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Cultura Inglesa Festival

22 de junho de 2015

 Evento em São Paulo teve Johnny Marr como grande estrela.
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       O Cultura Inglesa Festival, no Memorial da América Latina, reuniu neste domingo, em São Paulo, vários ingredientes bacanas que um evento pop precisa ter. Entrada franca, um  lindo dia, e depois, uma noite super agradável, e um local que é referência na capital paulista ajudaram o clima da festa  que teve um público ótimo e shows muito esperados.
      O The Strypes(foto), por exemplo, da Irlanda mostrou  porque é uma das grandes revelações do rock mundial. A garotada irlandesa, que já fez bonito até no programa de David Letterman, mandou seu rock and roll calcado no blues e lembrou   The Yardbirds e os Stones da fase Brian Jones. A faixa ”Blue Collar Jane” foi um dos grandes momentos da apresentação cheia de vigor dos Strypes.
       No início da tarde, as bandas Staff Only e Blue Drowse já haviam dado a largada. Gaby Amarantos depois homenageou as Divas inglesas e disse de forma simpática,  que tirou uma selfie com Johnny Marr. Então, o show mais esperado da programação ficou por conta dele, o lendário ex-companheiro de Morrissey no The Smiths! Cantando e tocando sua seminal guitarra, Marr fez um belo show, mesclando músicas de seus  discos solos, sendo que ”Easy Money” e ”Upstarts” chamaram mais a atenção,  com os clássicos da cultuada banda de Manchester, que todos queriam escutar. ”Panic” botou pilha na primeira parte do concerto, depois na fase final, entre outros hinos de seu ex-grupo. “There is a Light That Never Goes Out”, do histórico álbum The Queen is Dead, de 1986, foi a melhor, com o guitarrista colocando o público todo para cantar.
      Este domingo no Memorial valeu e muito!
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De Sheffield para o Rio

18 de novembro de 2014

Arctic Monkeys faz ótimo show em Arena lotada

Texto – Vitor Diniz

Foto – Ana Clara Sieberer

 

Foi antes de mais nada um belo concerto de rock, o que foi oferecido pelo grupo inglês Arctic Monkeys aos seus fãs, neste sábado (15 de novembro) na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.

Depois de uma garageira e competente abertura dos suecos do The Hives, a trupe do criativo Alex Turner começou a usar e abusar do repertório de seu último disco, o inspirado AM.

”Do I Wanna Know” foi a primeira da noite e já entregou que a banda da cidade de Sheffield tinha a Arena totalmente a seu favor. Flertando bem com várias vertentes, o Arctic Monkeys não deixou de ter uma postura roqueira em sua performance, e mesmo nas baladas, Turner lembrou os grandes cantores do estilo em seus momentos de lirismo indie, como na irresistivel ”No.1 Party Anthem”. Essa música fez com que todo o local lembrasse de uma éspecie de árvore pop de Natal, como comentou um fã, graças ao espetáculo de luzes através dos celulares.

Momento inesquecível

         Com seus eficientes músicos, o Arctic Monkeys mostrou no palco, que hoje é uma das bandas mais prontas do rock inglês, e, quem sabe, a que chegou até aqui com mais virtudes entre as de sua ”idade”. Seu disco mais recente é um indicador da cultura musical apurada de seus integrantes. Além de Turner, completam o grupo britânico, Jamie Cook (guitarra), Nick O’Malley (baixo) e Matt Helders (bateria).

Alex Turner, um dos festejados darlings do rock mundial, soube conduzir muito bem as ações no Rio, tanto com sua guitarra para ser urgente, quanto com seu violão e sua voz sedutora, que parecia seguir lindamente a cartilha de nomes como Richard Hawley e Jarvis Cockner, apenas para citar dois astros também de Sheffield.

”Fluorescent Adolescent”, logo em sua introdução, já levava o jovem público – que esgotou os ingressos rapidamente – ao delírio, e ” R U Mine?”, na parte final, garantiu um momento inesquecível para os seus fãs.

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Um beatle bem perto!

