Flowers On The Moon

13 de abril de 2012

Por Vitor Diniz

Flowers On the Moon é o novo projeto de Daniel Dias, que liderou o Headphone, banda paulistana que militou na cena indie da década passada. Agora Daniel aposta em um disco com letras em inglês e o resultado é dos mais interessantes.

Assim como em sua ex-banda, o músico nos oferece melodias cativantes, sendo que agora traz uma ”sujeirinha” extra nas texturas de suas ótimas canções .
Em entrevista ao Popmix, Dias fala sobre o álbum “These Are From My People”, que está liberado para download grátis.
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.1-Esse projeto é uma banda de um homem só?

R: Sim, embora eu tenha convidado várias pessoas para participar. Até minha mãe aparece nesse disco, tocando piano e teclado. Não tenho, no entanto, banda fixa. Cada show é um caso diferente.

2-Seria Headphone mais garageiro ou mesmo roqueiro?

R: Não relaciono o projeto diretamente com o Headphone, que, para mim, ficou encapsulado ali, no momento que existiu em acabou. Já faz quase cinco anos. É mais garageiro e cru porque estou mais experiente, mais certo do que quero, e tive total liberdade para deixar o disco com a minha cara. Algumas músicas – várias, aliás – são da época do Headphone. Duas até foram gravadas antes. Mas estão, agora, com a cara definitiva.

3-Como foram gravadas as músicas?

R: O disco foi sendo gravado aos poucos; deslanchou mesmo em 2011. Gravei as baterias em 2009 com o Thiago Carbonari, baterista do Headphone, em um estúdio de Ribeirão Preto. Em 2010, gravei, eu mesmo, todos os violões no Estúdio Costella do Chuck Hipólitho, aqui em São Paulo. O resto foi gravado no Rocklab, de Goiânia, que faz um trabalho legal com equipamento vintage. Gravamos com amplificadores valvulados, microfones da década de 50, usamos somente minha Rickenbacker 360 e uma Telecaster. No final das contas, assino a produção junto ao Gustavo Vazquez, do Rocklab – que também tocou baixo e pandeirola.

4-Qual a diferença entre o indie de hoje e o da sua fase com o Headphone?

R: Estamos na ressaca daquela época, onde um monte de gente acreditou em crescimento mainstream, fez música em português para isso, e hoje se aventura em projetos, como eu, ou reclama que não deu certo. Ou tenta voltar, muita gente está tentando. Estou mais velho e não tenho feito parte de “cena” nenhuma, mas estamos em outra onda de fazer música “internacional”, sem pensar mais em sucesso aqui. Assim me parece. Não tenho acompanhado muito. Minha música não é “do momento”, é um amálgama do que eu sempre ouvi e curti, muito anos 90, influenciado por 60 e 70, e por aí vai.

5-Diferente de outros músicos, você fez o caminho oposto, e mudou do português para o inglês, qual foi o motivo?

R: Sempre me foi mais natural. Muitas destas músicas foram escritas em inglês – algumas, como “If You Go”, há mais de uma década, quando eu morava em Los Angeles. Outras também foram escritas durante estadias em outros países. Na época do Headphone, verti músicas em inglês para o português porque essa era a proposta da banda. Quando ela acabou, joguei tudo para o alto e fiz o que quis. Estou feliz com o resultado. O disco já trilha caminhos no exterior. Eu mesmo devo voltar para lá. Enquanto isso, quero tocar, seja onde for. Estou juntando membros para uma banda.

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