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Noel Gallagher e um golaço

3 de maio de 2012

Texto e foto – Vitor Diniz

        Parecia um duelo entre Manchester City e Palmeiras, já que eram muitas as pessoas desfilando com a camisa azul do time inglês, nos arredores  do estádio Palestra Itália, em direção ao show de Noel Gallagher no ”vizinho” Espaço das Américas, em São Paulo, na noite dessa quarta-feira, 2 de maio.. Para completar o clima ”Pop-Boleiro”, uma grande bandeira verde do time do Parque Antártica era exibida na pista em frente ao palco, em que um dos mais ferrenhos torcedores do virtual campeão inglês  iria cantar. E, na verdade, havia mais fãs com camisas do City do que, por exemplo, do Oasis, a banda que um dia, Noel e seu irmão Liam, fizeram ser a mais querida da Inglaterra. Liam que, lembremos, essa semana roubou a cena em um jogo em Manchester.

Feliz com a fase de seu time, Noel, que se alternou entre guitarras e violões,  foi pontual e começou com, ”(It’s Good) To Be Free”, como tem feito nestes shows em que divulga seu disco, Noel Gallagher’s High Flying Birds.

Assim como no concerto em que o Popmix cobriu em Zurique, em março deste ano, na Suíça, essa  música que data dos tempos de Oasis mostrou que não é (apesar de muito boa), tão contundente para uma abertura de um show deste porte. E olha que em São Paulo ela foi muito cantada por um público que esteve fechado com seu ídolo o tempo todo e chegou a gritar seu nome em coro muitas vezes.

Já “Mucky Fingers”, que vem na sequência, foi bem mais contagiante,  e passou por cima de sua antecessora, com uma energia incrivel e deu, ai sim, de vez, ”calor” a uma noite em que São Paulo ainda contou com clima de inverno fora de época.

“Everybody’s on the Run” foi  a primeira da fase ”solo” e  ”Dream On”, que venho no embalo, foi das mais marcantes do show.

Preterida por Noel em seu  álbum, a ótima ”Freaky Teeth” foi, sem dúvida, o momento mais roqueiro do show. Agora fica ainda mais claro que o lado punk do Oasis estava mais atrelado à persona de Liam,  e não há como negar que a sujeira rock and roll do grupo, o Gallagher mais velho deixou ir embora  com o Beady Eye.

Muitos pediram o hit ”The Masterplan” e o que Noel disse??

Quando os fãs pediram ”The Masterplan”, um clássico ”Oasisiano”, sabe o que o famoso ranheta disse aos paulistanos? Bem, antes ele fez apenas negativo com a  cabeça e completou falando que quem quisesse escutar essa canção poderia pegar o disco  Stop The Clocks do Oasis e dar o play.

“Let the Lord Shine a Light on Me”, que está no lado B de “AKA… What a Life!”, foi tocada pela primeira vez e sinalizou  um avanço,  pois Noel e sua excelente banda não alteram quase nada no set list desta turnê. Talvez uma mudança ou duas possam ocorrer no show desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a ser realizado no Vivo Rio.

Para reviver a ”Oasismania”, o homem que escreveu “Whatever” e “Don’t Look Back In Anger”, cantou ambas e levou tanto à euforia quanto às lágrimas, boa parte dos mais de seis mil presentes..

+ Popmix acompanhou show de Noel Gallagher na Suíça

+ UOL confere entrevista coletiva de Noel em SP

+ Assista especial Oasis no Popmix

The Ting Tings no Cine Joia

2 de maio de 2012

Texto e foto – Vitor Diniz

A dupla inglesa The Ting Tings fez um energético show no Cine Joia, em São Paulo, nesta terça-feira. Oriunda de Manchester, cidade também de Noel Gallagher, que toca hoje na cidade, o The Ting Tings contou com um ótimo público, apesar da fria noite paulistana.

Sem nenhum músico de apoio e apenas com Katie White e Jules de Martino dando conta de guitarras, baixo, bateria, bumbos, piano e vozes, o The Ting Tings contagiou os presentes com seu rock dançante, com embalagem house e indie. A lourinha Katie parecia estar fazendo seu último show, tamanha era sua empolgação e, ao lado do não menos eficiente Martino, mostraram o quanto atitude, conceito e uma performance arrojada podem fazer a diferença.

”Meu português é uma m*, então vamos dançar!”

Formado na Inglaterra em 2006, e com dois discos no mercado, o duo que se tornou famoso em todo o mundo graças ao hit “That’s Not My Name”, guardou seu single dourado, que ganhou tantas pistas de dança em 2008, para o final. Katie convocou nesse momento, paulistanos e afins, para cantarem a plenos pulmões.

”Estamos muito felizes de estar pela segunda vez em São Paulo, mas como meu português é uma m*, vamos dançar!”, disse no início da noite, lendo em um papel com toda sua discolância, a menina que é a voz central do The Ting Tings.

E pensar que na noite anterior os também ingleses do grupo James fizeram um belo show no mesmo palco! Que venham Noel Gallagher nessa quarta-feira e o The Kooks na próxima semana!