13 de novembro de 2014

       Paul McCartney emociona fãs e entrega todo seu carisma ao Rio. 
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Texo e foto – Vitor Diniz
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           Ver  Paul McCartney de perto é sempre impagável, por tudo que o ex-parceiro de John, George e Ringo representa. Estar em um show do ”Macca”, sempre é diversão garantida. Mas nesta quarta-feira (12 de novembro), o sabor foi ainda mais especial no Rio de Janeiro, pelo fato dele estar bem perto no sentido físico propriamente dito, já que na Arena HSBC, vimos o primeiro palco de Paul no Brasil que estava montado em um lugar fechado, o que conferiu à apresentação, que faz parte da Out There Tour, contornos, digamos, ”particulares”. O músico de setenta e dois anos  se apresentou antes em Cariacica, na região metropolitana de Vitória, no dia 10,  e ainda segue para Brasília e São Paulo.
Com meia hora de atraso, o que ”ajudou” parte do público que ficou às voltas com o trânsito na zona oeste da cidade. A mitológica figura de Sir Paul McCartney surgiu com sua banda (fantástica, como ele mesmo definiu), tocando a clássica ”Eight Days A Week”, que está registrada no disco Beatles For Sale. Logo depois, a vigorosa ” Save Us” já sinalizava o quanto ” New”, seu mais recente trabalho, é coeso e desce bem ao vivo.Ao longo da noite, o inglês, sempre carismático, ainda lançou mão de outras faixas deste álbum. ”New”, que dá nome ao disco, ratificou a condição de McCartney como magistral melodista. ”Queenie Eye” foi uma das melhores da noite, com Paul ao piano e ”Everybody Out There” teve uma participação maciça  da plateia.
Entre os tantos clássicos dos Beatles e do Wings, destaques ainda para  ”Lady Madonna”, ”Something” (com a Arena cantando em peso com o genial músico, para lembrar do amigo George Harrison) e ”Live and Let Die”. Com seu violão, Paul embalou os corações beatlemaníacos com hinos como ”Yesterday” e ” Blackbird”. John Lennon também foi homenageado na linda ” Here Today”. Assim como das outras vezes no Brasil, Paul mandou muito bem com seu simpático português em uma apresentação em que nos ofereceu  uma performance brilhante .  Depois de uma longa, porém deliciosa noite, os fãs voltaram para casa de  alma lavada e duas jovens em especial,  foram convidadas ao palco e ganharam abraços e preciosos autógrafos do homem que carrega consigo uma das mais bem sucedidas trajetórias da música pop.
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O Arcade Fire é nosso!

5 de abril de 2014

Grupo faz show contagiante no Rio e segue para o Lollapalooza
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Por Vitor Diniz
Foto:José Cláudio Barbosa Jr
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“Quem manda na casa é a mulher e na banda também”, disse uma voz feminina na plateia se referindo à performance inesquecível de Régine Chassagne na música “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)”, no ótimo show que o  Arcade Fire fez nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Sobre o grupo canadense, que será uma das atrações principais de domingo no Festival Lollapalooza, em São Paulo, o comentário em tom de brincadeira da fã, se referia ao fato de Win Butler, seu marido e mentor intelectual do Arcade Fire ditar o ritmo do  combo ao longo de toda a apresentação no Citibank Hall, mas na última música do show, Régine, que parecia uma coadjuvante de luxo, mostrou que o protagonismo do marido não era tão grande assim. A moça provou ser partícipe total e sublime nas ações principais de seu parceiro no ballet-pop que o Arcade Fire promove no palco. Em “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)”, cantou com alma doce, mas também foi contundente e segura e parecia hipnotizar a plateia carioca. De quebra, dançou como uma colegial e deixou o clima perfeito para o bis que viria após a tal brincadeira com os bonecos e as máscaras gigantes que tanto conceituam este espetáculo. Tudo na frente conta com a assinatura soberba de Butler, mas Régine circula por toda a casa, quer dizer, por todo o palco, tocando muitos instrumentos como se checasse cada detalhe para o maridão brilhar com ela.
Apesar da faixa cantada por ela ser do disco The Suburbs, de 2010, foi mesmo Reflektor, de 2013, que pautou  o show. Aliás, deve ser sempre assim, quando uma banda está lançando um disco. Win se mostrou um grande comandante no palco, e, brincadeiras à parte, ele e sua esposa parecem ter nascido para conduzir seu surpreendente grupo. Com cerca de uma hora e meia de duração, o show  provou que o Arcade Fire é uma banda baseada na cultura anglo-saxônica, mas que sabe bem olhar para outras nuances deste planeta cada vez mais diversificado. Haiti? Brasil?
                                                   Chuva de papel picado
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 E em uma semana em que Kate Moss foi à Toca do Vinicius, um dos redutos da Bossa-Nova, em Ipanema, conferir discos e afins, a música brasileira parecia ser especial também para os caras do Arcade Fire, que deram as suas entregadas em relação a isso. Sem falar na camisa do Neymar, exibida com orgulho no final e tudo mais. Surpresas? Aquarela do Brasil? Caetano? Essas podem pintar ainda mais, quem sabe, no show de São Paulo. Melhor esperar.
Com alguns fãs fantasiados, os canadenses e seus adereços deram um clima de festa ao concerto. O disco da vez , Reflektor, foi bem quando acionado dando tom ao show e “Joan of Arc”, com sua introdução bacana, foi uma das mais impactantes.
Para quem viu a banda canadense em ação no Brasil em 2005, este show deixou claro que hoje o grupo conseguiu escapar no bom sentido do chamado eixo underground. Sem perder sua identidade indie, saudavelmente “se dando bem” com o mainstream, a banda não perdeu a sua vocação pelo belo. O telão ao fundo do palco exibia imagens lindas, em geral em preto e branco, algo que esteticamente funcionou bem no Rio, junto a postura de big band pop. O clima de carnaval indie chegou ao seu auge em “Normal Person”, e, em show que teve chuva de papel picado e um “homem de metal” zanzando pelo palco fazendo um personagem Reflektor, já as pessoas normais (que não lotaram nem de longe o local!), se esbaldaram na plateia. Imagina no Lolla!
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Ugly Kid Joe no Brasil

