São Paulo

29 de novembro de 2012

03/02/2013 – Grizzly Bear – Cine Joia

29/03/2013 – Lollapalooza Brasil – Jockey Club
Com: The Killers, The Flaming Lips, Cake, Passion Pit e Crystal Castles

30/03/2013 – Lollapalooza Brasil – Jockey Club
Com: The Black Keys, Queens of the Stone Age, Franz Ferdinand e Two Door Cinema Club

31/03/2013 – Lollapalooza Brasil – Jockey Club
Com: Pearl Jam, Planet Hemp, The Hives e Kaiser Chiefs

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Ugly Kid Joe no Brasil

15 de agosto de 2012

Grupo da Califórnia que ganhou fama nos anos 1990 , se apresentou em SP para alegria dos fãs.

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Kiwanuka na Big Apple

25 de junho de 2012

Texto e foto: Vitor Diniz

Em Nova Iorque existia, mesmo alguns dias antes, um forte frisson em torno da única apresentação do cantor inglês Michael Kiwanuka na cidade. Destaque na revista Time Out daquela semana e com ingressos esgotados, o músico que é uma das grandes apostas para faturar boa parte dos prêmios em 2012, subiu ao palco do Highline Ballroom com sua magistral banda.

Kiwanuka, à frente com seu violão e um certo estilo folk, contou ainda com guitarra, baixo, teclado, bateria e percussão em seu grupo, ou seja, além dele mais cinco músicos altamente habilidosos o acompanharam na noite do último dia 13 de junho, em Nova Iorque.

”You’ll Give Everything But Love” foi a primeira da noite a encantar o interessado público que fazia silêncio para ouvir cada acorde. ”Tell Me a Tale”, que remete a Van Morrison, abre Home Again, único disco do talentoso londrino, filho de africanos. Nesta apresentação, a música ganhou contornos acentuados do mais puro jazz, e, com improvisos redondos, teve sua versão esticada.

Lembrando os grandes da música negra

Cantando quase sempre com o rosto inclinado para a esquerda, o músico quase não encarrava a plateia e parecia fazer força ao soltar sua bela voz, sempre transbordando dramaticidade em suas interpretações valiosas.

”I’m Getting Ready” rendeu um dos mais emocionantes momentos de um show em que Kiwanuka acertou até na hora de sair de cena . Depois de interagir simpaticamente várias vezes com os americanos e de tocar doze faixas fez uma pausa. Depois mais duas no tempo extra, com a dançante ”I Don’t Know”, lembrando os grandes da música negra.

 + Leia a resenha do primeiro disco de Kiwanuka

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Grouplove: palmas e pulos

15 de junho de 2012

Por Vitor Diniz
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Quem frequentou o Maracanã nos anos 1980 sabe que, por vezes, a sua arquibancada tremia em grandes jogos. Os mais velhos diziam que era assim mesmo e tal. A mesma sensação, depois de tantos anos, pode ser sentida na noite desta quarta feira, em Nova Iorque, por este articulista, no show do grupo americano The Grouplove.

O ótimo e confortável Webster Hall estava lotado (ingressos sold out, e na mão de um cambista valiam três vezes mais!). Quando o grupo de Los Angeles tocou seu hit ”Tongue Tied”, o piso  tremia nitidamente. Os novaiorquinos pulavam da forma mais alta que podiam e cantavam em coro. Parecia que todas as tribos tinham representantes ali, desde as patricinhas aos veteranos amantes da música pop, passando pelos (muitos) ”Hipsters” de Williamsburg.
A fofíssima cantora  e  super cool – Hanna Hooper – comandava toda a loucura indie. Ela não para um minuto no palco. Dança, canta, toca teclado ocasionalmente e, principalmente, contagia o público com sua performance eletrizante. Ela é a cara desta incrível banda, que, ao lado de seu vocalista e guitarrista Christian Zucconi, só falta fazer chover no palco.
Em NYC, o Grouplove tocou para uma plateia mesclada em termos de idade e etc, mas, na véspera, na Filadélfia, o grupo, que também lotou o The Teather Of Living Arts,  fez uma apresentação semelhante para uma galera muito mais jovem. Uma moçada com predomínio feminino, que usava bermuda jeans e calçava havaianas. Mesmo assim, também pularam muito ao som do Grouplove.
Ao vivo, os californianos são mais roqueiros  que em estúdio, mas não perdem, apesar da loucura e certa barulheira, seu doce pop. A forma como usam as palmas em alguns números é pra lá de peculiar. Toda esta atmosfera vibrante e a pilha que a banda traz ao vivo pode ser em parte notada no You Tube, no vídeo do programa de David Letterman, quando eles tocaram ”Colours”, música que fechou ambos os concertos do Grouplove, que o Pop Mix acompanhou em domínios ianques. Um dos roadies da banda usava a camisa 7 do Brasil, de Jairzinho. Tudo muito cool, até isso…
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Band of Horses in Rio

