex Turner, um dos festejados darlings do rock mundial, soube conduzir muito bem as ações no Rio, tanto com sua guitarra para ser urgente, quanto com seu violão e sua voz sedutora, que parecia seguir lindamente a cartilha de nomes como Richard Hawley e Jarvis Cockner, apenas para citar dois astros também de Sheffield.

”Fluorescent Adolescent”, logo em sua introdução, já levava o jovem público – que esgotou os ingressos rapidamente – ao delírio, e ” R U Mine?”, na parte final, garantiu um momento inesquecível para os seus fãs.

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Um beatle bem perto!

13 de novembro de 2014

       Paul McCartney emociona fãs e entrega todo seu carisma ao Rio. 
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Texo e foto – Vitor Diniz
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           Ver  Paul McCartney de perto é sempre impagável, por tudo que o ex-parceiro de John, George e Ringo representa. Estar em um show do ”Macca”, sempre é diversão garantida. Mas nesta quarta-feira (12 de novembro), o sabor foi ainda mais especial no Rio de Janeiro, pelo fato dele estar bem perto no sentido físico propriamente dito, já que na Arena HSBC, vimos o primeiro palco de Paul no Brasil que estava montado em um lugar fechado, o que conferiu à apresentação, que faz parte da Out There Tour, contornos, digamos, ”particulares”. O músico de setenta e dois anos  se apresentou antes em Cariacica, na região metropolitana de Vitória, no dia 10,  e ainda segue para Brasília e São Paulo.
Com meia hora de atraso, o que ”ajudou” parte do público que ficou às voltas com o trânsito na zona oeste da cidade. A mitológica figura de Sir Paul McCartney surgiu com sua banda (fantástica, como ele mesmo definiu), tocando a clássica ”Eight Days A Week”, que está registrada no disco Beatles For Sale. Logo depois, a vigorosa ” Save Us” já sinalizava o quanto ” New”, seu mais recente trabalho, é coeso e desce bem ao vivo.Ao longo da noite, o inglês, sempre carismático, ainda lançou mão de outras faixas deste álbum. ”New”, que dá nome ao disco, ratificou a condição de McCartney como magistral melodista. ”Queenie Eye” foi uma das melhores da noite, com Paul ao piano e ”Everybody Out There” teve uma participação maciça  da plateia.
Entre os tantos clássicos dos Beatles e do Wings, destaques ainda para  ”Lady Madonna”, ”Something” (com a Arena cantando em peso com o genial músico, para lembrar do amigo George Harrison) e ”Live and Let Die”. Com seu violão, Paul embalou os corações beatlemaníacos com hinos como ”Yesterday” e ” Blackbird”. John Lennon também foi homenageado na linda ” Here Today”. Assim como das outras vezes no Brasil, Paul mandou muito bem com seu simpático português em uma apresentação em que nos ofereceu  uma performance brilhante .  Depois de uma longa, porém deliciosa noite, os fãs voltaram para casa de  alma lavada e duas jovens em especial,  foram convidadas ao palco e ganharam abraços e preciosos autógrafos do homem que carrega consigo uma das mais bem sucedidas trajetórias da música pop.
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O Arcade Fire é nosso!

