São Paulo

29 de novembro de 2012

03/02/2013 – Grizzly Bear – Cine Joia

29/03/2013 – Lollapalooza Brasil – Jockey Club
Com: The Killers, The Flaming Lips, Cake, Passion Pit e Crystal Castles

30/03/2013 – Lollapalooza Brasil – Jockey Club
Com: The Black Keys, Queens of the Stone Age, Franz Ferdinand e Two Door Cinema Club

31/03/2013 – Lollapalooza Brasil – Jockey Club
Com: Pearl Jam, Planet Hemp, The Hives e Kaiser Chiefs

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Brasil é ”tri” no Britpop

.Texto e fotos – Vitor Diniz

Deu a lógica e o Pulp fez um vibrante e delicioso show na noite desta quarta-feira, 28 de novembro, na Via Funchal, em São Paulo. Assim, o Brasil completa a tríplice sagrada do chamado Britpop, já que Blur e Oasis tocaram por aqui no passado.( Na verdade somos Tetra, se pensarmos no Suede). Em vários números, o grupo de Sheffield, que ficou dez anos na geladeira, causou emoção como na clássica ”Disco 2000”, primeiro momento de arrepiar de verdade, embora a abertura, com ”Do You Remember The First Time”, já tenha promovido um belo frisson nos presentes, que, se não lotaram, deixaram o local com um aspecto do tipo ”casa cheia”.

Letreiro do palco do show do PulpA troca de energia entre o cantor Jarvis Cocker e seus fãs era marcante. O inglês, que se deslocava pelo palco inteiro, foi performático e justificou a fama de porta-voz da geração dos anos 1990, no Reino Unido. Em ”This Is  Hardcore”, atuou com dramaticidade e foi perfeito!

De volta aos anos 1990

”Common People”, o grande hino do Pulp, provocou tal reação, que,  os indies já imaginavam, e com a logo gigante e colorida da banda piscando ao fundo do palco, era possivel se sentir na Inglaterra de Tony Blair, de Kate Moss e das Spice Girls, de tão pulsante que foram aqueles minutos em especial.

 

Jarvis, que interagiu muito com a plateia, por vezes em português, com um papel como apoio, perguntou se a moçada não iria trabalhar de manhã, em tom de pilha (seriam as pessoas comuns?), porque ninguém queria deixar a banda ir embora. Jarvis ouviu um sonoro “nnnãããooo”. Generosos e agradecidos sempre, os britânicos tocaram por cerca de duas horas.

Belo show, com o som da Via Funchal redondo, e com um público interessado e participativo. Nota dez!

O dia em que encontrei Jarvis Cocker

Madrid x Goiânia

11 de novembro de 2012

Texto e fotos – Vitor Diniz

A dupla Madrid, formada por Adriano Cintra e Marina Vello, traz em sua alcunha um mix dos nomes de seus componentes. Ele, ex-mentor do Cansei de Ser Sexy, banda brasileira que consegiu bem mais do que um brilhareco na Inglaterra. Ela se tornou famosa com o Bonde do Rolê, projeto curitibano, divertido, que também agradou aos europeus.

Os dois tocaram neste final de semana no Festival Goiânia Noise, e fizeram um show que foi, no mínimo, correto. Deixando uma expressão de ”quero mais” no rosto dos curiosos de plantão, o rápido (com cerca de quarenta minutos), show da dupla, que parecia deslocada em meio às atrações mais ”agressivas” do evento acabou agradando à pequena plateia. Lembremos que, na sexta-feira (9 de novembro), Goiânia teve uma noite chuvosa, talvez um dos motivos para que o ótimo Centro Cultural Oscar Niemeyer não estivesse repleto.

O Madrid, que foi destaque na revista americana NYLON, uma das “bíblias” de estilo atualmente, fez a sua parte, de forma discreta, lírica e mágica. Adriano, em seu teclado, revelou ser um pianista de fato. A canhota Marina, com seu visual bacanérrimo, usou uma guitarra em alguns números. Já em outros, apenas usou sua voz e convenceu. Quando os dois cantam simultaneamente, o Madrid então se torna sublime.

No fundo do palco, uma projeção com um suposto baterista, justifica de forma inteligente o uso das levadas eletrônicas. Genial ideia!