15 de agosto de 2012

Grupo da Califórnia que ganhou fama nos anos 1990 , se apresentou em SP para alegria dos fãs.

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Kiwanuka na Big Apple

25 de junho de 2012

Texto e foto: Vitor Diniz

Em Nova Iorque existia, mesmo alguns dias antes, um forte frisson em torno da única apresentação do cantor inglês Michael Kiwanuka na cidade. Destaque na revista Time Out daquela semana e com ingressos esgotados, o músico que é uma das grandes apostas para faturar boa parte dos prêmios em 2012, subiu ao palco do Highline Ballroom com sua magistral banda.

Kiwanuka, à frente com seu violão e um certo estilo folk, contou ainda com guitarra, baixo, teclado, bateria e percussão em seu grupo, ou seja, além dele mais cinco músicos altamente habilidosos o acompanharam na noite do último dia 13 de junho, em Nova Iorque.

”You’ll Give Everything But Love” foi a primeira da noite a encantar o interessado público que fazia silêncio para ouvir cada acorde. ”Tell Me a Tale”, que remete a Van Morrison, abre Home Again, único disco do talentoso londrino, filho de africanos. Nesta apresentação, a música ganhou contornos acentuados do mais puro jazz, e, com improvisos redondos, teve sua versão esticada.

Lembrando os grandes da música negra

Cantando quase sempre com o rosto inclinado para a esquerda, o músico quase não encarrava a plateia e parecia fazer força ao soltar sua bela voz, sempre transbordando dramaticidade em suas interpretações valiosas.

”I’m Getting Ready” rendeu um dos mais emocionantes momentos de um show em que Kiwanuka acertou até na hora de sair de cena . Depois de interagir simpaticamente várias vezes com os americanos e de tocar doze faixas fez uma pausa. Depois mais duas no tempo extra, com a dançante ”I Don’t Know”, lembrando os grandes da música negra.

 + Leia a resenha do primeiro disco de Kiwanuka

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Grouplove: palmas e pulos

15 de junho de 2012

Por Vitor Diniz
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Quem frequentou o Maracanã nos anos 1980 sabe que, por vezes, a sua arquibancada tremia em grandes jogos. Os mais velhos diziam que era assim mesmo e tal. A mesma sensação, depois de tantos anos, pode ser sentida na noite desta quarta feira, em Nova Iorque, por este articulista, no show do grupo americano The Grouplove.