20 de maio de 2012

Texto e fotos – Vitor Diniz

Uma das mais elogiadas bandas da cena indie, o Band Of Horses tocou pela primeira vez no Rio de Janeiro, neste sábado (19 de maio), no Vivo Rio.
O grupo de Seattle foi uma das atrações do Festival Lollapalooza, em São Paulo, recentemente, e volta à capital paulista nesta segunda-feira (21 de maio), para show que promete gerar um culto indie no Beco 203, na Rua Augusta, que, por certo, estará repleto.

.No Rio, a banda, revelada pela lendária gravadora Sub-Pop, tocou para poucos em uma casa de porte, digamos, ”mega” para um grupo com pouco espaço na grande mídia brasileira e com status de cult por aqui. Era fácil andar pela pista quase vazia.
Para o show de São Paulo, o fato de a banda ter participado do programa Altas Horas, da Rede Globo, pode ajudar ainda mais a agitar a segundona, que já deve ser frenética, por conta dos indies que frequentam o Baixo-Augusta, região aonde será realizado o show.

Mais rock e menos indie!

Em solo carioca, o Band Of Horses cometeu uma atuação superdecente. Os amplificadores Vox e o órgão de madeira (estilo The Doors) no palco já entregavam que aqueles que estavam ali para a festa do campeonato mundial de surf veriam algo muito bacana. Mais pesados no palco do que no disco, os americanos desfilaram suas canções que exalam o tempero sulista, cheias de ecos country de bandas que formaram o berço denso do rock ianque.

A força das guitarras fala mais alto ao vivo do que a atmosfera melancólica dos três álbuns e o lirismo indie fica, por vezes, em segundo plano, dando espaço a uma camada de guitarras de uma autêntica banda de rock and roll.
A lindissima ”Cigarettes, Wedding Bands” começou o show, dando uma pista errada da apresentação, já que depois, eles aumentaram o volume e fizeram um som cru e roqueiro na maior parte da noite, usando músicas de seus três álbuns.

Noel Gallagher e um golaço

3 de maio de 2012

Texto e foto – Vitor Diniz

        Parecia um duelo entre Manchester City e Palmeiras, já que eram muitas as pessoas desfilando com a camisa azul do time inglês, nos arredores  do estádio Palestra Itália, em direção ao show de Noel Gallagher no ”vizinho” Espaço das Américas, em São Paulo, na noite dessa quarta-feira, 2 de maio.. Para completar o clima ”Pop-Boleiro”, uma grande bandeira verde do time do Parque Antártica era exibida na pista em frente ao palco, em que um dos mais ferrenhos torcedores do virtual campeão inglês  iria cantar. E, na verdade, havia mais fãs com camisas do City do que, por exemplo, do Oasis, a banda que um dia, Noel e seu irmão Liam, fizeram ser a mais querida da Inglaterra. Liam que, lembremos, essa semana roubou a cena em um jogo em Manchester.

Feliz com a fase de seu time, Noel, que se alternou entre guitarras e violões,  foi pontual e começou com, ”(It’s Good) To Be Free”, como tem feito nestes shows em que divulga seu disco, Noel Gallagher’s High Flying Birds.

Assim como no concerto em que o Popmix cobriu em Zurique, em março deste ano, na Suíça, essa  música que data dos tempos de Oasis mostrou que não é (apesar de muito boa), tão contundente para uma abertura de um show deste porte. E olha que em São Paulo ela foi muito cantada por um público que esteve fechado com seu ídolo o tempo todo e chegou a gritar seu nome em coro muitas vezes.

