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Tindersticks na Suíça

1 de abril de 2012

Texto e fotos: Vitor Diniz

Existem certas bandas que só poderiam tocar mesmo em lugares especiais, aqueles em que além do som perfeito, tenham uma atmosfera única. No caso do grupo inglês Tindersticks, uma ambientação sofisticada, porém despretensiosa, também deve ser acrescentada.

E foi em uma casa com todas estas características mencionadas acima, o Kaufleuten, em Zurique, que a banda fez um belo show no final de março, na Suíça, lançando Something Rain, seu novo disco e liderado pela voz inconfundível de Stuart Staples. O Tindersticks fez um concerto e tanto no Kaufleuten, local que tem nuances de teatro municipal ou Royal Albert Hall.

“Show Me Everything” foi das músicas mais emocionantes com backing vocals delicados e precisos. Já “Slippin’ Shoes” foi a melhor da noite; um primor, que mostrou como o grupo se preocupa com a riqueza dos arranjos. Nada parece fora do lugar na performance do Tindersticks. Cada solo, cada movimento no palco traz algo sublime.

Os suíços na plateia pareciam hipnotizados pelo som elegante e com ecos de jazz dos ingleses. Atentamente, acompanhavam em silêncio total os solos, tanto de trompete, quanto de órgão e guitarras. Pareciam se deliciar com a voz de Stuart. No final de cada número, aclamavam totalmente o grupo.

Mesmo sem tocar alguns clássicos, como “Dying Slowly” e “Sometimes It Hurts”, o Tindersticks deixou seus fãs de Zurique mais do que satisfeitos. A lojinha vendendo discos e produtos do grupo, lotada após o show, foi o grande indicador dessa satisfação.

Roger Waters e o “Muro dos Sentidos”

30 de março de 2012

Por Diogo Simões

O que dizer quando todas as suas melhores expectativas são superadas? Isso aconteceu comigo e com certeza, com as milhares de pessoas que lotaram o Engenhão na noite de ontem(29) para assistir, não a um show, mas a uma experiência sensorial tendo como mestre de cerimônia  Mr. Roger Waters.

Numa agradável noite carioca, Mr. Waters levou todos os presentes a uma viagem onde o principal sentido a aguçar seria a visão. O Som penetrava na alma como um plano de fundo para o que estávamos assistindo atônitos, e ao mesmo tempo vibrantes.

Waters subiu no palco às 21:30, e na introdução do show, um avião desgovernado “explode” ao se chocar contra o muro em “In the flesh?”, já mostrando o que estava por vir: pirotecnia, luzes e arte digital que surpreendiam a cada momento.

Logicamente os clássicos como “Another Brick in the Wall” e “Comfortably Numb” botaram o estádio abaixo, enquanto ninguém desgrudava os olhos do muro que era construído ao longo da apresentação e destruído no segundo ato. Aliás, não tem bis. Tem intervalo mesmo com acender das luzes e tudo, dando um ar teatral ao estádio, se é que isso é possível.

Em Mother, Waters puxou a viola para a execução do clássico. Nela, questionou a ação dos governos, deixando bem clara sua falta de confiança em todos eles – com um palavrão enorme projetado no muro(Nem Fod….).

“Gostaria de dedicar este concerto a Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça; e também a todas as famílias das vítimas do terrorismo de estado em todo mundo. ‘The wall’ não é sobre mim, mas sobre Jean e todos nós”, disse o músico em português.

No segundo ato, Roger canta a frente do gigantesco muro e através de incríveis efeitos tridimensionais em alta definição ele interage com “seu muro” de forma enebriante até finalizar o show com o folk “Outside the Wall”.

Roger Waters é uma daquelas figuras do rock and roll que carrega uma história de genialidade, personalidade e carisma. Um dos pouquíssimos que consegue lotar estádios executando as canções de um único trabalho. E com sua criatividade, e a de sua equipe de criação visual, nos tirou da condição de público para a de testemunhas oculares e sonoras de um dos mais bem produzidos shows da história da música contemporânea.

Na cola de Paul Weller

20 de março de 2012

Texto e fotos – Vitor Diniz

Paul Weller fez na noite deste domingo (18 de março), no Roundhouse, em Londres, o primeiro de cinco shows para lançar seu novo disco Sonick Kicks.

Dividida em três partes, a apresentação, que teve seus ingressos esgotados, começou de forma ousada, talvez até inédita. O músico tocou seu novo álbum na integra, começando por “Green”, respeitando a ordem das músicas. Essa foi a primeira parte totalmente dedicada ao novo trabalho, que entregou o ex-líder do The Jam dialogando com diversas vertentes, entre elas krautrock e reggae.

Na segunda etapa, um set acústico, com ”English Rose”, clássico do Jam e outras pérolas, fez até casais namorarem. Depois, o final muito aguardado, com músicas em versões quase punk, principalmente  “Wake Up The National” (de 2010) e outras, levaram os londrinos ao delírio. Houve até uma briga de duas mulhers na pista tamanha foi a loucura e o frenesi. Em ”The Changingman”, os mods de plantão pularam muito na pista da casa, situada em Camden Town.

Miles Kane no palco e Liam Gallagher na platéia

Já na noite desta segunda feira (19 de março), Paul Weller voltou ao mesmo palco e fez um show semelhante ao de domingo. A plateia estava bem mais comedida do que na noite anterior, porém um fato mudou tudo. O Modfather chamou um convidado especial, o atual darling do pop inglês Miles Kane, que fez uma aparição inesquecível, que contagiou com uma vibe roqueira os presentes . A música? “Echoes Round The Sun”. Miles e Paul juntos pareciam enlouquecidos no palco.

Noel Gallagher participou das gravações dessa faixa em 2008, e por falar nessa família, seu irmão Liam estava no segundo piso do Roundhouse, curtindo tudo.

Grande show e terça-feira tem mais!

+ Assista Especial Paul Weller no Popmix!

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+ Planeta Terra: Kasabian e uma ótima noite!

13 de novembro de 2007

Por: Vitor Diniz

“São Paulo, come on!”, gritou o vocalista Tom Meighan assim que o Kasabian subiu ao palco do Planeta Terra à 1h30 deste domingo. “Shoot The Runner”, do álbum Empire, abriu magistralmente o show do grupo de Leicester e sinalizava que um excelente concerto estava apenas começando.

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+ Planeta Terra: Datarock faz apresentação divertida e muito competente

10 de novembro de 2007

Por: Mondrian Alvez

O Datarock devia ter uns poucos fãs na platéia. Por pouco tempo. Quando chegaram na última música, o público estava incendiado e parecia conhecer a banda de longa data.

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+ Tokyo Police Cub faz primeiro grande show em festival de música em São Paulo

Por: Vitor Diniz

Começo de festival é sempre assim: as pessoas andando pra lá e pra cá e se situando, sempre focadas nas atrações. E foi neste clima que muita gente que chegava ao Festival Planeta Terra, em São Paulo (e em meio aos interessantes shows brasileiros de abertura),  parou para ver o grupo canadense Tokyo Police Club.

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