A terra da garoa agradece.

Feriado Indie

30 de abril de 2012

Por Vitor Diniz

A semana será cheia de opções para quem não vive sem música na maior cidade brasileira. Uma certa invasão inglesa irá acontecer nos palcos da capital paulista entre segunda-feira (29 de abril) e quarta-feira (dia 2 de maio).

O cultuado grupo James (foto) começa a sequência de concertos na segunda-feira, com sua atuação no Cine Joia, local que receberá também a curiosa e eficiente dupla The Ting Tings, na noite seguinte. Já na quarta-feira, um duelo britânico com Noel Gallagher e o seu High Flying Birds, tendo a concorrência dos veteranos músicos do Duran Duran, que tocarão no Credicard Hall, enquanto o ex-Oasis estiver em ação no Espaço das Américas. Os camarotes para o show do Duran Duran já estão esgotados.

Veja todos os detalhes aqui!

Hoje é noite de Johnny

27 de abril de 2012

Por Vitor Diniz

Depois de tocar no Lollapalooza com Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, Johnny Monster volta a empunhar sua guitarra e seu violão. Será nesta sexta-feira (27 de abril), em São Paulo, na Rua Augusta, em show a ser realizado no Studio SP, Johnny tocará acompanhado da banda Superdose.

Serão executadas todas as canções do seu primeiro disco solo, “Solstício de Inverno”, parceria com o selo Popmix Records. Além disso, serão feitas releituras dos b-sides que não entraram no álbum e uma inédita no fim do show, “Como Se Não Houvesse Fim”.

O mar de guitarras, as boas melodias e uma banda coesa apontam na direção de um espetáculo pra lá de interessante para os apreciadores de uma sonoridade inglesa clássica, mas com letras em português que refletem os anseios e angústias do músico e compositor paulistano.

+ Mais detalhes no site do Studio SP
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Happy Baxter

6 de abril de 2012

Texto e fotos Vitor Diniz

Baxter Dury é filho de Ian Dury, músico que nos anos 1970 liderou o grupo Ian Durry & TheBlockheads. Baxter abriu a dois dos cinco shows que Paul Weller fez no Roundhouse, em Londres, no final de março, e que foram acompanhados de perto pelo Popmix.

O filho de Ian faz, com sua ótima banda, um pop elegante, sempre com doces backing vocals da tecladista Madelaine Hart. O cara coordena o dançante som e tudo mais na frente do palco, cheio de estilo, com seu terninho estilo Ben Sherman.

          Happy Soup, seu disco de 2011, foi apontado por alguns veículos como um dos melhores daquela temporada e segue em destaque nas lojas Rough Trade, em Londres, com cd extra exclusivo e tudo. O álbum foi classificado pela revista Uncut como brilhante e ganhou cinco estrelas da Q Magazine.
Com boa parte do público ainda chegando ao Roundhouse para ver Paul Weller, a atração principal, Baxter Dury fez, nas duas oportunidades, shows para poucos, porém interessados, expectadores. Conforme a casa ia ficando cheia, a performance dele crescia, e assim foi ganhando a galera. “Isabel” e ” Claire” chegaram a esboçar um frisson na pista e, nas duas noites, Baxter Dury foi muito aplaudido e agradou aos fãs de Paul Weller.

.+ Paul Weller lança no disco em Londres

Tindersticks na Suíça

1 de abril de 2012

Texto e fotos: Vitor Diniz

Existem certas bandas que só poderiam tocar mesmo em lugares especiais, aqueles em que além do som perfeito, tenham uma atmosfera única. No caso do grupo inglês Tindersticks, uma ambientação sofisticada, porém despretensiosa, também deve ser acrescentada.

E foi em uma casa com todas estas características mencionadas acima, o Kaufleuten, em Zurique, que a banda fez um belo show no final de março, na Suíça, lançando Something Rain, seu novo disco e liderado pela voz inconfundível de Stuart Staples. O Tindersticks fez um concerto e tanto no Kaufleuten, local que tem nuances de teatro municipal ou Royal Albert Hall.

“Show Me Everything” foi das músicas mais emocionantes com backing vocals delicados e precisos. Já “Slippin’ Shoes” foi a melhor da noite; um primor, que mostrou como o grupo se preocupa com a riqueza dos arranjos. Nada parece fora do lugar na performance do Tindersticks. Cada solo, cada movimento no palco traz algo sublime.

Os suíços na plateia pareciam hipnotizados pelo som elegante e com ecos de jazz dos ingleses. Atentamente, acompanhavam em silêncio total os solos, tanto de trompete, quanto de órgão e guitarras. Pareciam se deliciar com a voz de Stuart. No final de cada número, aclamavam totalmente o grupo.

Mesmo sem tocar alguns clássicos, como “Dying Slowly” e “Sometimes It Hurts”, o Tindersticks deixou seus fãs de Zurique mais do que satisfeitos. A lojinha vendendo discos e produtos do grupo, lotada após o show, foi o grande indicador dessa satisfação.