O ótimo e confortável Webster Hall estava lotado (ingressos sold out, e na mão de um cambista valiam três vezes mais!). Quando o grupo de Los Angeles tocou seu hit ”Tongue Tied”, o piso  tremia nitidamente. Os novaiorquinos pulavam da forma mais alta que podiam e cantavam em coro. Parecia que todas as tribos tinham representantes ali, desde as patricinhas aos veteranos amantes da música pop, passando pelos (muitos) ”Hipsters” de Williamsburg.
A fofíssima cantora  e  super cool – Hanna Hooper – comandava toda a loucura indie. Ela não para um minuto no palco. Dança, canta, toca teclado ocasionalmente e, principalmente, contagia o público com sua performance eletrizante. Ela é a cara desta incrível banda, que, ao lado de seu vocalista e guitarrista Christian Zucconi, só falta fazer chover no palco.
Em NYC, o Grouplove tocou para uma plateia mesclada em termos de idade e etc, mas, na véspera, na Filadélfia, o grupo, que também lotou o The Teather Of Living Arts,  fez uma apresentação semelhante para uma galera muito mais jovem. Uma moçada com predomínio feminino, que usava bermuda jeans e calçava havaianas. Mesmo assim, também pularam muito ao som do Grouplove.
Ao vivo, os californianos são mais roqueiros  que em estúdio, mas não perdem, apesar da loucura e certa barulheira, seu doce pop. A forma como usam as palmas em alguns números é pra lá de peculiar. Toda esta atmosfera vibrante e a pilha que a banda traz ao vivo pode ser em parte notada no You Tube, no vídeo do programa de David Letterman, quando eles tocaram ”Colours”, música que fechou ambos os concertos do Grouplove, que o Pop Mix acompanhou em domínios ianques. Um dos roadies da banda usava a camisa 7 do Brasil, de Jairzinho. Tudo muito cool, até isso…
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The Horrors e a chuva

1 de junho de 2012

Por Vitor Diniz

”A minha mãe deve ter comprado todas as cópias do NME quando saímos na capa”, disse o vocalista do The Horrors, Faris Badwan, em entrevista à revista portuguesa Blitz.

Como The Horrors nunca estampou a capa de nenhuma publicação brasileira e, por aqui, o New Musical Express (NME-semanário inglês) é vendido em poucas bancas, Faris e seus companheiros mostraram para pouca gente seu pós-punk naquela que acabou sendo uma soturna noite de quinta-feira no Circo Voador.

O The Horrors, que não é uma banda propriamente dark, apesar de ter muito de Siouxsie & The Banshees, Sisters of Mercy e The Cure em seu trabalho, acabou tocando com muito pouca luz no palco, o que conferiu um clima ainda mais gótico ao show. E, como poucos cariocas enfrentaram a chuva para vê-los tocar tarde da noite durante a semana, o concerto só não se tornou burocrático porque a banda é realmente boa. Mesmo assim, teve quem não se ligasse muito nela.

Depois de começar com o som superestourado, exatamente à meia-noite, o grupo de Southend acertou a mão em termos técnicos, lá pela quarta música e mostrou que, em seu retrovisor, estão de fato muitos nomes da cena dark do passado, mas que, com seu toque indie e um tanto punk, conseguem ter cara própria, olhando também para outras cenas

Cantando na chuva

No palco, Faris e seus amigos têm carinhas que nos fazem pensar em Joey Ramone ou nos irmãos Reid, do Jesus & Mary Chain. Com três discos nas lojas e uma capa do NME para se orgulhar, os Horrors fizeram um show correto, mas sem segurar totalmente a atenção dos presentes. Era possível ver alguém sempre checando algo em seu smartphone ou conversando com amigos.

Que o The Horrors é uma boa banda ao vivo, não resta dúvidas. Sua esforçadíssima performance mostrou isso, mas talvez tenham sido prejudicados pela chuva, que deixou a casa bem meia-boca. Além disso, o vibrante show de abertura, dos também britânicos We Are Band, tornou a  tarefa ainda mais difícil. No final, foram aplaudidos com méritos, mas depois de uma hora no palco, o que eles conseguiram mesmo foi nos deixar com uma vontade imensa de ouvir Siouxsie e afins ao chegar em casa.

