Brasil é ”tri” no Britpop

29 de novembro de 2012

.Texto e fotos – Vitor Diniz

Deu a lógica e o Pulp fez um vibrante e delicioso show na noite desta quarta-feira, 28 de novembro, na Via Funchal, em São Paulo. Assim, o Brasil completa a tríplice sagrada do chamado Britpop, já que Blur e Oasis tocaram por aqui no passado.( Na verdade somos Tetra, se pensarmos no Suede). Em vários números, o grupo de Sheffield, que ficou dez anos na geladeira, causou emoção como na clássica ”Disco 2000”, primeiro momento de arrepiar de verdade, embora a abertura, com ”Do You Remember The First Time”, já tenha promovido um belo frisson nos presentes, que, se não lotaram, deixaram o local com um aspecto do tipo ”casa cheia”.

Letreiro do palco do show do PulpA troca de energia entre o cantor Jarvis Cocker e seus fãs era marcante. O inglês, que se deslocava pelo palco inteiro, foi performático e justificou a fama de porta-voz da geração dos anos 1990, no Reino Unido. Em ”This Is  Hardcore”, atuou com dramaticidade e foi perfeito!

De volta aos anos 1990

”Common People”, o grande hino do Pulp, provocou tal reação, que,  os indies já imaginavam, e com a logo gigante e colorida da banda piscando ao fundo do palco, era possivel se sentir na Inglaterra de Tony Blair, de Kate Moss e das Spice Girls, de tão pulsante que foram aqueles minutos em especial.

 

Jarvis, que interagiu muito com a plateia, por vezes em português, com um papel como apoio, perguntou se a moçada não iria trabalhar de manhã, em tom de pilha (seriam as pessoas comuns?), porque ninguém queria deixar a banda ir embora. Jarvis ouviu um sonoro “nnnãããooo”. Generosos e agradecidos sempre, os britânicos tocaram por cerca de duas horas.

Belo show, com o som da Via Funchal redondo, e com um público interessado e participativo. Nota dez!

O dia em que encontrei Jarvis Cocker

A Hora do Pulp

26 de novembro de 2012

Por Vitor Diniz

O Pulp toca em São Paulo nesta quarta-feira, na primeira visita que a tradicional banda inglesa fará ao Brasil. Em show único no país, a ser realizado na Via Funchal, o grupo de Jarvis Cocker tem tudo para promover uma comoção indie. Desde que escutei o álbum ”Diferent Class” nos anos 1990, me apaixonei pelo Pulp e até hoje nunca conferi a banda ao vivo.

         Lembremos que Jarvis & Cia ficaram dez anos separados e viraram lenda ”Made in UK”, ao lado de Suede, Elastica, e, principalmente, Oasis e Blur na galeria do Britpop. Em março deste ano, estava em Londres  e,  numa tarde na região da  Carnaby Street, como entrega a foto, tive a sorte de topar com um amável Jarvis, que, sem hesitar e com um jeitão de ”futuro Sir”, engatou numa conversa tranquila comigo. Contei sobre o quanto o Pulp é querido pelos indies brasileiros e perguntei sobre a nossa música. Sincero, ele dizia não conhecer a MPB. Mandei então  um sonoro ”Mutantes??”, e ele, de prima, disse: ” Ah sim! Mutantes, já escutei na rádio”.
         Além de ”Angela”, que está em seu segundo grito solo, lançado pela Rough Trade, confessei que ” Disco 2000” era uma das minhas favoritas entre os petardos do Pulp. Música cujo clipe acho quase tão emblemático do Britsh Way Of Life, quanto uma letra de Ray Davies, dos Kinks.
         Agora falta pouco para ver Jarvis novamente! E quem pode imaginar a reação dos fãs em São Paulo quando ele cantar,  não só a própria ”Disco 2000”, mas também ”Common People” e  ”Do you Remember The First Time?”, por exemplo?

 

artigo publicado por Redação
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