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Richard Hawley in concert

14 de outubro de 2012

.Texto e Fotos – Vitor Diniz

          Fazia muito tempo que queria ver o cantor inglês Richard Hawley em ação e as nossas datas não batiam. Em 2009, quando o homem, que tocou no Longpigs e no Pulp, fez um concerto em Londres e eu estava na capital inglesa, não pude vê-lo tocar, pois, no mesmo momento quase de sua apresentaçao, eu entrevistava Isabel Monteiro, em outro canto da cidade. A doçura da cantora do Drugstore e a minha antiga admiração por ela minimizaram a minha perda.

          Agora, em Amsterdã, a escrita foi quebrada! Richard Hawley lançava na Holanda, em um competente show no Melkweg, seu último disco, o elogiadíssimo Standing At The Sky’s Edge, na noite do último dia 9 de outubro.

Hawley ao vivo mantém sua voz limpa como nos discos, idêntica na verdade, e entretem também seus fãs com solos bem azeitados. Sua banda encanta, mas sem jamais deixar o protagonista em ”apuros”, e esteticamente me fez lembrar no grupo  de Noel Gallagher.

Bem antes do Palma Violets

A plateia tinha em média cerca de 40 anos. Afinal, Richard Hawley, apesar de dialogar sempre com novas propostas, está ”nessa” desde quando os garotos do Palma Violets não sonhavam nem em estar na capa do NME.

A casa, de porte médio para pequena, mas com estrutura impecável, recebia curiosamente, em seu outro palco, o show de Richie Sambora, simultaneamente, sem que um respingasse no outro em nenhum sentido. Algo fantástico! Hawley, sempre acertando, em especial ao acionar seu novo cd, contou com a abertura do grupo The Crookes, também de Sheffield, assim como ele.

O inglês, que emula Roy Orbinson e Scott Walker, mostrou que também pensa pesado às vezes, e testou bem o som do Melkweg, tocando alto em vários momentos com tensão e pegada roqueira. Um show de quem sabe das coisas, e que só não foi perfeito, porque o cantor de 45 anos não lançou mão de duas de suas mais inspiradas e famosas músicas: ”Valentine” e ”Serious”, que não foram tocadas nem mesmo no tempo extra da apresentação, que totalizou quase duas horas de diversão para os holandeses.

Richard Hawley e sua mágica voz.

artigo publicado por Redação
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Ela ouviu os discos certos

30 de agosto de 2012

.Texto e fotos Vitor Diniz

Ao som de ”Lust For Life”, clássico de Iggy Pop , Mayana Moura subiu na noite desta quarta-feira (29 de agosto), ao palco do Studio RJ.

A cantora e atriz lançou, em parceria com a Ellus, um E.P, auto-intitulado, com seis faixas, e esse show serviu para mostrar que ela pode ir muito além disso e colocar vários discos no mercado ao longo dos anos, se seguir com essa vibe. Mas, em qual prateleira? Depois da performance no Rio, Mayana só pode mesmo ficar confortável na seção rock&roll de qualquer loja. Afinal, o público que compareceu em bom número ao Studio RJ, presenciou um autêntico show de rock!

Como Liela Moss e Alison Mosshart

Com dress-code perfeito para a noite, e tendo como suporte a fina guitarra de Marcelo Ozorio (ex-Jumbo Elektro), e uma banda magistral, Mayana desfilou rocks grudentos como ”Magnetic”. A cantora nos fez concluir que escutou os discos certos em sua vida, e abusou bonito de grandes referências da cultura pop. A atmosfera oferecida por ela é semelhante às de artistas da Third Man Records, gravadora de Jack White!

Empolgando a atenta platéia, Mayana foi aclamada em um final de show, que contou com parabéns cantado em coro, para comemorar seus trinta anos.

Já em ”Negative 3”, de Marilyn Manson, ela parecia enlouquecida no palco, na mesma estirpe de vocalistas como Liela Moss, do The Duke Spirit, ou Alison Mosshart, do The Kills.

A conexão com grandes músicos da cena paulistana em especial permeia o trabalho de Mayana, que disse ser muita responsabildade cantar ”BED”, versão em inglês para ”Cama”, de seu amigo Tatá Aeroplano e que está no segundo cd do Cérebro Eletrônico. Ela, com certeza, não decepcionou. Agora, Mayana dividirá seu tempo entre a banda e a nova novela das sete da Rede Globo.