Roger Waters e o “Muro dos Sentidos”

30 de março de 2012

Por Diogo Simões

O que dizer quando todas as suas melhores expectativas são superadas? Isso aconteceu comigo e com certeza, com as milhares de pessoas que lotaram o Engenhão na noite de ontem(29) para assistir, não a um show, mas a uma experiência sensorial tendo como mestre de cerimônia  Mr. Roger Waters.

Numa agradável noite carioca, Mr. Waters levou todos os presentes a uma viagem onde o principal sentido a aguçar seria a visão. O Som penetrava na alma como um plano de fundo para o que estávamos assistindo atônitos, e ao mesmo tempo vibrantes.

Waters subiu no palco às 21:30, e na introdução do show, um avião desgovernado “explode” ao se chocar contra o muro em “In the flesh?”, já mostrando o que estava por vir: pirotecnia, luzes e arte digital que surpreendiam a cada momento.

Logicamente os clássicos como “Another Brick in the Wall” e “Comfortably Numb” botaram o estádio abaixo, enquanto ninguém desgrudava os olhos do muro que era construído ao longo da apresentação e destruído no segundo ato. Aliás, não tem bis. Tem intervalo mesmo com acender das luzes e tudo, dando um ar teatral ao estádio, se é que isso é possível.

Em Mother, Waters puxou a viola para a execução do clássico. Nela, questionou a ação dos governos, deixando bem clara sua falta de confiança em todos eles – com um palavrão enorme projetado no muro(Nem Fod….).

“Gostaria de dedicar este concerto a Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça; e também a todas as famílias das vítimas do terrorismo de estado em todo mundo. ‘The wall’ não é sobre mim, mas sobre Jean e todos nós”, disse o músico em português.

No segundo ato, Roger canta a frente do gigantesco muro e através de incríveis efeitos tridimensionais em alta definição ele interage com “seu muro” de forma enebriante até finalizar o show com o folk “Outside the Wall”.

Roger Waters é uma daquelas figuras do rock and roll que carrega uma história de genialidade, personalidade e carisma. Um dos pouquíssimos que consegue lotar estádios executando as canções de um único trabalho. E com sua criatividade, e a de sua equipe de criação visual, nos tirou da condição de público para a de testemunhas oculares e sonoras de um dos mais bem produzidos shows da história da música contemporânea.

Na cola de Paul Weller

20 de março de 2012

Texto e fotos – Vitor Diniz

Paul Weller fez na noite deste domingo (18 de março), no Roundhouse, em Londres, o primeiro de cinco shows para lançar seu novo disco Sonick Kicks.

Dividida em três partes, a apresentação, que teve seus ingressos esgotados, começou de forma ousada, talvez até inédita. O músico tocou seu novo álbum na integra, começando por “Green”, respeitando a ordem das músicas. Essa foi a primeira parte totalmente dedicada ao novo trabalho, que entregou o ex-líder do The Jam dialogando com diversas vertentes, entre elas krautrock e reggae.

Na segunda etapa, um set acústico, com ”English Rose”, clássico do Jam e outras pérolas, fez até casais namorarem. Depois, o final muito aguardado, com músicas em versões quase punk, principalmente  “Wake Up The National” (de 2010) e outras, levaram os londrinos ao delírio. Houve até uma briga de duas mulhers na pista tamanha foi a loucura e o frenesi. Em ”The Changingman”, os mods de plantão pularam muito na pista da casa, situada em Camden Town.

Miles Kane no palco e Liam Gallagher na platéia

Já na noite desta segunda feira (19 de março), Paul Weller voltou ao mesmo palco e fez um show semelhante ao de domingo. A plateia estava bem mais comedida do que na noite anterior, porém um fato mudou tudo. O Modfather chamou um convidado especial, o atual darling do pop inglês Miles Kane, que fez uma aparição inesquecível, que contagiou com uma vibe roqueira os presentes . A música? “Echoes Round The Sun”. Miles e Paul juntos pareciam enlouquecidos no palco.

Noel Gallagher participou das gravações dessa faixa em 2008, e por falar nessa família, seu irmão Liam estava no segundo piso do Roundhouse, curtindo tudo.

Grande show e terça-feira tem mais!

+ Assista Especial Paul Weller no Popmix!

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+ Planeta Terra: Kasabian e uma ótima noite!

13 de novembro de 2007

Por: Vitor Diniz

“São Paulo, come on!”, gritou o vocalista Tom Meighan assim que o Kasabian subiu ao palco do Planeta Terra à 1h30 deste domingo. “Shoot The Runner”, do álbum Empire, abriu magistralmente o show do grupo de Leicester e sinalizava que um excelente concerto estava apenas começando.

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+ Planeta Terra: Datarock faz apresentação divertida e muito competente

10 de novembro de 2007

Por: Mondrian Alvez

O Datarock devia ter uns poucos fãs na platéia. Por pouco tempo. Quando chegaram na última música, o público estava incendiado e parecia conhecer a banda de longa data.

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