Já “Mucky Fingers”, que vem na sequência, foi bem mais contagiante,  e passou por cima de sua antecessora, com uma energia incrivel e deu, ai sim, de vez, ”calor” a uma noite em que São Paulo ainda contou com clima de inverno fora de época.

“Everybody’s on the Run” foi  a primeira da fase ”solo” e  ”Dream On”, que venho no embalo, foi das mais marcantes do show.

Preterida por Noel em seu  álbum, a ótima ”Freaky Teeth” foi, sem dúvida, o momento mais roqueiro do show. Agora fica ainda mais claro que o lado punk do Oasis estava mais atrelado à persona de Liam,  e não há como negar que a sujeira rock and roll do grupo, o Gallagher mais velho deixou ir embora  com o Beady Eye.

Muitos pediram o hit ”The Masterplan” e o que Noel disse??

Quando os fãs pediram ”The Masterplan”, um clássico ”Oasisiano”, sabe o que o famoso ranheta disse aos paulistanos? Bem, antes ele fez apenas negativo com a  cabeça e completou falando que quem quisesse escutar essa canção poderia pegar o disco  Stop The Clocks do Oasis e dar o play.

“Let the Lord Shine a Light on Me”, que está no lado B de “AKA… What a Life!”, foi tocada pela primeira vez e sinalizou  um avanço,  pois Noel e sua excelente banda não alteram quase nada no set list desta turnê. Talvez uma mudança ou duas possam ocorrer no show desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a ser realizado no Vivo Rio.

Para reviver a ”Oasismania”, o homem que escreveu “Whatever” e “Don’t Look Back In Anger”, cantou ambas e levou tanto à euforia quanto às lágrimas, boa parte dos mais de seis mil presentes..

+ Popmix acompanhou show de Noel Gallagher na Suíça

+ UOL confere entrevista coletiva de Noel em SP

+ Assista especial Oasis no Popmix

The Ting Tings no Cine Joia

2 de maio de 2012

Texto e foto – Vitor Diniz

A dupla inglesa The Ting Tings fez um energético show no Cine Joia, em São Paulo, nesta terça-feira. Oriunda de Manchester, cidade também de Noel Gallagher, que toca hoje na cidade, o The Ting Tings contou com um ótimo público, apesar da fria noite paulistana.

Sem nenhum músico de apoio e apenas com Katie White e Jules de Martino dando conta de guitarras, baixo, bateria, bumbos, piano e vozes, o The Ting Tings contagiou os presentes com seu rock dançante, com embalagem house e indie. A lourinha Katie parecia estar fazendo seu último show, tamanha era sua empolgação e, ao lado do não menos eficiente Martino, mostraram o quanto atitude, conceito e uma performance arrojada podem fazer a diferença.

”Meu português é uma m*, então vamos dançar!”

Formado na Inglaterra em 2006, e com dois discos no mercado, o duo que se tornou famoso em todo o mundo graças ao hit “That’s Not My Name”, guardou seu single dourado, que ganhou tantas pistas de dança em 2008, para o final. Katie convocou nesse momento, paulistanos e afins, para cantarem a plenos pulmões.

”Estamos muito felizes de estar pela segunda vez em São Paulo, mas como meu português é uma m*, vamos dançar!”, disse no início da noite, lendo em um papel com toda sua discolância, a menina que é a voz central do The Ting Tings.

E pensar que na noite anterior os também ingleses do grupo James fizeram um belo show no mesmo palco! Que venham Noel Gallagher nessa quarta-feira e o The Kooks na próxima semana!

A terra da garoa agradece.

Feriado Indie

30 de abril de 2012

Por Vitor Diniz

A semana será cheia de opções para quem não vive sem música na maior cidade brasileira. Uma certa invasão inglesa irá acontecer nos palcos da capital paulista entre segunda-feira (29 de abril) e quarta-feira (dia 2 de maio).

O cultuado grupo James (foto) começa a sequência de concertos na segunda-feira, com sua atuação no Cine Joia, local que receberá também a curiosa e eficiente dupla The Ting Tings, na noite seguinte. Já na quarta-feira, um duelo britânico com Noel Gallagher e o seu High Flying Birds, tendo a concorrência dos veteranos músicos do Duran Duran, que tocarão no Credicard Hall, enquanto o ex-Oasis estiver em ação no Espaço das Américas. Os camarotes para o show do Duran Duran já estão esgotados.