Ugly Kid Joe no Brasil

15 de agosto de 2012

Grupo da Califórnia que ganhou fama nos anos 1990 , se apresentou em SP para alegria dos fãs.

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Kiwanuka na Big Apple

25 de junho de 2012

Texto e foto: Vitor Diniz

Em Nova Iorque existia, mesmo alguns dias antes, um forte frisson em torno da única apresentação do cantor inglês Michael Kiwanuka na cidade. Destaque na revista Time Out daquela semana e com ingressos esgotados, o músico que é uma das grandes apostas para faturar boa parte dos prêmios em 2012, subiu ao palco do Highline Ballroom com sua magistral banda.

Kiwanuka, à frente com seu violão e um certo estilo folk, contou ainda com guitarra, baixo, teclado, bateria e percussão em seu grupo, ou seja, além dele mais cinco músicos altamente habilidosos o acompanharam na noite do último dia 13 de junho, em Nova Iorque.

”You’ll Give Everything But Love” foi a primeira da noite a encantar o interessado público que fazia silêncio para ouvir cada acorde. ”Tell Me a Tale”, que remete a Van Morrison, abre Home Again, único disco do talentoso londrino, filho de africanos. Nesta apresentação, a música ganhou contornos acentuados do mais puro jazz, e, com improvisos redondos, teve sua versão esticada.

Lembrando os grandes da música negra

Cantando quase sempre com o rosto inclinado para a esquerda, o músico quase não encarrava a plateia e parecia fazer força ao soltar sua bela voz, sempre transbordando dramaticidade em suas interpretações valiosas.

”I’m Getting Ready” rendeu um dos mais emocionantes momentos de um show em que Kiwanuka acertou até na hora de sair de cena . Depois de interagir simpaticamente várias vezes com os americanos e de tocar doze faixas fez uma pausa. Depois mais duas no tempo extra, com a dançante ”I Don’t Know”, lembrando os grandes da música negra.

 + Leia a resenha do primeiro disco de Kiwanuka

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Grouplove: palmas e pulos

15 de junho de 2012

Por Vitor Diniz
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Quem frequentou o Maracanã nos anos 1980 sabe que, por vezes, a sua arquibancada tremia em grandes jogos. Os mais velhos diziam que era assim mesmo e tal. A mesma sensação, depois de tantos anos, pode ser sentida na noite desta quarta feira, em Nova Iorque, por este articulista, no show do grupo americano The Grouplove.

O ótimo e confortável Webster Hall estava lotado (ingressos sold out, e na mão de um cambista valiam três vezes mais!). Quando o grupo de Los Angeles tocou seu hit ”Tongue Tied”, o piso  tremia nitidamente. Os novaiorquinos pulavam da forma mais alta que podiam e cantavam em coro. Parecia que todas as tribos tinham representantes ali, desde as patricinhas aos veteranos amantes da música pop, passando pelos (muitos) ”Hipsters” de Williamsburg.
A fofíssima cantora  e  super cool – Hanna Hooper – comandava toda a loucura indie. Ela não para um minuto no palco. Dança, canta, toca teclado ocasionalmente e, principalmente, contagia o público com sua performance eletrizante. Ela é a cara desta incrível banda, que, ao lado de seu vocalista e guitarrista Christian Zucconi, só falta fazer chover no palco.
Em NYC, o Grouplove tocou para uma plateia mesclada em termos de idade e etc, mas, na véspera, na Filadélfia, o grupo, que também lotou o The Teather Of Living Arts,  fez uma apresentação semelhante para uma galera muito mais jovem. Uma moçada com predomínio feminino, que usava bermuda jeans e calçava havaianas. Mesmo assim, também pularam muito ao som do Grouplove.
Ao vivo, os californianos são mais roqueiros  que em estúdio, mas não perdem, apesar da loucura e certa barulheira, seu doce pop. A forma como usam as palmas em alguns números é pra lá de peculiar. Toda esta atmosfera vibrante e a pilha que a banda traz ao vivo pode ser em parte notada no You Tube, no vídeo do programa de David Letterman, quando eles tocaram ”Colours”, música que fechou ambos os concertos do Grouplove, que o Pop Mix acompanhou em domínios ianques. Um dos roadies da banda usava a camisa 7 do Brasil, de Jairzinho. Tudo muito cool, até isso…
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