5 de abril de 2014

Grupo faz show contagiante no Rio e segue para o Lollapalooza
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Por Vitor Diniz
Foto:José Cláudio Barbosa Jr
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“Quem manda na casa é a mulher e na banda também”, disse uma voz feminina na plateia se referindo à performance inesquecível de Régine Chassagne na música “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)”, no ótimo show que o  Arcade Fire fez nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Sobre o grupo canadense, que será uma das atrações principais de domingo no Festival Lollapalooza, em São Paulo, o comentário em tom de brincadeira da fã, se referia ao fato de Win Butler, seu marido e mentor intelectual do Arcade Fire ditar o ritmo do  combo ao longo de toda a apresentação no Citibank Hall, mas na última música do show, Régine, que parecia uma coadjuvante de luxo, mostrou que o protagonismo do marido não era tão grande assim. A moça provou ser partícipe total e sublime nas ações principais de seu parceiro no ballet-pop que o Arcade Fire promove no palco. Em “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)”, cantou com alma doce, mas também foi contundente e segura e parecia hipnotizar a plateia carioca. De quebra, dançou como uma colegial e deixou o clima perfeito para o bis que viria após a tal brincadeira com os bonecos e as máscaras gigantes que tanto conceituam este espetáculo. Tudo na frente conta com a assinatura soberba de Butler, mas Régine circula por toda a casa, quer dizer, por todo o palco, tocando muitos instrumentos como se checasse cada detalhe para o maridão brilhar com ela.
Apesar da faixa cantada por ela ser do disco The Suburbs, de 2010, foi mesmo Reflektor, de 2013, que pautou  o show. Aliás, deve ser sempre assim, quando uma banda está lançando um disco. Win se mostrou um grande comandante no palco, e, brincadeiras à parte, ele e sua esposa parecem ter nascido para conduzir seu surpreendente grupo. Com cerca de uma hora e meia de duração, o show  provou que o Arcade Fire é uma banda baseada na cultura anglo-saxônica, mas que sabe bem olhar para outras nuances deste planeta cada vez mais diversificado. Haiti? Brasil?
                                                    как делается насвайт Chuva de papel picado
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 E em uma semana em que Kate Moss foi à Toca do Vinicius, um dos redutos da Bossa-Nova, em Ipanema, conferir discos e afins, a música brasileira parecia ser especial também para os caras do Arcade Fire, que deram as suas entregadas em relação a isso. Sem falar na camisa do Neymar, exibida com orgulho no final e tudo mais. Surpresas? Aquarela do Brasil? Caetano? Essas podem pintar ainda mais, quem sabe, no show de São Paulo. Melhor esperar.
Com alguns fãs fantasiados, os canadenses e seus adereços deram um clima de festa ao concerto. O disco da vez , Reflektor, foi bem quando acionado dando tom ao show e “Joan of Arc”, com sua introdução bacana, foi uma das mais impactantes.
Para quem viu a banda canadense em ação no Brasil em 2005, este show deixou claro que hoje o grupo conseguiu escapar no bom sentido do chamado eixo underground. Sem perder sua identidade indie, saudavelmente “se dando bem” com o mainstream, a banda não perdeu a sua vocação pelo belo. O telão ao fundo do palco exibia imagens lindas, em geral em preto e branco, algo que esteticamente funcionou bem no Rio, junto a postura de big band pop. O clima de carnaval indie chegou ao seu auge em “Normal Person”, e, em show que teve chuva de papel picado e um “homem de metal” zanzando pelo palco fazendo um personagem Reflektor, já as pessoas normais (que não lotaram nem de longe o local!), se esbaldaram na plateia. Imagina no Lolla!
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Ugly Kid Joe no Brasil

15 de agosto de 2012

Grupo da Califórnia que ganhou fama nos anos 1990 , se apresentou em SP para alegria dos fãs.

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Kiwanuka na Big Apple

25 de junho de 2012

Texto e foto: Vitor Diniz

Em Nova Iorque existia, mesmo alguns dias antes, um forte frisson em torno da única apresentação do cantor inglês Michael Kiwanuka na cidade. Destaque na revista Time Out daquela semana e com ingressos esgotados, o músico que é uma das grandes apostas para faturar boa parte dos prêmios em 2012, subiu ao palco do Highline Ballroom com sua magistral banda.

Kiwanuka, à frente com seu violão e um certo estilo folk, contou ainda com guitarra, baixo, teclado, bateria e percussão em seu grupo, ou seja, além dele mais cinco músicos altamente habilidosos o acompanharam na noite do último dia 13 de junho, em Nova Iorque.

”You’ll Give Everything But Love” foi a primeira da noite a encantar o interessado público que fazia silêncio para ouvir cada acorde. ”Tell Me a Tale”, que remete a Van Morrison, abre Home Again, único disco do talentoso londrino, filho de africanos. Nesta apresentação, a música ganhou contornos acentuados do mais puro jazz, e, com improvisos redondos, teve sua versão esticada.

http://incomtek.biz/difference/kupit-homer-surgut.html Lembrando os grandes da música negra

Cantando quase sempre com o rosto inclinado para a esquerda, o músico quase não encarrava a plateia e parecia fazer força ao soltar sua bela voz, sempre transbordando dramaticidade em suas interpretações valiosas.

”I’m Getting Ready” rendeu um dos mais emocionantes momentos de um show em que Kiwanuka acertou até na hora de sair de cena . Depois de interagir simpaticamente várias vezes com os americanos e de tocar doze faixas fez uma pausa. Depois mais duas no tempo extra, com a dançante ”I Don’t Know”, lembrando os grandes da música negra.

 + Leia a resenha do primeiro disco de Kiwanuka

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