Veja todos os detalhes aqui!

Tindersticks na Suíça

1 de abril de 2012

Texto e fotos: Vitor Diniz

Existem certas bandas que só poderiam tocar mesmo em lugares especiais, aqueles em que além do som perfeito, tenham uma atmosfera única. No caso do grupo inglês Tindersticks, uma ambientação sofisticada, porém despretensiosa, também deve ser acrescentada.

E foi em uma casa com todas estas características mencionadas acima, o Kaufleuten, em Zurique, que a banda fez um belo show no final de março, na Suíça, lançando Something Rain, seu novo disco e liderado pela voz inconfundível de Stuart Staples. O Tindersticks fez um concerto e tanto no Kaufleuten, local que tem nuances de teatro municipal ou Royal Albert Hall.

“Show Me Everything” foi das músicas mais emocionantes com backing vocals delicados e precisos. Já “Slippin’ Shoes” foi a melhor da noite; um primor, que mostrou como o grupo se preocupa com a riqueza dos arranjos. Nada parece fora do lugar na performance do Tindersticks. Cada solo, cada movimento no palco traz algo sublime.

Os suíços na plateia pareciam hipnotizados pelo som elegante e com ecos de jazz dos ingleses. Atentamente, acompanhavam em silêncio total os solos, tanto de trompete, quanto de órgão e guitarras. Pareciam se deliciar com a voz de Stuart. No final de cada número, aclamavam totalmente o grupo.

Mesmo sem tocar alguns clássicos, como “Dying Slowly” e “Sometimes It Hurts”, o Tindersticks deixou seus fãs de Zurique mais do que satisfeitos. A lojinha vendendo discos e produtos do grupo, lotada após o show, foi o grande indicador dessa satisfação.

Roger Waters e o “Muro dos Sentidos”

30 de março de 2012

Por Diogo Simões

O que dizer quando todas as suas melhores expectativas são superadas? Isso aconteceu comigo e com certeza, com as milhares de pessoas que lotaram o Engenhão na noite de ontem(29) para assistir, não a um show, mas a uma experiência sensorial tendo como mestre de cerimônia  Mr. Roger Waters.

Numa agradável noite carioca, Mr. Waters levou todos os presentes a uma viagem onde o principal sentido a aguçar seria a visão. O Som penetrava na alma como um plano de fundo para o que estávamos assistindo atônitos, e ao mesmo tempo vibrantes.

Waters subiu no palco às 21:30, e na introdução do show, um avião desgovernado “explode” ao se chocar contra o muro em “In the flesh?”, já mostrando o que estava por vir: pirotecnia, luzes e arte digital que surpreendiam a cada momento.

Logicamente os clássicos como “Another Brick in the Wall” e “Comfortably Numb” botaram o estádio abaixo, enquanto ninguém desgrudava os olhos do muro que era construído ao longo da apresentação e destruído no segundo ato. Aliás, não tem bis. Tem intervalo mesmo com acender das luzes e tudo, dando um ar teatral ao estádio, se é que isso é possível.

Em Mother, Waters puxou a viola para a execução do clássico. Nela, questionou a ação dos governos, deixando bem clara sua falta de confiança em todos eles – com um palavrão enorme projetado no muro(Nem Fod….).

“Gostaria de dedicar este concerto a Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça; e também a todas as famílias das vítimas do terrorismo de estado em todo mundo. ‘The wall’ não é sobre mim, mas sobre Jean e todos nós”, disse o músico em português.

No segundo ato, Roger canta a frente do gigantesco muro e através de incríveis efeitos tridimensionais em alta definição ele interage com “seu muro” de forma enebriante até finalizar o show com o folk “Outside the Wall”.

Roger Waters é uma daquelas figuras do rock and roll que carrega uma história de genialidade, personalidade e carisma. Um dos pouquíssimos que consegue lotar estádios executando as canções de um único trabalho. E com sua criatividade, e a de sua equipe de criação visual, nos tirou da condição de público para a de testemunhas oculares e sonoras de um dos mais bem produzidos shows da história da música contemporânea.