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Band of Horses in Rio

20 de maio de 2012

Texto e fotos – Vitor Diniz

Uma das mais elogiadas bandas da cena indie, o Band Of Horses tocou pela primeira vez no Rio de Janeiro, neste sábado (19 de maio), no Vivo Rio.
O grupo de Seattle foi uma das atrações do Festival Lollapalooza, em São Paulo, recentemente, e volta à capital paulista nesta segunda-feira (21 de maio), para show que promete gerar um culto indie no Beco 203, na Rua Augusta, que, por certo, estará repleto.

.No Rio, a banda, revelada pela lendária gravadora Sub-Pop, tocou para poucos em uma casa de porte, digamos, ”mega” para um grupo com pouco espaço na grande mídia brasileira e com status de cult por aqui. Era fácil andar pela pista quase vazia.
Para o show de São Paulo, o fato de a banda ter participado do programa Altas Horas, da Rede Globo, pode ajudar ainda mais a agitar a segundona, que já deve ser frenética, por conta dos indies que frequentam o Baixo-Augusta, região aonde será realizado o show.

Mais rock e menos indie!

Em solo carioca, o Band Of Horses cometeu uma atuação superdecente. Os amplificadores Vox e o órgão de madeira (estilo The Doors) no palco já entregavam que aqueles que estavam ali para a festa do campeonato mundial de surf veriam algo muito bacana. Mais pesados no palco do que no disco, os americanos desfilaram suas canções que exalam o tempero sulista, cheias de ecos country de bandas que formaram o berço denso do rock ianque.

A força das guitarras fala mais alto ao vivo do que a atmosfera melancólica dos três álbuns e o lirismo indie fica, por vezes, em segundo plano, dando espaço a uma camada de guitarras de uma autêntica banda de rock and roll.
A lindissima ”Cigarettes, Wedding Bands” começou o show, dando uma pista errada da apresentação, já que depois, eles aumentaram o volume e fizeram um som cru e roqueiro na maior parte da noite, usando músicas de seus três álbuns.

“Eu volto”

4 de maio de 2012

Texto e fotos -Vitor Diniz

 Assim como fez em São Paulo na véspera, Noel Gallagher tocou no Rio de Janeiro números do Oasis, e quase todas as músicas de seu High Flying Birds, na noite de ontem, 3 de maio.

Com cerca de 3.800 pessoas no Vivo Rio, fazendo bonito no que diz respeito à idolatria pop, o ex-mentor do Oasis contou com fãs sedentos por suas grudentas canções.

Aparentemente um tanto mais descontraído que em São Paulo, Noel desfilou seu cancioneiro pop pelo Vivo Rio com maestria. ”Half The World Away” foi mais densa que no show anterior, mas ”Freaky Teeth” já não foi tão marcante quanto em solo paulistano e passou meio batida, o que não aconteceu com ”Aka… What a Life”, tão expressiva, que deixou claro nesta noite que seria ideal para abrir os shows desta turnê.

 Não é tão coerente pensar que lançando um álbum, um artista comece um show com músicas de sua ex-banda. Ele está lançando disco, e só o aciona na terceira música em diante?

Cariocas queriam ”Rockin’ Chair”

Antes de voltar para a parte final do show, o músico inglês de quarenta e quatro anos ouviu a pista vip inteira cantar ”” Rockin’ Chair”, do Oasis. Era uma espécie de pedido coletivo, que foi prontamente ignorado pelo ídolo em questão.

Sem mudar uma música em relação ao show de São Paulo, talvez o grande diferencial a favor do show carioca tenha sido o Vivo Rio ser menor que o espaço das Américas, local aonde Noel tocou na capital paulista. Desta forma, tudo parecia um pouco mais azeitado no palco e o som de ”Talk Tonight” desceu lindamente com a plateia indo no embalo de sua melodia.

Provando estar no mesmo time dos grandes compositores do rock inglês, como Ray Davies e Ian McCulloch, por exemplo, Noel Gallagher disse, ao final da noite, que tinha sido incrivel estar no Brasil e prometeu voltar. Depois, feliz da vida, viu o Rio de Janeiro cantar “Don’t Look Back In Anger” em alto e bom som. Noel parecia apenas um maestro.

 + Popmix acompanhou show de Noel Gallagher na Suíça

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