Para lembrar os grandes do indie

A discrição parece ser uma marca da dupla, que não interagiu com os goianos, não que tenham tido um ar blazé, mas apenas se disseram felizes no final por estarem ali . Seu lindo vinil colorido de estréia não era sequer vendido nas lojinhas que faziam parte da estrutura do festival. E a data não constava na lista de shows, no site deles, que diga-se de passagem é britânico. www.wearemadrid.co.uk

”Sad Song” simbolizou bem o quanto esse duo é talentoso e seu som pode até parecer tristonho, mas na verdade nos remete a grandes nomes do indie dos anos 1990. O Madrid e suas lindas melodias é uma das grandes pedidas da atual cena alternativa. Tomara que eles toquem mais pelo Brasil, e seu disco (Madrid) apareça em nossas prateleiras. A banda, vale lembrar, não vai lançar em cd seu álbum, mas a versão digital e a já citada vinílica merecem o investimento!

Assista entrevista com o Cansei de Ser Sexy em 2005 no Popmix:

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Dívida muito bem paga

22 de outubro de 2012

 Texto e fotos: Vitor Diniz

A cantora americana Beth Ditto e sua banda The Gossip brindaram na noite deste domingo os empolgados cariocas que foram ao Circo Voador, no Rio de Janeiro, após a cidade ser castigada com forte chuva.

A banda, que nos últimos anos foi das mais incensadas pela mídia musical, recompensou quem esperou até às 22h30 da noite dominical, na alagada região da Lapa. Beth, também destaque sempre em editorias de moda e referência cool, com sua postura e discurso ”nem aí para a boa forma”, foi a estrela da noite, é claro.

        

A voz de diva soul da americana e a levada disco de sua banda, que havia tocado na véspera no festival Planeta Terra, em São Paulo, condensa tudo com maestria. Com bom tempero punk, deram graça ao show, que contagiou o público, em ótimo número na casa.

Beth Ditto fez de tudo um pouco: cantarolou a música da novela que virou febre no Brasil, brincou com um ventilador, que supostamente amenizava o imenso calor que ela sentia, colocou um fã no palco e cantou com ele. Uma artista completa, cantora de vozeirão apurado que não perdeu em nenhum segundo o comando das ações e das atenções.

Com cerca de uma hora e meia de apresentação, ela esbanjou carisma e simpatia e se redimiu, ao lado de seu Gossip, pelos dois “canos” que deu nos brasileiros, quando cancelou compromissos por aqui. ”Standing in the way of control”, grande hit da banda, fez, no final, com que a galera se esbaldasse como se não houvesse segunda-feira.

Richard Hawley in concert

14 de outubro de 2012

.Texto e Fotos – Vitor Diniz

          Fazia muito tempo que queria ver o cantor inglês Richard Hawley em ação e as nossas datas não batiam. Em 2009, quando o homem, que tocou no Longpigs e no Pulp, fez um concerto em Londres e eu estava na capital inglesa, não pude vê-lo tocar, pois, no mesmo momento quase de sua apresentaçao, eu entrevistava Isabel Monteiro, em outro canto da cidade. A doçura da cantora do Drugstore e a minha antiga admiração por ela minimizaram a minha perda.

          Agora, em Amsterdã, a escrita foi quebrada! Richard Hawley lançava na Holanda, em um competente show no Melkweg, seu último disco, o elogiadíssimo Standing At The Sky’s Edge, na noite do último dia 9 de outubro.

Hawley ao vivo mantém sua voz limpa como nos discos, idêntica na verdade, e entretem também seus fãs com solos bem azeitados. Sua banda encanta, mas sem jamais deixar o protagonista em ”apuros”, e esteticamente me fez lembrar no grupo  de Noel Gallagher.

Bem antes do Palma Violets

A plateia tinha em média cerca de 40 anos. Afinal, Richard Hawley, apesar de dialogar sempre com novas propostas, está ”nessa” desde quando os garotos do Palma Violets não sonhavam nem em estar na capa do NME.

A casa, de porte médio para pequena, mas com estrutura impecável, recebia curiosamente, em seu outro palco, o show de Richie Sambora, simultaneamente, sem que um respingasse no outro em nenhum sentido. Algo fantástico! Hawley, sempre acertando, em especial ao acionar seu novo cd, contou com a abertura do grupo The Crookes, também de Sheffield, assim como ele.

O inglês, que emula Roy Orbinson e Scott Walker, mostrou que também pensa pesado às vezes, e testou bem o som do Melkweg, tocando alto em vários momentos com tensão e pegada roqueira. Um show de quem sabe das coisas, e que só não foi perfeito, porque o cantor de 45 anos não lançou mão de duas de suas mais inspiradas e famosas músicas: ”Valentine” e ”Serious”, que não foram tocadas nem mesmo no tempo extra da apresentação, que totalizou quase duas horas de diversão para os holandeses.

Richard Hawley e sua mágica voz.

artigo publicado por Redação
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