Uma nova invasão

28 de junho de 2012

Por Vitor Diniz

        O badalado grupo americano Alabama Shakes, parte agora para uma aguardada turnê pela Europa. A vocalista Brittany Howard e sua trupe tocam pela primeira vez em alguns dos festivais mais tradicionais do velho mundo, como o português Super Bock Super Rock e o dinamarquês Roskilde, isso sem falar que também levarão seu rock com tempero country, ao festival de Montreux, na Suíça.

        “Boys & girls”, álbum de estréia da banda, que já abriu shows de Jack White, acaba de chegar às lojas no Brasil, via Lab 344. No site oficial do Alabama Shakes ainda não constam eventos em dezembro, pode ser a  chance do grupo vir ao Brasil.

         O Alabama Shakes começou a chamar atenção da mídia especializada quando fez parte de uma edição especial do NME (New Musical Express), dedicada aos artistas que poderiam estourar em 2012. Pelo visto, o semanário inglês parece estar perto de ter acertado em cheio em sua aposta.

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Thee Vicars

29 de maio de 2012

Por Vitor Diniz

          Eles já chegaram a parar a Carnaby Street, na região central de Londres, quando tocaram na Merc, uma grife de roupas mod, que promove ocasionalmente shows na porta de sua loja. O Thee Vicars, que já abriu shows do The Horrors, “causou” na Carnaby com seus amplificadores Vox, com seus cabelos na testa e com sua levada que dialoga diretamente com a cultura sessentista.

Apesar de tudo isso e de soarem como Kinks ou até The Sonics, o grupo não deixa de oferecer uma boa dose de urgência própria em sua obra. Tudo aqui parece perfeito para quem aprecia uma bela garageira pop, comandada pela ótima banda, que usa peças bem cortadas e abusa das boas influências. I Wanna Be Your Vicar é um disco que desce fácil, através de suas doze músicas e acaba de ser lançado no mercado britânico pelo selo Dirt Water Records.

 

+ Especial Londres

Flowers On The Moon

13 de abril de 2012

Por Vitor Diniz

Flowers On the Moon é o novo projeto de Daniel Dias, que liderou o Headphone, banda paulistana que militou na cena indie da década passada. Agora Daniel aposta em um disco com letras em inglês e o resultado é dos mais interessantes.

Assim como em sua ex-banda, o músico nos oferece melodias cativantes, sendo que agora traz uma ”sujeirinha” extra nas texturas de suas ótimas canções .
Em entrevista ao Popmix, Dias fala sobre o álbum “These Are From My People”, que está liberado para download grátis.
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.1-Esse projeto é uma banda de um homem só?

R: Sim, embora eu tenha convidado várias pessoas para participar. Até minha mãe aparece nesse disco, tocando piano e teclado. Não tenho, no entanto, banda fixa. Cada show é um caso diferente.

2-Seria Headphone mais garageiro ou mesmo roqueiro?

R: Não relaciono o projeto diretamente com o Headphone, que, para mim, ficou encapsulado ali, no momento que existiu em acabou. Já faz quase cinco anos. É mais garageiro e cru porque estou mais experiente, mais certo do que quero, e tive total liberdade para deixar o disco com a minha cara. Algumas músicas – várias, aliás – são da época do Headphone. Duas até foram gravadas antes. Mas estão, agora, com a cara definitiva.

3-Como foram gravadas as músicas?

R: O disco foi sendo gravado aos poucos; deslanchou mesmo em 2011. Gravei as baterias em 2009 com o Thiago Carbonari, baterista do Headphone, em um estúdio de Ribeirão Preto. Em 2010, gravei, eu mesmo, todos os violões no Estúdio Costella do Chuck Hipólitho, aqui em São Paulo. O resto foi gravado no Rocklab, de Goiânia, que faz um trabalho legal com equipamento vintage. Gravamos com amplificadores valvulados, microfones da década de 50, usamos somente minha Rickenbacker 360 e uma Telecaster. No final das contas, assino a produção junto ao Gustavo Vazquez, do Rocklab – que também tocou baixo e pandeirola.

4-Qual a diferença entre o indie de hoje e o da sua fase com o Headphone?

R: Estamos na ressaca daquela época, onde um monte de gente acreditou em crescimento mainstream, fez música em português para isso, e hoje se aventura em projetos, como eu, ou reclama que não deu certo. Ou tenta voltar, muita gente está tentando. Estou mais velho e não tenho feito parte de “cena” nenhuma, mas estamos em outra onda de fazer música “internacional”, sem pensar mais em sucesso aqui. Assim me parece. Não tenho acompanhado muito. Minha música não é “do momento”, é um amálgama do que eu sempre ouvi e curti, muito anos 90, influenciado por 60 e 70, e por aí vai.

5-Diferente de outros músicos, você fez o caminho oposto, e mudou do português para o inglês, qual foi o motivo?

R: Sempre me foi mais natural. Muitas destas músicas foram escritas em inglês – algumas, como “If You Go”, há mais de uma década, quando eu morava em Los Angeles. Outras também foram escritas durante estadias em outros países. Na época do Headphone, verti músicas em inglês para o português porque essa era a proposta da banda. Quando ela acabou, joguei tudo para o alto e fiz o que quis. Estou feliz com o resultado. O disco já trilha caminhos no exterior. Eu mesmo devo voltar para lá. Enquanto isso, quero tocar, seja onde for. Estou juntando membros para uma banda.

Para esquecer a rotina

27 de março de 2012

Por Vitor Diniz

05

Sério candidato a disco do ano, Home Again é o primeiro álbum de Michael Kiwanuka, músico proveniente do norte de Londres e filho de pais de origem africana.

Com um som que simultaneamente remete a mais pura sofisticação e a genuína simplicidade do folk, este jovem, que é fã de Radiohead, ainda se aventura por outros caminhos, como soul e jazz. Aqui tudo soa lindo e se trata de um disco perfeito para uma noite tranquila. A cada apreciação o ouvinte poderá descobrir um novo detalhe.

No melhor estilo singer-songwriter, Kiwanuka vai dilacerando os corações de alma pop, ao longo das dez músicas desse grande álbum.

Impossível não pensar em Van Morrison logo que a agulha aterrisa no vinil de capa escura e os primeiros minutos de “Tell Me A Tale” começam a nos emocionar. “Rest” é outra que pode ser a próxima grande música da sua vida. Caso isso não aconteça, você ainda terá outras oito opções para esquecer da desgastante rotina.

Kiwanuka e seu violão podem agradar tanto aos ouvintes de FM que foram pegos pela leveza de Corinne Bailey Rae, quanto aos indies que adoram Mumford & Sons.

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Confira um trecho do DVD “The Best Of Rod Stewart & The Faces”

8 de julho de 2008

Este DVD, lançado no Brasil pela Coqueiro Verde, traz imagens incríveis do cantor em algumas fases, especialmente o lado britânico dos Faces, banda que tinha também o magistral Ronnie Lane, musico já falecido que, com Steve Marriott, liderou o Small Faces, banda mod que deu origem ao Faces!